Cidades

Transparência

Tráfico de drogas predomina em inquéritos da Polícia Federal de MS

Polícia Federal, divulgou na tarde de ontem, o portal Business Intelligence (BI), que mostra em tempo real os dados em aberto de ocorrências em Mato Grosso do Sul.

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Crimes como tráfico de drogas, descaminho e contrabando predominam nos inquéritos registrados pela Polícia Federal de Mato Grosso do Sul.

Geograficamente, o estado está situado em um ponto estratégico para o tráfico de drogas e o avanço do crime organizado no país. Até o momento, a Polícia Federal registrou 924 inquéritos, dos 50.526 registros abertos em todo o país.

As informações são do novo painel de Dados Abertos da Polícia Federal, divulgado na tarde de ontem (22). O painel, conhecido como Business Intelligence (BI), tem como objetivo reforçar a transparência, a eficiência e a prestação de contas à sociedade, sem comprometer o sigilo das investigações em curso.

De acordo com a Polícia Federal, o painel será atualizado diariamente, garantindo que todas as informações estejam sempre atualizadas para a sociedade.

Conforme dados de Mato Grosso do Sul, a maioria dos inquéritos está relacionada ao tráfico de drogas, com 127 ocorrências, seguido pelo crime de descaminho, com 116 registros, e contrabando, com 114 inquéritos.

Ainda de acordo com os dados coletados no portal, os crimes como lavagem de dinheiro (53 registros), uso de documento falso (53), estelionato (41), falsidade ideológica (37), organização criminosa (34), associação ao tráfico (33), armazenamento ou compra de pornografia infantil (31) e crime ambiental (26) continuam sendo registrados constantemente. 

Inquéritos encaminhados ao MPF 

De acordo com dados da plataforma Business Intelligence (BI), 250 inquéritos foram encaminhados para o Ministério Público Federal. Em seguida, a Polícia Federal recebeu 217 encaminhamentos; Polícia Rodoviária Federal com 91; Polícia Militar com 54 e outros casos não elencados com 49 registros. 
 

Divulgação/ Polícia Federal 

 

Audiência Pública

UEMS enfrenta crise com salários defasados e falta de estrutura

Professores denunciam falta de estrutura, sobrecarga de trabalho e avanço da precarização na universidade estadual

28/05/2026 16h36

Fachada da UEMS

Fachada da UEMS Divulgação / UEMS

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A crise estrutural enfrentada pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul dominou o debate realizado nesta quarta-feira (27), durante audiência pública promovida pela Comissão Permanente de Educação, Cultura e Desporto, que reuniu professores, estudantes, técnicos administrativos, aposentados e parlamentares em defesa da valorização da universidade pública.

Ao longo das discussões, representantes da Associação dos Docentes da UEMS (ADUEMS) denunciaram perdas salariais, falta de investimentos, precarização das condições de trabalho e dificuldades estruturais enfrentadas nas unidades da instituição.

A vice-presidente da ADUEMS, Erika Porceli Alaniz, afirmou que muitos docentes utilizam computadores pessoais para desenvolver atividades acadêmicas devido à ausência de equipamentos institucionais.

Ela também apontou dificuldades para realização de pesquisas por falta de financiamento e criticou o aumento da sobrecarga de trabalho.

Segundo Erika, a precarização ocorre principalmente pela intensificação das jornadas e pela carência de servidores técnicos, situação que obriga professores a acumularem funções burocráticas e administrativas. Com isso, o tempo destinado ao ensino, à pesquisa e à extensão acaba reduzido.

"A universidade funcionando nessas condições compromete sua função social de promover o desenvolvimento científico e tecnológico, formular propostas para o desenvolvimento nacional e formar profissionais qualificados, inclusive filhos da classe trabalhadora"

Perdas salariais e aposentadorias

O presidente da ADUEMS, Marcelo Bertace, cobrou a recomposição salarial dos docentes e criticou a contribuição previdenciária de 14% aplicada sobre os aposentados.

Conforme os cálculos apresentados pela entidade, os professores acumulam perdas salariais de aproximadamente 44% desde 2015.

Representantes dos técnicos administrativos também relataram dificuldades estruturais e salariais.

A presidente do Sindicato dos Profissionais Técnicos da Educação Superior, Ana Maria da Trindade, afirmou que a universidade sofre limitações desde mudanças realizadas no Plano de Cargos e Carreiras instituído pela Lei nº 2.230, de 2001.

Ela destacou ainda a ausência de autonomia financeira da UEMS como um dos principais entraves para valorização dos servidores e expansão da instituição.

Estudantes denunciam falta de sede própria

A situação enfrentada pelos estudantes também foi tema da audiência. O acadêmico de História da unidade da UEMS nas Moreninhas, Lindenberg Vidotto, denunciou que o polo funciona há quatro anos dentro de uma escola estadual, sem sede própria.

Segundo ele, estudantes e professores realizam arrecadações para custear atividades de extensão e viagens acadêmicas. Em um dos casos relatados, docentes precisaram organizar uma "vaquinha" para pagar o transporte de alunos até sítios arqueológicos em Alcinópolis.

Fachada da UEMSEscreva a legenda aqui

"Vamos fazer uma vaquinha para custear uma viagem até Alcinópolis, onde os estudantes conhecerão o sítio arqueológico existente no município. O curso realizou apenas uma viagem de extensão em quatro anos", afirmou o estudante durante a audiência.

Parlamentares criticam terceirização e falta de concursos

Durante a audiência, parlamentares também fizeram críticas ao modelo de gestão adotado no serviço público estadual.

A deputada estadual Gleice Jane (PT), vice-presidente da Comissão de Educação, afirmou que o enfraquecimento da universidade impacta diretamente o desenvolvimento do Estado e criticou os cortes salariais, a perda da autonomia financeira e a falta de investimentos em ciência e tecnologia.

Gleice Jane também destacou que fortalecer a universidade significa fortalecer o próprio Estado. Segundo a parlamentar, o objetivo agora é ampliar o diálogo com professores, estudantes, técnicos e sindicatos para encaminhar as reivindicações ao governo estadual e expor a situação em plenário.

Já o deputado estadual Pedro Kemp (PT) condenou o avanço da terceirização e das contratações temporárias no serviço público.

Segundo ele, cerca de 70% dos professores da UEMS são contratados temporariamente, situação que, além de precarizar as carreiras, também afeta a arrecadação previdenciária do Estado, já que esses profissionais contribuem para o INSS.

Renúncias fiscais entram no centro do debate

Outro ponto que gerou críticas durante a audiência foi a política de renúncia fiscal concedida ao agronegócio em Mato Grosso do Sul. Conforme os dados apresentados no debate, os incentivos fiscais ao setor chegaram a R$ 6 bilhões em 2022.

Para 2026, a previsão é de R$ 11,9 bilhões, enquanto em 2027 o valor estimado alcança R$ 27 bilhões, enquanto em 2028 a estimativa é de R$ 13 bilhões.

Em comparação, os setores sociais do orçamento estadual concentram cerca de R$ 8 bilhões.
Parlamentares e representantes sindicais defenderam que parte desses recursos poderia ser revertida para investimentos em educação, ciência, tecnologia, assistência estudantil e valorização do funcionalismo público.



 

Vem aí?

Após cinco anos, servidores de Campo Grande devem ter reajuste de 4,39%

A correção salarial acompanha a concedida aos servidores da Câmara Municipal de Campo Grande, conforme divulgado no Diogrande na última segunda-feira (25)

28/05/2026 16h00

Prefeita já havia sinalizado que o reajuste estaria em estudo ainda para este ano

Prefeita já havia sinalizado que o reajuste estaria em estudo ainda para este ano FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Com o último reajuste salarial concedido em 2021, os servidores municipais de Campo Grande continuam alimentando a esperança de que a revisão dos salários aconteça ainda neste ano. 

Conforme apuração do Correio do Estado, a prefeita Adriane Lopes (PP) deve corrigir a remuneração dos servidores do município em 4,39%, mesmo valor atribuído aos servidores da Câmara Municipal de Campo Grande na última segunda-feira (25), como consta no Diário Oficial do Município (Diogrande).

Como a folha de pagamento para o mês de junho já está fechada, o novo valor deve vir a qualquer momento a partir de julho. 

Ainda não foi confirmado a partir de quando os salários serão aumentados, mas fontes afirmaram à reportagem que não deve passar do mês de outubro. 

Adriane já havia sugestionado nesta semana ao Correio do Estado a possibilidade do aumento salarial em 2026. 

"Nós estamos estudando a proposta [de reajuste] ainda para este ano", afirmou durante o anúncio do investimento de R$ 60 milhões em 24 mil cirurgias no município na manhã desta segunda-feira (25).

O último reajuste real à categoria foi dado pelo prefeito Marquinhos Trad (PDT) de 10% em 2021. Assim, desde que assumiu o cargo, em abril de 2022, Adriane Lopes concedeu reajustes salariais individualizados, mas nenhuma reposição linear. Desde então, a inflação se aproxima dos 15%. Entre as categorias que conseguiram alguma melhora estão os professores, cujos custos estão atrelados ao Fundeb. 

Além disso, a elite do funcionalismo como procuradores, auditores fiscais, médicos e parte dos dentistas, também conseguiram reposição salarial. E este aumento beneficiou a própria prefeita e todo o primeiro escalão. 

A promessa do reajuste acontece todos os anos pela prefeita. No início de maio de 2025, o Correio do Estado noticiou que Adriane admitiu a possibilidade de alteração salarial, mas não deu detalhes de datas e alegou apenas que o assunto estava sendo estudado. 

Em julho do mesmo ano, Lopes afirmou que devido à adoção de medidas de ajuste fiscal, como a adesão do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), havia a possibilidade dos servidores permanecerem com os mesmos salários por mais dois anos. 

Reajuste na Câmara

A Câmara dos Vereadores de Campo Grande divulgou no Diário Oficial Municipal (Diogrande) desta segunda-feira (25) um reajuste salarial de 4,39% para os servidores efetivos da Casa e pensionistas. 

O projeto foi assinado pelo presidente da Câmara, Epaminondas Neto (PSDB), o Papy, com a justificativa de valorizar os trabalhadores e buscar minimizar os efeitos da inflação. Atualmente, são 97 servidores ativos na Câmara Municipal de Campo Grande

Com a atualização, os vencimentos seguem padrões e níveis, da seguinte forma. 

  • Padrão 20: níveis de I a XII, com salários de R$2.077,36 a R$ 3.552,98;
  • Padrão 30: níveis de I a XII, com salários de R$3.705,85 a R$ 6.338,25;
  • Padrão 40: níveis de I a XII, com salários de R$ 6.294,72 a R$10.766,20;
  • Padrão 50: classes iniciais a especial, com salários de R$10.778,49 a R$22.255,58.

A medida passa a valer a partir do salário do mês de junho. 

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