Cidades

PASSO A PASSO

Transferência de veículos pode ser feita de forma 100% digital em MS; saiba como

Detran lançou o novo serviço, que permite que o processo de compra e venda de veículos usados possa ser feito pela internet, retirando necessidade de comparecimento em cartório

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O processo de compra e venda de veículos usados pode ser feito de forma 100% online em Mato Grosso do Sul, através do novo serviço lançado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS), a Transferência Digital.

Até então, para realizar a transferência, era necessário o comparecimento presencial em agências e cartórios.

Agora, com o processo digital, o processo pode ser iniciado pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), onde o vendedor declara a venda digital com os dados do comprador.

A partir dessa declaração, o comprador é notificado e segue com o processo.

Para o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, o serviço irá facilitar a vida e desonerar o cidadão.

“Com a transferência digital, o cidadão não vai precisar mais ir nem ao cartório e nem ao Detran, o único processo que ele vai precisar sair de casa é para fazer a vistoria. Então isso cria uma facilidade enorme para a comercialização de veículos com mais rapidez e mais segurança", disse.

"E ainda teremos mais tecnologias agregadas para reconhecimento facial e verificação da autenticidade do vendedor e do comprador. Vamos continuar nesse caminho de facilitar a vida trazendo a digitalização para a prática no estado de Mato Grosso do Sul", acrescentou.

Passo a passo para fazer a transferência digital

Ao abrir o aplicativo CDT, o vendedor clica na opção “Veículos”, em seguida escolhe o veículo que vai ser vendido, no caso de ter mais de um, em seguida clicar na opção “Transferência”. 

Caso o veículo esteja apto a transferência digital, os dados serão verificados e o processo pode seguir.

Caso o veículo tenha alguma restrição para a operação, como alienação fiduciária dentre outros, será informado na tela e a transferência não poderá ser feita digitalmente.

Com o veículo apto, o vendedor insere os dados do comprador, os dados da venda, revisa os dados e envia.

Imediatamente o comprador receberá notificação, pelo aplicativo CDT dele, para que ele aceite a negociação. Feita essa etapa, acaba o papel do vendedor na transferência digital.

A partir de então todo e qualquer procedimento é feito pelo comprador.

A primeira coisa que ele precisa fazer é a vistoria do veículo no Detran-MS ou em qualquer vistoriadora credenciada e verificar se há algum débito de multa no veículo. Caso haja multas ou débitos, é preciso regularizar para seguir o processo.

O comprador acessa o portal Meu Detran, clica na aba de “Serviços” e depois na aba “Transferência Digital”.

Para a segurança deste serviço o usuário precisará estar logado com seu login e senha. Caso o comprador não tenha, o sistema pedirá a criação do cadastro.

Uma vez dentro do serviço, ele insere os dados como a placa do veículo, Renavam, Autorização para Transferência de Propriedade de Veículo (ATPV) e o código de segurança. Todas essas informações o comprador vai encontrar no seu aplicativo CDT.

Após confirmar os dados, o comprador insere o endereço de e-mail correto, que é onde vai chegar o protocolo para finalização de todo o processo.

Com o protocolo em mãos, o comprador volta ao portal “Meu Detran” para validar, confirmar e emitir a guia para pagamento da transferência. 

Confirmado o pagamento da guia pelo Detran-MS, o processo é finalizado e o cliente vai receber em seu e-mail um informativo que o documento completo já está disponível para download, que fica disponível por 30 dias.

Também é disponibilizado o documento digital simplificado, que o condutor precisa portar ao conduzir o veículo.

Inquérito

Juiz diz que Bernal é "risco" e mantém ex-prefeito preso

Magistrado afirmou que ainda não havia provas para considerar o caso como legítima defesa

26/03/2026 08h15

Juiz diz que Bernal é considerado um

Juiz diz que Bernal é considerado um "risco" Álvaro Rezende

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O juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, que comandou a audiência de custódia do ex-prefeito Alcides Bernal, na manhã de ontem, manteve o advogado na cadeia. Entre as suas razões para mantê-lo preso está o fato de que o magistrado o considerou um “risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública”.

Alcides Bernal foi preso na tarde de terça-feira, após matar a tiros o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, que havia entrada na sua casa, imóvel que havia sido arrematado pela vítima, mas que ainda não estava em sua posse.

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo magistrado durante a audiência de custódia, realizada na manhã de ontem no Fórum da Comarca de Campo Grande. 

O magistrado derrubou todos os argumentos da defesa em sua deliberação. Sobre a tese de legítima defesa, principal linha dos advogados de Bernal, o juiz alegou falta de provas para subsidiá-la.

“A defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento. Ao contrário, os elementos constantes dos autos indicam versão distinta”, afirma Onofri.

“Destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho e efetuado disparos de imediato. Relatou, ainda, que nem ele nem a vítima estavam armados, tampouco houve discussão ou confronto prévio”, completou.

Em outro ponto, o juiz afirma que a alegação de que o ex-prefeito tem saúde fragilizada ainda não foi comprovada, por isso não viu necessidade de converter a prisão para outras medidas.

“No que tange às condições de saúde, deverá o custodiado ser submetido à avaliação médica, a fim de se aferir a real dimensão de eventuais necessidades clínicas. Todavia, até o presente momento, não há elementos que indiquem a impossibilidade de tratamento no âmbito da unidade prisional, tampouco prova de enfermidade grave que justifique a substituição da prisão preventiva por medida diversa. Assim, não se verifica, neste momento, a necessidade de conversão da prisão preventiva em outra medida, permanecendo adequada a custódia cautelar nos termos já delineados”, alega.

Por fim, Onofri alega que pelo fato de Alcides Bernal ter antecedentes criminais, já que foi condenado por crime de calúnia, em processo que já transitou em julgado, e pela gravidade do crime, a sua soltura representaria insegurança para pessoas ligadas ao fato.

“O custodiado é acusado da prática de crime doloso contra a vida, o que, por si só, evidencia elevada gravidade concreta. Soma-se a isso o contexto fático, no qual se verifica a existência de conflito patrimonial ainda em curso, o que potencializa o risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública, caso lhe seja concedida liberdade”, defende o magistrado.

“É certo que a prisão preventiva constitui medida excepcional. Contudo, no presente caso, estão presentes elementos concretos que evidenciam o perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado, revelando-se a medida extrema necessária e adequada, sendo insuficientes quaisquer medidas cautelares diversas da prisão para a preservação da ordem pública”, completa Onofri.

O CRIME

A vítima foi morta com dois tiros nas laterais da barriga. Um dos disparos transfixou e saiu nas costas, de acordo com o boletim de ocorrência.

Roberto Carlos e Bernal disputavam a posse de uma verdadeira mansão, localizada na Avenida Antônio Maria Coelho, no Bairro Jardim dos Estados. A propriedade havia sido arrematada pela vítima, em um leilão feito pela Caixa Econômica Federal, porém, o ex-prefeito continuava no imóvel e recusava-se a sair.

Segundo testemunhas disseram à polícia, Bernal havia, inclusive, trocado, por várias vezes, a fechadura da residência. Na terça-feira, no entanto, Roberto Carlos, acompanhado de um chaveiro, se dirigiu até a casa. O profissional abriu o portão e quando estava abrindo a porta da frente os dois foram surpreendidos pelo ex-prefeito.

Conforme depoimento do chaveiro, Maurilio da Silva Cardoso, o ex-prefeito teria apontado a arma para Roberto Carlos e perguntado o que ele estava fazendo no local.

A testemunha afirma que antes mesmo da vítima responder foi atingida por um tiro e caiu. Já Bernal garante que haviam três homens e que ele teria sido atacado, por isso respondeu com os tiros.

Por outro lado, o chaveiro garantiu, em depoimento, ter ouvido apenas um disparo, no entanto a vítima foi atingida por dois tiros. 

Após atirar, Bernal foi até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e confessou o crime, alegando legítima defesa. O caso segue em investigação.

* Saiba

O caso foi registrado como homicídio qualificado como traição e emboscada e pode ser levado ao Tribunal do Júri.

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Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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