Cidades

PANDEMIA

Terminal rodoviário de Campo Grande fecha novamente após 41 dias

Fechamento ocorre após recomendação do Ministério Público do Estado

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O Terminal Rodoviário Senador Antônio Mendes Canale, em Campo Grande, amanheceu fechado nesta sexta-feira (5). As plataformas foram lacradas novamente 41 dias depois da reabertura.

Quem desembarcou hoje no terminal ficou do lado de fora. Mas houve quem foi ao local sem saber do fechamento. “Eu não estava sabendo que ia fechar”, frisou um passageiro, que não quis se identificar.

Decreto que regulamentou a medida foi publicado na terça-feira (2). Em caso de descumprimento, as penas são rescisão da outorga onerosa e apreensão do veículo, sem contar eventuais processos judiciais e demais sanções administrativas.

O terminal ficou 32 dias fechado anteriormente, entre março e abril. Assim como agora, a medida visa minimizar o avanço da pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

HISTÓRICO  

O fechamento foi anunciado pelo prefeito Marcos Trad (PSD) durante transmissão ao vivo na rede social Facebook ontem. “Estamos dando 48h em razão de passagens já compradas e adquiridas pelos usuários”, disse.

A medida foi tomada logo após o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) o fechamento do terminal, como noticiou o Correio do Estado na edição de segunda-feira (1º).

A reportagem esteve no local e constatou que muitas pessoas que estavam sem a máscara e algumas que demonstravam não temerem a contaminação pelo novo coronavírus, ainda mais dentro de um ônibus fechado em uma viagem que duraria horas.  Atualmente, as empresas só podem fazer viagens intermunicipais, ou seja, nenhum ônibus pode sair ou entrar no Estado.

Este detalhe, somado ao fato que o número de casos de Covid-19 no interior estão aumentando cada vez mais, levou à decisão do prefeito. “Não há outra possibilidade de atitude. Impressionou o número de infectados”, justificou. Além do fechamento da rodoviária, a barreira sanitária posicionada na saída para São Paulo também terá atendimento intensificado.

volta do prejuízo

Ás vésperas de tarifaço no pedágio da BR-163, Motiva anuncia prejuízo

Balanço da Motiva, divulgado nesta quarta-feira (29), revela recuo de 2,6% no movimento e prejuízo de R$ 1 milhão no primeiro trimestre

30/04/2026 19h20

Investimentos começaram em julho do ano passado e agora em abril foi liberada ao tráfego o primeiro trecho de faixa adicional, em Mundo Novo

Investimentos começaram em julho do ano passado e agora em abril foi liberada ao tráfego o primeiro trecho de faixa adicional, em Mundo Novo

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Depois de contabilizar lucro líquido de R$ 21,1 milhões no primeiro trimestre do ano passado, a concessionária Motiva Pantanal fechou os primeiros três meses de 2026 com prejuízo de R$ 1 milhão, conforme balanço do grupo Motiva publicado nesta quarta-feira (29).

O prejuízo foi anunciado às vésperas do provável tarifaço que deve ocorrer depois da relicitação, concluída em leilão da B3 em maio do ano passado.

Uma das explicações para o resultado ruim deste primeiro trimestre é a queda de 2,6% no número de veículos que passaram nas nove praças de pedágio. Nos três primeiros meses do ano passado foram 13,416 milhões de veículos (eixos).

Em igual período deste ano, o total caiu para 13,017 milhões. Por conta disso, o faturamento com a cobrança de pedágio recuou de R$ 108 milhões para R$ 107 milhões.

Esta queda, segundo os dados do balanço do grupo Motiva, poderia ter sido compensada pelo reajuse de 5,53% nas tarifas em meados de junho de 2025. Mas, a partir de agosto, todos os motoristas que utilizam TAG para cobrança automática da tarifa têm direito a 5% de desconto, que entrou em vigor depois da assinatura do contrato de repactuação. 

E por conta deste novo contrato, assinado em agosto, a concessionária retomou os investimentos na principal rodovia de Mato Grosso do Sul, que estavam suspensos havia quase dez anos. Somente no primeiro trimestre foram R$ 119 milhões. 

Eles começaram em julho do ano passado e em meados de abril foi liberado um trecho de quase dois quilômetros de terceira faixa, próximo da divisa com o Paraná, na altura dos quilômetros 7 e 10. O novo contrato prevê ao menos 147 quilômetros de faixa adicional. 

No balanço trimestral a Motiva informa que ao longo do primeiro trimestre fez 160 obras de melhorias, em equipamentos e no ativo financeiro. Próximo Naviraí, Campo Grande, Bandeirantes, Jaraguari e Coxim estão em andamento obras de duplicação.  O contrato prevê que pelo menos 203 quilômetros terão de ser duplicatos. Atualmente, cerca de 150 quilômetros contam com esta benfeitoria.

Até o começo do ano passado os prejuízos faziam parte da rotina dos balanços da CCR MSVia (atualmente Motiva Pantanal). A principal explicação era que  desde meados de 2021 a empresa contabilizava apenas 47,3% daquilo que faturava. O restante era depositado em uma conta separada.

Mas, a partir de dezembro de 2024 passou a ser contabilizado o faturamento real daquilo que era arrecadado nos pedágios e durante todo o ano passado a empresa noticiou lucro liquido de R$ 558,2  milhões. Nos 12 meses de 2024 a empresa reportou aos seus acionista um prejuízo de R$ 376,5 milhões. 

PROVÁVEL TARIFAÇO

Mas, o novo contrato prevê que em meados deste ano ocorra uma espécie de tarifaço na cobrança do pedágio, que hoje está na casa dos R$ 8,20 a cada 100 quilômetros. o contrato de repactuação, assinado em agosto do ano passado, diz que a tarifa poderá dobrar depois que estiveram concluídos os principais investimentos, como duplicações e instalação de terceira faixa. 

Porém, um tereço des percentual poderá ser aplicado já após o primeiro ano do novo contrato. Além disso, a concessionária terá direito à correção anual das tarifas, da ordem de 4,5%. Então, se a empresa tiver feito os investimentos previstos no contrato, o reajuste pode ser da ordem de 35% e o usuário passará a ser obrigado a desembolsar quase R$ 12,00 a cada cem quilômetros. 
 

Pedro Gomes

Jovem é torturado e morto com 32 facadas em MS; polícia prende sete suspeitos pelo crime

Vítima de 23 anos foi sequestrada, torturada e morta com 32 facadas; crime foi transmitido por videochamada

30/04/2026 18h32

Jovem é torturado e morto com 32 facadas em MS; polícia prende sete suspeitos pelo crime

Jovem é torturado e morto com 32 facadas em MS; polícia prende sete suspeitos pelo crime Divulgação

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A atuação integrada das forças de segurança pública resultou na prisão preventiva de sete integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) por um homicídio brutal ocorrido em Pedro Gomes.

A vítima, identificada como Francisco Vinicius Leoncio Barroso, de 23 anos, foi sequestrada, torturada e morta com 32 facadas.

Segundo as investigações, cinco suspeitos foram presos em Pedro Gomes, enquanto outros dois foram localizados e capturados em Rondonópolis (MT), evidenciando a articulação interestadual das ações policiais.

De acordo com a apuração, a vítima foi rendida por integrantes da facção com o uso de armas de fogo, amarrada e submetida a intensa violência antes de ser executada. A tortura, conforme a polícia, foi transmitida por videochamada para outros membros da organização, incluindo lideranças do grupo.

O irmão da vítima também estava no local e seria alvo dos criminosos, mas conseguiu fugir ao perceber a chegada dos suspeitos. Durante as diligências, os policiais apreenderam veículos utilizados no crime, além de arma de fogo e munições compatíveis com a ação criminosa.

A identificação dos automóveis, a localização dos suspeitos e a reconstituição da dinâmica do crime ocorreram em curto espaço de tempo. A operação contou ainda com desdobramentos em Mato Grosso, reforçando a cooperação entre forças de segurança e o intercâmbio de informações entre estados.

Os investigados devem responder por homicídio qualificado e por envolvimento em organização criminosa, entre outros crimes. As penas podem chegar a até 30 anos de reclusão, conforme a legislação vigente.

A Delegacia de Polícia de Pedro Gomes destacou que a rápida elucidação do caso reforça o compromisso das instituições com o combate ao crime organizado e a manutenção da ordem pública. Segundo a unidade, ações integradas devem continuar sendo intensificadas na região.

Em cerca de um mês, pelo menos 15 pessoas foram identificadas como integrantes ou colaboradoras da organização criminosa. Também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Pedro Gomes e Rondonópolis.

As investigações continuam por meio da Operação Expurgo, que tem caráter permanente e é voltada ao enfrentamento de crimes violentos e à repressão qualificada de facções criminosas no município.

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