Cidades

IMPOSTO DE RENDA

Último lote do IR é liberado e quase 60% em MS têm valores a restituir

Consulta ao quarto e último lote regular de 2026 começa nesta segunda-feira (24)

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A Receita Federal libera nesta segunda-feira (24) a consulta ao quarto e último lote regular de restituição do Imposto de Renda 2026. Em todo o Paós, 521.935 contribuintes serão contemplados, com pagamento de R$ 1,24 bilhão. Os valores serão depositados no dia 31 de agosto. 

Em Mato Grosso do Sul, dados da Receita Federal mostram que 694.518 declarações do Imposto de Renda haviam sido entregues até as 9h01 desta segunda-feira. Desse total, 58,9% são de contribuintes com imposto a restituir, enquanto 19,9% têm imposto a pagar e 21,2% não apresentam imposto a pagar nem restituição. 

O levantamento também aponta que 37.809 declarações no Estado foram entregues fora do prazo. Entre as declarações sul-mato-grossenses, 63,3% utilizaram o modelo pré-preenchido, 52,8% optaram pelo simplificado e 10,6% são retificadoras. Já a idade média dos declarantes é de 46 anos.

No lote aberto para consulta, a Receita também incluiu restituições residuais de exercícios anteriores. Dos R$ 1,24 bilhão que serão liberados, R$ 704,12 milhões são destinados a contribuintes que possuem prioridade legal. 

O maior grupo contemplado é formado por 338.912 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou escolheram simultaneamente receber a restituição por Pix. Embora tenham prioridade no processamento, eles não integram as prioridades determinadas por Lei. 

Entre os grupos com prioridade legal estão 86.873 contribuintes com idade entre 60 e 79 anos, 26.769 pessoas cuja maior fonte de renda é o magistério, 16.850 idosos com mais de 80 anos e 9.029 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave. Outros 43.502 contribuintes não prioritários também integram o lote.

Como consultar

Para saber se foi contemplado, o contribuinte deve acessar a página da Receita Federal, entrar na área “Meu Imposto de Renda” e selecionar “Consultar a Restituição”. A verificação também pode ser feita pelo aplicativo da Receita Federal.

O dinheiro será depositado em 31 de agosto na conta bancária indicada na declaração ou por meio da chave Pix do tipo CPF informada pelo contribuinte.

Quem não aparecer neste lote pode consultar o extrato da declaração pelo Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC). Caso seja identificada alguma pendência, é possível enviar uma declaração retificadora e aguardar a inclusão em um dos lotes residuais.

Se o depósito não puder ser realizado, por exemplo, porque a conta informada foi encerrada, o dinheiro ficará disponível para resgate no Banco do Brasil por até um ano. Depois desse período, a restituição deverá ser solicitada pelo Portal e-CAC.

TROCA DE TIROS

Confronto entre polícia e suspeitos na MS-436 termina com dois mortos

Durante a abordagem policial, os homens reagiram e foram alvejados durante a troca de tiros

24/08/2026 08h10

Policiais de Figueirão, Alcinópolis e Costa Rica participavam da ação

Policiais de Figueirão, Alcinópolis e Costa Rica participavam da ação Foto: Divulgação Policia Militar

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Um confronto entre policiais e dois homens terminou com a morte dos suspeitos, na tarde deste domingo (23), na rodovia MS-436, no trecho que liga os municípios de Figueirão e Alcinópolis. O caso aconteceu a aproximadamente 20 quilômetros de Figueirão, nas proximidades da rotatória de acesso à Fazenda Jangada.

Segundo informações preliminares do site MS Todo Dia, equipes policiais da região, de Figueirão, Alcinópolis e Costa Rica, participavam da ação. Durante a abordagem de um Fiat Uno e de uma motocicleta, os condutores reagiram e, com isso, deu início ao confronto.

Os dois homens foram atingidos durante a troca de tiros e morreram no local. As identidades não foram divulgadas.

Com mais estas duas mortes, Mato Grosso do Sul chega a 112 óbitos por intervenção de agentes da segurança pública neste ano.

ciência

Pesquisadores fazem estudo sobre a camada de ozônio no Pantanal

No total, são 120 especialistas do mundo todo participando da Missão de Dióxido de Carbono e Metano

24/08/2026 08h00

Foto: Divulgação/DLR

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A Missão de Dióxido de Carbono e Metano, conhecida como CoMet 3.0 Tropics, que coleta dados nos céus do Pantanal, vai durar até dezembro deste ano com a participação de pesquisadores do Brasil, Alemanha, Estados Unidos, Colômbia, Polônia, Espanha, Áustria, Itália, Índia e França. Esses dois gases estão entre os principais a causar o efeito estufa, que contribui para elevar a temperatura. Os estudos buscam compreender com dados atualizados quais são os efeitos nos trópicos úmidos.

Esse trabalho científico é coordenado pelo dr. Dirceu Luis Herdies, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em cooperação com doutor Andreas Fix, do Centro Espacial Alemão. O avião que serve para realizar as coletas chegou ao Brasil no dia 25 de julho, por Fortaleza (CE), e vai realizar voos para obter as medições desde Corumbá até Porto Velho (RO).

“A partir de 31 de julho, a aeronave Halo [High Altitude and Long Range Research Aircraft] alcançou os céus para a primeira coleta de gases pela região do Pantanal, bem como na Bolívia com múltiplos sensores remotos e amostragem direta. Foi possível coletar sinais fortes de CH4 [metano]. Isso vai permitir avaliar como se dá a emissão natural de áreas úmidas e comparar com as fontes antropogênicas”, detalhou o pesquisador Dirceu Herdies, em publicação feita em rede social. 
Esse voo pelo Pantanal durou oito horas e o avião partiu de Cuiabá (MT).

Para prolongar essas pesquisas, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicou nova portaria, no dia 14, para autorizar novas coletas. Os 120 pesquisadores ligados a esse trabalho científico foram nominalmente listados na autorização para poderem atuarem diretamente no Brasil. 

“As atividades de coleta com finalidade científica têm anuência prévia do Conselho de Defesa Nacional (CDN), Atos de 22 de junho de 2026, e autorização para sobrevoos do Pantanal e da região sul da Bacia Amazônica, onde serão coletados os dados, pela aeronave de pesquisa Halo, a partir da sede em Cuiabá (MT), 15° 35’ 56” S/56° 06’ 55” W”, especificou o documento, assinado por Olival Freire Junior, físico e atual presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Imagem aérea da aeronave utilizada na pesquisa feita no Pantanal - Foto: Divulgação/DLR

Os trabalhos de coleta podem prosseguir, com essa nova autorização, até o dia 20 de dezembro. Nesse período, há previsão que efeitos do El Niño possam estar mais acentuados em toda a região do Pantanal, além de gerar impactos na Amazônia.

Conforme o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), os dados obtidos terão múltiplas aplicações e deverão complementar lacunas de informações de outros sistemas de observação terrestre e por satélite. 
Também vão ser utilizados em validação cruzada para reduzir as incertezas de modelos computacionais regionais e globais e vão ajudar a validar dados obtidos por satélite, além de calibrar instrumentos.
Além de Pantanal, a Amazônia e o Cerrado estão na rota da pesquisa.

“[A aeronave] vai voar sobre o Pantanal para verificar as emissões de metano das regiões alagadas. A Amazônia é extremamente importante para conhecermos o balanço de carbono. No Cerrado, nosso foco é a emissão das queimadas”, descreveu o professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e pesquisador do Observatório da Torre Alta da Amazônia (Atto, na sigla em inglês), Luiz Machado.

COMO É O AVIÃO

A aeronave usada nessa pesquisa envolve o modelo Gulfstream G550, operado pelo Centro Espacial Alemão (DLR, na sigla em alemão). O avião é conhecido como High Altitude and Long Range Research Aircraft (Halo) e pode fazer voos com ampla faixa de altitude, desde 850 metros até 15 mil metros, no limite da troposfera. 

“O modelo foi empregado no Brasil em outras duas campanhas científicas: a Cafe-Brazil [Chemistry of the Atmosphere: Field Experiment in Brazil], entre 2022 e 2023; e Acridicon-Chuva, em 2014; para investigar interações entre aerossóis, nuvens, química atmosférica e convecção na Amazônia”, detalhou o MCTI.

A aeronave está equipada com o sistema Light Detection and Ranging (Lidar), uma tecnologia que projeta pulsos de laser que permitem medir com precisão as concentrações de metano e dióxido de carbono na atmosfera, e outros instrumentos de sensoriamento remoto que medem os principais gases de efeito estufa, além de alguns traçadores para caracterizar massas de ar, são dedicados exclusivamente a medições atmosféricas.

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