Cidades

OPERAÇÃO DO GAECO

Todos os vereadores de Centralina, interior de MG, são presos por corrupção

Todos os vereadores de Centralina, interior de MG, são presos por corrupção

G1

28/01/2016 - 19h00
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Após a prisão de mais cinco vereadores na manhã desta quinta-feira (28) pela Polícia Militar (PM), o Legislativo de Centralina, no Triângulo Mineiro, enfrenta uma situação inédita: todos parlamentares eleitos na Casa estão afastados suspeitos de desvio de dinheiro público. Os políticos são investigados na Operação Viagem Fantasma, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Uberlândia (Gaeco). Além dos vereadores, um ex-servidor da casa foi detido nesta quinta-feira.

Os vereadores retornariam de recesso na próxima segunda-feira (1º). Quatro suplentes já foram nomeados para as vagas deixadas pelos vereadores detidos na primeira fase da operação. Os cargos serão ocupados pela comerciante Izanete Rosa (PSC), o funcionário de uma empresa de materiais de construção Adilson Gargamel (PMN), o ex-vereador William Garcia (PPS), e o funcionário público Sebastião da Luz (PCdoB).

Os quatro tomarão posse na segunda e, caso os cinco vereadores detidos nesta quinta-feira não sejam liberados, outros suplentes serão convocados.

Prisões
Na primeira fase da operação, quatro dos nove vereadores foram detidos. Eurípides Batista Ferreira, o Baianinho (Pros), Hélio Matias (PSL), Carla Rúbia (SDD) e Roneslei do Carmo Soares (PR) foram liberados e renunciaram ao cargo. Eles tiveram os bens bloqueados a fim de garantir ressarcimento ao erário.

Na segunda fase, realizada nesta quinta-feira (28), a Polícia Civil apresentou, na delegacia de Uberlândia, os vereadores Wandriene Ferreira de Moura (PR), Sonia Martins de Medeiros Rosa (PP), Ismael Pereira Peres (PT), Rodrigo Lucas (PT do B) e Cleison Vieira (PDT). Os cinco vereadores foram detidos e encaminhados para o Presídio Professor Jacy de Assis. Um ex-servidor também foi detido. Entre os políticos presos nesta manhã, está uma vereadora que é irmã do atual prefeito de Centralina.

Dentre os crimes nos quais o grupo pode responder estão peculato, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. No último dia 19 de janeiro, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e quatro vereadores tiveram a prisão preventiva decretada.

De acordo com as informações da Promotoria, os vereadores fizeram acordo de colaboração premiada, confessaram os crimes e delataram os demais. Posteriormente, o ex-vereador e advogado, conhecido como Marcinho, também foi preso por envolvimento nos crimes.

A partir de agora, todos os documentos serão analisados para conclusão das investigações e envio do inquérito civil ao Judiciário.

O G1 procurou também outros representantes na Câmara Municipal, por telefone, mas as ligações não foram atendidas.

A operação 
A operação do Gaeco tem o intuito de desmontar um esquema de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro na cidade de Centralina. Até nesta quinta, os nove vereadores foram presos, além do ex-vereador Marcinho e um ex-servidor da Câmara.

Conforme nota à imprensa, o Gaeco informou que os vereadores foram investigados por “recebimento de diárias de viagens que na realidade nunca aconteceram, bem como o desvio de dinheiro público cometido por alguns vereadores e servidores da Câmara".

A primeira fase da operação envolveu 40 policiais militares e dez viaturas.  A assessoria de comunicação do Ministério Público disse, por e-mail, que provavelmente o promotor vai atender a imprensa somente depois das investigações. São, ao todo, seis investigações em curso envolvendo desvios de recursos públicos por vereadores e servidores da Câmara Municipal de Centralina.

Feminicídio

Fardada, subtenente da PM é encontrada morta em casa com tiro no pescoço

O namorado da vítima, de 50 anos, foi preso e a polícia investiga o crime como feminicídio

06/04/2026 17h00

Marlene de Brito Rodrigues estava há 37 anos na Polícia Militar de MS

Marlene de Brito Rodrigues estava há 37 anos na Polícia Militar de MS Reprodução/Redes Sociais

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A subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi encontrada morta dentro de casa no final desta segunda-feira (6), no bairro Estrela D’alva, em Campo Grande. 

A policial estava fardada e a polícia investiga o crime como um possível feminicídio. O principal suspeito é o namorado da vítima, Gilberto Jarson, de 50 anos. 

De acordo com as investigações, o casal se relacionava há um ano e quatro meses e morava na mesma casa há dois meses. 

Vizinhos relataram que Gilberto saiu para buscar Marlene no trabalho no fim da manhã. Ao retornarem, por volta das 11h30, foi ouvido um disparo. O vizinho do casal, que também é policial, pulou o muro da casa e viu Gilberto com a arma na mão. 

O namorado afirmou que Marlene havia cometido suicídio, relato que apresentou contradições quando contado à polícia. 

A mulher foi encontrada caída, fardada, com uma marca de tiro na região do pescoço. Marlene atuava na Ajudância Geral, no Comando Militar, e estava há 37 anos na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Ela se formou na terceira turma de soldados femininos do Estado.

Se confirmado como feminicídio, Marlene se torna a 9ª vítima do crime em 2026 em Mato Grosso do Sul e a primeira vítima em Campo Grande. 

Em nota, a Polícia Militar do Estado lamentou a morte da subtenente e prestou solidariedades à família. 

“Diante da gravidade do ocorrido, a PMMS solicita encarecidamente o respeito à dor da família. Pedimos que seja preservada a privacidade dos entes queridos e que se evite a propagação de informações não confirmadas ou imagens que possam ampliar o sofrimento dos familiares. Informamos que as circunstâncias que envolveram o óbito ainda estão sendo devidamente apuradas. A Corporação, por meio de seus setores competentes, está acompanhando o caso de perto para que todos os fatos sejam esclarecidos com a precisão e a seriedade necessárias”, afirmou um trecho. 

Feminicídios em 2026

primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime. Ela foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. 

Maurício da Silva, sobrinho da vítima, confessou que matou a tia após uma discussão com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

 

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Contaminação

Anvisa proíbe 52 lotes de suplemento por risco de salmonella

Produto com moringa é alvo de alerta após contaminação resistente a antibióticos; agência lista números dos lotes e orienta não consumir

06/04/2026 16h56

Reprodução

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu 52 lotes do suplemento alimentar Dietary Supplement Rosabella Moringa Capsules, após alerta de risco de contaminação por bactéria Salmonella resistente a antibióticos.

O produto é fabricado pela empresa Ambrosia Brands e contém a planta Moringa oleifera, cujo uso em alimentos já é proibido no Brasil desde 2019.

Segundo a Anvisa, o suplemento está envolvido em um surto nos Estados Unidos com uma cepa resistente, o que pode dificultar o tratamento em casos graves. A salmonelose costuma provocar diarreia, febre e cólicas abdominais entre 12 e 72 horas após a ingestão, com maior risco para crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade. Em situações mais severas, podem ocorrer complicações como endocardite e artrite.

Mesmo sem registro no Brasil, a agência identificou anúncios do produto em plataformas de e-commerce com possibilidade de importação direta por consumidores. A medida tem caráter preventivo e impede importação, comercialização, distribuição e uso dos lotes listados. A Anvisa também alerta que produtos à base de moringa são frequentemente divulgados com promessas de cura para doenças, o que é proibido e irregular.

Lotes proibidos pela Anvisa

Lotes 5020*

5020591, 5020592, 5020593, 5020594, 5020595, 5020596

Lotes 5030*

5030246, 5030247, 5030248, 5030249, 5030250, 5030251

Lotes 5040*

5040270, 5040271, 5040272, 5040273, 5040274, 5040275, 5040276, 5040277, 5040278, 5040279

Lotes 5050*

5050053, 5050054, 5050055, 5050056

Lotes 5060*

5060069, 5060070, 5060071, 5060072, 5060073, 5060074, 5060075, 5060076, 5060077, 5060078, 5060079, 5060080

Lotes 5080*

5080084, 5080085, 5080086

Lotes 5090*

5090107, 5090108, 5090109, 5090113, 5090114, 5090115, 5090116, 5090117, 5090118

Lotes 5100*

5100039, 5100048

A recomendação é que consumidores não adquiram o suplemento e suspendam imediatamente o uso caso tenham algum dos lotes listados. Denúncias podem ser feitas às vigilâncias sanitárias locais ou diretamente à Anvisa.

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