Cidades

REVIRAVOLTA

Tribunal de Justiça determina volta de Alcides Bernal à prefeitura de Campo Grande

1ª Câmara Cível decidiu manter liminar (decisão provisória) que reconduz Bernal ao cargo

GABRIEL MAYMONE

25/08/2015 - 15h01
Continue lendo...

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) decidiu, por 2 votos a 1, pela reintegração ao cargo de Alcides Bernal (PP) para a prefeitura de Campo Grande.

Segundo a assessoria da prefeitura, Bernal, que está em Brasília, chega às 20h à Capital.

A Corte julgou procedente o pedido do progressista e manteve a decisão liminar (provisória) do juiz David de Oliveira Gomes, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, do dia 15 de maio de 2014, que reconduziu Bernal ao cargo.

O relator do processo, Divoncir Maran, votou pela manutenção da decisão do desembargador Vladimir Abreu da Silva, que suspendeu a volta de Bernal. Os outros dois desembargadores, Sérgio Martins e Tânia Maria Borges, porém, votaram a favor do progressista.

AFASTAMENTO

Na manhã desta terça-feira, a Justiça decidiu pelo afastamento do então prefeito Gilmar Olarte (PP), em ação impetrada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que solicitava prisão de Olarte e do vereador Mario Cesar (PMDB) - presidente da Câmara - por envolvimento em compra de votos que culminou na cassação de Alcides Bernal (PP), em março do ano passado.

Segundo o desembargador, “sobram indícios de prática de vários ilícitos, possivelmente praticados pelas pessoas relacionadas pela inicial, tais como corrupção ativa e passiva”.

Com afastamento de Olarte e do presidente da Câmara, Mario Cesar, o vice-presidente da Câmara, vereador Flávio César, é quem assumiria o cargo. Inclusive, sua posse estava marcada para às 17h, o que não deve ocorrer.

LIMINAR

"Defiro o pedido de antecipação da tutela jurisdicional para suspender os efeitos do Decreto Legislativo n. 1.759/14 e, por consequência, determinar que o Sr. Alcides Jesus Peralta Bernal retorne imediatamente para suas funções no cargo de Prefeito do Município de Campo Grande", diz a sentença do juiz David de Oliveira Gomes, de 15 de maio de 2014, que voltou a ter validade.

A ação popular foi ajuizada por cinco vereadores contra o decreto legislativo que cassou o mandato do prefeito, sob alegação de vícios de ordem moral e formal na edição do ato de cassação.

De acordo com os autos, a ilicitude de ordem moral estaria na conspiração prévia dos requeridos e de outras autoridades para retirar o prefeito do cargo e possibilitar a ascensão do então vice-prefeito Gilmar Olarte ao cargo máximo do executivo municipal.

PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

A volta de Bernal à prefeitura de Campo Grande também muda a mesa diretora da Câmara Municipal. O vereador Flávio César (PT do B), vice-presidente da Casa de Leis, que assumiria o cargo de prefeito da Capital (Com Olarte e Mario César afastados, Flávio seria o próximo na linha sucessória), irá assumir a presidência da Câmara. Já a petista Thais Helena, segunda vice-presidente, que assumiria a direção do legislativo, fica como vice-presidente.

*Atualizada às 15h43min

Vila Entroncamento

Polícia fecha carvoaria clandestina em Campo Grande

Foram apreendidas 800 sacas de cascas de coco cru e outras 120 sacas de cascas de coco carbonizado, material utilizado para a produção irregular de carvão

06/02/2026 16h15

Foto: Divulgação / Polícia Civil

Continue Lendo...

A Polícia Civil fechou uma carvoaria que funcionava clandestinamente há 15 dias na Vila Entroncamento, em Campo Grande.

Conforme o boletim de ocorrência registrado na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat), os policiais foram recebidos no último dia 3 pelo proprietário Jeferson Ferreira Caetano Sabino, 36 anos, que informou ter iniciado as atividades no local há aproximadamente duas semanas. 

Segundo o B.O, Sabino declarou ainda que havia dado entrada na Junta Comercial para registro da empresa denominada JR Carbonização Ltda., mas que, apesar de não possuir licenças e alvarás de funcionamento, decidiu iniciar a operação de funciomento sem toda a documentação necessária para realizar o trabalho. Na ocasião, foi orientado a suspender as atividades até que a situação fosse devidamente regularizada, ordem não acatada pelo proprietário. 

Diante da recusa em suspender o funcionamento, Jeferson Sabino e seu ajudante Alex Sandro Borges, de 44 anos foram levados até à sede da Decat e autuados por crime ambiental. Além disso, a polícia apreendeu 800 sacas de cascas de coco cru e outras 120 sacas de cascas de coco carbonizado, material utilizado para a produção irregular de carvão. 

Foto: Divulgação / Polícia Civil 

"O senhor Jeferson foi conduzido até esta unidade policial, sem algemas, no banco traseiro da viatura, juntamente com de seu encarregado Alex Sandro Borges, porque foi advertido e insistiu no funcionamento. A equipe da pericia foi acionada e compareceu ao local. No local foram apreendidas 800 sacas de casca de coco cruas e 120 sacas caronizadas, material este que e utilizado para fabricação de carvão", traz trecho do boletim de ocorrência. 

A dupla foi autuada por poluição ambiental e condenada e condenada a pagar R$ 4,8 mil para ser liberada. O material utilizado para a produção de carvão foi confiscado pela polícia. 

Assine o Correio do Estado 

Cidades

Amigos lamentam morte de Adriano Praça, integrante do Grupo Acaba

A partida do músico é apontada por amigos como uma perda inestimável para a cultura do Estado

06/02/2026 16h00

Crédito: Luiz Claudio Fogaça

Continue Lendo...

Amigos do músico e professor Adriano Praça, que foi integrante do Grupo Acaba por 40 anos, lamentaram, por meio das redes sociais, nesta sexta-feira (6), na Santa Casa de Campo Grande.

A causa da morte não foi divulgada assim como não divulgaram informações do velório e sepultamento. Nas redes sociais, amigos se despediram de Praça, musicista conhecido pelo domínio da flauta e do saxofone.

Em um recorte de vídeo que circula na internet, ele relata a militância do Grupo Acaba, que assumiu uma postura ativista em defesa do Pantanal, comenta sobre o movimento pelas Diretas Já e outros episódios que marcaram o país.

“A gente viveu muitas situações interessantes, mas, de qualquer forma, tristes, porque a gente teve que ir à rua, levamos muita gente à rua por conta do desastre ecológico que aconteceu na época: derrame de vinhoto, uma mortandade de peixe, de curimba. Vivemos momentos importantes das Diretas Já, do impeachment de Collor, coisas que mudaram o Brasil, e a gente sempre fazendo nosso caminho”, contou Adriano Praça.

 

Reprodução Redes Sociais

Despedida

“Que notícia triste. Um dos homens mais inteligentes que já conheci, Adriano Praça. A família que sempre me acolheu junto de ti, a confraria do choro que eu amava, trabalhar, dançar e rir. "Que Deus te receba de braços abertos e com muita música boa. Descanse em paz, Adriano, e que Deus conforte o coração de todos”, escreveu uma amiga.

“O Quarteto Samba Choro se despede desse excepcional amigo. A música sul-mato-grossense perde mais um dos grandes. Siga em paz”, diz outra mensagem.

O Memória Fonográfica de Mato Grosso do Sul também manifestou nota de pesar:

“Com profundo pesar, o Memória Fonográfica do MS se despede do talentoso instrumentista Adriano Praça. Sua sensibilidade musical foi fundamental para dar alma às gravações que preservamos, e sua paixão pela cultura sul-mato-grossense deixa um legado eterno em nosso acervo. Nossos sentimentos à família e amigos. Seu som permanecerá para sempre em nossa memória.”


 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).