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ensino superior

Ufms deve aderir à greve nacional das universidades

Ufms deve aderir à greve nacional das universidades

DANIELLA ARRUDA E EDIVALDO BITENCOURT

06/06/2012 - 00h00
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Os professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Ufms) devem aderir, a partir de segunda-feira, à greve nacional das instituições de ensino superior. Os professores do campus em Campo Grande rejeitaram, ontem, indicativo de greve, proposta que havia sido aprovada no fim de semana pela Federação de Sindicatos de Professores (Proifes-Federação), entidade nacional que representa professores de 59 universidades.

No entanto, a decisão do campus de Corumbá deverá empurrar a Ufms para a greve por tempo indeterminado. Foram 64 votos a favor da greve a partir do dia 11, enquanto na Capital a maioria votou pelo “estado de greve”.

Segundo a Adufms Sindical, a categoria reivindica a equiparação salarial com os servidores da carreira de ciência e tecnologia, o que equivale a reajuste de 20% a 45% nos vencimentos, e o crescimento (expansão) das universidades com qualidade. A Ufms tem 805 professores.

rodovia BR-262

Desconto de R$694,46 garante licitação de 11,7 milhões à empreiteira

Processo busca empresa para execução de obras de recuperação estruturais da ponte que fica sobre o Rio Paraguai, em trecho na região do município de Corumbá

13/02/2026 10h15

Ponte sobre o Rio Paraguai em Corumbá tem graves anomalias, segundo Defesa Civil

Ponte sobre o Rio Paraguai em Corumbá tem graves anomalias, segundo Defesa Civil Foto: Divulgação/Agesul

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Em Mato Grosso do Sul a licitação para reforma da ponte sobre o Rio Paraguai está prestes à ser finalizada, obra essa de mais de R$11 milhões que deve ser garantida graças a um desconto menor que 695 reais oferecido por uma das empreiteiras na disputa de lances. 

Através da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), foi divulgado nesta sexta-feira (13), por meio do Diário Oficial Eletrônico do Mato Grosso do Sul (DOE-MS), o dito aviso de reabertura da sessão de diligências. 

Essa licitação, vale lembrar, busca uma empreiteira para execução de obras de recuperação estruturais da ponte que fica sobre o Rio Paraguai, em trecho da rodovia BR-262, na região do município de Corumbá. 

Ponte sobre o Rio Paraguai em Corumbá tem graves anomalias, segundo Defesa Civil Reprodução/DOE-MS

Se lançado olhar na disputa de preços em si, conforme consta no registro da ata eletrônica da licitação, nessa concorrência entre Águia Construtora; Engr Engenharia e Consultoria e a 2SS Construções, a primeira empreiteira se destacou no critério de menor preço, segundo estabelece o próprio edital do certame. 

Entretanto, no universo do montante de R$ 11.728.608,10 orçado pela Agesul para a execução das obras, a oferta da Água Construtora (R$11.727.913,64) seria um desconto de apenas R$694,46 para tentar faturar a execução das obras sobre a ponte do Rio Paraguai. 

Relembre

Além das três empreiteiras já citadas, a Andrade Construções Ltda. também chegou a manifestar interesse, porém foi inabilitada por "não atender aos requisitos referentes à qualificação técnica profissional e operacional, conforme o parecer técnico". De todas, apenas a 2SS Construções, com sede em Barueri (SP), não é sul-mato-grossense. 

Em novembro do ano passado, no dia 26, foi lançada a licitação em busca de quem possa assumir essa empreitada no trecho da BR-262 em região próxima da Cidade Branca de Corumbá. 

Entretanto, esse certame chegou inclusive a ser suspenso três dias antes do prevista para abertura dos envelopes contendo as propostas das empreiteiras, após equipe técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) constatar “inconsistências e lacunas” em alguns pontos. 

Diante das possíveis irregularidades no Estudo Técnico Preliminar (ETP) e no Projeto Básico, o conselheiro Sérgio de Paula determinou a aplicação de medida cautelar que terminou na suspensão do processo licitatório até a regularização. 

Passados aproximadamente onze dias da suspensão da licitação por parte do TCE, a Agesul divulgou a retomada do processo licitatório, marcando abertura dos envelopes da disputa para 16 de janeiro, conforme ocorrido normalmente nesse caso. 

Prejuízo

As más condições da ponte não são uma novidade recente, já que o trecho chegou a ficar com sistema de pare-siga em uma interdição parcial por mais de um ano. A previsão inicial do Executivo do Estado seria um gasto de R$6 milhões para recuperar a estrutura.

Apesar dos recentes esforços em busca da reestruturação, por mais de uma década, desde 2008, essa estrutura contou inclusive com pedágio onde apenas uma pequena fatia era repassada ao Governo do Mato Grosso do Sul, com a única obrigação da empresa sendo justamente a manutenção da ponte. 

Apesar do faturamento milionário, o contrato com a Porto Morrinho foi encerrado em 15 de maio de 2023, cerca de oito meses após encerramento do pedágio, ocasião em que a empresa devolveu a ponte Poeta Manoel de Barros sem condições plenas de uso. 

Conforme balanço, com tarifa de R$14,10 para carro de passeio ou eixo de veículo de carga, apenas em 2022 a cobrança do pedágio rendeu R$2,6 milhões por mês, aproximadamente R$21 milhões somente nos oito primeiros meses do ano em questão. 

Já em 2021, o faturamento médio mensal ficou estimado em R$2,3 milhões, quando cerca de 622 mil veículos pagaram pedágio, sendo os caminhões para transporte de minério os responsáveis por grande parte desse fluxo.

Com início em dezembro de 2008, foram 14 anos de duração do contrato, que rendeu em torno de R$ 430 milhões, considerando o faturamento do último ano de concessão, sendo que, mesmo após parar de cobrar pedágio, a Porto Morrinho continuou cuidando da ponte, entre setembro de 2022 até maio de 2023.  Neste período, recebeu indenização milionária, de pouco mais de R$ 6 milhões. 

 

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investigação concluída

Policia conclui que morte de mulher em Selvíria não foi feminicídio

As investigações apontaram que a vítima cravou a faca contra o próprio peito, configurando suicídio e não, suicídio, como a polícia alegou anteriormente

13/02/2026 09h45

A polícia concluiu que Janete cravou a faca contra o próprio peito

A polícia concluiu que Janete cravou a faca contra o próprio peito Redes Sociais

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) afirmou, por meio de nota, que, após investigações relacionadas à morte de Janete Feles Valores, de 45 anos, causada por uma facada no peito no município de Selvíria na última segunda-feira (9) não foi crime de feminicídio e sim, suicídio. 

De acordo com os depoimentos coletados e o laudo necroscópico, foi concluído que a vítima empurrou a faca contra o próprio peito. 

“A faca não estava totalmente cravada, o que é característico de suicídios, em contraste com homicídios ou feminicídios, onde a lâmina da faca geralmente penetra completamente no corpo da vítima. A angulação da facada também sugere que a vítima tenha se autoferido”, escreveu a publicação. 

Segundo a Delegacia de Polícia de Selvíria, o depoimento do filho da vítima também condiz com a tese de suicídio. Ele afirmou que a mãe estava sofrendo contra um câncer e tinha alegado ter intenções de tirar a própria vida. Além disso, não há registros de violência entre o casal, reforçando o depoimento do marido de Janete, Alípio Drum Alves, que já havia assegurado a hipótese do suicídio. 

Com a conclusão do caso, a Polícia encerrou as diligências e encaminhou os laudos da investigação para os registros finais. 

“Diante destes fatos, a Autoridade Policial determinou a exclusão da classificação inicial de feminicídio alterando o caso para suicídio”, finaliza a nota. 

Com isso, o número de feminicídios em 2026 volta a ser de dois casos. 

Relembre

A vítima, Janete Feles Valoes, de 45 anos, foi encontrada morta com uma facada no peito na madrugada de segunda-feira (9), no Assentamento São Joaquim, na zona rural de Selvíria, município localizado a 397 quilômetros de Campo Grande.

O suspeito, Alípio Drum Alves, de 63 anos, na ocasião, foi preso.

Conforme a ocorrência, o filho da vítima foi até a residência após receber uma ligação do pai pedindo ajuda e alegando que ela teria “feito uma besteira”. Ao chegar ao local, encontrou Janete sentada em uma poltrona, com a faca cravada no peito.

O rapaz levou a mãe até os socorristas. Segundo o boletim de ocorrência, Janete ainda apresentava sinais vitais, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O companheiro da vítima negou ter cometido o crime e afirmou que ela teria cravado a faca no próprio peito. O suspeito foi preso e levado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas.

Cronologia

Com a conclusão das investigações, o número de feminicídios em 2026 volta a ser de dois casos. 

O primeiro caso de feminicídio ocorreu em 16 de janeiro de 2026. Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta pelo companheiro, Fernando Veiga, com um tiro de espingarda nas proximidades da Capela Santo Antônio, na zona rural de Bela Vista. Após o crime, Veiga tirou a própria vida.

O segundo caso ocorreu em 24 de janeiro, quando Rosana Candia, de 62 anos, foi morta a pauladas pelo ex-companheiro, Antônio Lima Ohara, de 73 anos, no bairro Guarani, em Corumbá.

 

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