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Tóquio esgota reserva de água engarrafada

Tóquio esgota reserva de água engarrafada

terra

24/03/2011 - 13h40
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Os cidadãos de Tóquio esgotaram quase todas as reservas de água engarrafada depois que na quarta-feira as autoridades desaconselharam que as crianças consumissem água corrente e apesar de nesta quinta-feira os níveis de radiação terem diminuído.

As autoridades da capital distribuíram nesta quinta-feira 240 mil garrafas de 550 ml às famílias dos cerca de 80 mil bebês de Tóquio (três garrafas por criança) e cinco cidades próximas, perante o temor de uma contaminação radioativa.

As mães, muitas delas com suas crianças, esperaram pacientemente para receber uma doação que começou a acabar depois do terremoto do dia 11 e que com o anúncio de quarta-feira desapareceu quase totalmente das prateleiras na capital.

A preocupação de que a falta de água engarrafada se agrave em uma zona metropolitana com mais de 30 milhões de habitantes levou o Governo a pedir às empresas de água mineral que aumentem sua produção e a pensar na opção de importar água do exterior.

A atenção está centrada na estação de tratamento de Kanamachi, onde a água registrou na terça-feira uma concentração de iodo radioativo (o isótopo I-131) de 210 becquerel por quilo, superior aos 100 recomendados para bebês, mas abaixo dos 300 becquerel para os adultos.

A Prefeitura de Tóquio indicou nesta quinta-feira que o conteúdo de iodo nessa estação caiu durante dois dias até os 79 becquerel.

No entanto, a preocupação pelas repercussões dos vazamentos radioativos na usina nuclear de Fukushima Daiichi, afetada gravemente pelo terremoto e pelo tsunami de 13 dias atrás, não parou apesar dos pedidos de calma das autoridades.

Embora a usina nuclear se encontre a cerca de 250 km ao norte de Tóquio, a contaminação radioativa aumentou na quarta-feira acima dos níveis recomendados para crianças nas águas das estações de Saitama e Chiba, nas cercanias da capital.

Comprar água nos supermercados e nas lojas 24 horas de Tóquio era uma complicada tarefa, pois as garrafas desapareceram das estantes, apesar de o porta-voz do Governo do Japão, Yukio Edano, ter voltado a pedir nesta quinta-feira que as pessoas não fizessem estoques.

Em uma das lojas do centro de Tóquio era possível ler um cartaz que pedia para os clientes não comprarem mais de uma garrafa de água por pessoa, em frente a uma geladeira que oferecia como alternativa chá, refrigerantes e outras bebidas não alcoólicas.

Na internet, um dos meios favoritos de compras no Japão, nesta quinta-feira 12 garrafas de dois litros de água eram vendidas a 18,8 mil ienes (164 euros), enquanto na Amazon japonesa, um loja de departamento virtual, era impossível adquirir água mineral natural.

Edano reiterou nesta quinta-feira que os níveis de iodo e césio na água corrente de Tóquio não significam um risco imediato para a população.

O porta-voz lembrou nesta quinta-feira que deve ser analisada a evolução dos níveis de radioatividade e não só os dados pontuais de um dia pois, em relação às informações recolhidas durante um período, "serão adotadas as medidas necessárias".

Edano indicou nesta quinta-feira que é possível que haja um aumento da importação de água mineral para diminuir um problema que é ainda mais grave em cidades e povoados da província de Fukushima, onde os níveis de radiação são muito elevados.

Segundo o jornal Nikkei, algumas empresas de bebidas têm sérias dificuldades para aumentar sua produção de água mineral.

Para as mães japonesas a incerteza sobre a possível piora da qualidade da água é uma grande preocupação, já que é a base de bebidas que usam leite em pó e outras fórmulas indispensáveis para a alimentação infantil.

Momentos de Tensão

Homem morre após atirar contra PM, invadir casa de idosa e ser baleado em MS

Um dos tiros atingiu o colete de um policial; suspeito entrou em residência durante tentativa de fuga e morreu após ser socorrido em Bataguassu.

15/09/2026 18h28

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu.

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu. Foto: Reprodução Redes sociais.

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Um homem identificado como Wesley morreu após um confronto com policiais militares em Bataguassu, depois de ser denunciado por moradores por supostamente andar armado pelas ruas, ameaçar pessoas e efetuar um disparo em via pública. Durante a ocorrência, ele ainda teria atirado contra a equipe policial e invadido a casa de uma idosa na tentativa de fugir.

De acordo com as informações iniciais, a Polícia Militar foi acionada depois que moradores relataram a presença de um homem armado no bairro.

Segundo testemunhas, Wesley caminhava pela região com um revólver, apontava a arma para pessoas que estavam na rua e dizia em voz alta que mataria alguém.

Antes mesmo da chegada da viatura, vizinhos ouviram um disparo. Os relatos feitos aos policiais indicavam que o homem continuava armado e ameaçando quem passava pelo local.

A situação se agravou quando a equipe da Polícia Militar chegou à região. Conforme as informações preliminares da ocorrência, Wesley percebeu a aproximação da viatura e efetuou disparos contra os policiais.

Um dos tiros atingiu o colete à prova de balas de um dos integrantes da equipe. O policial não foi atingido diretamente pelo projétil.

Na sequência, Wesley tentou escapar e correu em direção a uma residência localizada na Rua Diamantino, esquina com a Rua 13 de Outubro.

No momento da fuga, uma idosa deixava o imóvel. Wesley teria aproveitado a abertura da residência para entrar na casa, enquanto os policiais acompanhavam a movimentação.

Diante da possibilidade de a idosa ser mantida como refém, ela foi retirada da residência e deixou o imóvel em segurança. Durante o restante da ocorrência, a moradora permaneceu em uma casa próxima, onde recebeu apoio de vizinhos.

Com a moradora fora do imóvel, os policiais prosseguiram com a intervenção. Segundo a versão inicial apresentada pela Polícia Militar, houve um novo confronto dentro da residência, e dois disparos efetuados pela equipe atingiram Wesley.

Mesmo depois do confronto, o homem foi socorrido pelos próprios policiais e encaminhado ao pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de Bataguassu. Ele, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Com Wesley, foi apreendido um revólver calibre .38 Special, que deverá passar pelos procedimentos periciais relacionados à investigação.

A área onde ocorreu o confronto foi isolada para preservar a cena. Peritos do Núcleo de Perícias de Bataguassu estiveram no endereço e realizaram os levantamentos necessários para auxiliar na apuração das circunstâncias da morte.

A idosa que teve a residência invadida não ficou ferida e permaneceu em uma casa próxima durante o atendimento da ocorrência. A avó de Wesley também mora na mesma quadra, na Rua 13 de Outubro.

Investigação vai apurar origem da arma

As circunstâncias da ocorrência deverão ser investigadas, incluindo a dinâmica dos disparos efetuados antes e durante a intervenção policial.

Entre os pontos a serem esclarecidos está a origem do revólver calibre .38 encontrado com Wesley. A investigação também deverá buscar identificar quem seria a pessoa que ele supostamente ameaçava matar antes da chegada dos policiais.

O histórico policial de Wesley também deverá integrar a apuração. Conforme as informações disponíveis, ele já possuía registros anteriores envolvendo porte de drogas, dano, resistência, lesão corporal e violência doméstica.

Em um dos episódios anteriores, a avó de Wesley precisou ser hospitalizada depois de tentar defender a própria filha durante uma situação de agressão atribuída a ele. O episódio foi registrado na delegacia de Bataguassu e passou a integrar seu histórico policial.

Agora, além de esclarecer o que ocorreu dentro da residência, a investigação deverá confrontar os relatos dos policiais e das testemunhas com os elementos recolhidos pela perícia, incluindo a arma apreendida, para estabelecer a sequência dos disparos e as circunstâncias que terminaram com a morte de Wesley.

Saúde

Mais de 21 mil crianças já receberam vacina contra pneumonia em MS

Pneumo 20 passou a fazer parte do calendário infantil em 2026 e protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo

15/09/2026 18h00

Reprodução/Agência Brasil-Tomaz Silva

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Mais de 21,7 mil crianças menores de 5 anos já receberam a vacina Pneumo 20 em Mato Grosso do Sul desde o início da estratégia de vacinação, em junho. O imunizante passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação em 2026 e amplia a proteção contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, entre elas pneumonia e meningite.

No Brasil, mais de 1 milhão de crianças dessa faixa etária já foram vacinadas desde o início da estratégia. A Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo e também oferece proteção contra otite média, que pode provocar complicações, inclusive perda auditiva.

A vacinação contra o pneumococo é voltada principalmente à prevenção das formas graves da doença, que podem evoluir para complicações e levar à internação, especialmente entre crianças pequenas.

Entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica no Brasil, com 1,4 mil mortes. A taxa de letalidade no período foi de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 589 casos e 187 óbitos.

Esquema de vacinação

A substituição da Pneumo 10 pela Pneumo 20 ocorre de forma gradual, enquanto os estoques da vacina anterior ainda são utilizados na rede pública. Por isso, o esquema infantil passa temporariamente pela combinação dos dois imunizantes.

Para crianças que estão iniciando a vacinação, a orientação é receber a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.

Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10 não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. Já aquelas que iniciaram a vacinação com Pneumo 13 ou Pneumo 15 na rede privada podem completar o esquema com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.

Após o fim dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil passarão a ser feitas com a Pneumo 20.

Pais e responsáveis devem conferir a situação vacinal das crianças na caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso haja alguma dose pendente. O histórico também pode ser consultado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

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