Cidades

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Três mortes durante o Carnaval foram em acidentes com motos

Três mortes durante o Carnaval foram em acidentes com motos

Redação

17/02/2010 - 07h47
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Três pessoas morreram em acidentes de trânsito neste carnaval, na Capital e em rodovias, desde o domingo (14) até o fim da tarde de ontem, envolvendo motociclistas. A última delas foi em Terenos, quando Paulo Joaquim do Nascimento, de 31 anos, perdeu a vida na madrugada de ontem no quilômetro 500 da BR-262. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Paulo pilotava a motocicleta Honda Fan preta, com placas HTM- 4649, de Terenos, quando teria dormido e saído da pista. Ele colidiu com um coqueiro e morreu no local. Segundo informações da Polícia Civi l de Terenos, não havia vestígios de freada na pista e nem de outro veículo que possa ter provocado o acidente. As outras vítimas foram Valdirene da Silva Alem, 34 anos, que faleceu na manhã de domingo em acidente no macroanel viário da BR-262, no trecho que interliga Campo Grande e Terenos. Ela estava em uma moto – pilotada por Adalfo Ferreira de Souza. – que derrapou na pista. Na queda, o capacete de Valdirene se soltou e ela bateu a cabeça no asfalto sofrendo traumatismo, tendo morte instantânea. Na segu nda-feira pela manhã, morreu José Francisco Antunes da Silva, 53 anos, depois de colisão de motos no cruzamento das ruas Bento Gonçalves e São José, no Bairro Monte Castelo. De acordo com informações da Companhia Independente de Trânsito (Ciptran), o soldado do Exército Wilian Rafael do Prado, 22 anos, teria sido responsável pelo acidente ao invadir a preferencial. O militar também não tem habilitação. Família sai ilesa Próximo ao município de Ribas do Rio Pardo, às 10h de ontem, também na BR-262, um automóvel Corsa, com placas DIG-3640, capotou. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas, quando os militares compareceram ao local, não encontraram nenhum ocupante do veículo. Posteriormente, em um posto de combustível, os bombeiros localizaram um casal e duas crianças, que estavam no automóvel quando ele capotou. Nenhum deles se feriu. Outro acidente ocorreu nas proximidades de R io Verde de Mato Grosso, quando uma pessoa ficou ferida depois que um caminhão colidiu com outro na BR-163, ontem de manhã. O caminhão frigorífico VW 24.250, de Cuiabá (MT), era conduzido por Íris Antonio da Silva, de 24 anos, quando o motorista bateu na traseira do caminhão Scânia, de Campo Grande, que estava carregado com toras de eucalipto. Íris Antônio ficou preso às ferragens, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e, segundo militares que atenderam a ocorrência, foi encaminhado para o Hospital de Rio Verde com ferimentos leves nas pernas. O outro caminhoneiro não sofreu ferimentos. Na segunda-feira, Valdinei Franco Vernochi, 52 anos, Marilene Conceição da Silva Vernochi, 50 anos, e Amanda Aparecida Vernochi Penha, 6 anos, estavam no veículo Escort placa HRE-5239, de Campo Grande, quando o condutor perdeu o controle do veículo, que capotou na pista. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o motorista Valdinei teria dormido ao volante. Nenhum deles se feriu.

Cidade morena

Mortandade de pássaros em esquina do centro traz dúvidas sobre isolamento na rede elétrica

Desde bem-te-vis até urubus filhotes e adultos, ponto no "coração" da região central de Campo Grande têm se tornado local recorrente de pássaros "explodindo" na fiação

14/03/2026 11h32

Bem-te-vi morto na manhã deste sábado (14) junta-se a outros casos de pássaros vítimas da rede elétrica num mesmo ponto

Bem-te-vi morto na manhã deste sábado (14) junta-se a outros casos de pássaros vítimas da rede elétrica num mesmo ponto Correio do Estado

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Populares, trabalhadores e moradores no geral começam a se questionar a respeito da qualidade do isolamento da rede elétrica na região central de Campo Grande, já que a mortandade de pássaros que "explodem" na fiação têm sido recorrentes e chama a atenção. 

Antes do relógio bater 11h neste sábado (14), quem passava pela esquina das ruas 26 de agosto com a 14 de julho - distante duas quadras da Praça Ary Coelho, no coração da região Central de Campo Grande -, pôde notar o clarão e ouvir o barulho característico da falha elétrica também conhecida como "curto-circuito". 

Em resumo, essa falha acontece quando há um drástico e súbito aumento da corrente elétrica, geralmente quando condutores (neutro/fase) se tocam, ou quando basicamente essa corrente encontra um caminho inesperado de baixa resistência. 

Nesse caso, como mostram as imagens do animal encontrado próximo à rede elétrica, tudo indica que o corpo de mais um bem-te-vi foi o responsável por ser esse caminho inesperado de baixíssima resistência a receber a descarga. 

Com isso, não há qualquer chance de sobrevivência do animal e a morte é súbita, já que essa descarga elétrica "explode" o corpo do animal, que ainda foi encontrado ainda com forte cheiro de queimado, com parte do corpo chamuscado e já sem as extremidades das patas além das patas incineradas. 

Caso isolado? 

Diferente de outras vezes, os populares e trabalhadores da quadra em questão afirmam que desta vez não houve, por exemplo, a interrupção da energia, o que por si só indica que esse não trata-se de um caso isolado. 

Justamente nesta esquina, como bem acompanha o Correio do Estado, dois pássaros morreram da mesma forma no intervalo de duas semanas, o que assustou tanto os trabalhadores pela frequência como os transeuntes pelo susto que cada um desses curtos-circuitos causam. 

Em meados de outubro do ano passado, um caso de um urubu que morreu na fiação e ganhou notoriedade por deixar a quadra sem luz revelou uma realidade que parece passar despercebida, casos como esse na região acontecem com mais frequência do que deveriam. 

“No vizinho ao lado, um bem-te-vi pousou na fiação e aconteceu a mesma coisa. Agora, esse casal de urubus... Um filhote, de manhã, causou um curto. Acho que a mãe, à tarde viu o filhote, pousou e aconteceu novamente”, explicou o comerciante Anderson Cistraldo, de 58 anos, à época. 

Conforme relato, um casal de urubus estava com um filhote que acabou morrendo eletrocutado e ficou pendurado na rede, até o momento em que o urubu veio planando e pousou na tentativa de retirá-lo, recebendo como consequência a descarga elétrica que causou uma sequência de explosões.

O proprietário de uma banca de lanches que fica na esquina com a Rua 14 de Julho, Robert Willian Dutra de Oliveira, de 38 anos, confirmou a situação do bem-te-vi que havia causado o estouro e, consequentemente, a falta de energia na quadra, na semana anterior. 

 “Hoje foi só barulho, não teve queda de energia, foi só a explosão mesmo”, disse ele na ocasião. Até mesmo um vídeo de circuito de monitoramento revela o momento do susto. 

A própria Energisa, concessionária de energia responsável pelo fornecimento e manutenção dos serviços, já manifestou-se em nota afirmando que esses episódios são "pontuais". 

"A distribuidora esclarece que os registros envolvendo aves na rede elétrica são pontuais e não representam uma ocorrência frequente. Em condições normais, por exemplo, é comum observar pássaros pousados sobre os fios. As redes de distribuição contam com sistemas de isolamento e proteção que contribuem para a segurança do fornecimento de energia e reduzem significativamente os riscos de acidentes".


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RACISMO

TJMS condena mulher a pagar R$ 15 mil por racismo contra criança

Em Corumbá, menino de 10 anos foi vítima de ataques racistas direcionados a cor de pele e cabelo, e mãe levou caso à Justiça

14/03/2026 10h30

Foto: Divulgação / TJMS

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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou uma mulher, não identificada, ao pagamento de R$ 15 mil pelo crime de racismo contra uma criança. Decisão unânime na 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJMS), a mulher tentou reduzir o valor determinado pelo juiz.

Em sessão na última quarta-feira (11), o desembargador Odemilson Roberto Castro Fassa relatou ao colegiado o caso que aconteceu em Corumbá, interior do de Mato Grosso do Sul.

Na ocasião, a envolvida proferiu ofensas racistas à uma criança de apenas 10 anos, direcionando os ataques explicitamente à cor da pele e ao cabelo do menino. A mãe da criança, presente no local e momento do crime, foi quem denunciou e representou o filho judicialmente.

Anteriormente, o caso esteve em primeira instância e o juiz já havia dado a sentença do pagamento de R$ 15 mil por "danos morais decorrentes de ofensas de cunho racial". Porém, a mulher entrou com recurso para reduzir o valor da indenização fixada.

O argumento foi que valor seria desproporcional às circunstâncias do caso e às suas condições econômicas, sob justificativa de hipossuficiência financeira. Ela ainda sustentou que a reparação deveria ter caráter compensatório, sem gerar enriquecimento indevido das vítimas.

O relator do caso destacou que o valor determinado abrange os critérios de proporcionalidade e razoabilidade, considerando as especificidades do caso e gravidade da conduta.

Ele analisou a situação como dentro do necessário para reparar o sofrimento da vítima e desestimular a repetição do crime, com argumentativo de que a criança está em fase de desenvolvimento, o que agrava a conduta e necessidade de resposta adequada perante à Justiça.

Ainda foi ressaltado que profissionais na área de saúde do município, e do Conselho Tutelar apresentaram relatórios psicológicos que apontam os impactos emocionais sofridos pela criança em razão das ofensas e ataques.

Foi concluído a decisão que a ré deveria pagar R$ 15 mil à vítima, sendo R$ 10 mil destinado à criança e R$ 5 mil à mãe do menino, como já havia proferido na primeira vez.

Conforme consta no processo, o caso também resultou em condenação das ofensas na esferal criminal.

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