Cidades

o crime compensa

TJMS eleva pena de homem preso com 613 kg de cocaína

Mesmo assim, ele terá de cumprir apenas 6 anos e nove meses em regime fechado. Inicialmente, juiz havia dado pena menor

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A atuação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) garantiu a reforma de uma sentença em um caso de tráfico interestadual de drogas, em julgamento realizado pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Por unanimidade, os desembargadores acolheram recurso apresentado pelo MPMS, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Brasilândia, e afastaram a aplicação do chamado tráfico privilegiado concedido ao réu condenado pelo transporte de 613,60 quilos de cocaína. Neste caso a pena varia de um ano e 8 meses a cinclo o anos de reclusão. 

No recurso, o Promotor de Justiça Adriano Barrozo da Silva sustentou que as circunstâncias do crime demonstravam dedicação à atividade criminosa, o que inviabilizaria a concessão do benefício previsto no artigo 33, § 4º, da Lei de Drogas. A tese ministerial foi acolhida pelo relator do processo, Desembargador José Ale Ahmad Netto, com o acompanhamento unânime dos demais integrantes da Câmara.

De acordo com o acórdão, embora o acusado fosse primário, a expressiva quantidade de entorpecente apreendida e a forma de execução do delito evidenciaram envolvimento com atividade criminosa organizada. A droga era transportada para outro estado da Federação em um veículo de grande porte previamente preparado para a ação ilícita.

A decisão também destacou que a responsabilidade atribuída ao réu na operação extrapolava a atuação de um traficante ocasional, afastando a tese de que ele exercia apenas a função de “mula” do tráfico. Para o Tribunal, o modus operandi empregado revela uma atuação incompatível com os requisitos exigidos para o reconhecimento do tráfico privilegiado.

Com o provimento do recurso ministerial, foi retirada a causa de diminuição de pena aplicada na sentença de primeiro grau. A Corte promoveu nova dosimetria e fixou a pena definitiva em seis anos, nove meses e vinte dias de reclusão, além do pagamento de 680 dias-multa.

A decisão reforça a importância da atuação do MPMS no enfrentamento ao tráfico de drogas e na defesa da correta aplicação da legislação penal. Ao recorrer da sentença, o Ministério Público contribuiu para que fossem devidamente consideradas a gravidade dos fatos, a elevada quantidade de droga apreendida e as circunstâncias que demonstraram a complexidade da empreitada criminosa.

Misantropia

Falso alerta da Defesa Civil foi recebido em MS e outros estados

A Defesa Civil Nacional tirou a plataforma de envio de alertas do ar após o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil ser invadido.

20/06/2026 07h10

O falso alerta chegou aos celulares em MS à meia noite, em meio à chuva que atingia boa parte do Estado

O falso alerta chegou aos celulares em MS à meia noite, em meio à chuva que atingia boa parte do Estado

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No início da madrugada deste sábado (20) moradores de diversos estados brasileiros receberam um Alerta Extremo enviado supostamente pelas pastas locais com a palavra misantropia, que quer dizer "horror à humanidade ou aversão à natureza humana".

A Defesa Civil Nacional tirou a plataforma de envio de alertas do ar após o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil ser invadido.Segundo o comunicado do órgão nacional, o alerta falso foi disparado de maneira remota por alguém que não faz parte do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

A notificação chegou a celulares localizados no Distrito Federal, no Paraná, no Rio de Janeiro, São Paulo , Bahia e Mato Grosso do Sul. Neste último estado, o alerta chegou exatamente à meia noite, quanto o tempo estava chuvoso, o que fez com que o alerta fosse levado a sério por muita gente.

O falso alerta chegou aos celulares em MS à meia noite, em meio à chuva que atingia boa parte do EstadoAlerta de tornado e mensagem com referências a misantropia foi enviado a celulares de MS

As mensagens de alerta enviadas quando há fenômenos naturais em andamento, como fortes chuvas ou possibilidade de tempestades, geralmente pedem para que os cidadãos busquem abrigo ou saiam de determinados locais.

Segundo a Defesa Civil, a Polícia Federal será acionada e "tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas".

Antes, as pastas paulista e paranaense já haviam negado que tinham enviado as mensagens.

O falso alerta fez o termo figurar entre os mais buscados no Google. Na manhã deste sábado, misantropia segue como o termo mais pesquisado na ferramenta; mais de 1 milhão de consultas foram feitas desde às 23h40 de ontem.

Medida Provisória

Estudante de Medicina precisará de nota mínima no Enamed para exercer profissão

Usuários poderão definir os próprios limites de pagamento; bancos têm prazo até outubro para adaptar sistemas

19/06/2026 22h00

Foto: Divulgação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta sexta-feira, 19, medida provisória que institui, como força de lei, o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como método avaliativo dos alunos e dos cursos de Medicina no Brasil, e com exigência de nota mínima para que estudantes possam exercer a profissão.

Agora, o Enamed será realizado a cada seis meses e também será usado como a prova teórica do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) para atuar no Brasil. A nota estará incluída no histórico escolar do estudante.

A prova será obrigatória para o estudante de Medicina que estiver no 6º ano de curso - estudantes do 4º ano também poderão fazer a prova apenas como efeito diagnóstico do aluno e da instituição de ensino, sem que a nota seja incluída no histórico escolar. A nota mínima exigida é de 60 pontos.

A prova terá 100 perguntas objetivas, com duração de cinco horas A correção do exame usará o Método de Angoff modificado, na qual especialistas estimam, para cada um dos itens, a probabilidade de acerto de um candidato minimamente competente.

O novo Enamed já será aplicado no segundo semestre deste ano, no dia 13 de setembro. As inscrições vão até 29 de junho e os resultados serão divulgados em 4 de dezembro.

A primeira edição do Enamed, realizada no ano passado, mostrou que cerca de um terço dos cursos de Medicina no Brasil não alcançaram desempenho proficiente no Enamed, segundo o Ministério da Educação (MEC).

Foram 351 instituições avaliadas. Desse grupo, 304 estão sob o crivo do MEC. A pasta instaurou processos de supervisão contra 99 cursos de Medicina que obtiveram conceitos 1 e 2 no exame.

Outra novidade que está no texto da Medida Provisória trata sobre instituições de medicina estaduais e municipais, que não podem ser supervisionadas pelo MEC.

Segundo o texto, órgãos estaduais terão de adotar medidas de supervisão contra as faculdades sob sua supervisão. O ministério identificou que 14 cursos avaliados como insuficientes não estão sofrendo medidas espontâneas de supervisão.

Como mostrou o Estadão, a má avaliação de instituições de ensino estaduais e municipais acendeu o alerta no MEC, que passou a estudar uma medida legislativa para garantir que possa atuar em relação a essas instituições.

Além disso, a pasta estuda fazer uma cooperação com Estados para "harmonização de critérios regulatórios entre os diversos Sistemas de Ensino."

"O Enamed não é apenas um exame de proficiência dos estudantes, mas tem funcionalidade dupla para avaliar os cursos de Medicina", disse Marta Abramo, secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC.

"Temos uma convicção que o resultado que vem desse exame é um insumo muito precioso, importante para as ações de regulação e supervisão."

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