Cidades

VESTIBULAR

UEMS rejeita mais de 2 mil pedidos de gratuidade para inscrição de vestibular

Com 2.718 pedidos de isenção da taxa, apenas 670 são aceitos e restante são recusados, apesar disso, inscrições seguem abertas por mais duas semanas

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Em uma edição extra do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul desta terça-feira, a Universidade Estadual do Estado (UEMS) divulgou os candidatos que tiveram suas inscrições deferidas e indeferidas.

Segundo o documento, foram 2.718 pedidos de isenção da taxa, no valor de R$100 para garantir a inscrição no exame. Desse número, apenas 670 foram isentos e 2.048 candidatos tiveram o pedido indeferido.

Quanto aos critérios que permitiam o pedido de isenção da taxa, poderiam ter solicitado os candidatos que fossem:

  • Estudantes de escola pública;
  • Doadores voluntários de sangue e/ou medula óssea;
  • Eleitores convocados e nomeados que tenham prestado serviço eleitoral;
  • Jurados que fizeram parte do Conselho de Sentença - Tribunal do Júri;

Ao concluir essa fase, era necessário enviar a comprovação de que se encaixava em uma das 4 opções. Entre as inscrições indeferidas, em sua maioria, os pedidos foram negados pelo não envio dos documentos necessários.

Agora, para o candidato que teve seu pedido de isenção da taxa indeferido e deseja entrar com recurso, o prazo para recorrer contra o resultado é a partir das 09h desta terça-feira até às 13h de amanhã, (22), seguindo o horário oficial de Mato Grosso do Sul. 

O pedido de recurso deve seguir o modelo do ANEXO III, disponível na última página da edição extra do Diário Oficial e dirigido a FAPEC por meio do endereço eletrônico: https://concurso.fapec.org/. O modelo de envio deve ser em pdf, e caso não sejam seguidas a forma, o prazo e horário do edital os pedidos de recurso poderão ser indeferidos novamente.

VESTIBULAR UEMS

O serviço de solicitação da taxa era até 15 de outubro, mas as inscrições continuam até o dia 6 de novembro. A prova está marcada para o dia 23 de novembro com início às 8h e término às 13h, horário de Mato Grosso do Sul.

Com unidades distribuídas pelo estado, as provas serão realizadas nos municípios de Amambai, Aquidauana, Bataguassu, Campo Grande, Cassilândia, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Glória de Dourados, Ivinhema, Jardim, Maracaju, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

Com 871 vagas, a prova do vestibular tem vagas para as áreas de bacharelado e licenciatura nos cursos: Medicina, Direito, Agronomia, Enfermagem, Psicologia, Engenharia, Computação, Pedagogia, Letras, entre outros.

Os cursos tem as  distribuições de vagas entre a ampla concorrência e cotas para as pessoas negras, indígenas, residentes de Mato Grosso do Sul e com deficiência.

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Operação Conexão Rio Preto

MS: grupo usava empresas de engenharia para lavar dinheiro de bets

Os criminosos utilizavam empresas de fachada para ocultar os recursos ilícitos oriundos da exploração de jogos de azar no Rio de Janeiro

29/07/2026 08h15

Ao todo, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão preventiva nos municípios.

Ao todo, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão preventiva nos municípios. Divulgação: Polícia Federal

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Na manhã desta quarta-feira (29), a Polícia Federal realiza, a Operação Conexão Rio Preto, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada pela prática de lavagem de dinheiro proveniente da exploração de jogos de azar. A ação ocorre em Campo Grande, São José do Rio Preto (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

De acordo com as investigações, o grupo criminoso utilizava empresas de fachada para lavar o dinheiro, por meio de pessoas e operadores financeiros voltados à ocultação e à dissimulação de recursos ilícitos oriundos da exploração de jogos de azar no estado do Rio de Janeiro.

Segundo as apurações, um dos núcleos da organização atuava em São José do Rio Preto, utilizando empresas do ramo da construção civil para movimentação e para ocultação de recursos.

A Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados, que somam o montante de R$ 2,09 bilhões, os quais incluem imóveis, veículos e ativos financeiros identificados no curso das investigações.

Ao todo, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão preventiva nos municípios.

As medidas foram expedidas pela Justiça Estadual de São José do Rio Preto/SP e a ação conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São José do Rio Preto. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

SEGURANÇA PÚBLICA

Campo Grande vira entreposto de drogas

Em comparação com a região fronteiriça, a Capital registrou quase quatro vezes mais apreensões do entorpecente no ano

29/07/2026 08h00

Divulgação/PCMS

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Com quase quatro vezes mais cocaína apreendida este ano em comparação com os 44 municípios considerados de fronteira do Estado, Campo Grande virou um entreposto para drogas, local clandestino utilizado por criminosos para armazenar, ocultar, fracionar e preparar grande quantidade de drogas antes do envio ao destino final.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Mato Grosso do Sul apreendeu pouco mais de 6 toneladas de cocaína este ano, e a Capital foi responsável por 50% deste total – aproximadamente 3,1 toneladas, das quais 921,4 quilos foram apreendidos este mês.

Em comparação com as outras regiões, Campo Grande permanece na liderança de forma disparada.

Conhecida por ser palco de guerras de facções e assassinatos envolvendo o mundo do tráfico de drogas, a faixa de fronteira, que engloba 44 municípios, aparece com “apenas” 744,3 kg de cocaína apreendidos. As outras 2,2 toneladas estão distribuídas nas 35 cidades restantes.

Para se ter ideia da evolução de Campo Grande no quesito, as 3 toneladas de cocaína apreendidas este ano, de 1º de janeiro ao dia 27 deste mês, já superaram a quantidade apreendida em 2025 inteiro, que terminou com quase 2,8 toneladas.

Caso mantenha a média, este ano deve terminar com mais de 5 toneladas, o que seria um recorde nos últimos 10 anos para a Capital.

MAIOR DO ANO

A apreensão recorde de cocaína deste ano começou depois que um suposto informante indicou que em uma oficina mecânica localizada na Avenida Senhor do Bonfim, na região norte de Campo Grande, estaria prestes a ocorrer uma negociação envolvendo grande quantidade de entorpecentes, na segunda semana de março.

Com esta informação, equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) passaram a monitorar o local. Durante as diligências, os policiais visualizaram um homem, de 42 anos, deixando a oficina em um Celta.

Ao mesmo tempo, uma caminhonete S-10, conduzida por outro homem, de 39 anos, também deixou o local. Os dois veículos foram seguidos até o estacionamento de um supermercado atacadista na saída para Cuiabá.

No local, o condutor do Celta passou a circular pelo estacionamento de maneira suspeita, aparentando aguardar contato para realização da negociação ilícita.

Por conta disso, foi abordado pelos agentes, que encontraram no interior do carro pequena quantidade de cocaína, aproximadamente 0,6 grama. A suspeita é de que a droga seria utilizada como amostra para negociação.

Paralelamente, outra equipe abordou um Toyota Etios, conduzido por um homem de 38 anos, tendo como passageiro um rapaz de 25 anos. Durante as buscas no automóvel foram localizados três tabletes de pasta base de cocaína, totalizando aproximadamente 3,2 kg.

Diante da situação de flagrante, todos foram levados à delegacia. Lá, segundo a polícia, um dos presos manifestou interesse em colaborar com as investigações, informando que havia grande quantidade de entorpecentes armazenada em sua residência.

Com essa informação, equipes deslocaram-se até o imóvel indicado, onde foram localizados os entorpecentes – 614 volumes entre tabletes e volumes cilíndricos. Após pesagem, totalizaram aproximadamente 975 kg.

A suspeita dos investigadores é de que a casa onde estavam os entorpecentes era utilizada somente como depósito provisório e que todo o carregamento seria despachado para grandes centros consumidores ou até mesmo para a Europa.

Conforme informação apurada pelo Correio do Estado, a apreensão gerou cerca de R$ 30 milhões de prejuízo ao crime.

MACONHA

A última grande apreensão de drogas ocorreu na madrugada de ontem, durante mais um desdobramento da Operação Protetor, o Batalhão do Choque apreendeu 1,2 tonelada de maconha, que estavam escondidas em um bunker no Jardim Itamaracá, em Campo Grande.

De acordo com a polícia, a ação foi desencadeada após receberem informações de que um imóvel no Jardim Itamaracá estava sendo utilizado para armazenar motocicletas furtadas e roubadas. 

Ao realizarem a abordagem, o morador do local negou a ligação do local com o crime e autorizou a entrada dos oficiais na residência. Na casa ainda havia outros dois homens.

Com a ajuda do cão de farejo Zeus, foi encontrado um compartimento oculto no quintal da residência, como uma espécie de bunker, e lá estavam armazenados 578 pacotes de maconha, que após pesagem totalizou 1.221,2 kg da droga. A carga estava avaliada em aproximadamente R$ 2,5 milhões.

Durante a abordagem, um dos homens presentes na residência assumiu a propriedade do entorpecente. De acordo com o rapaz, ele havia recebido a carga para armazená-la temporariamente e receberia cerca de R$ 10 mil pelo serviço.

O rapaz que assumiu a propriedade do entorpecente, ainda relatou que os outros dois homens que estavam presentes na residência tinham o conhecimento de que a droga estava lá, porém afirmou que ambos não participavam da empreitada criminosa.

Os envolvidos foram conduzidos para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde foram apresentados à autoridade policial para as providências cabíveis.

Diante da situação, o homem que assumiu a propriedade do entorpecente foi preso em flagrante e a substância foi recolhida e encaminhada à Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar).

De acordo com números da Sejusp, 35,5 toneladas de maconha foram apreendidas em Campo Grande este ano.

*SAIBA

Conforme a Sejusp, considera-se cocaína “variações, misturas e formas que contenham a substância ou traços de cocaína”, como cocaína em pó, pasta base, crack, oxi e merla.

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