Cidades

ENTREVISTA: NILENE BADECA

‘Um dos desafios é a operacionalização da
hora-atividade’, diz secretária

‘Um dos desafios é a operacionalização da
hora-atividade’, diz secretária

CRISTINA MEDEIROS

02/02/2014 - 18h30
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As aulas na Rede Estadual de Ensino terão início na próxima quarta-feira, dia 5. E há vários questionamentos sobre a área educacional, como a composição do corpo docente (professores), dada a implantação da hora-atividade exigida por lei; o número de vagas nas instituições de ensino, a utilização da tecnologia – tanto pelos professores quanto pelos alunos –, entre outros assuntos. Convidamos a secretária de Estado da Educação de MS, Maria Nilene Badeca da Costa, para abordar esses temas e outros, que mostram, por exemplo, como são tratados o bullying e a violência entre alunos e professores.

CORREIO PERGUNTA – O ano letivo está próximo de começar. Quais são os principais desafios que a Secretaria de Educação enfrenta em se tratando de corpo docente, vagas e material escolar?

Nilene Badeca – Um dos desafios é a operacionalização da hora-atividade com foco na melhoria das condições de trabalho docente e da aprendizagem dos estudantes. Em outubro de 2013, lançamos a campanha “Todo Jovem na Escola”, com o objetivo de dar cumprimento à Emenda Constitucional nº 59/2009 e à Lei nº 12.796/2013 que alterou dispositivos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei nº 9.394/96), e visando resgatar a população de 15 a 17 anos de idade fora do processo de escolarização em Mato Grosso do Sul. Em relação à oferta de vagas é uma situação pontual, na qual determinadas escolas são mais procuradas pela comunidade. No entanto, a SED/MS tem mecanismos para atender à demanda. O material escolar já está todo adquirido e em distribuição às escolas, assim como o uniforme da Rede Estadual de Ensino. No início do ano letivo, cada estudante recebe duas camisetas e um kit escolar adequado para cada etapa de ensino. O kit 1, distribuído para os estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, é composto por seis cadernos de 96 folhas, um caderno de desenho de 96 folhas, quatro lápis pretos nº 2, uma caixa de lápis de cor, duas borrachas, um apontador com reservatório, uma régua, uma caixa de giz de cera, uma cola, um caderno de caligrafia e uma agenda. Os estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental recebem o kit 2, com dois cadernos universitários de 200 folhas, um caderno de desenho de 96 folhas, quatro lápis pretos nº 2, uma caixa de lápis de cor, duas canetas na cor azul, duas canetas na cor vermelha, duas borrachas, uma régua, um transferidor, um esquadro, uma cola, um apontador com reservatório e uma agenda. O kit 3, entregue para os estudantes do Ensino Médio, EJA Médio e Educação Profissional, é composto por três cadernos universitários de 200 folhas, um caderno de desenho com 96 folhas, uma caixa de lápis de cor, duas canetas na cor azul, duas canetas na cor vermelha, duas borrachas, uma régua, um transferidor, uma cola, um esquadro, um apontador com reservatório e uma agenda.

Com a implantação pelo governo estadual da hora-atividade para os professores, em conformidade com a Lei do Piso Salarial Nacional, qual será o impacto em relação ao número de docentes e o que se espera de melhorias na qualidade do ensino oferecido?

As horas-atividade serão operacionalizadas na Rede Estadual de Ensino a partir de 2014. Quanto ao quantitativo de docentes, aguardamos a constituição de turmas de cada escola, pois estamos em período de matrícula.

O concurso programado para contratar pelo menos mil professores está aquém ou em conformidade com a necessidade do Estado?

O último concurso realizado em 2013 disponibilizou 1200 vagas, das quais 869 foram preenchidas. Após a constituição das turmas de 2014, saberemos a real necessidade de um novo certame.

É sabido que disciplinas como Matemática, Física e Química têm deficit de professores na rede pública. Como o Estado lida com esse cenário?

Essas questões são amplamente discutidas no Fórum Estadual Permanente de Apoio à Formação Docente de Mato Grosso do Sul, que congrega todas as instituições de ensino superior pública em nosso Estado. Diversos cursos de graduação já são ofertados, conforme demanda apresentada pelos municípios, visando suprir essa necessidade.

O crescimento de muitos municípios é notório e a quantidade de escolas estaduais não o acompanha. Como a secretaria tem lidado com esta necessidade, já que em muitas cidades as escolas municipais estão superlotadas porque as estaduais são insuficientes?

Essa não é uma situação recorrente em Mato Grosso do Sul, pois a legislação (LDB) prevê:
Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de: [...] V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de: [...] VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio a todos que o demandarem [...].  Nesse sentido, temos condições de atender toda a demanda dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio na Rede Estadual de Ensino.

A Secretaria tem um mapa de evasão escolar? Como anda a situação no Estado?

A SED possui todos os dados estatísticos sobre evasão escolar, inclusive a campanha “Todo Jovem na Escola” promoveu a discussão de como reverter essa situação na Rede Estadual de Ensino, que envolveu toda a comunidade escolar e a sociedade civil organizada. Todas as escolas foram mobilizadas para discutir estratégias para reverter esses indicadores.

As unidades educacionais são hoje responsáveis por todo o processo de aquisição de gêneros alimentícios para suprir a merenda escolar. A Secretaria tem fiscalizado o processo e, principalmente, o que é oferecido aos alunos?

A alimentação escolar na Rede Estadual de Ensino é descentralizada, os recursos são repassados às unidades escolares que têm a competência de adquirir gêneros alimentícios, respeitando a legislação vigente. À equipe da SED, composta inclusive por nutricionistas, cabe a orientação sobre os cardápios, bem como o acompanhamento de todo o processo.

No ano passado foram detectados problemas na hora da matrícula por alunos aprovados no Sisutec em escolas estaduais. O problema de vagas ainda persiste?

Em 2013, tivemos problemas na implantação do Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica – Sisutec, que ocorreu em todo o País. No entanto, o problema foi solucionado a tempo e todos os alunos foram atendidos. Nesse caso, a SED foi parceira do Ministério da Educação na expansão do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – Pronatec – em Mato Grosso do Sul, o que possibilitou acesso aos cursos técnicos de nível médio com formação profissional e preparação para o mundo do trabalho à população sul-mato-grossense.

Na era da tecnologia, o que o sistema educacional do Estado oferece para o aluno não se sentir atrasado em relação aos alunos da rede particular?

As escolas da Rede Estadual de Ensino têm sido equipadas com recursos tecnológicos e midiáticos, tais como computadores, lousa digital, projetor multimídia, tablets, que possibilitam aos professores e alunos o enriquecimento das aulas e, consequentemente, a melhoria do ensino e da aprendizagem.

Ainda na era da tecnologia, quais os mecanismos aplicados para que aparelhos como celular e tablets, por exemplo, não atrapalhem o andamento do ensino?

Essa é uma situação discutida nas unidades escolares, onde os gestores e o professor usam de autonomia pedagógica e buscam alternativas que possibilitam que esses recursos contribuam com o processo de ensino e de aprendizagem.

A violência entre alunos x professores e o bullying são temas estreitamente relacionados à formação e educação familiar. O que o Estado tem feito para tentar reverter ou, pelo menos, minimizar esse cenário?

A SED orienta todas as escolas a desenvolverem projetos de combate e prevenção ao bullying, que respeite as especificidades regionais e locais, com suporte técnico, aquisição de materiais específicos (livros, cartazes, folders, etc.). Já realizamos inúmeros projetos, atividades e campanhas que abordam essas temáticas e envolvem toda a comunidade escolar.

A senhora participou de um congresso sobre padrões curriculares comuns no Brasil. Em qual estágio o assunto está?

Esse assunto está em discussão em âmbito nacional, coordenado pelo Ministério da Educação com a participação das secretarias de educação do País, inclusive de técnicos desta secretaria. São realizadas reuniões e seminários, por grupos temáticos, para a discussão dos eixos que comporão os documentos, tais como o Ensino Fundamental, o Ensino Médio, a educação básica noturna, a educação especial na perspectiva inclusiva, a educação integral, entre outros.


 

ACIDENTE NA BR-060

Van com 17 pessoas que voltavam de hemodiálise sofre acidente em MS

Veículo da Secretaria de Saúde de Bela Vista retornava de Campo Grande quando saiu da pista na BR-060; ocupantes foram encaminhados para atendimento em três cidades.

06/10/2026 18h37

Van que transportava pacientes de hemodiálise saiu da pista após acidente na BR-060, entre Sidrolândia e Bela Vista.

Van que transportava pacientes de hemodiálise saiu da pista após acidente na BR-060, entre Sidrolândia e Bela Vista. Foto: Divulgação Prefeitura de Bela Vista

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Uma van que prestava serviço à Secretaria Municipal de Saúde de Bela Vista sofreu um acidente na tarde desta terça-feira (6), na BR-060, durante o retorno de Campo Grande. O veículo transportava 17 pessoas que haviam se deslocado até a Capital para realizar hemodiálise, segundo informações divulgadas pela Prefeitura.

O acidente ocorreu cerca de 50 quilômetros depois de Sidrolândia, no trajeto de volta a Bela Vista. Conforme as informações preliminares divulgadas pelo município, outro veículo teria realizado uma ultrapassagem em local proibido e entrado na trajetória da van.

Para evitar uma colisão frontal, o motorista teria desviado do outro veículo. Com a manobra, a van saiu da pista e ficou danificada.

Van que transportava pacientes de hemodiálise saiu da pista após acidente na BR-060, entre Sidrolândia e Bela Vista.Van que transportava pacientes de hemodiálise saiu da pista após acidente na BR-060. Foto: Divulgação Prefeitura de Bela Vista.

Em um primeiro comunicado, a Prefeitura informou que cinco ocupantes apresentavam escoriações leves e seriam encaminhados ao Hospital São Vicente de Paula, em Bela Vista.

Os demais seriam levados para avaliação médica em Sidrolândia. O motorista, ainda segundo a nota inicial, apresentava os ferimentos considerados de maior gravidade entre os ocupantes.

Posteriormente, a administração municipal divulgou uma atualização sobre o atendimento às pessoas envolvidas no acidente. Os pacientes foram distribuídos entre unidades de saúde de Bela Vista, Sidrolândia e Nioaque.

Pacientes são atendidos em três cidades

No Hospital São Vicente de Paula, em Bela Vista, estavam Rahuane Correa Martins Calixto, Helena de Sena Florentino, Evilasio Arguelho, Bento Arguelho, Rosivaldo Areco Orosco e Maikon Bogado Ortiz.

Em Sidrolândia, recebiam atendimento Natalia Aparecida, Reinaldo, Marcelo Estevan Escobar Alves e Maria Lina Maldonado. Conforme a atualização da Prefeitura, Reinaldo e Marcelo aguardavam vaga para serem transferidos para Campo Grande.

Outros cinco pacientes foram encaminhados para atendimento em Nioaque: Claudiney Alfonso, Maria da Conceição da Silva, Venancia Colma, Ramona Gonzales Soares e Maria Angela Olazar.

A Prefeitura não detalhou, na atualização divulgada, o estado de saúde individual de todos os pacientes nem informou para quais unidades de Campo Grande seriam encaminhadas as duas pessoas que aguardavam transferência.

Van retornava de Campo Grande

O grupo havia viajado para Campo Grande para a realização de hemodiálise, tratamento utilizado por pacientes que necessitam da filtragem do sangue por meio de equipamento específico.

Após os atendimentos na Capital, a van fazia o caminho de volta para Bela Vista quando ocorreu o acidente na BR-060.

A dinâmica apresentada pela Prefeitura ainda é baseada em informações preliminares. Segundo o comunicado, a saída da pista ocorreu após o motorista tentar evitar a colisão com o veículo que teria feito a ultrapassagem proibida.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que mantém equipes mobilizadas para acompanhar a situação dos pacientes e prestar assistência aos familiares.

TRABALHO ESCRAVO

MS tem 27 nomes na 'lista suja' do trabalho escravo; veja quem aparece

Cadastro atualizado nesta terça-feira (6) reúne pessoas e empresas ligadas a fiscalizações que envolveram 199 trabalhadores em Mato Grosso do Sul

06/10/2026 17h44

Fiscalizações de combate ao trabalho análogo à escravidão são realizadas em propriedades rurais de Mato Grosso do Sul. Foto: Divulgação/MPT-MS

Fiscalizações de combate ao trabalho análogo à escravidão são realizadas em propriedades rurais de Mato Grosso do Sul. Foto: Divulgação/MPT-MS Foto: Divulgação/MPT-MS.

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Mato Grosso do Sul tem 27 empregadores na chamada “lista suja” do trabalho escravo, cadastro oficial que reúne pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas administrativamente por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão. Somados, os registros ligados ao Estado envolvem 199 trabalhadores, conforme levantamento feito pelo Correio do Estado a partir da atualização publicada nesta terça-feira (6).

A relação é o Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, atualizado periodicamente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O documento identifica o empregador, estabelecimento fiscalizado, número de trabalhadores envolvidos, ano da ação fiscal, decisão administrativa de procedência e data de inclusão. 

Os casos de Mato Grosso do Sul estão espalhados por diferentes regiões e têm forte concentração no meio rural. Fazendas aparecem em 25 dos 27 registros, enquanto os outros dois estão relacionados a uma empreiteira e a um estabelecimento localizado em Ivinhema.

Entre todos os registros sul-mato-grossenses, o maior número de trabalhadores aparece no caso de Valdinei Aparecido Roque, relacionado à Fazenda Pedra Negra, na zona rural de Aparecida do Taboado.

A fiscalização, realizada em 2024, envolveu 20 trabalhadores. A decisão administrativa de procedência ocorreu em novembro daquele ano e a inclusão no cadastro foi registrada em abril de 2025.

Na sequência está Aparecido Christofolli, ligado à Fazenda São Cristóvão I, em Nova Andradina. A ação fiscal de 2024 envolveu 19 trabalhadores, e o nome foi incluído no cadastro em outubro de 2025. 

Também aparecem entre os maiores números Altemar Estevam, relacionado à Fazenda Represa, em Ribas do Rio Pardo, com 12 trabalhadores, além de Jessica Aparecida dos Santos, da Fazenda Progresso, em Deodápolis, e Wanderlei Lopes, relacionado à Fazenda Guarujá, em Caracol, ambos com 11 trabalhadores. 

Corumbá concentra cinco registros

Corumbá é o município que mais aparece entre os estabelecimentos de Mato Grosso do Sul, com cinco dos 27 registros.

Um deles é Airton de Araujo Gomes, relacionado à Fazenda São José. O documento aponta nove trabalhadores envolvidos na ação fiscal realizada em 2024. A decisão administrativa de procedência ocorreu em maio de 2025 e a inclusão no cadastro, em outubro do mesmo ano.

Também aparece Nilton de Araujo Gomes, igualmente relacionado à Fazenda São José, com sete trabalhadores.

A lista traz ainda Claudinei Leite de Queiroz, ligado à Fazenda Santo Antonio, com um trabalhador, e a LLB Prestadora de Serviços Ltda, relacionada à Fazenda Campo Alegre, com oito.

O quinto registro de Corumbá é Rubens Antonio Claro, relacionado à Fazenda MR2. A ação fiscal ocorreu em 2026, envolveu oito trabalhadores e resultou em decisão administrativa de procedência em julho. A inclusão ocorreu na atualização desta terça-feira.

Novos nomes entram na atualização

Entre os registros cuja data de inclusão é 6 de outubro de 2026, aparecem empregadores de Mato Grosso do Sul.

A A. B. Pires Empreiteira Ltda, de Ivinhema, consta no cadastro com nove trabalhadores envolvidos em fiscalização realizada em 2025. A decisão administrativa de procedência ocorreu em abril deste ano.

Em Aquidauana, João Luiz Righetti Ltda aparece relacionado à Fazenda Mamãe Querida. A ação fiscal ocorreu em 2026, envolveu três trabalhadores e teve decisão administrativa registrada em agosto deste ano.

Também foi incluído nesta terça-feira o Espólio de Paulo Sergio Angelo, relacionado à Fazenda Alegria, em Bela Vista, com três trabalhadores envolvidos em ação fiscal realizada neste ano.

Completa o grupo de registros de MS incluídos nesta atualização Rubens Antonio Claro, da Fazenda MR2, em Corumbá, com oito trabalhadores.

Veja os 27 nomes de Mato Grosso do Sul

A relação abaixo reproduz os registros classificados como MS no cadastro oficial atualizado em 6 de outubro. O número ao fim de cada item corresponde à quantidade de trabalhadores envolvidos indicada pelo próprio documento:

• Airton de Araujo Gomes - Fazenda São José, Corumbá  - 9 trabalhadores

• A. B. Pires Empreiteira Ltda - Ivinhema - 9

• Agropecuária Formosa Ltda - Fazenda Formosa, Bonito - 7

• Alberto Junior Pellin - Fazenda Sucuri II, Caracol - 5

• Altemar Estevam - Fazenda Represa, Ribas do Rio Pardo - 12

• Aparecido Christofolli - Fazenda São Cristóvão I, Nova Andradina - 19

• Claudinei Leite de Queiroz - Fazenda Santo Antonio, Corumbá - 1

• Claudio Martinho Rojas - Fazenda Bandeirantes, Porto Murtinho - 7

• Edmur Miglioli Junior - Fazenda Persistência, Anastácio - 3

• Espólio de Paulo Sergio Angelo - Fazenda Alegria, Bela Vista - 3

• Fazenda Serradinho Ltda - Fazenda Formoso, Bonito - 8

• Jessica Aparecida dos Santos - Fazenda Progresso, Deodápolis - 11

• João Luiz Righetti Ltda - Fazenda Mamãe Querida, Aquidauana - 3

• João Silva de Souza - Fazenda São Lourenço, Ponta Porã - 5

• Leonice Vilharga de Brito - Fazenda São Camilo, Camapuã - 1

• LLB Prestadora de Serviços Ltda - Fazenda Campo Alegre, Corumbá - 8

• Luis Alberto de Souza - Fazenda Sobradinho, Caracol - 3

• Marcelo Botassini Ambiental Ltda - Fazenda Bertoncin, Coxim - 10

• Marcio Antonio de Carvalho - Fazenda Boa Sorte, Porto Murtinho - 7

• Marcio Antonio Nantes - Fazenda Vaca Branca, Nova Alvorada do Sul - 5

• Nilson Pereira Bento -  Fazenda Invernada do Piri, Reserva Indígena Kadiwéu, Porto Murtinho - 1

• Nilton de Araujo Gomes -  Fazenda São José, Corumbá - 7

• Rubens Antonio Claro -  Fazenda MR2, Corumbá - 8

• Sumaia Carvão Vegetal Ltda -  Fazenda Piúva, Aquidauana - 9

• Valdinei Aparecido Roque -  Fazenda Pedra Negra, Aparecida do Taboado - 20

• Valdir Fernandes Pessoa -  P.A. Tamakavi, lote 118, zona rural de Itaquiraí - 7

• Wanderlei Lopes - Fazenda Guarujá, Caracol - 11

Os registros estão relacionados a ações fiscais realizadas entre 2022 e 2026, o que significa que a atualização da lista nesta terça-feira não representa que todos os fatos tenham ocorrido recentemente.

Há nomes incluídos no cadastro em abril ou outubro de 2025, abril de 2026 e na atualização atual.

O que é a ‘lista suja’

A chamada “lista suja” é o nome pelo qual ficou conhecido o cadastro mantido pelo governo federal com empregadores responsabilizados, na esfera administrativa, por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.

A presença de uma pessoa ou empresa na relação não significa, necessariamente, que exista condenação criminal. O cadastro é resultado de um processo administrativo relacionado à fiscalização trabalhista.

Na relação atualizada em 6 de outubro, o Ministério do Trabalho e Emprego informa, entre outros dados, o empregador, o local fiscalizado, a quantidade de trabalhadores envolvidos, o ano da fiscalização, a data da decisão administrativa de procedência e quando ocorreu a inclusão no cadastro.

A publicação segue as regras estabelecidas pela Portaria Interministerial MTE/MDHC/MIR nº 18, de 13 de setembro de 2024.

Quando o trabalho é considerado análogo à escravidão

Pela legislação brasileira, reduzir alguém a condição análoga à de escravo pode envolver a submissão a trabalhos forçados ou jornada exaustiva, condições degradantes de trabalho ou a restrição da liberdade de locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.

O artigo 149 do Código Penal também alcança situações como impedir o trabalhador de deixar o local por meio de vigilância ostensiva, retenção de documentos ou outros mecanismos previstos na lei.

O crime é punido com reclusão de dois a oito anos e multa, além da pena correspondente à violência eventualmente praticada, podendo haver aumento de pena nas hipóteses previstas na legislação.

 

 

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