Cidades

ESPERA DEVE ACABAR

Unidade do Trauma terá que fazer 180 cirurgias eletivas por mês

Contrato deve ser assinado hoje, após quase dois anos de entrave

NATALIA YAHN

12/07/2019 - 11h02
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Após 16 meses da inauguração do prédio da Unidade do Trauma, e dez de efetiva utilização do novo setor da Santa Casa de Campo Grande, a contratualização dos serviços oferecidos no local deve finalmente se concretizar. A assinatura do contrato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) está previsto para ocorrer ainda hoje.

O contrato deve garantir a realização de 20 cirurgias eletivas de alta complexidade e outras 160 de média por mês no hospital. “O aditivo dá fim ao imbróglio da Unidade do Trauma. E oferta de outros serviços. É uma vitória. Finalmente conseguimos o desfecho favorável”, disse o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende.

Ontem (11), além do titular da SES, José Mauro Filho (Sesau), o presidente da Associação Beneficente (ABCG) - que administra o hospital - Esacheu Nascimento e a promotora do Ministério Público do Estado (MPMS) - que atua na área da saúde - Filomena Fluminhan, participaram de uma reunião que durou quase quatro horas. 

No encontro houve concesso das partes em relação aos critérios e exigências para a prestação de serviços no maior hospital do Estado. “A gente chegou a exaustão. Foram quase quatro horas de reunião. Mas abriu-se a possibilidade de realizar cirurgias eletivas de média e alta complexidade”, disse Resende. A definição dos moldes do contrato já era discutida há quase dois anos e só agora foi aceita pelo hospital. 

O entrave era tanto, que a Santa Casa chegou a aceitar um dos textos propostos este ano, que foi assinado pelo atual secretário da Sesau e depois foi rejeitado por Esacheu. “Chegaram a fazer isso. O secretário assinou o que a Santa Casa tinha falado que estava 'ok'. Mas aí chegou lá para o presidente do hospital assinar e ele não fez”, afirmou um servidor da Sesau que participou da negociação.

A previsão é de que o Estado faça aporte de recursos no valor de R$ 1,750 milhão e a União mais R$ 1,100 milhão, retroativo ao mês de abril. Além das cirurgias eletivas, o hospital deverá oferecer atendimento ambulatorial em áreas críticas como ortopedia e outras especialidades médicas. A ocupação da Unidade do Trauma também deverá ser completa a partir de agora. O setor começou a receber pacientes no dia 10 de setembro do ano passado, e desde então funcionava sempre abaixo da capacidade, com média de 50 pacientes internados.

A Santa Casa pleiteia aumento de repasses há anos e em 2017, a contratualização do hospital com a prefeitura ficou emperrada por não haver acordo sobre o reajuste, que chagaria a R$ 3,5 milhões. O hospital não aceitou assinar novo contrato que não incorporasse o aumento pedido ou, pelo menos, cláusula indicando redução de 30% no encaminhamento de pacientes por meio da regulação - este atendido, mas não colocado no papel.

A conclusão da obra da unidade se arrastou por 23 anos - desde a década de 1990. O local inicialmente seria uma nova maternidade, projeto que foi modificado. A obra parou pela última vez em 2013 e posteriormente foi retomada em janeiro de 2016. Na nova etapa o valor licitado foi de R$ 8.701.224,58 e a Poligonal Engenharia apresentou proposta de R$ 8.440.167.45, desconto de R$ 261.057,13, aproximadamente 3% do valor inicial. Ao todo foram R$ 32 milhões em investimentos, sendo R$ 20 milhões referente a estrutura que ficou parada desde os anos 90 e R$ 12 milhões referente aos últimos repasses do Ministério da Saúde.

CRÍTICO

Outro problema enfrentado pela Santa Casa é relativo ao pagamento dos médicos autônomos e pessoa jurídica (PJ) - em alguns casos com atrasos de 6 a 3 meses - além da falta de medicamentos e materiais essenciais. A situação foi mostrada na edição de hoje do Correio do Estado. O estoque está muito baixo, zerado ou em situação “extremamente crítica”, e não há previsão de quitar as dívidas com os fornecedores ou mesmo de aquisição por urgência, já que o hospital está sem recursos para tais medidas. 

Entre os itens críticos estão morfina, insulina, agulha, ataduras e até sacos de lixo. No total são 74 itens, 25 deles médico-hospitalares que são utilizados em cirurgias e diversos tipos de tratamento, inclusive oncológico, mas que estão acabando.

Outros medicamentos para tratamento contra o câncer estão em situação crítica. A Santa Casa também fez empréstimos de itens de outros hospitais, para tentar conter o problema. O hospital foi procurado pela reportagem, mas não respondeu aos questionamentos até a publicação da reportagem.

Combustível

Camila Jara quer investigação sobre preços abusivos da gasolina em MS

Em cidades do interior do Estado, o combustível era revendido a quase 50 centavos mais cara que a média nacional

12/03/2026 15h45

Preço médio da gasolina em Mato Grosso do Sul é de R$ 6,06

Preço médio da gasolina em Mato Grosso do Sul é de R$ 6,06 FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A deputada federal Camila Jara (PT-MS) enviou um pedido à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para abertura de investigação sobre práticas abusivas no preço da gasolina em postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul.

O pedido, enviado na última quarta-feira (11), se refere ao aumento do preço do combustível no Estado, mesmo sem o anúncio oficial de aumento dos valores das refinarias da Petrobrás. 

Segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina no Brasil até o dia 3 de março de 2026 era de R$ 6,30. Em Campo Grande, por exemplo, a média analisada no mesmo período era de R$ 5,90.

No entanto, em outras cidades do Estado, foi possível observar médias superiores à da Capital e até mesmo, da média nacional. Em Dourados, a gasolina comum era revendida, em média, por R$ 6,40; em Ponta Porã, chegava a R$ 6,44; e em Corumbá, os preços variavam entre R$ 6,79 a R$ 6,85. 

Camila Jara ressaltou, no pedido, que a Petrobrás não fez nenhum anúncio recente de aumento dos preços domésticos. A empresa, que responde por cerca de 75% do fornecimento de gasolina às distribuidoras, tem indicado que eventuais mudanças seguem critérios que evitam repasses imediatos de volatilidades externas ao mercado interno.

“A população não pode pagar a conta de aumentos que não se explicam pela política de preços nas refinarias. Esse aumento impacta diretamente na vida das pessoas, aumentando a inflação, encarecendo o transporte e o preço dos alimentos. Por isso, é fundamental garantir transparência e proteger o consumidor de possíveis abusos”, afirmou a parlamentar.

Desde janeiro

Em janeiro, a Petrobrás reduziu em 14 centavos o preço da gasolina nas refinarias. Porém, no início do mês de fevereiro, houve aumento nos preços médios nos postos de revenda no Estado. 

Na pesquisa da ANP divulgada no dia 24 de janeiro, quando já havia sido aplicado o aumento de 10 centavos relativo ao aumento do ICMS, o preço médio da gasolina comum em Campo Grande era de R$ 5,89, variando entre R$ 5,69 e R$ 6,08. 

Porém, duas semanas após a redução nas refinarias, a mesma pesquisa revelou que o preço médio está em R$ 5,90, com variação de R$ 5,65 a R$ 6,19. Ou seja, apesar da redução na refinaria, o preço médio subiu um centavo. No caso do preço máximo, a diferença a maior é de 11 centavos, sendo que a previsão era de que ocorresse queda de nove centavos. 

E não é somente em Campo Grande que o setor de revenda mais uma vez "se esqueceu" de repassar a queda ao consumidor. Antes do anúncio feito pela Petrobras, o valor médio em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,08. Neste sábado, conforme a ANP, está em R$ 6,10. O valor máximo, que era de R$ 6,89 no dia 24 de janeiro, subiu para R$ 6,19.

Em tese, o desconto feito no final de janeiro pela Petrobras deveria ter anulado o aumento do imposto estadual, que entrou em vigor no começo de janeiro, que foi de dez centavos sobre o litro da gasolina.

Ou seja, os revendedores elevaram os preços quando o governo estadual passou a cobrar mais ICMS e não reduziram quando a Petrobras baixou seus valores. 

 

Apreensão

Jovem é presa com 15 kg de skunk em ônibus na BR-262, em Corumbá

Droga foi localizada na bagagem da passageira com auxílio de um cão farejador

12/03/2026 14h45

Foto: Divulgação / PF

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Uma jovem de 19 anos foi presa na manhã de quarta-feira (11) após ser flagrada transportando aproximadamente 15 quilos de "skunk", popularmente conhecida como "supermaconha" em um ônibus de linha abordado na Rodovia Ramon Gomes, trecho da BR-262, em Corumbá, interior do Estado.

A droga foi localizada na bagagem da passageira com auxílio de um cão farejador durante fiscalização conjunta da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O ônibus seguia viagem com destino a São Paulo quando foi parado por volta das 8h30 para inspeção. Durante a verificação das bagagens, o cão de faro "K9" indicou a presença de entorpecentes em uma mala pertencente à jovem. Ao abrirem o volume, os agentes encontraram cerca de 15 quilos de skunk, variação mais potente da maconha.

Questionada pelos policiais, a passageira afirmou que receberia R$ 7 mil para transportar a droga até a capital de São Paulo. Ela foi detida no local e encaminhada à Polícia Federal, que ficará responsável por dar continuidade às investigações.

A ação faz parte da Operação da Força Especial de Repressão Aduaneira (Fera), iniciativa voltada ao reforço das atividades de vigilância, repressão e apoio à fiscalização em todo o país.

O programa tem como foco intensificar o combate ao tráfico de drogas e outros crimes transnacionais, com atenção especial às regiões de fronteira consideradas estratégicas para o escoamento de entorpecentes.

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