Cidades

o crime compensa

Tribunal "liberta" ex-PM de MS preso com 215 kg de cocaína

Ele havia sido condenado a 10,5 anos em regime fechado, mas sua pena foi reduzida pelo TRF para 4 anos e 10 meses em regime semiaberto

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Inicialmente condenado a 10,5 anos de prisão em regime fechado, o ex-policial militar de Mato Grosso do Sul Esmael da Silva Trindade, de 49 anos, que foi preso em flagrante com 215 quilos de cocaína, teve sua pena reduzida para menos de cinco anos de prisão depois de recorrer ao Tribunal Regional Federal (TRF-3). E o mais curioso é que ele pode cumprir sua pena no regime semiaberto.

O carregamento, interceptado em janeiro 28 de 2022 pela Polícia Rodoviária Federal na rodovia entre Campo Grande e Sidrolândia, foi avaliado em R$ 36 milhões, conforme informações da PRF à época do flagrante. 

Esmael, que estava em uma caminhonete e informou que receberia R$ 5 mil pelo transporte da droga entre a fronteira com o Paraguai e Campo Grande, foi expulso da PM bem antes disso. Em 2014 foi preso próximo a Jardim em um caminhão carregado com cigarros contrabandeados do Paraguai. 

Na investigação ficou comprovado que ele integrava uma espécie de “máfia dos cigarreiros”  e por isso acabou sendo demitido em 2015. 

A pena de 10 anos e seis meses de prisão pelo tráfico de cocaína havia sido imposta pela quinta Vara Federal de Campo Grande. Mas, seus advogados recorreram ao TRF e a décima primeira turma entendeu que, apesar da gravidade de seu crime, este seria “pago” depois de ficar quatro anos, dez meses e dez dias no regime inicialmente semiaberto. 

No semiaberto, o condenado pode estudar ou trabalhar fora da prisão durante o dia e só precisa passar a noite na cadeia. Em tese, este tipo de punição é aplicado nos casos em que a pena está entre quatro e oito anos, como é agora o caso do ex-PM.

Além disso, porém, existem outros critérios. Normalmente, o juiz atende aos seguintes critérios, conforme artigo 59 do Código Penal: culpabilidade, antecedentes, conduta social, personalidade do agente, motivos, circunstâncias e consequências do crime, assim como o comportamento da vítima. 

Quer dizer, ao analisarem o caso e reduzirem a pena, os desembargadores possivelmente ignoraram o fato de ele ser reincidente no crime e também ignoraram a gravidade das consequências sociais que os 215 quilos de cocaína provocariam à sociedade. 

Apesar de a defesa ter conseguido livrar seu cliente do regime fechado, ainda recorreu ao Superior Tribunal de Justiça em uma tentativa de reduzir ainda mais a punição, mas o STJ manteve a “punição” estipulada pela TRF da terceira região. 

Dias depois de ser preso em janeiro de 2022 o ex-PM passou por audiência de custódia e o juiz federal Felipe Bittencourt, de Campo Grande, entendeu que seu crime era demasiadamente grave para que voltasse para as ruas e rejeitou o argumento de que o ex-policiais era apenas uma “mula” do narcotráfico e que não fazia parte de nenhuma cúpula de organização criminosa.

“Mesmo que não pertença formalmente, é muito improvável que ele não tivesse um grau de confiança relevante para realizar este tipo de transporte, até mesmo por se fazer acompanhar de veículos batedores. Ademais, deve-se notar que o entorpecente estava acondicionado em fundo falso, o que sugestiona que há grupos mais organizados a atuar, de quem a obtenção de elementos de fidúcia ressalta em importância”, escreveu o magistrado à época.

 

INTERIOR

Conselho Tutelar apura denúncias envolvendo creche particular no MS

"Durante a vistoria, foram observadas e registradas as condições do ambiente e dos equipamentos utilizados pelas crianças", afirma o órgão regional de Nova Andradina

21/09/2026 12h44

Registros fotográficos espalhados pela redes sociais mostram que as denúncias passam pelas mais diversas irregularidades

Registros fotográficos espalhados pela redes sociais mostram que as denúncias passam pelas mais diversas irregularidades Reprodução/Redes sociais

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Após imagens que mostram crianças deitadas em placas de EVA e até diretamente no chão passarem a circular na internet, o Conselho Tutelar indicou que está apurando as denúncias envolvendo uma creche particular do município distante aproximadamente 300 quilômetros de Campo Grande. 

Conforme nota emitida pelo órgão, o Conselho Tutelar de Nova Andradina indica que ter recebido denúncia acompanhada de fotos e vídeos que indicariam supostas situações de violação de direitos de crianças no estabelecimento particular identificado como "Espaço Tia Lú". 

Diante da gravidade dos relatos, o local teria recebido a visita de equipes do Conselho Tutelar ainda na última sexta-feira (18), acompanhadas de policiais militares, justamente com intuito de investigar essas denúncias. 

"Durante a vistoria, foram observadas e registradas as condições do ambiente e dos equipamentos utilizados pelas crianças", afirma o Conselho Tutelar de Nova Andradina em nota. 

Entenda

Como ilustrado em registros fotográficos que vêm sendo espalhados pela redes sociais e mídia local, as denúncias passam pelas mais diversas irregularidades, desde possíveis armazenamentos de utensílios infantis junto a produtos de limpeza, até as mais precárias condições das estruturas. 

Esse estabelecimento anunciou recentemente, por decisão própria, a suspensão temporária dos trabalhos, porém documentos cadastrais indicam que o estabelecimento aberto em 2022 aparece junto à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) como inapto desde 17 de junho. 

Motivado por "omissões de declarações", é importante frisar que essa situação cadastral não significa que o Espaço estaria impedido de executar suas atividades. O Espaço Pedagógico Tia Lú indicou que atua para o esclarecimento dos fatos e não se manifestará publicamente sobre o caso. 

Esse caso também foi encaminhado formalmente para o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e à Delegacia de Polícia Civil para investigação.

"O Conselho Tutelar reitera seu compromisso permanente em zelar pelo cumprimento integral dos direitos da infância e da juventude no município", complementa o órgão em nota.

 

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Fatalidade

Acidente na BR-262 deixa um morto e dois feridos em Ribas do Rio Pardo

Colisão frontal entre uma Fiat Toro e uma Ford Pampa matou o condutor da Pampa e deixou duas pessoas feridas na BR-262, em Ribas do Rio Pardo

21/09/2026 12h30

Colisão frontal entre Fiat Toro e Ford Pampa aconteceu no km 237 da BR-262, em Ribas do Rio Pardo

Colisão frontal entre Fiat Toro e Ford Pampa aconteceu no km 237 da BR-262, em Ribas do Rio Pardo Foto: Reprodução

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Uma colisão frontal entre uma Fiat Toro e uma Ford Pampa deixou uma pessoa morta e duas feridas na tarde de domingo (20), na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, a cerca de 237 quilômetros de Campo Grande. O acidente aconteceu por volta das 18h, no km 237 da rodovia.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Fiat Toro seguia no sentido Ribas do Rio Pardo–Água Clara quando bateu de frente com um Ford Pampa, que trafegava na direção contrária. Com o impacto, a Toro capotou.

O condutor da Pampa, de 69 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A passageira do veículo, de 56 anos, sofreu lesões leves.

O motorista da Fiat Toro, de 54 anos, também teve ferimentos leves. As duas vítimas foram atendidas por equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhadas ao Hospital de Ribas do Rio Pardo.

O condutor da Toro foi submetido ao teste do etilômetro, que não apontou consumo de álcool.

As circunstâncias da colisão ainda serão investigadas pelas autoridades. A PRF realizou o atendimento da ocorrência e os procedimentos necessários no local.

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