Cidades

FIM DA MAQUIAGEM

Tráfego na BR-163 encolhe, mas lucro da Motiva Pantanal dispara

Balanço da Motiva diz que o fluxo em 2025 foi 1,3% menor que em 2024, mas a empresa saiu de um prejuízo de R$ 376 milhões para lucro de R$ 558 milhões

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Dados oficiais divulgados pela concessionária Motiva (antiga CCR) revelam que o fluxo de veículos ao longo dos 845 quilômetros da BR-163 em Mato Grosso do Sul encolheu 1,3% no ano passado na comparação com o ano anterior. Mesmo assim, a empresa interrompeu quase uma década de prejuízos e fechou o ano com lucro líquido de R$ 558,2 milhões, o que equivale a R$ 1,5 milhão por dia.

Os números, divulgados no balanço oficial do grupo empresarial, apontam que em 2024 o número de "veículos equivalentes" chegou a 55.115.376. No ano seguinte, foram 54.396.012, o que equivale a uma diferença a menor de quase 720 mil veículos. 

A explicação para esta retração, segundo a concessionária, foi o "tráfego turístico/sazonal influenciado por condições climáticas menos favoráveis". Além disso,  "menor volume das exportações vindas do MT que, apesar de uma safra forte, apresentou maior nível de competição na exportação além de maior demanda interna". 

Mesmo assim, a concessionária saiu de um prejuízo de R$ 376,5 milhões para um lucro superior a meio bilhão de reais. A explicação para esta disparidade é que nos anos anteriores havia uma espécie de maquiagem dos números relativos ao faturamento da concessionária. 

Até dezembro de 2024, somente te 47,3% daquilo que era arrecadado nas nove praças de pedágio era contabilizado. O restante do valor, equivalente a 52,7%, era depositado em uma espécie de poupança. Esta manobra começou em junho de 2021 e acabou em dezembro de 2024. 

No fim de 2024 foi assinado novo acordo entre a ANTT e a CCR e a partir de então o valor integral passou a ser contabilizado pela concessionária, que também sacou todos os recursos depositados nesta "poupança" durante três anos e meio. Por conta disso, os tradicionais prejuízos da concessionária desapareceram. 

A mudança na contabilidade da concessionária faz parte de uma série de ajustes entre os controladores da Motiva e o Governo Federal. Em 22 de maio do ano passado foi feito novo leilão e a concessionária ganhou o direito de controlar a rodovia por mais 29 anos. O novo contrato foi assinado no dia primeiro de agosto. 

De acorco dom este novo contrato, a empresa se comprometeu a duplicar pelo menos 203 quilômetros, implantar terceira faixa em 150 quilômetros e instalar 23 quilômetros de vias adicionais. 

As obras para liberação dos dois primeiros trechos de terceira faixa, em Mundo Novo, estão na fase final e a previsão é de que sejam liberadas para o tráfego no próximo mês.

Além disso, está prevista a construção de contornos urbanos em cidades como Mundo Novo, Eldorado, Itaquiraí e em dois povoados próximo a Dourados.  No total, os investimentos totais devem ultrapassar os R$ 9,3 bilhões ao longo de 29 anos de contrato. 

Próximo a Campo Grande, na saída para Dourados, estão em andamento trabalhos de duplicação, nas imediações do posto da PRF.  Além disso, existem trabalhos de duplicação próximo a Jaraguari e em Coxim. 

MORTES

Com 845 quilômetros, a BR-163 é a principal rodovia de Mato Grosso do Sul, cortando 21 municípios de norte a sul. No ano passado, 45 pessoas morreram em decorrência de acidentes. O número, segundo a concessionária, foi 36,6% menor que no ano anterior, quando  71 pessoas perderam a vida na rodovia.

Mas, dados do Ministério dos Transportes divulgados nesta quarta-feira 11), informam que no ano passado foram 47 óbitos na rodovia.

 

Queima controlada

Bombeiros de MS usam manejo integrado do fogo para evitar grandes incêndios

CBMMS realizou a queima prescrita entre 1° e 4 de maio para evitar possíveis incêndios nos meses de seca (julho, agosto, setembro e outubro)

11/05/2026 12h00

Queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidade

Queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidade Foto: Ewerton Pereira/Secom

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Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) realizou a queima prescrita, entre 1° e 4 de maio, no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema.

O parque tem 73,3 mil hectares, está localizado nos municípios de Taquarussu, Naviraí e Jateí, situado na bacia do Rio Paraná e faz parte do bioma Mata Atlântica.

Mapeamento da área foi realizado com uso de geotecnologias: drone equipado com sensores infravermelhos e câmeras térmicas.

A queima teve início no período de maior temperatura do dia, em torno de 30 °C. Ao longo da tarde, com a queda da temperatura, o aumento da umidade do ar e a formação de orvalho, o fogo perdeu a intensidade e se extinguiu naturalmente. Ainda assim, as equipes permaneceram em alerta para agir imediatamente em caso de qualquer alteração no comportamento das chamas.

Queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidadeBombeiros realizando queima prescrita. Foto: Ewerton Pereira/Secom

QUEIMA PRESCRITA

Queima prescrita é o uso planejado e controlado do fogo em vegetação, para reduzir o acúmulo de material orgânico seco (combustível) e biomassa acumulada.

O objetivo é reduzir riscos de grandes incêndios em meses de estiagem (julho, agosto, setembro e outubro), reduzir a biomassa acumulada e diminuir o material combustível disponível. O manejo contribui para a eliminação de espécies exóticas e favorece a regeneração da vegetação nativa.

A atividade também é chamada de queima controlada e Manejo Integrado do Fogo (MIF).

A queima controlada é permitida nas práticas de prevenção e combate aos incêndios. Com isso, uma das formas de evitar incêndios florestais no Pantanal sul-mato-grossense é justamente realizar queimadas em vegetações que serviriam de combustível para o fogo.

A queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidade, permitindo a fuga da fauna e preservando a estrutura da vegetação.

“Essas práticas são essenciais para o controle da biomassa acumulada, reduzindo o risco de grandes incêndios florestais. O uso do fogo controlado, aliado a abertura de aceiros e ao planejamento adequado se mostra extremamente eficiente na mitigação dos incêndios, principalmente quando realizado no período correto”, destacou o capitão dos Bombeiros, Samuel Pedrozo, responsável pela operação no parque.

O fogo é benéfico para o Pantanal sul-mato-grossense, se utilizado da maneira, frequência e na época correta. O fogo por si só não é um problema, mas incêndios florestais sim.

“Se esse manejo não fosse feito, o material serviria como combustível para incêndios de grandes proporções no período de seca, como ocorreu em 2024. Com o MIF, conseguimos manter o fogo sob controle, preservar a vegetação e garantir que os animais tenham onde se refugiar. É a forma correta de manejo, feita no período adequado, para evitar danos maiores no futuro”, explicou o guarda-parque do Pevri, Dione Sales dos Santos.

A fauna e flora estão adaptadas com a presença do fogo no Pantanal e Cerrado. Porém, a frequência a qual ocorre se torna um problema quando utilizado de maneira e época errada.

A queima prescrita é proibida em meses de estiagem, como agosto, setembro e outubro devido às condições climáticas desfavoráveis, como baixo índice pluviométrico, seca, estiagem e baixa umidade relativa do ar.

TRÁFICO DE DROGAS

Rodovias de MS lideram ranking nacional no tráfico de cocaína, segundo a PRF

Estado também ocupa as primeiras posições em outras apreensões, como maços de cigarro, maconha, peças de roupas, calçados e munições

11/05/2026 11h45

Polícia Federal interceptou um ônibus em fevereiro deste ano, em Campo Grande, que trazia 745 kg de cocaína vinda da Bolívia

Polícia Federal interceptou um ônibus em fevereiro deste ano, em Campo Grande, que trazia 745 kg de cocaína vinda da Bolívia Divulgação/PF

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o Anuário Estatístico de 2025, documento que reúne e torna públicas as ações realizadas pela PRF nas rodovias federais de todo o país.  Mato Grosso do Sul ganhou destaque no levantamento devido às apreensões de drogas, principalmente a maconha e a cocaína.

Em relação à cocaína, o Estado lidera as apreensões com folga. MS teve quase o dobro de apreensões da droga em relação ao segundo colocado, que é o vizinho Mato Grosso. Ambos representam 48% do material ilícito apreendido.

Outro ponto a ser observado é que os três estados da região Centro-Oeste comandam as primeiras posições nas apreensões deste entorpecente:

  1. MS - 13.786,88 kg (31,2%)
  2. MT - 7.417,22 kg (16,8%)
  3. GO - 3.431,50 kg (7,8%)
  4. PR 2.927,28 kg (6,6%)
  5. SP 2.399,69 kg (5,4%)

Além da cocaína, no ano passado, a PRF também apreendeu 718.847 kg de maconha no Brasil. Em MS foram confiscados 268.748,54 kg do entorpecente. Junto com o Paraná, a dupla representa 77,41% do total da droga apreendida no país. Veja o ranking dos estados com maior volume da planta apreendida:

  1. PR - 287.694,49 (40%)
  2. MS - 268.748,54 (37,4%)
  3. SP - 35.986,50 (5%)
  4. MG - 33.384,46 (4,6%)
  5. SC - 29.136,42 (4,1%)

No enfrentamento às drogas, os federais confiscaram mais de 760 toneladas de entorpecentes, além de 372.764 comprimidos de anfetamina, substância utilizada, por exemplo, para fazer "rebites", inibidores de sono utilizados por alguns motoristas.

Mato Grosso do Sul e Mato Grosso também encabeçaram o ranking nacional na quantidade de munições apreendidas. No País, os federais encontraram 59.087 projéteis sendo transportados ilegalmente.

 

  1. MT - 17.131 (29%)    
  2. MS - 7.118 (12%)
  3. RJ - 4.781 (8,1%)
  4. BA - 4.061 (6,9%)
  5. RO - 3.317 (5,6%)

Em 2025, foram retiradas de circulação 1.124 armas, com destaque para as apreensões de pistolas, com 517 unidades e revólveres, com 324, alé de 63 fuzis apreendidos.

CONTRABANDO E DESCAMINHO EM 2025

Cigarros ( maços )

  1. PR - 27.167.044 (59,3%)
  2. MS - 9.832.113 (21,5%)
  3. MG - 2.480.650 (5,4%)
  4. SP - 1.386.896 (3%)
  5. CE - 975.920 (2,1%)

Vestuário - unidades

  1. RS - 708.020 (70,9%)
  2. MS - 231.131 (23,1%)
  3. PE - 21.000 (2,1%)
  4. PR - 19.522 (2%)

Vestuários - pares

  1. MS - 15.601 (84,7%)
  2. MG - 2.600 (14,1%)
  3. RS - 70 (0,4%)

Agrotóxico 

  1. PA - 20.000 (39,3%)
  2. MS 16.160 (31,7%)
  3. PR 12.618 (24,8%)

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