Cidades

EDUCAÇÃO

Universidade do Rio abre inscrições para programa de auxílio à inclusão digital

Serão beneficiados 12 mil alunos de graduação, pós-graduação e do Cap/Uerj

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A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) abriu nesta segunda-feira (10) inscrições para o Programa de Auxílio Inclusão Digital, voltado aos estudantes da instituição. Serão beneficiados 12 mil alunos de graduação, pós-graduação e do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (Cap/Uerj). A iniciativa é da Pró-reitoria de Políticas e Assistência Estudantis (PR-4).

O objetivo é democratizar as condições técnicas necessárias para promover o acesso dos alunos à internet, durante o período acadêmico emergencial, que será iniciado no dia 14 de setembro, com aulas e atividades remotas. As inscrições se estenderão até o dia 28 deste mês e podem ser feitas na página eletrônica da PR-4, ou do Departamento de Articulação, Iniciação Acadêmica e de Assistência e Inclusão Estudantil.

De acordo com o edital, a universidade vai fornecer chips com franquia de serviços de dados móveis para os estudantes com renda familiar per capita, isto é, por indivíduo, de até dois salários mínimos. Os alunos deverão assinar a Declaração de Vulnerabilidade Socioeconômica específica. Os estudantes cotistas e aqueles que recebem bolsa permanência estão dispensados de apresentar comprovação de renda, mas precisam se inscrever solicitando o Auxílio Inclusão Digital, salientou a Uerj, por meio de sua assessoria de imprensa.

RENOVAÇÃO

O auxílio terá a duração de seis meses, podendo ser renovado por igual período. Caso haja retorno às aulas presenciais antes do término desse prazo, os chips serão cancelados automaticamente.

A pró-reitora de Políticas e Assistência Estudantis, Catia Antonia da Silva, analisou que esse é um passo importante que a Uerj dá em direção à efetiva inclusão digital dos alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por que as aulas remotas, em plena pandemia, “têm de chegar a todos. Não fazer nada seria fechar os olhos a uma realidade tão diversa. Muito me orgulha que a Uerj esteja sempre atenta a essas questões, se posicionando e promovendo ações que de fato democratizem o acesso de sua comunidade estudantil à educação".

CAMPO GRANDE

Após prisão e morte de PM, perícia encontra mais drogas em caminhão

Terceiro 'mocó' foi descoberto um dia após confronto fatal e buscas periciais continuam com intuito de localizar novas quantias

24/06/2024 12h45

Durante coletiva hoje (24), militares indicaram que caminhão apreendido começou a ser

Durante coletiva hoje (24), militares indicaram que caminhão apreendido começou a ser "depenado" após novas quantias serem localizadas Marcelo Victor/ Correio do Estado

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Trabalho conjunto entre o Instituto de Criminalística, Batalhão de Choque e Corregedoria da Polícia Militar ainda busca mais quantidades de drogas, no caso que envolveu prisão e morte de PM nesse fim de semana em Campo Grande, já que mais volumes apareceram um dia após o confronto fatal. 

Durante coletiva no Comando Geral da PM, em Campo Grande, na manhã desta segunda-feira (24), com os comandantes de policiamentos Especializado e Metropolitano e Geral da PM, coronéis Marcus Vinicius; Emerson de Almeida e Renato dos Anjos, além do Tenente Rigoberto da Silva, os próprios militares indicaram que o caminhão apreendido na ação de sexta-feira (21) começou a ser "depenado".

Isso acontece já que, após os 90 kg encontrados inicialmente, a polícia localizou mais 20 kg de maconha na tarde de ontem (23). 

Ou seja, a intenção da polícia militar é que, desmontando o caminhão, é localizar ainda mais drogas em complemento do caso, a serem entregues  à Delegacia de Polícia Civil.

Cabe apontar que as primeiras quantidades foram prontamente localizadas após a ocorrência, com uma segunda quantia localizada nos estapes do caminhão, enquanto a terceira estava nos pneus de rodagem.

Relembre

Conforme acompanhado pelo Correio do Estado, a ocorrência foi registrada na sexta (21), durante captura de um grupo envolvido no roubo de caminhão e tráfico de drogas, ocasião em que um sargente saiu preso e o cabo da PM, Almir Figueiredo Barros, foi morto.

Próximo à região do Indubrasil, o caso aconteceu em uma chácara no Jardim Carioca, região oeste de Campo Grande, na saída para Corumbá, conforme nota da PM. 

Enquanto Almir foi morto por colegas de farda, o intrigante para os investigadores é justamento o fato de que - inicialmente - menos de cem quilos de maconha foram localizados.

Antes da quantia encontrada ontem (23), a apreensão resumia-se a 58 tabletes de maconha em um fundo falso e outros 59 tabletes em um pneu estepe, totalizando em torno de 90 quilos, que no Paraguai são vendidos por menos de R$ 10 mil.

Nada isolado

Além do PM morto, o sargento Laercio Alves dos Santos, de 48 anos, foi preso instantes após o confronto, acusado de integrar grupo de cinco pessoas que estava em poder de um caminhão roubado que era usado para o tráfico de drogas.

Antes de integrar as páginas policiais como suspeito, o nome de Laercio circulava pela mídia local como "herói", já que acumulava homenagens concedidas pela Câmara Municipal de CampO Grande por "atos de bravura" após salvamentos de pessoas em incêndios. 

Casos nada isolados, Laercio e Almir se somam a mais de 60 policiais militares que apresentaram o chamado "desvio de conduta", conforme o comandante-geral da Polícia Militar de MS, coronel QOPM Renato dos Anjos Garnes, só nos últimos dois anos.

Entre esses casos destaca-se o do sargento da PM e integrante do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Ygor Nunes Nascimento, acusado de acobertar atos da quadrilha do popular "Motinha", especializada em tráfico de drogas.
**(Colaborou Neri Kaspary)

 

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Cidades

Saúde habilita Hospital Universitário para atendimento especializado de transexuais

Investimento será de R$ 435,5 mil por ano para custear ações e serviços de média e alta complexidade destinados à saúde da população transexual

24/06/2024 12h29

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Ministério da Saúde habilitou o  Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian como centro de Atenção Especializada no Processo Transexualizador, na modalidade ambulatorial. A publicação foi feita no Diário Oficial da União no dia 19 de junho.

A portaria (GM/MS nº 4.057, de 4 de junho de 2024), assinada pela Ministra da Saúde Nísia Trindade Lima, segue diversas normativas e regulamentos anteriores, que estabelecem as diretrizes para a saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, além de regulamentar o financiamento e a transferência de recursos federais para as ações e serviços de saúde no âmbito do SUS.

De acordo com o texto, o estabelecimento de saúde habilitado receberá um montante anual de mais de R$ 435,5 mil para custear ações e serviços de média e alta complexidade destinados à atenção à saúde da população transexual.

A medida representa um avanço na oferta de serviços especializados e no fortalecimento da rede de atendimento à população transexual no Brasil.

“A habilitação vem oficializar um trabalho multidisciplinar que já vem sendo feito há muitos anos no hospital. Assim, temos o reconhecimento oficial, além da mais segurança aos pacientes que nos procuram, bem como, o repasse financeiro para custeio das atividades”, afirmou a Dra. Cláudia Emília Lang, Gerente de Atenção à Saúde do Hospital Universitário.

A medida entrou em vigor na data de publicação da portaria, com efeitos financeiros retroativos a partir de abril de 2024, garantindo assim a imediata alocação dos recursos e o início das operações do novo centro especializado.

Recursos

O recurso financeiro destinado a essa habilitação será gerido pelo Fundo Nacional de Saúde, que adotará as medidas necessárias para garantir a transferência dos valores ao município de Campo Grande, conforme a produção registrada na Base de Dados dos Sistemas de Informações do SUS.

Este processo autorizativo será encaminhado pela Secretaria de Atenção Especializada à Saúde.

A portaria também especifica que o recurso será utilizado para manter a unidade de saúde habilitada, assegurando a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população transexual.

O financiamento correrá por conta do orçamento do Ministério da Saúde, onerando o Programa de Trabalho 10.302.5118.8585 - Atenção à Saúde da População para procedimentos em Média e Alta Complexidade, dentro do Plano Orçamentário 0005 Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC).

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