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Terras indígenas são as que mais protegem biodiversidade

Demarcação tem que estar no centro do debate político, diz ministra

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A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (foto), defendeu, nesta quarta-feira (19), mais reconhecimento dos povos indígenas como parte da solução para os problemas ambientais e a crise climática. Em cerimônia para comemoração do Dia dos Povos Indígenas, a ministra destacou que dados sobre desmatamento nos diferentes biomas mostram que as terras indígenas são os locais com maior proteção à biodiversidade no país.

Sônia disse que é preciso avançar na demarcação de terras e que a sociedade não indígena também deve reconhecer a necessidade de que essa pauta esteja no centro do debate político, tanto quanto o debate ambiental e das mudanças climáticas.

“Não é só com a nossa presença, mas com esse reconhecimento, mudança de postura, com respeito aos modos de vida, com respeito a Constituição Federal, com o cumprimento da demarcação dos territórios indígenas. Não dá mais para negar que os territórios indígenas são essenciais para conter essa crise climática, não dá mais para negar que os territórios indígenas são os espaços onde há maior proteção da biodiversidade”, afirmou.

“Não [é] só olhar para nós e achar os cocares e os enfeites bonitos, mas olhar para nós como sujeitos de direitos. Temos que ser reconhecidos como parte da solução para o problema que o mundo enfrenta hoje”, disse Sônia durante a abertura do Encontro MPI-Funai pelo Fortalecimento da Política Indígena, hoje em Brasília.

A ministra disse que, após anos de retrocesso no debate da pauta indígena, alguns avanços começam a ser conquistados, como a criação do Ministério dos Povos Indígenas e a presença de indígenas em posições de comando, em espaços como a presidência da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a cargo de Joenia Wapichana, e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde.

Contudo, Sônia frisou que a demarcação de terras continua sendo a maior pauta para os povos indígenas. Ela destacou que há um passivo muito grande de territórios a serem regularizados, demarcados e homologados.

“Nós somos o resultado das lutas dos povos indígenas, resultado dessa resistência, somos essa trajetória que não desistiu, essas pessoas que não recuaram, e hoje assumimos esse lugar [de destaque]. E aqui a gente dá continuidade à luta que nos trouxe até aqui, a nossa bandeira de luta, que é a conquista dos nossos territórios”, afirmou a ministra.

Alterações

Joenia Wapichana disse que trabalha por plano de carreira e concurso público para a Funai - Antonio Cruz/ Agência Brasil

Entre os avanços, a presidente da Funai, Joenia Wapichana, destacou a alteração no nome da fundação, após a aprovação de projeto de lei de sua autoria (PL 5.466/2019), enquanto exercia mandato de deputada federal. Aprovada pelo Congresso em 2022, a mudança do nome Fundação Nacional do Índio para Fundação Nacional dos Povos Indígenas teve o objetivo de representar de maneira mais apropriada a diversidade cultural e étnica dos povos originários.

Segundo Joenia, a alteração foi fundamental para a celebração da diversidade dos povos indígenas, pois o termo “índio” tem conotação pejorativa. “O propósito é reconhecer o direito desses povos de, mantendo e fortalecendo suas identidades, línguas e religiões, assumir tanto o controle de suas próprias instituições e formas de vida quanto de seu desenvolvimento econômico”, afirmou Joenia, à época.

Ela lembrou ainda a mudança no nome do Dia Nacional do Índio para Dia Nacional dos Povos Indígenas, afirmando que, com isso, os povos indígenas são apresentados “como coletividade, como detentores de direitos constitucionais”.

A presidente da Funai destacou também a retomada das discussões para demarcação de terras indígenas em diferentes regiões do país, após a constituição de oito grupos de trabalho, bem como a restrição de uso em áreas onde vivem povos isolados.

De acordo com Joenia, a instituição atravessa um quadro extremamente grave, após anos de sucateamento e de desvalorização dos servidores. Ela informou que vai trabalhar para que o plano de carreira da Funai avance e para que seja realizado novo concurso público para o órgão neste ano.

Joenia disse que, quando lideranças indígenas reivindicam a demarcação de suas terras, elas estão reivindicando a proteção dos recursos naturais e, por consequência, suas próprias vidas.

“Cabe a nós, Funai, juntamente com o Ministério dos Povos Indígenas, ter esse olhar de urgência. Acontece que não é tão rápido como a gente gostaria que fosse. A Funai hoje tem seus gargalos, que ultrapassam anos. E não vai ser de um dia para o outro que a gente vai resolver esse gargalo todo”, afirmou.

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Em MS

Carro com mais de 500 quilos de drogas é interceptado após cerco na MS-395

Veículo foi interceptado próximo a Anaurilândia após uma ação integrada entre forças de segurança; motorista afirmou que levaria os entorpecentes de Ponta Porã para São Paulo

21/09/2026 11h30

Carga apreendida era composta por 633 tabletes de maconha, além de skunk e haxixe

Carga apreendida era composta por 633 tabletes de maconha, além de skunk e haxixe Foto: Divulgação/PRF

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Durante uma ação integrada que contou com a participação da Polícia Militar Rodoviária, Polícia Rodoviária, a Força Tática de Nova Andradina e a Polícia Militar do Distrito de Quebracho, apreendeu na manhã do último domingo (20), aproximadamente 505,2 quilos de drogas, enquanto realizavam uma abordagem na MS-395. A apreensão ocorreu próximo ao município de Anaurilândia

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a ação teve início quando a equipe tentou abordar um veículo Up de cor vermelha, porém a interceptação imediata não ocorreu. 

Com isso, a informação foi repassada a outras forças de segurança regionais, possibilitando a montagem de um cerco tático, que contribuiu na captura do automóvel no km da MS-395. 

Após pararem o veículo, foi iniciada a vistoria no interior do veículo, os policiais federais e os demais agentes, perceberam volumes cobertos por um tecido preto no banco traseiro, além de mais entorpecentes no porta-malas. 

Ao todo, foram encontrados e apreendidos 633 tabletes de maconha, chegando a um total de 487,4 quilos, além de 17,7 quilos de substâncias similar ao skunk e 100 gramas de substância análoga ao haxixe, totalizando em aproximadamente 505,2 quilos. 

De acordo com o condutor ele confessou ter buscado as drogas em Ponta Porã e que o destino final seria a cidade de São Paulo. O rapaz foi preso em flagrante por tráfico de drogas. 

BALANÇO

Desembarques no Aeroporto de Bonito crescem 50% em um ano

32.582 desembarques foram registrados entre janeiro e agosto de 2026, ante 21.614 no mesmo período do ano anterior

21/09/2026 11h15

Voo de Guarulhos a Bonito - painel no aeroporto de GRU

Voo de Guarulhos a Bonito - painel no aeroporto de GRU Foto: Naiara Camargo

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Aeroporto de Bonito está movimentado em 2026.

Dados divulgados pelo Observatório do Turismo e Eventos de Bonito (OTEB) apontam que 32.582 desembarques foram registrados, entre janeiro e agosto de 2026, no Aeroporto de Bonito.

No mesmo período de 2025, foram contabilizados 21.614 desembarques. Portanto, o crescimento é de 50,75% de um período para o outro.

O mês de agosto de 2026 registrou 4.504 desembarques, sendo 1.487 da Gol, 1.356 da Azul, 1.286 da Latam e 375 de outros voos.

Estima-se que, do total de turistas que visitaram Bonito e região no mês passado, 18,12% desembarcaram pelo aeroporto.

Os números ainda mostram que, de janeiro a dezembro de 2025, 36.388 pessoas chegaram em Bonito através do aeroporto.

AEROPORTO DE BONITO

O Aeroporto Regional de Bonito (BYO) está localizado no KM-13 da MS-178, a 13 quilômetros do Centro.

O Governo de Mato Grosso do Sul é o responsável por administrar o local. As companhias aéreas que operam são Azul, Gol e Latam.

As rotas ligam o município ao Aeroporto de Congonhas (CGH), Guarulhos (GRU) e Viracopos (Campinas).

Atualmente há voos chegando ao Aeroporto de Bonito todos os dias da semana - segunda, terça, quarta, quinta, sexta-feira, sábado e domingo.

Em 3 de setembro de 2025, o município recebeu voo direto de Guarulhos pela primeira vez na história.

A rota GRU-BYO/BYO-GRU é inédita pois liga Bonito ao Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos, o maior da América do Sul, com 50 destinos nacionais e 90 internacionais.

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