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Três anos e 11.025 mortes depois, covid segue alvo de desinformação

Mitos e boatos que colocam em cheque a eficácia das vacinas constituem uns dos principais problemas que dificultam a vacinação do público infantil

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Esta sexta-feira (31) constitui o marco de três anos do primeiro registro de óbito em decorrência da Covid-19 em Mato Grosso do Sul. Desde o primeiro caso registrado, foram mais de 11 mil vidas ceifadas pelo coronavírus em MS e pouco menos de 609 mil casos confirmados.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o primeiro caso de óbito em MS aconteceu na cidade de Batayporã, no dia 31 de março de 2020, quando a pasta registrou a morte de uma mulher de 64 anos, residente na cidade que faz divisa como Estado de São Paulo. 

Antes disso, no dia 14 de março, haviam sido registrados os dois primeiros casos da doença em Mato Grosso do Sul. Nesta terça-feira,  o número exato de casos confirmados chegou 609.249 casos confirmados. A quantidade mortes, também conforme os dados oficiais, estava em 11.025. 

Desinformação

Em Campo Grande, a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo, durante entrevista ao Correio do Estado, discorre que foram mais de 4.600 vidas perdidas em decorrência da Covid na Capital. 

Ela atribui parte dos óbitos à desinformação e às ondas de fake news que se intensificaram durante os picos da Covid-19 na Capital. Para Veruska, muitos óbitos poderiam ter sido evitados se a adesão vacinal fosse maior.

Ainda conforme a superintendente, existem alguns fatores que contribuem para que uma parcela da população demonstre resistência em vacinar-se, mesmo assim, o saldo tende a ser positivo, já que mais de 80% da população de Campo Grande tomou pelo menos a primeira dose.

Entretanto, Veruska analisa que a maior dificuldade enfrentada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) corresponde a adesão vacinal infantil contra a Covid-19. Ela acredita que isso ocorre porque há uma “faca de dois gumes” nas informações de diversas naturezas que existem na internet.

“A gente fica triste, porque ainda existe resistência de os pais levarem seus filhos para vacinar, mesmo com a eficácia comprovadas das vacinas”, diz Veruska.

Ela atribui esta baixa adesão às fake news, já que muitos pais deixam de vacinar seus filhos por medo de algum efeito colateral grave, mesmo que muitos deles próprios se imunizaram.

Veruska lembra que não apenas as vacinas contra o coronavírus estão em baixa, mas que, com a desinformação, algumas doenças até então extintas estão voltando, ocasionado pela não vacinação infantil.

Por fim, a superintendente relembra que a Capital possui diversos pontos de vacinação e que o atendimento é contínuo. Ela faz um apelo para que a população procure as unidades de saúde para que seja completado seu ciclo vacinal, bem como para que as crianças também recebam as doses de imunizantes.

Em MS

Ao Correio do Estado, a secretária estadual de saúde em exercício, Crhistinne Maymone, conta que hoje é uma data simbólica e que traz três dimensões a serem abordadas, no que diz respeito a estes anos da chegada da Covid-19 a MS.

“O primeiro, é que existe sempre a possibilidade de epidemias, de surtos, de doenças que assolam a nossa vida diária. E da forma como ela (a Covid-19) veio é um exemplo disso e que nos faz ficar sempre atentos e vigilantes com a questão da saúde”, pontua.

Maymone ainda conta que uma segunda forma de observar este panorama dos últimos anos da Covid-19 em MS, é lançar luz sobre a importância da valorização da ciência na vida da população. Sobretudo no que diz respeito à importância da vacinação. Para ela, os avanços da ciência devem ser cada vez mais estimulados.

“Foi com a ciência que conseguimos avançar com a biologia molecular, com testes, padrão ouro de diagnóstico e que podemos avançar também na vigilância genômica e isso significa que a ciência ela deve ser cada vez mais estimulada”, explica Maymone.

Ainda na interface da importância da ciência no enfrentamento à pandemia, a secretária em exercício discorre que as vacinas são indispensáveis no controle pandêmico, tanto na efetividade quanto na necessidade da vacinação.

“Se hoje muitos de nós estamos vivos é, graças a Deus, por não termos nenhum tipo de hesitação em nos vacinar e estar continuando nos vacinando, seja com a pandemia do coronavírus, seja em relação as outras doenças. Então, acho que a grande lição é a saúde baseada na ciência, novas tecnologias e inovações”, finaliza.

Cobertura Vacinal

Segundo o boletim epidemiológico, 59% do público vacinal de 5 a 11 anos tomaram a 1º dose de imunizante contra a Covid-19 e 36% a segunda dose. 

Já de 12 a 34 anos, 87% vacinou-se na 1º dose, 76% a 2º dose e 52% a primeira dose de reforço. 

Por fim, ainda conforme a SES, cerca de 92% da população de MS, que possui 35 anos ou mais, tomou a 1º dose contra a Covid-19, 85% a 2º dose, 79% deste público vacinou-se com a primeira dose de reforço e 25% com a segunda dose de imunizantes.

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Amanhã

IFMS: inscrições para mestrado com 16 vagas na Capital encerram nesta quinta

Podem participar candidatos com diploma de graduação em qualquer área reconhecida pelo Ministério da Educação

19/08/2026 14h45

Divulgação/IFMS

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As inscrições para o Exame Nacional de Acesso (ENA27) do Mestrado Profissional em Rede Nacional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (Profnit) seguem até esta quinta-feira (20).

O curso é oferecido gratuitamente pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), no Campus Campo Grande, com 16 vagas disponíveis para ingresso em 2027, com reservas para ações afirmativas, servidores da instituição e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

Podem participar candidatos com diploma de graduação em qualquer área reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Também são aceitas inscrições de estudantes que estejam concluindo o último semestre ou ano da graduação, desde que apresentem o comprovante de colação de grau no momento da matrícula.

Das 16 vagas ofertadas pelo IFMS, 14 são regulares e duas extranumerárias. A distribuição prevê quatro vagas para ampla concorrência, seis destinadas às ações afirmativas - sendo três para candidatos negros (pretos e pardos), uma para indígenas, uma para quilombolas e uma para pessoas com deficiência (PcD) —, quatro para servidores efetivos do IFMS e duas vagas adicionais exclusivas para servidores da Fundect.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio da página nacional do Profnit, até as 23h59 (horário de Brasília). 

A taxa de participação é de R$ 350, e o candidato deverá anexar o comprovante de pagamento, em formato PDF ou JPG, dentro do prazo estabelecido.

O processo seletivo será realizado em duas etapas obrigatórias. A primeira consiste em uma prova nacional virtual, marcada para 12 de setembro, às 14h (horário de Brasília), com duração de uma hora e 30 minutos.

O exame será aplicado pela plataforma Fábrica de Provas e terá 20 questões de múltipla escolha baseadas na bibliografia oficial sobre propriedade intelectual e inovação.

Os candidatos devem observar o fuso horário local e utilizar computador ou notebook para realizar a prova, já que tablets e smartphones não serão aceitos. Além disso, o sistema apresentará as questões de forma sequencial, sem permitir o retorno às perguntas anteriores.

A segunda etapa será a análise curricular. Os aprovados na prova objetiva deverão encaminhar, entre 1º e 11 de outubro, um único arquivo em PDF contendo documentos pessoais, diploma, histórico escolar da graduação, currículo emitido pela Plataforma Lattes e o formulário de Barema preenchido. A ausência de qualquer documento exigido resultará na desclassificação do candidato.

Matrículas

As matrículas e o início das aulas estão previstos para 2027, conforme calendário acadêmico que será divulgado pelo IFMS. As atividades presenciais ocorrerão no Campus Campo Grande, às sextas-feiras e aos sábados, nos períodos da manhã e da tarde.

O Profnit é um mestrado profissional em rede nacional cuja instituição sede é a Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

O programa tem como foco a formação de profissionais qualificados para atuar em Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), no empreendedorismo de base tecnológica e na gestão de ecossistemas de inovação em instituições de ensino, empresas, órgãos públicos e organizações sociais.

Serviço 

Mais informações, incluindo a bibliografia recomendada e o edital de retificação, estão disponíveis na página oficial do Profnit. Dúvidas sobre a oferta em Mato Grosso do Sul podem ser encaminhadas para o e-mail [[email protected]](mailto:[email protected]).

Ação da PF

Carga com 652 celulares é apreendida e PM acaba preso em Ponta Porã

Região acumula apreensões de cargas milionárias e centenas de aparelhos

19/08/2026 14h16

Reprodução/PF-MS

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Uma carga com 652 celulares de origem estrangeira, sem documentação fiscal, foi apreendida pela Polícia Federal nesta quarta-feira (19), em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. Dois homens foram presos em flagrante, entre eles um policial militar.

Durante a ação também foram apreendidos  R$ 6.850 em espécie, dois veículos e uma arma de fogo com identificação da PM de Mato Grosso do Sul.

Os aparelhos estavam sendo transportados sem documentação fiscal que comprovasse a regularidade da entrada no país. Os suspeitos, os veículos e os materiais foram levados para a Delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã.

Rota conhecida 

Levantamento de registros divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostra que a BR-463, principal ligação de Ponta Porã com o restante de Mato Grosso do Sul, é palco de sucessivas apreensões de celulares e outras mercadorias estrangeiras sem documentação.

Em março deste ano, a PRF apreendeu 191 celulares durante fiscalização na rodovia. Os aparelhos estavam em uma Fiat Fiorino que, segundo o motorista, transportava mercadorias de Ponta Porã para Dourados. O condutor admitiu que havia pegado os produtos no Paraguai.

Poucos dias depois, em abril, outra abordagem na mesma BR-463 resultou na apreensão de 141 celulares escondidos em compartimentos ocultos de um veículo. Na carga também havia 36 garrafas de bebidas alcoólicas, eletrônicos e 25 pacotes de cigarros, todos sem documentação fiscal. Dois homens foram encaminhados à Polícia Federal.

 

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