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VOLKSWAGEN

Testamos o Saveiro Cross

Testamos o Saveiro Cross

Redação

01/10/2010 - 10h57
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PAULO CRUZ

Boas ideias sempre acabam sendo copiadas e, às vezes, até melhoradas. No mundo dos automóveis isso é muito comum. O que é sucesso em uma marca acaba aparecendo em outra. A Volkswagen, por exemplo, viu que a receita de sucesso da picape Fiat Strada, que adotou adereços para ficar com jeitão de off-road na linha Adventure, deu certo e tratou de adotar o mesmo estilo na Saveiro, com a versão Cross. A Peugeot também “entrou na lama” com a picape Hoogar Scapade. O que todas têm em comum é o apelo visual. Embora com nomes sugestivos, nenhuma delas tem aptidões para o fora-de-estrada. Apenas a Strada Adventure Locker, que tem um sistema que bloqueia o diferencial dianteiro, proporciona uma desenvoltura maior em terrenos difíceis.

A Saveiro Cross, alvo desta matéria, segue a receita mercadológica da concorrência: suspensão reforçada, pneus de uso misto e apliques visuais jipeiros. Além disso, trata-se da versão mais completa e sempre na configuração cabine estendida – também invenção da rival, que deu um passo à frente com o lançamento da Strada cabine dupla. Apesar de pouco original, a estratégia deu resultado. Lançada em março, Cross já responde por mais de 10% das vendas totais da Saveiro. E ajudou o modelo a retomar a vice-liderança do segmento, antes nas rodas da Chevrolet Montana. Agora, à sua frente, só aparece a Strada. A picape Agile, que será lançada no fim do mês, vai engrossar a briga.

O modelo da VW parte dos R$ 43.794 e conta com uma boa lista de itens de série. Estão lá direção hidráulica, trio elétrico, regulagem de altura do banco do motorista, alarme na chave tipo canivete, parasóis com espelho iluminado, iluminação do compartimento de carga, ajustes de altura e de profundidade do volante, computador de bordo, sensor de obstáculos traseiro, entre outros. Fica mais barato que a Fiat Strada Adventure Locker, que parte de R$ 48.460, sem oferecer retrovisores elétricos, sensor de estacionamento ou ajustes do banco, mas que conta com ar, estribos e janela traseira corrediça de série, além de bloqueio eletrônico do diferencial dianteiro. E pouca coisa mais em conta que os R$ 43.328 da Hoggar Escapade, que só tem cabine simples e oferece ar e estribos a mais, mas só oferece como único opcional o airbag.

Com ar, airbag duplo, freios com ABS, função coming/leaving home, volante multifuncional e rádio/CD/MP3 com entradas USB e SD card e conexão Bluetooth passa dos R$ 48 mil.

Visual
Por fora, a versão aventureira da picape da Volks conta com os apliques típicos do chamado “off-road light”. Molduras pretas nos paralamas, na saia dianteira e nas laterais, bagageiro que forma uma espécie de santantônio na ponta do teto, pneus de uso misto 205/60 em rodas de liga-leve aro 15, spoiler traseiro, faróis e lanterna de neblina e capota marítima.

Visualmente, a Saveiro conta com um estilo que, se não é ousado, pelo menos é mais moderno que a principal rival da Fiat, apesar de a Hoggar ser bem mais arrojada. Na frente, a picape da Volkswagen conta com o mesmo desenho do Gol, com faróis angulosos e com desenhos irregulares, grade trapezoidal e capô abaulado com duas saliências, reforçados pelos apliques jipeiros da versão Cross. Nas laterais, a linha de cintura levemente em cunha “combina” com um pequeno vinco na parte inferior da lataria. Na traseira, um visual bem simples, com lanternas predominantemente horizontais de contornos arredondados.

No motor, a Saveiro também não empolga. Usa o manjado motor EA-111 VHT 1.6, que gera 101 cv de potência com gasolina e 104 cv com etanol a 5.250 rpm e torque máximo de 15,4 e 15,6 kgfm aos 2.500 giros. A Hoggar Escapade tem um 1.6 16V de 111/113 cv, enquanto a Strada Adventure conta com o 1.8 de 112/114 cv.

Ponto a Ponto

Desempenho
O veterano motor 1.6 confere uma performance correta à picape da Volkswagen quando vazia. Afinal, são 1.074 kg e os 104 cv – com etanol – emprestam certa agilidade ao modelo. O propulsor responde bem às investidas no pedal do acelerador e as relações curtas das duas primeiras marchas contribuem para um zero a 100 km/h em competentes 10,7 segundos.

Estabilidade
Os pneus de uso misto e os amortecedores melhor calibrados na traseira garantem um comportamento dinâmico bem mais interessante à versão Cross, mesmo na comparação com as outras configurações da linha.

Consumo
 O modelo avaliado fez a média de 7,1 km/l com etanol e uso 2/3 na cidade.  
Conforto
A configuração Cross parece mais bem acertada e melhor calibrada, o que significa uma melhor filtragem das irregularidades das nossas esburacadas pistas. Mesmo assim, em trechos mais acidentados e de terra, os sacolejos dentro do habitáculo são inevitáveis. O espaço para pernas é o normal para um compacto, com limitações para os joelhos, enquanto o vão para cabeças é beneficiado pela boa altura do modelo. Atrás dos bancos cabem malas pequenas. O isolamento acústico falha já aos 100 km/h.

Acabamento
A Saveiro Cross conta com um acabamento bastante simples. Os revestimentos de painéis, portas e bancos são até agradáveis aos olhos e ao tato, mas há abuso de peças plásticas, uma espécie de regra dentro do segmento de compactos.
Design
A Saveiro é uma das mais moderninhas no segmento e usa a frente do Gol. A traseira, contudo, é bastante comportada e no visual geral o modelo não oferece qualquer arrojo ou ousadia, como é de praxe na maioria dos modelos da Volkswagen. Mas a versão Cross reforça a robustez com os apliques visuais que remetem ao fora-de-estrada.

Custo/benefício
A Cross usa a estratégia da roupagem aventureira para fazer frente aos outros pseudo-off-road do segmento, como Hoggar Escapade e Strada Adventure. Parte dos R$ 43.794 reúne uma boa lista de itens de série e fica bem competitiva perante seus rivais. Além disso, é um modelo que chama a atenção nas ruas e confere uma boa imagem a quem está a bordo.

Motor 1.6 responde bem

Uma das boas formas de avaliar um automóvel é pelo comentário das pessoas, pelo menos visualmente. Nesse aspecto, a Saveiro Cross faz bonito. A fantasia jipeira atrai muitos olhares e passa uma sensação de robustez, que também pode ser conferida no desempenho. Com suspensão reforçada, amortecedores recalibrados e pneus de uso misto, a Cross se mostra bem mais interessante que o restante da linha. Primeiramente pela estabilidade. A Saveiro Cross é mais acertada nas curvas, não faz menção de sair de frente e torce a carroceria dentro da normalidade. Além disso, o modelo não sofre com ventos laterais.

O conforto também é beneficiado. Enquanto as versões da picape compacta, como a Trooper, sofrem nas buraqueiras das nossas ruas, sem absorver bem as irregularidades, a Cross é melhor ajustada e lida bem com os terrenos acidentados. Mas é bom lembrar que, em pisos mais severos, os ocupantes sofrem. E melhor ainda não esquecer que, apesar da proposta visual fora-de-estrada, esta configuração da Saveiro só tem ganho de força e resistência para trechos menos amistosos, mas não tem itens realmente off-road, como tração 4X4 ou diferencial blocante, o que a capacitariam para uma trilha leve.

Na estrada a picape da Volks mostra desenvoltura. Os 104 cv garantem arrancadas satisfatórias, com um zero a 100 km/h em 10,7 segundos. Um desempenho competente ajudado pelo peso da picape de pouco mais de uma tonelada – e pelo câmbio muito bem escalonado, com relações curtas entre a primeira e segunda e entre a segunda e terceira marchas. Na hora de encarar trechos de subida e ultrapassagens, a Saveiro garante boas retomadas. O motor enche já nas 2.500 rotações e otimiza a performance do modelo.

A vida a bordo oferece o que se espera de um modelo do segmento dos compactos. Espaço limitado para pernas e acabamento com algumas falhas aparentes. O teto elevado da Saveiro aumenta a sensação de amplitude a bordo e a posição elevada de dirigir facilita a vida do motorista. A ergonomia é razoável – o ajuste de altura do banco do motorista é tosco – e o modelo conta com um câmbio com engates precisos e relações curtas. No consumo, a Saveiro se junta aos modelos flex “beberrões” contemporâneos e anotou a média de 7,1 km/l de álcool com uso 2/3 na cidade e 1/3 na estrada.

Meio Ambiente

Estiagem interrompe fluxo do Rio da Prata sob ponte em Jardim

Trecho mais elevado próximo à Ponte do Curé secou, mas rio volta a correr mais à frente

27/08/2026 17h45

Trecho seco do Rio da Prata

Trecho seco do Rio da Prata Reprodução/ Instituto Amigos do Rio da Prata

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A estiagem fez com que a água do Rio da Prata deixasse de passar sob um trecho da Ponte do Curé, na região de Jardim, a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande. Imagens registradas no dia 25 de agosto mostram o nível baixo do rio e pequenas áreas de água nas proximidades.

O Rio da Prata é um dos principais cursos d'água da região da Serra da Bodoquena e afluente do Rio Miranda. Suas áreas de nascentes e banhados têm importância para a manutenção da qualidade e da disponibilidade hídrica, além de abrigarem espécies da fauna e contribuírem para a conexão entre áreas de vegetação nativa.

Além da importância ambiental, o rio é um dos principais símbolos do ecoturismo de Mato Grosso do Sul. O Recanto Ecológico Rio da Prata, em Jardim, recebe visitantes para atividades como flutuação em águas cristalinas, em um trecho conhecido pela presença de diversas espécies de peixes. O atrativo integra o circuito turístico de Bonito e Jardim.

Trecho seco do Rio da Prata

Segundo informações divulgadas no perfil do Instagram do  Instituto Amigos do Rio da Prata, a interrupção do fluxo sob a ponte pode ocorrer durante períodos de estiagem. Apesar do trecho seco, o rio mantém pontos com água e retoma seu curso mais à frente.

Os atrativos turísticos da região seguem funcionando normalmente. A equipe também mantém o monitoramento do rio e poderá realizar ações de manejo caso seja necessário evitar que peixes fiquem isolados em poças durante o período de seca. A recuperação do fluxo depende da volta das chuvas à região.

serial killer

Interrogatório do Maníaco da Cruz é novamente adiado para março de 2027

Interrogatório estava previsto para novembro, mas foi remarcada por ausência de horário de videoconferência no presídio; Este é o segundo adiamento do processo em que o serial killer responde por resistência mediante violência ou ameaça

27/08/2026 17h29

Dyonathan Celestrino em audiência realizada em dezembro de 2025

Dyonathan Celestrino em audiência realizada em dezembro de 2025 Foto: Reprodução

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O interrogatório de Dyonathan Celestrino, de 34 anos, conhecido como Maníaco da Cruz, responsável por uma série de assassinatos em Rio Brilhante, foi novamente adiado em processo que ele responde por resistência mediante violência ou ameaça. A audiência estava inicialmente marcada para 28 de abril, sendo adiada para 10 de novembro, e agora novamente remarcada para março de 2027.

Neste processo, ele é acusado de agredir um policial penal utilizando uma garrafa com urina, que foi arremessada no servidor após Celestrino se recusar a voltar para a cela no Instituto Penal de Campo Grande.

A audiência de 28 de abril foi cancelada um dia antes, após manifestação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) requerendo o adiamento devido a impossibilidade de participação da promotora de Justiça designada para atuar no caso, por estar de atestado médico.

Desta forma, a audiência de instrução em continuidade foi redesignada para o dia 10 de novembro de 2026, mas, nesta quinta-feira (27), houve um novo adiamento, desta vez devido a ausência de horário de videoconferência no presídio onde ele está custodiado.

A nova data foi marcada para 2 de março de 2027, quando será realizada a oitiva das testemunhas e interrogatório do Maníaco da Cruz.

Conforme despacho da 5ª Vara do Juizado Especial Cível e Criminal de Campo Grande, a audiência será presencial, com exceção do acusado, que poderá participar por videoconferência, assim como testemunhas residentes fora da Capital.

Resistência mediante violência

Conforme reportagem do Correio do Estado, o caso pelo qual Celestrino será interrogado aconteceu em setembro de 2024, quando ele estava no solário do Instituto Penal de Campo Grande, onde está preso desde 2013, e, depois de expirado o horário de banho de sol, um policial penal solicitou que ele retornasse à cela.

O Maníaco da Cruz se negou a obedecer a ordem e resistiu, tendo sido necessário o uso de escudo por parte dos funcionários do Instituto Penal para conter o detento.

Neste momento, Dyonathan se tornou agressivo e arremessou urina, que estava armazenada em uma garrafa pet, contra o policial penal, que foi atingido no corpo e no olho direito.

O policial relatou que tal comportamento por parte do denunciado é recorrente, sendo comum a prática de agressões e o arremesso de dejetos biológicos contra os servidores.

Denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e uma primeira audiência de instrução, com participação do acusado, foi realizada no dia 1º de dezembro de 2025. Na ocasião, a defesa discordou dos termos da denúncia e afirmou a improcedência da inicial acusatória, mas se reservou ao direito de adentrar com profundidade no mérito da causa ao final da instrução criminal em alegações finais.

Recorrente

A conduta do preso é recorrente, no sentido de agredir e atirar dejetos biológicos contra os servidores.

No dia 27 de setembro de 2023, conforme noticiou o Correio do Estado, ele agrediu um policial penal e ameaçou de morte outros agentes após o banho de sol.

Na ocasião, Dyonathan estava no solário de cela especial e, durante o procedimento de fechamento da ala, ele estava alterado e se recusou a voltar para sua cela, se jogando ao solo e contra as paredes, gritando que mataria os policiais penais.

Equipe de resistência foi acionada para ajudar a conter o preso, ma ele continuou demonstrando resistência, desferindo socos e pontapés. Um dos policiais foi atingido por socos no rosto. 

Internação em presídio

Dyonathan Celestrino é responsável por uma série de assassinatos em Rio Brilhante, em 2008, e desafia o sistema penitenciário. Isto porque ele segue internado na ala de saúde do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) por falta de um ambiente adequado ao seu quadro de psicopatia.  

A pena de internação pelos crimes cometidos em 2008, quando ainda era adolescente, já foi cumprida entre os anos de 2008 e 2011. Ele atingiu a maioridade penal, de 21 anos, em 2013, quando deveria ter sido solto, mas devido à impossibilidade de reintegração à sociedade e a falta de vagas em hospitais de custódia, segue no Instituto Penal.

Dyonathan é avaliado regularmente por perícia médica, para constatar se há a cessação de periculosidade ou permanência, tendo laudos apontando que ele continua com transtornos de psicopatia que impedem o convívio social, sendo mantida a medida de segurança de internação.

Os crimes

O serial killer conhecido como Maníaco da Cruz, escolhia as vítimas de forma aleatória, e obrigava que respondessem diversas perguntas sobre comportamento sexual. Se fossem consideradas impuras, eram assassinadas, tendo seus corpos posicionados em sinal de crucificação.  

A primeira vítima do Maníaco da Cruz foi seu vizinho, o pedreiro Catalino Gardena, de 33 anos, morto no dia 2 de julho de 2008. No julgamento de Dyonathan, Catalino “mereceu” morrer porque era alcoólatra e homossexual.  

A segunda vítima foi Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, foi assassinada no dia 24 de agosto do mesmo ano, por ser LGBTQIAPNA+.

No dia 3 de outubro de 2008, o Maníaco da Cruz fez a terceira vítima, Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, encontrada seminua em uma obra, com um bilhete próximo ao corpo citando que “morto não responde aos recados”.

Na época em que foi apreendido, Dyonathan disse que matou as vítimas porque elas não seguiam os preceitos de Deus. O Maníaco da Cruz foi apreendido em sua casa em outubro de 2008, e posteriormente, encaminhado à Unei de Ponta Porã.  

Em 2013, ele fugiu da unidade para o Paraguai, sendo encontrado e preso novamente.  

Há mais de 10 anos ele está submetido a interdição e medida de segurança, o que o mantém como interno na ala de saúde do Instituto Penal de Campo Grande.

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