Cidades

CRUELDADE

Três dos assassinos de médico nunca tiveram passagem pela polícia

A motivação e os detalhes sobre o assassinato serão divulgados em coletiva prevista para o fim da manhã desta terça-feira, em Dourados

Continue lendo...

Três dos quatro presos por envolvimento no assassinato do médico Gabriel Paschoal Rossi, de 29 anos, nunca tiveram passagem pela polícia, conforme afirmou o delegado Erasmo Cubas na madrugada desta terça-feira ao chegar a Dourados com os três homens e a mulher capturados horas antes em Pará de Minas, a cerca de 1,4 mil quilômetros do local do crime. 

Embora tenha deixado claro que a motivação e o envolvimento de cada um dos suspeitos no crime serão divulgados somente em coletiva marcada para 10:30 desta terça-feira (08), o delegado informou que os quatro são da mesma cidade e todos estavam em Dourados no dia do assassinato,  em 27 de julho, conforme Erasmo Cubas. 

Ele informou ainda que um dos suspeitos tentou fugir e acabou sendo capturado por agentes da Polícia Rodoviária Federal. Os outros, ao serem abordados, tentaram quebrar os celulares para ocultar provas de sua participação na morte. 

Antes de divulgar detalhes sobre a motivação, o delegado Erasmo Cubas pretende voltar a tomar os depoimentos de Gustavo Teixeira, Keven Rangel Barbosa, Guilherme Augusto Santana e Bruna Nathália de Paiva para deixar claro a participação de cada um no caso. Erasmo Cubas garantiu, ainda, que todos os envolvidos no crime estão presos.

O médico Gabriel Rossi foi sepultado no último sábado em sua terra natal, em Santa Cruz do Sul.  Seu corpo foi encontrado na quinta-feira (3), já em avançado estado de decomposição, em uma casa alugada por temporada na periferia de Dourados. O imóvel havia sido alugado pelos assassinos.

Vítima de emboscada, ele foi morto por asfixia, conforme a perícia. O corpo estava com as mãos e pés amarrados. O carro do médico foi abandonado na frente do imóvel, mas o seu celular foi levado e continuou sendo usado mesmo depois que Gabriel estava morto. 

Os assassinos pediram dinheiro para familiares e outros contados da agenda.  E foi justamente o uso deste celular que levou os policiais de Dourados ao grupo, que fugiu para Minas Gerais depois da repercussão do caso. 

Embora fosse natural do Rio Grande do Sul, Gabriel Paschoal Rossi cursou Medicina na UFGD e havia acabado de se forma, em março deste ano. Ele trabalhava na UPA (Unidade de Pronto Atendimento Comunitário), Hospital da Vida e Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul).  


 

Colisão

Passageiro fica preso às ferragens após carro bater em caminhão na MS-276

Motorista do carro não conseguiu frear ou desviar a tempo e colidiu contra um veículo de carga

19/04/2026 08h00

Foto: Reprodução / Jornal da Nova

Continue Lendo...

Um homem de 52 anos ficou preso às ferragens após um carro bater na traseira de um caminhão parado na rodovia MS-276, em Batayporã (MS), na noite deste sábado (18). A vítima estava no banco dianteiro de uma VW Parati.

Segundo o boletim de ocorrência, o caminhão, um Volvo/NH com semirreboque, estava parado no sentido Anaurilândia/Batayporã em razão a uma pane mecânica. O motorista do carro, pedreiro de 50 anos, não conseguiu frear ou desviar a tempo e colidiu contra o veículo de carga.

Com o impacto, o passageiro ficou preso às ferragens e precisou ser retirado pelo Corpo de Bombeiros. Ele sofreu um ferimento profundo no pescoço e foi encaminhado em estado grave ao Hospital Regional de Nova Andradina. Apesar da gravidade inicial, a unidade informou posteriormente que o homem não corre risco de vida.

A Polícia Militar Rodoviária realizou teste do etilômetro nos dois motoristas. O condutor do caminhão não havia consumido álcool, por sua vez, o motorista da Parati apresentou índice de 0,54 mg/L, acima do limite permitido por lei, o que se configura crime de trânsito.

Ele foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Batayporã. 

Assine o Correio do Estado 

Ligação

Empresa de Marçal repassou R$ 4,4 mi a Mc Ryan, diz PF

Valor teria sido depositado na conta do funkeiro pela venda de um helicóptero Robinson R66 Turbine

19/04/2026 07h30

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Continue Lendo...

Uma empresa pertencente ao ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (União Brasil) transferiu R$ 4,4 milhões para uma conta pessoal do MC Ryan, acusado pela Polícia Federal (PF) de liderar uma engrenagem de ocultação e lavagem de bens à disposição do tráfico internacional de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O valor teria sido depositado na conta do funkeiro pela venda de um helicóptero Robinson R66 Turbine. Ao Estadão, a assessoria de Marçal confirmou a transação, mas negou que o montante se referisse à aeronave e afirmou que o pagamento diz respeito à aquisição de parte de um imóvel feito pelo coach.

Apoiador da candidatura de Pablo Marçal à Prefeitura em 2024, Ryan foi alvo da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF na quarta-feira, dia 15, quando foi preso sob suspeita de liderar um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional por meio de rifas e bets ilegais, além de atividades ligadas à produção musical e entretenimento.

Origem

A defesa de Ryan informou que todos os valores que transitam nas contas do funkeiro "possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos".

Na representação da PF que embasou a Operação Narco Fluxo, os investigadores destacam créditos da empresa R66 Air Ltda., que enviou R$ 4,4 milhões à pessoa física de MC Ryan. O quadro societário da companhia é composto pelo coach Pablo Marçal.

Segundo a apuração, o capital social da empresa é compatível com o valor de mercado de um helicóptero Robinson R66 Turbine, o que levanta a hipótese de que a transação esteja ligada à negociação da aeronave.

A rede de bets e rifas ilegais usada para lavar dinheiro do tráfico estruturou, segundo a investigação, "empresas de prateleira" e chegou a firmar contratos com fintechs investigadas nas Operações Compliance Zero, que atinge o Banco Master, e Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes no INSS, que lesou milhares de aposentados e de pensionistas. O esquema da Narco Fluxo movimentou R$ 1,6 bilhão para o crime organizado, segundo a Polícia Federal, e tinha como operador-chave o contador Rodrigo Morgado, preso desde outubro de 2025 sob suspeita de prestar assessoria financeira ao Primeiro Comando da Capital.

A defesa de Morgado afirma que ele "é profissional da área contábil, atuando estritamente dentro dos limites legais de sua profissão, não tendo qualquer envolvimento com atividades ilícitas". Durante a Narco Fluxo, os federais cumpriram 45 mandados de busca e apreensão. Dos 39 mandados de prisão temporária expedidos, 33 foram executados.

*Com informações de O Estado de São Paulo 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).