Cidades

Agora é Lei

Uso de celular está proibido nas escolas em 2025? Entenda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta segunda-feira (13), o Projeto de Lei, que restringe o uso de celulares em escolas públicas e particulares

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta segunda-feira (13), o Projeto de Lei nº 4.932/2024, que restringe o uso de celulares e outros aparelhos portáteis em escolas públicas e particulares de todo o país.

Como acompanhou o Correio do Estado, Mato Grosso do Sul figurava entre as sete unidades da federação que ainda não contavam com uma lei que estabelecesse regras para o uso desses aparelhos nas escolas.

Entretanto, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) chegou a discutir a pauta, com a apresentação de um projeto de lei de autoria do deputado estadual Roberto Hashioka, que previa a proibição de dispositivos eletrônicos em escolas.

Entenda o que muda

Com a sanção do Projeto de Lei nº 4.932/2024, os estados terão de aderir à proibição, que abrange estudantes da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Segundo a norma, os alunos não devem usar o celular durante a aula, no recreio ou mesmo nos intervalos.

De acordo com o texto, o uso de celulares será permitido apenas para fins de atividades educacionais. A forma de controlar o uso ficará a cargo de cada unidade escolar.

Pode levar celular na escola?

Pela lei, o estudante pode entrar com o celular no estabelecimento de ensino, mas não pode utilizá-lo para fins pessoais, sendo restrito às atividades didáticas aplicadas pelas instituições.

Apenas situações que envolvam “perigo, estado de necessidade ou caso de força maior” permitirão o uso do aparelho pelo aluno.

A escola pode confiscar os celulares?

O modo de armazenamento dos aparelhos fica a critério os seguintes passos de cada espaço educacional:

  • "Gaveta do celular": Escolas podem criar locais específicos para armazenar os aparelhos durante as aulas, como caixas ou gavetas.
  • Atuação dos professores: Cabe aos educadores estabelecer regras autorizando o uso apenas para atividades pedagógicas ou didáticas, desde que supervisionadas;
  • Regulamentação local: Cada escola terá autonomia para definir como aplicar as regras, considerando sua infraestrutura. O Ministério da Educação oferecerá orientações gerais para apoiar a implementação.

Exceções

Há exceções para alunos que necessitem do uso de dispositivos por questões de acessibilidade. A lei prevê o uso conforme a condição de saúde e casos específicos, desde que os aparelhos sejam indispensáveis para a participação nas atividades escolares.

Os dispositivos permitidos incluem:

  • Leitores de tela: Ferramentas que convertem texto em áudio, permitindo que pessoas com deficiência visual acessem informações digitais.
  • Sistemas de comunicação alternativa: Softwares ou pranchas de comunicação que auxiliam pessoas com dificuldades de fala ou escrita.
  • Tradutores de Libras: Aplicativos como o VLibras, que tornam o conteúdo digital acessível para pessoas surdas, traduzindo informações para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
  • Equipamentos de entrada e saída adaptados: Incluem sintetizadores de voz, equipamentos em Braille e ponteiras de cabeça ou luz para facilitar o acesso ao conteúdo digital.
  • Mouses diferenciados e teclados adaptados: Desenvolvidos para alunos com deficiência motora, tornando o uso de computadores mais acessível.
  • Rastreamento ocular: Tecnologias como o Tobii Eye Tracking permitem que usuários interajam com dispositivos digitais apenas com o movimento dos olhos.

Quando a proibição passa a valer?

Após a sanção, um decreto será publicado em, no mínimo, 30 dias, regulamentando a nova legislação para que passe a valer a partir do início do ano letivo, ou seja, em fevereiro de 2025.

O Projeto de Lei foi aprovado pelo Congresso Nacional no final de 2024. Para o presidente Lula, a sanção representa o reconhecimento das pessoas que prezam pela educação.

“Essa sanção aqui significa o reconhecimento do trabalho de todas as pessoas sérias que cuidam da educação, de todas as pessoas que querem cuidar das crianças e adolescentes desse país”, afirmou o presidente, que completou:

“Imagina uma professora dando aula e, quando ela olha para os alunos, está cada um olhando para o celular: um tá na China, outro tá na Suécia, outro tá no Japão, outro está em outro estado conversando com gente que não tem nada a ver com a aula que ela está recebendo. A gente precisa voltar a permitir que o humanismo não seja trocado por algoritmo.”

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LIBERDADE DURADOURA

Membro do Comando Vermelho morre durante operação no interior de MS

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apuram a tentativa de expansão da facção criminosa para a região do Vale do Ivinhema

14/07/2026 09h35

Operação da Polícia Civil mobilizou dezenas de agentes e contou com apoio aéreo na manhã desta terça-feira

Operação da Polícia Civil mobilizou dezenas de agentes e contou com apoio aéreo na manhã desta terça-feira Divulgação

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A operação "Liberdade Duradoura", deflagrada na manhã desta terça-feira (14), pelas polícias Civil e Militar, cumpriu 12 mandados em Nova Andradina e Batayporã para combater a facção criminosa Comnado Vermelho, investigada por homicídios e tentativa de expansão no Vale do Ivinhema.

Durante a operação, foram cumpridos 12 mandados, sendo quatro de prisão temporária e oito de busca e apreensão, expedidos pela Justiça da Comarca de Nova Andradina após representação da Polícia Civil, com parecer favorável do Ministério Público.

No bairro Residencial Portal do Parque, um membro da facção morreu durante confronto com os policiais. O homem chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Regional de Nova Andradina, mas não resistiu e faleceu. Equipes da Polícia Civil e Polícia Científica estiveram realizando a perícia no local.

O objetivo da operação é identificar os membros da facção criminosa, esclarecer a dinâmica dos crimes investigados e desarticular a estrutura do grupo.

Nomenclatura

O nome "Liberdade Duradoura" faz referência à "Operation Enduring Freedom", operação militar iniciada pelos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro de 2001.

De acordo com a Polícia Civil, a denominação simboliza a atuação permanente e coordenada das forças de segurança no combate às organizações criminosas e na preservação da ordem pública.

As diligências seguem em andamento, e novas informações deverão ser divulgadas após a conclusão do cumprimento das medidas judiciais.

A ação foi coordenada pela Seção de Investigações Gerais (SIG) de Nova Andradina e contou com o apoio do 8º Batalhão da Polícia Militar, além da participação de equipes especializadas do GARRAS, BOPE, DEFRON e DRACCO. A ofensiva também utilizou aeronave da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA/SEJUSP).

tela oculta

Operação contra empresa que "lavou" R$ 1,1 bilhão cumpre mandados em MS

Cerca de 200 policiais foram às ruas em cinco estados para cumprir 32 mandados de prisão e 80 de busca e apreensão

14/07/2026 09h19

Cerca de 200 policiais foram às ruas em cinco estados para cumprir mandados de prisão e apreensão

Cerca de 200 policiais foram às ruas em cinco estados para cumprir mandados de prisão e apreensão

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Uma empresa de fachada para o crime organizado de Santa Catarina que movimentou R$ 1,1 bilhão mobilizou cerca de 200 policiais civis em uma megaoperação na manhã de terça-feira (14). A operação, chamada “Tela Oculta”, é interestadual e teve a Grande Florianópolis como grande centro.

Parte dos mandados foi cumprida em Mato Grosso do Sul, mas os agentes não repassaram detalhes sobre as cidades do Estado nas quais foram cumpridos os mandados. 

Inicialmente, a operação foi deflagrada para apurar a lavagem de dinheiro para o crime organizado e o tráfico de drogas, mas novos materiais foram obtidos durante a ação.

Ao todo, foram expedidos 32 mandados de prisão e 80 de busca e apreensão em São José, Palhoça e Florianópolis, com 170 policiais em Santa Catarina, e 30 agentes no Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Durante as diligências, foram encontrados equipamentos, armas e drogas, que se tornaram peças-chave nas investigações conduzidas pela Operação Tela Oculta.

De acordo com o delegado da Divisão de Investigação Criminal de Palhoça, Marcos Fraile, informações preliminares indicam que o bairro Estreito, em Florianópolis, foi o local onde a maior apreensão de drogas ocorreu.

Segundo as informações iniciais, em uma das apreensões foi encontrada uma tonelada de maconha e 30 kg de cocaína. Além disso, os policiais também apreenderam um fuzil.

O delegado Fraile explicou que as investigações apontaram para a existência de uma empresa fantasma de fachada que funcionava como uma espécie de órgão financeiro do crime.

Durante as diligências, foram encontrados equipamentos, armas e drogas, que se tornaram peças-chave nas investigações conduzidas pela Operação Tela Oculta.

A estrutura movimentava o dinheiro de investigados com passagem pelo crime de tráfico de drogas, servindo de base para o fluxo financeiro mapeado na Operação Tela Oculta. A maior parte dos mandados de prisão foi cumprida contra mulheres, que cediam suas contas bancárias para a lavagem do dinheiro de origem ilícita. 

(Com informações do site NDMais)

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