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TPI emite ordem de prisão contra Kadafi, seu filho e cunhado

TPI emite ordem de prisão contra Kadafi, seu filho e cunhado

ig

28/06/2011 - 00h00
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Durante uma audiência pública em Haia, os juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiram nesta segunda-feira mandados de prisão contra o líder líbio, Muamar Kadafi, seu segundo filho, Saif al-Islam, e seu cunhado Abdullah al Senusi, que também é chefe da inteligência militar do regime. Depois do sudanês Omar al-Bashir, Kadafi é o segundo chefe de Estado a ter determinada sua prisão pela corte penal.

"Pela presente, a câmara emite uma ordem de prisão contra Muamar Kadafi", declarou a juíza Sanji Mmasenono Monageng, durante uma audiência do TPI, com sede em Haia.

Em uma audiência pública, os juízes do TPI afirmaram que a Procuradoria apresentou provas suficientes para que fosse emitido o mandado de prisão de Kadafi e pessoas de seu entorno, acusados de crimes contra a humanidade supostamente cometidos na Líbia desde fevereiro, durante as revoltas no país.

A decisão foi anunciada no dia em que os bombardeios da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) completam 100 dias.

Em 16 de maio, o procurador Luis Moreno-Ocampo pediu aos juízes que emitissem ordens de prisão contra o coronel Kadafi, seu filho Saif al-Islam e o diretor do serviço secreto líbio, Abdullah al-Senusi.

Os três são suspeitos de homicídios e de perseguições, que constituem crimes contra a humanidade cometidos pelas forças de segurança contra a população civil líbia desde 15 de fevereiro, sobretudo nas cidades de Trípoli, Benghazi e Misrata.

As autoridades líbias disseram previamente que não reconhecem o tribunal e que não estavam preocupados com a eventual emissão de mandados de prisão.

A revolta na Líbia provocou milhares de mortes, segundo o procurador do TPI, e resultou na fuga para o exterior de quase 650 mil líbios e o deslocamento dentro do país de outros 243 mil, de acordo com a ONU.

Avanço rebelde

O anúncio do TPI veio pouco após forças rebeldes na Líbia terem dito que conquistaram novas posições e estavam a cerca de 50 km da capital do país, Trípoli. Um porta-voz dos rebeldes disse que houve confrontos violentos nas imediações da cidade de Bair-al-Ghanam, a sudoeste da capital, no domingo.

O ministro de Defesa do Conselho Nacional de Transição, Jalal el- Dighaily, disse à BBC que forças opostas ao líder líbio, Muamar Kadafi, podem também tentar entrar na capital pelo leste. Segundo relatos da agência de notícias líbia, também houve novos ataques da Otan contra alvos em Trípoli.

Na capital do país, um porta-voz do governo, Moussa Ibrahim, disse que Kadafi continua no controle do poder no país.

Resistência

Segundo um correspondente da BBC, que acompanha os rebeldes, disse que eles parecem estar consolidando suas posições, cada vez mais próximas da capital. No entanto, eles vêm enfrentando forte resistência de forças leais ao regime de Kadafi.

Antes dos novos avanços, quando os rebeldes lutavam a 80 km da capital, o porta-voz rebelde disse à agência de notícias Associated Press que a captura da cidade de Bir al-Ghanam seria um passo importante para uma futura invasão de Trípoli.

O ministro da Defesa dos rebeldes, Jalal al-Dgheli, disse à BBC que uma invasão pelo leste pode ocorrer nos próximos dias, apesar de muitos preferirem lançar um operação a partir das montanhas ocidentais do outro lado da cidade.

"Os desertores do regime nos dizem que o número de pessoas que apoiam Kadafi é cada vez menor, os que estavam próximos a ele o abandonam e seu círculo diminui diariamente", disse Al-Dgheli.

Memória

Morre em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista, que já trabalhou no Correio do Estado, O Globo e Estadão morreu em casa, neste domingo (22)

22/03/2026 19h08

Jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista João Naves de Oliveira Arquivo

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Morreu neste domingo (22), em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira. Ao longo de sua carreira, Naves ocupou cargos como de editor no Correio do Estado, e de correspondente em jornais como O Globo e O Estado de S.Paulo. 

Naves, como era conhecido nas redações, morreu em casa. Ele enfrentava há vários anos problemas de saúde. João Naves era viúvo da jornalista Denise Abraham, que faleceu aos 55 anos, em 2012. Naves deixa a filha Yolanda.

O jornalista mudou-se de São Paulo para Campo Grande na década de 1980 para trabalhar no jornal Correio do Estado. Desde então foi, também, correspondente do jornal O Globo em Mato Grosso do Sul, tendo participado de vários pools de reportagens, como a ocupação dos kadiwéus que fez cinco pessoas reféns, entre autoridades da Funai, jornalistas e arrendatário de terra em Bodoquena. 

Já no período que antecedeu sua aposentadoria, foi assessor de imprensa do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e também correspondente do jornal O Estado de S.Paulo.

MEIO AMBIENTE

Lula cita "ajuda inestimável" de Riedel e Adriane para realização da COP15 em MS

Presidente disse que Campo Grande ser sede é uma "escolha estratégica", por ser ponta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo

22/03/2026 19h03

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o apoio do governador Eduardo Riedel (PP) e da prefeita Adriane Lopes (PP) para que a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) sobre a Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) fosse realizada em Mato Grosso do Sul.

Durante seu discurso no segmento presidenciável da conferência na tarde deste domingo, Lula comentou que contou com uma “ajuda inestimável” dos líderes do Estado e de Campo Grande, além de ter chamado Riedel de “meu querido amigo”, mesmo sendo de lados opostos ideologicamente e nas eleições deste ano.

“Queria aproveitar para, em público, agradecer ao governador e à prefeita pela ajuda inestimável que eles deram para que esse evento pudesse acontecer aqui no Estado do Mato Grosso do Sul”, disse.

Também, o presidente aproveitou a oportunidade para dizer que é uma grande honra para o Brasil sediar um evento desta magnitude e importância para o meio ambiente mundial, especialmente em Campo Grande, que ele descreveu como uma escolha estratégica, justamente por ser porta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo.

“Organizar este evento em Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul, é uma escolha estratégica. Estamos na porta de entrada do Pantanal, maior planície alagável tropical do mundo. Esta região simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre países cujas faunas e flores atravessam fronteiras.”, afirma o presidente.

Além de Lula, discursaram: Marina Silva (Ministra do Meio Ambiente do Brasil); Amy Fraenkel (Secretária-Executiva da CMS); Fernando Aramayo Carrasco (Chanceler da Bolívia); e Santiago Peña (Presidente do Paraguai). Tudo isso sob a moderação de João Paulo Capobianco, presidente designado da COP15.

Ao todo, conforme consta no acordo, a COP15 da CMS custará R$ 46,9 milhões aos cofres públicos, que serão custeados pelo governo federal (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo de Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões) e projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões), como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o World Wide Fund for Nature (WWF), além de patrocinadores.

COP15

A COP15 da CMS promove a conservação de espécies, seus habitats e rotas em escala global, abrangendo cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. Atualmente, conta com 133 partes signatárias, sendo 132 países e o bloco da União Europeia (formado por 27 nações).

A conferência faz parte de um tratado das Nações Unidas assinado em 1979, no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com sua primeira edição tendo ocorrido em 1985, em Bonn, na Alemanha.

A última edição foi realizada em Samarcanda, no Uzbequistão, em fevereiro de 2024. Ainda não há data e local definidos para a realização da próxima conferência.

Para que não haja confusão, a COP15 da CMS e a COP30 – que também foi realizada no Brasil, no ano passado – tratam de assuntos diferentes.

Enquanto a COP15 da CMS aborda a conservação de animais, a COP30 tem como tema central as mudanças climáticas e os planos das principais nações para promover um futuro melhor diante da piora do aquecimento global.

Diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), o turismólogo Bruno Wendling afirmou que Campo Grande deve receber de 2,5 mil a 3 mil pessoas durante a conferência, o que pode movimentar o turismo local e as redes de hotéis da cidade.

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