Cidades

PREJUÍZO AO TRÁFICO

Traficantes de cocaína perdem R$ 111 milhões apenas no Estado

Traficantes de cocaína perdem R$ 111 milhões apenas no Estado

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Traficantes de cocaína que utilizam Mato Grosso do Sul como corredor de passagem em direção aos grandes centros consumidores do País, ou mesmo ao exterior, já perderam neste ano perto de R$ 111 milhões em droga. Em regiões como Rio de Janeiro e São Paulo, esse tipo de entorpecente chega a ser vendido a R$ 20 mil o quilo. O montante dos prejuízos ao narcotráfico equivale a 5,5 toneladas de cocaína apreendidas pela Polícia Federal no período de janeiro a agosto. 

De acordo com as informações divulgadas nesta quinta-feira pela Superintendência Regional da PF no Estado, o total de cocaína apreendido de janeiro a agosto já soma mais do que o dobro do mesmo período do ano passado. Nos oito meses deste ano são 5,58 toneladas, contra 2,74 de igual período no ano passado. Durante todo 2018 foram 4,13 toneladas, contra 3,12 toneladas de 2017. 

Na rota, a cocaína, vinda da Bolívia ou mesmo da Colômbia entra no Brasil por Corumbá ou por Ponta Porã. Após transitarem por Mato Grosso do Sul, as grandes cargas são levadas a portos marítimos, onde são colocadas em navios. A última grande apreensão da droga no Estado aconteceu em abril. A PF e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam 468,5 quilos do produto em Dourados. Os policiais abordaram perto do quilômetro 7 da BR-463, no Trevo da Pedreira, o caminhão Scania/T113 tracionando dois reboques, com placas de Dourados. O veículo era conduzido por um homem de 47 anos. De compartimento preparado foram retirados 444 tabletes de cocaína, que somaram 468,5 quilos.

Indagado sobre o entorpecente, o motorista informou que havia chegado no mesmo dia em Ponta Porã, entrado em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde recebeu o veículo com a cocaína. Dirigiu-se de volta à Ponta Porã, onde carregou o caminhão com soja para ajudar a ocultar o entorpecente.

NACIONAL

Também ontem, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, comemorou um recorde de 60,7 toneladas de cocaína apreendidas neste ano pela PF. A comparação é em relação aos mesmos períodos dos anos anteriores. Ou seja, nos primeiros oito meses de 2018 foram 38,5 toneladas da droga e em 2017, 26,4 toneladas.

PORTOS

A Receita Federal no Paraná apreendeu 756 quilos de cocaína nesta quinta-feira. A droga estava escondida dentro de um contêiner com amendoim para exportação. A apreensão aconteceu no Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. O produto tinha como destino o Porto de Algeciras, na Espanha. Esta foi a 18ª apreensão de cocaína realizada no Porto de Paranaguá em 2019. O total acumulado nas operações está próximo de alcançar a marca de 11 toneladas (10.795 kg).

Já no dia anterior, a Alfândega da Receita Federal no Porto de Santos e a Polícia Federal, também em Santos, em operação conjunta, localizaram 341 quilos de cocaína em uma carga de exportação. Conforme a Receita, a equipe da alfândega, por meio de critérios objetivos de análise de risco, incluindo a inspeção não intrusiva (raios x), selecionou para vistoria física uma carga de mycelium (parte vegetativa de um fungo) acondicionada em sacos, em um contêiner de 40 pés com destino ao Porto de Antuérpia, na Bélgica.

Durante a inspeção, houve indicação positiva dos cães de faro da Receita para a presença de drogas, aumentando as suspeitas. No interior do contêiner, junto à porta, foram encontradas dez bolsas esportivas pretas contendo diversos tabletes, envoltos em plástico, de cocaína, totalizando 341 quilos.

Em função das características observadas na ação, suspeita-se que tenha ocorrido a técnica criminosa denominada “rip-off modality”, em que a droga é inserida em uma carga lícita sem o conhecimento dos exportadores e importadores. A droga interceptada pela Receita foi entregue à Polícia Federal, que prosseguirá com as investigações a partir das informações fornecidas pela alfândega.

Na semana passada foram recolhidos 581 quilos no Porto de Santos. A alfândega localizou 581 quilos de entorpecente em uma carga prestes a ser exportada para a Europa. Tratava-se de uma carga de polipropileno acondicionado em sacos, agrupada em oito contêineres de 40 pés, cujo destino era o Porto de Antuérpia, na Bélgica. 

Conforme a Receita, um dos contêineres foi selecionado para uma vistoria mais rigorosa, que contou com a participação dos cães farejadores da própria Receita, e foram encontrados 23 sacos de ráfia reciclado contendo diversos tabletes envoltos em material plástico e cobertos de lubrificante, totalizando os 581 quilos de cocaína.

Segundo as informações, a Receita Federal apreendeu 25,3 toneladas de cocaína em portos, aeroportos e demais locais de fiscalização do órgão federal aduaneiro em todo o País.

novidade

Paraguai começa a entregar compras no Brasil e facilita acesso a produtos importados

País que faz fronteira com o Brasil é um famoso reduto de compras de brasileiros devido aos preços competitivos, mas até então, compras só podiam ser feitas presencialmente

18/08/2026 18h00

Brasileiros poderão comprar no Paraguai pela internet e receber no Brasil

Brasileiros poderão comprar no Paraguai pela internet e receber no Brasil Foto: Marcos Labanca

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Os brasileiros que têm o Paraguai como um destino para compras internacionais agora terão mais uma facilidade, a possibilidade de compra on-line com entrega no Brasil, através de uma parceria com os Correios. Até então, o comércio no país vizinho de Mato Grosso do Sul, famoso pelos preços competitivos e atrativos de diversos produtos, era possível apenas de forma presencial.

A nova operação, com entrega via Correios, será feita inicialmente pela New Zone Importados, que tem lojas em Ciudad del Este.

De acordo com o anúncio da empresa, os brasileiros poderão acessar a plataforma online, escolher entre os produtos disponíveis, realizar a compra e receber o produto em um endereço do Brasil. As operações seguirão as normas da Receita Federal para compras internacionais, respeitando a legislação tributária vigente.

No site, os preços já estarão em dólar e real e o próprio sistema fará o cálculo do imposto. As compras até US$ 50 são isentas de importação.

Inicialmente, a operação começa com perfumes e fragrâncias, cosméticos e maquiagens, que são as categorias de maior destaque na loja, além de artigos de cama, mesa e banho, mas a proposta é ampliar gradualmente o número de categorias e itens disponíveis para entrega em território brasileiro.

O tempo estimado de entrega será no máximo em 21 dias, com cota de US$ 3 mil para cada consumidor.

"Durante muito tempo, nossos clientes brasileiros precisaram atravessar a fronteira para viver a experiência de compras. Agora queremos estar mais perto deles e levar nossos produtos diretamente para suas casas. Dar esse passo representa uma conquista histórica para a New Zone e também para Ciudad del Este, porque estamos avançando para uma nova forma de conectar nossa cidade ao consumidor brasileiro", afirma Franciele de Souza, gerente de Marketing da New Zone.

Entrega no Brasil ainda patina

Paraguai é um famoso destino para compras internacionais dos brasileiros devido à facilidade de ir até o país, que faz fronteira terrestre com o Brasil por várias cidades, e os preços mais baixos em produtos diversos, especialmente eletrônicos.

O chamada paraíso das compras dos brasileiros, onde há concentração de várias lojas, está localizado nas regiões de fronteira, sendo em Pedro Juan Caballero (PY) com Ponta Porã (MS), Ciudad del Este (PY) com Foz do Iguaçu (PR), e Salto del Guairá (PY) com Guaíra (PR) e Mundo Novo (MS).

É comum que pessoas de todo o País façam o turismo de compras presenciais no país vizinho.

No entanto,embora várias lojas paraguaias ofereçam serviços de e-commerce, não havia, até então, entrega direta para o Brasil.

Um dos fatores que torna o comércio eletrônico internacional não atrativo são as burocracias e taxações, que ocorrem neste tipo de transação.

Estrangeiros que compram presencialmente no Paraguai têm isenção do Imposto de Valor Agregado (IVA). Por ser possível ir ao país de carro ou ônibus, esta modalidade de compra presencial é bastante adotada. 

O limite de compras mensal no Paraguai para trazer ao Brasil, sem pagamento de impostos, é de 500 dólares americanos por via terrestre e 1 mil dólares americanos por via aérea ou marítima. Isso inclui todos os itens adquiridos e deve ser respeitado para evitar a cobrança de impostos adicionais na alfândega brasileira. 

No caso das compras online, a isenção é para valores bem mais baixos, de 50 dólares, com as demais passíveis de taxação, que, aliada as demais cobranças de importação aplicadas pela Receita Federal quando os produtos entram no País, acabam por aumentar o preço, fazendo com que não seja vantajosa a compra e venda.

No site da Receita Federal é disponibilizada uma calculadora de impostos, onde é possível fazer cálculos com a estimativa dos impostos para mercadorias comuns.

Compra presencial

Para as compras presenciais, como já citado, o limite para isenção é de 500 dólares por via terrestre e 1 mil dólares americanos por via aérea ou marítima. 

Esses valores são válidos por um período de 30 dias. Se um viajante retornar ao Brasil antes desse prazo e realizar novas compras, essas não estarão cobertas pela isenção da cota. 

Além do valor, também existem limites quantitativos para determinados produtos, como bebidas alcoólicas, cigarros, perfumes e eletrônicos. Por exemplo:

  • Bebidas alcoólicas: até 12 litros
  • Cigarros: até 10 maços (ou 200 unidades)
  • Perfumes: até 10 unidades
  • Eletrônicos: geralmente limitados a um por categoria (por exemplo, um celular, um notebook, etc.)

Esses limites estão sujeitos a alterações, por isso é sempre bom verificar as regras atuais da Receita Federal antes de viajar.

Se as compras excederem esses limites, o viajante deve declarar os bens e pagar um imposto de 50% sobre o valor que ultrapassar a cota.

Saúde Indígena

MS tem o maior número de mortes de indígenas por falta de assistência à saúde do País

Estado registrou 14 das 62 mortes contabilizadas no País em 2025, ficando à frente de Pará e Mato Grosso, segundo relatório do Cimi.

18/08/2026 17h42

Indígenas recebem atendimento de saúde na Aldeia Te'ýikue, em Caarapó; MS teve o maior número de mortes por desassistência à saúde indígena em 2025.

Indígenas recebem atendimento de saúde na Aldeia Te'ýikue, em Caarapó; MS teve o maior número de mortes por desassistência à saúde indígena em 2025. Foto: Divulgação.

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Mato Grosso do Sul registrou, em 2025, o maior número de mortes de indígenas por falta de assistência à saúde do Brasil, conforme dados reunidos pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Foram 14 óbitos no Estado, o equivalente a quase um quarto das 62 mortes contabilizadas em todo o País nessa categoria. 

O número coloca Mato Grosso do Sul à frente de todas as demais unidades da Federação. Depois de MS aparecem Pará, com 11 mortes, e Mato Grosso, com nove. Amazonas, Acre e Paraná tiveram seis registros cada. 

Os dados integram o relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, Dados de 2025, elaborado pelo Cimi.

As informações sobre as mortes por desassistência foram obtidas junto ao Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), secretarias estaduais de Saúde e Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), por meio da Lei de Acesso à Informação e de consultas a bases públicas.

MS responde por quase uma em cada quatro mortes

As 14 ocorrências registradas em Mato Grosso do Sul representam 22,6% das 62 mortes por falta de assistência à saúde identificadas no Brasil. Em outras palavras, aproximadamente uma em cada quatro mortes dessa natureza ocorreu no Estado.

A distribuição entre homens e mulheres em MS foi exatamente igual: sete vítimas eram do sexo feminino e sete do masculino. 

O relatório classifica esses casos dentro do capítulo de “Violência por Omissão do Poder Público” e utiliza a denominação “morte por desassistência à saúde”.

Portanto, o indicador não representa o total de indígenas que morreram por doenças ou outras causas em Mato Grosso do Sul, mas especificamente os óbitos enquadrados pelo levantamento nessa categoria. 

Idosos são maioria das vítimas no País

Embora o documento apresente o total de mortes por estado, o recorte de idade divulgado nesse trecho é nacional e, portanto, não permite afirmar a faixa etária das 14 vítimas especificamente de Mato Grosso do Sul.

No Brasil, indígenas com 60 anos ou mais representaram quase metade das mortes atribuídas à falta de assistência à saúde. Foram 30 óbitos nessa faixa etária, correspondentes a 48,4% do total.

Outras 17 vítimas tinham entre 20 e 59 anos, o equivalente a 27,4%. Entre crianças indígenas de até quatro anos, foram 14 mortes, ou 22,6% dos registros. Houve ainda uma morte na faixa entre cinco e 19 anos. 

Dessa forma, os extremos de idade chamam atenção no levantamento nacional: 44 das 62 vítimas eram crianças de até quatro anos ou idosos com pelo menos 60 anos, correspondendo a cerca de 71% dos registros.

Estado também aparece em outros indicadores

A liderança em mortes por desassistência à saúde não é o único indicador do relatório que coloca Mato Grosso do Sul entre os estados com números elevados relacionados à violência contra indígenas.

Em 2025, 37 indígenas foram assassinados em MS, terceiro maior número do Brasil, atrás de Roraima, com 82, e Amazonas, com 47. Das vítimas contabilizadas em Mato Grosso do Sul, 33 eram homens e quatro mulheres. 

O Estado também concentrou 18 dos 38 casos de tentativa de assassinato de indígenas registrados no País, conforme o Cimi.

Isso representa aproximadamente 47% das ocorrências nacionais dessa categoria. O relatório associa parte dos episódios registrados em MS a ataques contra comunidades e retomadas Guarani e Kaiowá. 

Outro indicador é o de invasões possessórias, exploração ilegal de recursos naturais e danos ao patrimônio. Mato Grosso do Sul contabilizou 18 ocorrências envolvendo 13 terras indígenas em 2025. 

Conflitos em territórios de MS aparecem no relatório

Entre os episódios de Mato Grosso do Sul destacados pelo documento está a situação da Terra Indígena Guyraroka, em Caarapó. O Cimi afirma que a maior parte da área permanece ocupada por fazendeiros enquanto o processo demarcatório aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

O relatório também relata ocorrências de intoxicação associadas à pulverização de agrotóxicos nas proximidades das moradias Guarani e Kaiowá.

Após uma retomada realizada em setembro de 2025, os meses seguintes teriam sido marcados por episódios violentos envolvendo a comunidade. 

Em outro trecho, o documento registra denúncias feitas pela comunidade de Guyraroka sobre dificuldades de acesso a serviços públicos e demora na resposta estatal diante de ameaças e conflitos territoriais. As afirmações são atribuídas às lideranças indígenas ouvidas pelo Cimi. 

Os números referentes à saúde colocam, porém, Mato Grosso do Sul isoladamente na primeira posição do levantamento: 14 das 62 mortes de indígenas classificadas como decorrentes de falta de assistência à saúde em 2025 ocorreram no Estado, mais que em qualquer outra unidade da Federação.

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