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Trabalho home office durante a pandemia: como funciona, dicas e estratégias

Método foi a única opção para empresas sobreviverem durante pandemia da Covid-19. Veja dicas de como ser produtivo em casa

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Você sabe como funciona o trabalho home office? O regime de trabalho existe há várias décadas, mas ganhou popularidade com a pandemia da Covid-19. 

Trabalhadores e empresas começaram a utilizar o home office a partir das décadas de 1980 e 1990, quando a internet ganhou popularidade.

Com a invenção de notebooks e celulares, além da grande oferta de redes de wi-fi em residências e locais públicos, o trabalho remoto ganhou notoriedade pelo mundo.

Outros fatores que conquistaram muitos empregados, é a flexibilidade, não ter que “perder tempo” para se arrumar e dirigir até a empresa. 

Com a pandemia do Coronavírus que atingiu o mundo em 2020, o trabalho home office se tornou a única alternativa em muitas empresas para manter a produtividade. O isolamento social gerou esforços acelerados para adaptação da prática.

De acordo com a Pesquisa de Gestão de Pessoas na Crise de Covid-19, realizada pela Fundação Instituto de Administração (FIA), cerca de 94% das empresas brasileiras afirmam que atingiram ou superaram suas expectativas de resultados com o trabalho home office. 

No entanto, 70% dessas empresas pretendem encerrar ou reduzir a prática para apenas 25% dos funcionários quando a pandemia terminar. 

O estagiário de produção da refinaria da Archer Daniel Midland Company (ADM), multinacional localizada em Campo Grande, Felipe Macgregor, relata que o home office foi uma medida adaptativa necessária para o momento de pandemia.

Macgregor detalha que para muitas empresas foi possível inserir estratégias como reduzir gastos com escritórios físicos e até melhorar o desempenho, com funcionários em casa, que em situações comuns não seriam alcançadas. 

“Creio que depende do ramo/setor que a empresa está em inserida. No meu caso, por ser uma indústria, é meio que essencial estar presencialmente lá, acompanhando o processo, o produto e toda a equipe”.

Nem todos estavam preparados para essa nova realidade repentina. Muitos não contam com os equipamentos necessários para manter um trabalho online ou autodisciplina que é necessária para manter a produtividade em casa.

Pesquisa Potencial do teletrabalho na pandemia, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostrou que no Brasil o trabalho em home office é possível para 22,7% das ocupações. 

De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), este dado pode aprofundar as desigualdades entre os estados do país. “Estados como DF (31,6%), SP (27,7%) e RJ (26,7%) podem ser favorecidos em detrimento de Estados como PI (15,6%), PA (16%) e RO (16, 7%)”, é detalhado em nota técnica do MPT.

Para aqueles que já conhece como o trabalho remoto funciona, é visível que pode se tornar desvantajoso, como a dificuldade em manter uma rotina de trabalho, ou a sensação de isolamento. Algumas pessoas também não conseguem separar o horário de trabalho e o de lazer.

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Trabalho home office: como funciona

O home office é um termo em inglês que pode significar, trabalho remoto ou trabalho realizado em casa. O home office também pode ser aplicado para aqueles que trabalham em ambientes alternativos, como cafés. 

A funcionalidade do trabalho à distância depende do formato escolhido pelo empregador e pelo empregado. As atividades podem ser realizadas de forma parcial, durante alguns dias, ou de forma integral.

A forma de trabalho também varia de empresa para empresa, podendo ser totalmente remoto, onde o empregado não precisa ir até à sede da organização em nenhum momento, ou de forma híbrida, onde é ofertado tanto o formato de trabalho home office como presencial.

Mesmo sendo um trabalho realizado a distância, o trabalho do funcionário é monitorado e avaliado. O empregado tem responsabilidades e prazos a cumprir para manter a produtividade da empresa.

A flexibilidade da jornada de trabalho é comum no home office, podendo ser totalmente flexível, parcialmente flexível, ou ter horários rígidos. É comum em diversas áreas os funcionários serem avaliados com base na produtividade e entrega de projetos, sem a necessidade de manter uma rotina fixa. 

Segundo Mcgregor explica que esta trabalho em formato home office desde abril deste ano. O monitoramento é realizado através de tarefas realizadas diariamente, semanalmente e mensalmente. 

“Quanto a horários, nós apenas monitoramos o ponto virtual, pois o RH utiliza o login na VPN [Rede privada virtual] da empresa para ‘bater’ o ponto”, explica o estagiário.

O que é necessário para trabalhar home office?

De modo geral, para conseguir fazer o trabalho home office funcionar é preciso um computador ou notebook, uma boa conexão de internet, e acesso e permissões para ‘softwares’ e ferramentas internas na empresa. 

Para tornar o home office mais fácil, é importante fazer uso das ferramentas tecnológicas proporcionadas no meio digital. Algumas ferramentas fundamentais para compartilhar informações com toda a equipe de trabalho, como aplicativos de conversa e vídeo chamadas, de gerenciamento de projetos e compartilhamento de documentos.

Como funciona o trabalho home office na legislação da reforma trabalhista

Com a nova lei trabalhista algumas regras foram determinadas para quem trabalha em home office com vínculo empresarial. 

A legislação aprovada na reforma trabalhista determina que qualquer gasto do empregado pelo trabalho realizado em casa, como internet e equipamentos, deve ser acordado com o patrão.

Prestação de serviços é gerada através da conclusão de tarefas e não por horas trabalhadas. Com isso, a empresa é isenta do pagamento de horas extras, porém o trabalhador não possui controle de jornada. 

No contrato também deve ser especificadas atividades que serão exercidas e as condições para compra de equipamentos necessários para realização das tarefas.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou nota técnica em setembro de 2020 com 17 recomendações de modo a garantir a proteção de trabalhadores no home office durante a pandemia. O objetivo do documento é indicar diretrizes a serem observadas nas relações de trabalho por empresas, sindicatos e órgãos de administração pública. 

O documento trata de recomendações para a jornada de trabalho, o respeito e a privacidade aos empregados. Algumas das recomendações para o trabalho home office do MPT são:

Respeitar a ética digital no relacionamento com os trabalhadores, preservando espaço de autonomia para realização de escolhas quanto à sua intimidade, privacidade e segurança pessoal e familiar.

Oferecer total apoio tecnológico, orientações técnicas e capacitações aos trabalhadores para realização dos trabalhos remotos e em plataformas digitais. 

Garantir intervalos para descanso, repouso e alimentação, de forma a impedir a sobrecarga habitual psíquica, muscular, com demandas de produção adequadas ao trabalhador.

As diretrizes servirão para fiscalização do MPT, mas essas recomendações não têm força judicial e as punições às empresas poderão ser questionadas na Justiça. 

Vantagens e desvantagens do trabalho home office

É possível identificar no trabalho home office vantagens e desvantagens diversas, tanto para a empresa quanto para o empregado. Diante da pandemia de Covid-19, a principal vantagem se torna a prevenção e o isolamento social, de modo a prevenir a saúde.

Mcgregor explica que a maior vantagem que ele encontrou com o trabalho remoto foi o deslocamento para a sede da empresa. “Moro a 23km de distância da planta da empresa, então ter essa comodidade é vantajoso”. 

Há empresas que incentivam funcionários a implementar o home office, destacando vantagens como a economia com o transporte, alimentação e infraestrutura. 

Dentre as vantagens do trabalho home office estão:

  • Maior flexibilidade de horário;
  • Ganho de tempo que seria gasto na locomoção para a empresa;
  • Redução de estresse decorrente do trânsito;
  • Independência na execução de tarefas diárias;
  • Liberdade profissional;
  • Possibilidade de empregos em qualquer região;
  • Mais qualidade de vida para o empregado;
  • Menor desgaste físico e mental;
  • Maior proximidade com a família.
  • Economia para a empresa em relação a gastos com estruturas de um escritório.

Dentre as desvantagens estão:

  • Isolamento social; 
  • Interferências e distrações, com familiares, vizinhos, visitas e questões domiciliares; 
  • Dificuldade em manter uma rotina de trabalho;
  • Falta de horários fixos para descanso ou para encerrar a jornada de trabalho;
  • Possível aumento de carga de trabalho;
  • Falta de suporte e comunicação imediata com colegas de trabalho;
  • Falta de ferramentas adequadas.

Trabalho home office: expectativa e realidade

Muitos trabalhadores migram para o home office apenas com expectativas vantajosas, como total liberdade para estabelecer os horários, não precisar se arrumar e sair de casa. No entanto, se a pessoa não entender como funciona o home office e ter um planejamento concreto, tudo pode virar um pesadelo. 

O trabalhador vai estar distante do resto da equipe, com isso a comunicação online é de suma importância. O estagiário, Macgregor, relata que durante o expediente podem ter atrasos de respostas e auxílios necessários, que seriam resolvidos facilmente no trabalho presencial. 

“Presencialmente eu apenas iria chamar a pessoa, analisar os dados e discuti-los ali na mesma hora. Encontrei problemas como o computador não funcionar devidamente ou a rede da empresa as vezes travar. Dentre outras complicações que presencialmente seriam resolvidas com mais facilidade”, explica Macgregor. 

Não me adaptei ao trabalho home office: o que fazer?

O maior desafio do home office é se adaptar a uma rotina flexível e manter disciplina e organização em casa. Para não se perder é importante conhecer os métodos que podem auxiliar na melhor produção das tarefas e para manter o foco. 

É preciso entender que mesmo estando em casa o trabalho deve ser feito da mesma forma como no local da empresa. 

No entanto, é inevitável que surjam distrações ao longo do dia no ambiente doméstico. Com isso é necessário um maior esforço para seguir a rotina. Busque um local silencioso, sem distrações, onde é possível manter o foco e a dedicação às tarefas.

Saiba que é necessário criar uma rotina, com início e fim de expediente. Não é porque o trabalho é realizado em casa que as 24 horas devem ser dedicadas às atividades da empresa. Separe horários de descanso, alimentação e lazer durante o dia.

Trabalhar muitas horas por dia recorrentemente pode causa estresse e afetar na qualidade de vida, o que também impacta na produtividade e qualidade das tarefas realizadas.

O que muitos não sabem é que o trabalho pode se tornar mais intenso, pois o empregado fica teoricamente disponível o tempo todo, além de não contar com a sociabilidade e pausas para conversar com os colegas. 

Se o problema for a sensação de isolamento, repense se o trabalho em home office é o melhor. Existem alternativas como o trabalho híbrido, onde o trabalho em casa seja realizado apenas em alguns dias na semana. 

Estratégias para melhorar o trabalho home office

Se pretende iniciar no formato home office de trabalho e não sabe por onde começar, saiba que é possível manter uma rotina produtiva e de qualidade. 

Para manter a produtividade em casa, Macgregor, buscou aprimorar o conhecimento das ferramentas utilizadas pela empresa, para não depender totalmente de colegas de trabalho. 

“No geral, meu dia é bem roteirizado, por ter tarefas predeterminadas. O que fiz foi melhorar meu conhecimento sobre as ferramentas e aprimorar quanto às análises, tornando assim mais eficiente o meu trabalho diário”, explica ele. 

Confira algumas dicas para trabalhar em home office:

Monte uma estação de trabalho adequada

Encontre um local que seja organizado e que possa trabalhar com tranquilidade e conforto. Busque cadeiras ergonômicas e fones de ouvido para não se distrair com barulhos externos.  

Se mora com a família deixe claro que não está disponível para tarefas da casa durante o expediente e precisa que o barulho seja moderado, como televisão, conversas altas e músicas. 

Fique atento a iluminação do ambiente que deve ser adequada às atividades que serão realizadas. Identifique se a visão está confortável para enxergar todos os materiais de trabalho.

Crie uma rotina de trabalho

Planeje todas as atividades que tenham que ser feitas durante o dia e vá marcando o que já foi concluído. Com isso, é gerada uma sensação de dever cumprido, que resultam em maior produtividade e rendimento.

Durante a rotina, não esqueça de marcar horários de pausa e descanso. Pequenas paradas para conversar, tomar um café, caminhar são essenciais para manter o engajamento no trabalho e relaxar a mente.

Para montar um horário de expediente saiba em quais momentos do dia gera mais produtividade e dinâmica de trabalho. Algumas pessoas trabalham melhor no período matutino e conversando com colegas de trabalho. Outras preferem trabalhar a tarde ou a noite, sem muito contato com outras pessoas. 

Tenha uma conexão de internet estável

A velocidade da conexão deve ser suficiente para acessar todos os programas necessários. Caso não seja adequada, a internet vai ter falhas, lentidão e perdas de conectividade. Sem internet não é possível manter o trabalho home office afetando na produção das tarefas e tempo de serviço.

Mantenha postura profissional

Quando o trabalho é realizado em casa, muitos pensam em usar pijama o dia todo e ficar o mais confortável possível. No entanto, é comum no expediente ocorrerem reuniões por chamada de vídeo, onde é necessário interagir com clientes ou outros profissionais da equipe da empresa.

A dica é sempre tomar um banho e se vestir como se estivesse se arrumando para sair de casa. Com isso, é mais fácil manter o foco no trabalho, além de que você sempre se apresentará de forma apropriada nas reuniões. 

Conclusão

Durante a pandemia o trabalho home office não foi uma escolha e sim a única opção de trabalho para muitos empregados e empresas. Com a criação de notebooks e redes de wi-fi disponíveis em vários locais foi possível implementar o estilo de trabalho com rapidez e facilidade. 

No entanto, nem todos estavam preparados para esse formato de trabalho remoto e não possuíam equipamentos necessários. Algumas pessoas também não conseguiram se adaptar a flexibilidade de rotina, perdendo produtividade e foco. As distrações que ocorrem dentro de casa também dificultam a produção de atividades durante o dia. 

Mesmo com tantos desafios, é possível tornar o conforto do lar em um local adequado para produzir e manter disciplina na produtividade exigida pela empresa de trabalho, proporcionando maior qualidade de vida, maior equilíbrio entre o trabalho e a família, menos estresse e liberdade na rotina de trabalho. 

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Investigação

Procon confirma 17 denúncias relacionadas ao show do Guns N' Roses em Campo Grande

Principal reclamação foi de não conseguir chegar ao show mesmo com ingresso válido, devido à falta de logística

14/04/2026 18h00

Fãs procuraram o Procon para registrar denúncia por não conseguirem acessar o show

Fãs procuraram o Procon para registrar denúncia por não conseguirem acessar o show FOTO: Divulgação

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O Procon/MS confirmou que, até agora, foram registradas 17 queixas junto ao órgão com relação ao show da banda internacional Guns N' Roses na última quinta-feira (9) em Campo Grande. 

Ao Correio do Estado, o órgão afirmou que os principais problemas relatados foram falhas na entrega do produto e questionamentos sobre o contrato e a oferta do evento. 

Dos consumidores, 76,5% informaram ter buscado contato prévio com o fornecedor antes de formalizar a reclamação junto à entidade, não tendo a indignação atendida.

A reclamação central entre os que adquiriram os ingressos para o show foi a impossibilidade de chegar ao evento, já que a falta de logística com relação ao acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura causou um congestionamento de 13 quilômetros na BR-262 e deixou milhares de fãs presos no trânsito. 

O único jeito de chegar até o Autódromo é através da rodovia, que não é duplicada. Mesmo com ações da Polícia Rodoviária Federal e da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), o grande fluxo de veículos sobrecarregou a estrutura preparada para receber as 40 mil pessoas esperadas. 

Assim, mesmo com o show começando 1h30 atrasado para esperar o máximo de pessoas chegarem ao local, muita gente ficou de fora e não conseguiu chegar a tempo, nem mesmo no final do concerto. 

Diante dos fatos, o Procon-MS afirmou em nota que vai investigar a responsabilidade da empresa promotora do evento, já que um grande número de pessoas procurou o órgão para abrir reclamação por não ter conseguido assistir ao evento, mesmo com ingressos válidos. 

"Em conformidade com suas competências legais e com o compromisso de proteger os direitos dos cidadãos, o Procon instaurou um procedimento de investigação preliminar para apurar a responsabilidade da empresa promotora quanto à impossibilidade de acesso de consumidores que adquiriram ingressos. Após ser notificada, a empresa terá o prazo de 20 dias para apresentar seu posicionamento", afirmou em nota à reportagem. 

De quem foi a culpa?

Como já noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, a responsabilidade pela bagunça no trânsito antes e depois do show virou um verdadeiro “empurra-empurra”. 

Para a PRF, a responsabilidade deveria recair sobre a organização do show, já que muitos “combinados” não foram cumpridos, como a abertura dos portões em atraso, falta de planejamento nos pontos de retenção, falta de sinalização da via e a implementação de controle de acesso por QR Code, o que gerou demora e maior volume de fila. 

Por outro lado, a assessoria de imprensa da organização afirmou que a responsabilidade pelo controle e organização do tráfego recai sobre os órgãos públicos, já que "a organização privada não possui competência legal para intervenção em rodovias federais ou no sistema viário urbano". 

"A gestão, o ordenamento e a operação do trânsito são atribuições dos órgãos públicos, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro. A realização do evento ocorreu com autorização formal e com pleno conhecimento das condições de acesso por parte das autoridades responsáveis", escreveu a nota. 

O documento ainda ressaltou que todas as etapas que estavam sob responsabilidade da organização do show foram realizadas seguindo o planejamento aprovado.

O Procon-MS não informou à reportagem o número exato de reclamações abertas pela situação, mas afirmou que o balanço completo será feito a partir da próxima segunda-feira. 

Congestionamento

Com aproximadamente 13 quilômetros de congestionamento na Avenida João Arinos, única via de acesso ao Autódromo Internacional, cerca de 30% do público não conseguiu chegar ao show inédito nesta quinta-feira (9). 

Vários relatos nas redes sociais mostraram fãs presos no trânsito por até seis horas, tentando chegar no evento. Muitos deixaram os carros no meio do caminho e seguiram a pé, outros pegaram carona de motociclistas que tentavam furar a fila, e ainda houveram relatos de motoristas que conseguiram vias alternativas. 

O grande número de veículos na rodovia fez com que muitos fãs não conseguissem assistir ao show, gerando revolta e decepção. 

A reportagem tentou contato direto com a Santo Show, responsável pelo evento, para entender qual será o posicionamento adotado, inclusive se o dinheiro das pessoas que compraram ingressos e não conseguiram chegar no evento será ressarcido. 

A empresa não respondeu aos questionamentos. Na rede social oficial, nenhuma postura ou pronunciamento foi dado e os comentários nas postagens recentes do perfil oficial sobre o show em Campo Grande foram desativados. 

Na sua página pessoal, o dono da Santo Show, Valter Júnior, disse que as dificuldades foram causados por "fatores externos".

Epidemia

Dourados confirma 7ª morte por chikungunya

A vítima era um homem indígena de 77 anos, que faleceu no mês de março

14/04/2026 17h45

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença Divulgação/Prefeitura de Dourados

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A Prefeitura de Dourados confirmou, nesta terça-feira (14) o 7º óbito no município causado por complicações da chikungunya. A cidade se tornou o epicentro da doença no Estado, responsável por aproximadamente 64% das mortes em MS. 

A confirmação foi dada através do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e o avanço da doença no perímetro urbano do município. 

A vítima era um indígena do sexo masculino de 77 anos, com comorbidade e que estava internado no Hospital Porta da Esperança, da Missão Caiuá. Ele apresentou sintomas da doença no dia 10 de fevereiro e veio a óbito no dia 14 de março e a morte estava em investigação.

Ele residia na Reserva Indígena de Dourados, onde estão concentrados o maior número de diagnósticos da doença, com 2.012 casos prováveis, 1.461 casos confirmados, 479 casos descartados, 545 casos em investigação, num total de 2.485 notificações e 399 atendimentos hospitalares. 

Outras três mortes estão em investigação, sendo uma menina de 10 anos, que estava internada no Hospital Regional de Dourados e não morava na Reserva Indígena; e um homem de 63 anos, que estava internado no Hospital Unimed, morador do bairro Parque das Nações II, considerado local com avanço mais forte da doença no município. 

De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado nesta terça-feira, Dourados tem, hoje, 40 pacientes internados com chikungunya, sendo 2 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 21 no Hospital Universitário HU-UFGD, 5 no Hospital Cassems, 8 no Hospital Regional, 1 no Hospital Unimed, 1 no Hospital da Vida e 2 no Hospital Evangélico Mackenzie. 

Em números gerais, o município tem 3.681 casos prováveis de Chikungunya, com 1.701 casos confirmados, 780 casos descartados e 2.760 casos em investigação, com uma taxa de positividade de 68,6%. 

Em quase todo o Estado

Mato Grosso do Sul continua com índice médio de incidência de casos de Chikungunya. Dos 49 municípios, apenas 5 não registraram casos prováveis até o dia 10 de abril, de acordo com o último Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). 

Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Aral Moreira, Japorã e Tacuru não apresentaram casos da doença até o momento e mais dez municípios não tiveram casos confirmados. 

Das demais cidades, 16 municípios têm alta incidência de casos prováveis, quando são registrados mais de 300 casos por 100 mil habitantes. Outras 23, estão classificadas com incidência média, quando há, em média, 200 casos por 100 mil habitantes. 

Com a confirmação desta terça-feira, já são 11 óbitos pela doença no Estado, sendo 7 somente em Dourados, 1 em Bonito, 2 em Jardim e 1 em Fátima do Sul. Apenas 6 vítimas apresentavam comorbidades. Outros 3 óbitos estão em investigação. 

Se manter a constância de casos e óbitos, a tendência é que este seja o ano com maior número de mortes pela arbovirose na série histórica (2015 - 2026). Os 11 registros ficam atrás apenas dos 17 de 2025. 

No total, são 4.281 casos prováveis de Chikungunya em todo o Estado. O número já é o 2º maior registrado na série histórica, ficando atrás apenas do registrado em 2025, quando foram 14.148 durante todo o ano. 

Os casos prováveis no Estado representam aproximadamente 17% do total de casos em todo o Brasil, que somam, até agora, pelo menos 24 mil. 

No Estado,  já foram confirmados 2.102 casos. Destes, 43 casos são em gestantes. Os municípios com mais casos confirmados de chikungunya são:

  • Dourados - 766
  • Fátima do Sul - 509
  • Jardim - 251
  • Sete Quedas - 101
  • Bonito - 69
  • Aquidauana - 48
  • Amambai - 37
  • Corumbá e Guia Lopes da Laguna- 31 
  • Paraíso das Águas - 30 
  • Vicentina - 29

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