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Vacina contra gripe está liberada para toda a população

Todas as pessoas, acima de seis meses de idade, podem tomar a vacina gratuitamente em postos de saúde

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Vacina contra gripe está liberada para toda a população, a partir desta quinta-feira (14), em Campo Grande. Isto significa que todas as pessoas, acima de seis meses de idade, podem tomar a vacina gratuitamente em postos de saúde.

O imunizante está disponível das 7h30min às 11h e das 13h às 17h, em mais de 70 unidades básicas e de saúde da família (UBSs e USFs), espalhadas pelas sete regiões urbanas e distritos da Capital.Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) decidiu ampliar a imunização para o público em geral por conta do aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), circulação dos vírus Influenza devido ao frio e cobertura vacinal baixa.

De acordo com o gerente de imunização da Sesau, Evandro Ramos, a ampliação da vacinação é importante para conter o avanço da doença.

O objetivo da vacinação é reduzir complicações, diminuir riscos de internação e evitar óbitos.

“A vacina é uma forma preventiva muito eficaz, inclusive contra as formas graves da doença e está disponível gratuitamente para toda a população”, explicou.

Dados divulgados pela Sesau apontam que 808 casos e 55 óbitos por Influenza foram registrados, de janeiro a maio, em Campo Grande.

Ao todo, 107 mil doses foram aplicadas desde 26 de março, início da campanha de vacinação, na Capital.

O número representa uma cobertura vacinal de 31,11%, índice considerado abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de 90%.

SINTOMAS

Os sintomas comuns da gripe são:

  • Febre
  • Tosse seca
  • Dor de garganta
  • Coriza
  • Dor de cabeça
  • Dor muscular
  • Mal-estar

TRANSMISSÃO

A transmissão da gripe se dá por inalação ou contato com gotículas de saliva, secreções respiratórias ou superfícies contaminadas. Portanto, a contaminação pode ocorrer por meio de:

  • Tosse
  • Espirro
  • Catarro
  • Apertos de mão
  • Contato pessoal próximo
  • Contato com objetos contaminados

PREVENÇÃO

Existem inúmeras formas de se prevenir o contágio e proliferação da gripe. Veja:

  • Vacinação
  • Uso de máscara
  • Uso de álcool gel
  • Lavagem das mãos com água e sabão
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca
  • Não compartilhar objetos pessoais
  • Ventilar ambientes
  • Evitar aglomerações e espaços fechados

 

BURACO SEM FIM

Na cadeia, "barão" do tapa-buraco mantém contratos milionários

Empresa investigada por esquema de corrupção é responsável pelo serviço em quatro das sete regiões urbanas de Campo Grande

14/05/2026 08h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Responsável pelo tapa-buraco em quatro das sete regiões de Campo Grande, o empresário Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, dono da Construtora Rial Ltda., continuará preso, envolvido em investigação de corrupção no serviço. Mesmo assim, o contrato com a empresa será mantido, pelo menos neste momento.

Segundo a investigação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), braço do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a apuração identificou a existência de uma organização criminosa que atuaria na fraude da execução do serviço de manutenção de vias públicas de Campo Grande.

Conforme a investigação, o grupo manipulava medições e a fazia a realização de pagamentos de obras que não havia sido necessariamente feitas.

O esquema era operado, segundo o MPMS, dentro da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e teria começado em 2017. A investigação ainda afirma que os contratos alvo vão até 2025.

Para conseguir mais informações, foi deflagrada na terça-feira a Operação Buraco Sem Fim, que prendeu sete pessoas envolvidas no esquema, entre elas o ex-secretário de Obras da Capital Rudi Fiorese, além de servidores e ex-servidores da Pasta e o empresário.

Ontem pela manhã os sete participaram da audiência de custódia, que definiu que eles deve seguir presos. 
São investigados: Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa (dono da Construtora Rial); Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa (pai do empresário); Erick Antônio Valadão Ferreira de Paula (ex-servidor da Sisesp); Edivaldo Aquino Pereira (responsável pela medição do tapa-buraco); Fernando de Souza Oliveira (ex-servidor); Mehdi Talayeh (engenheiro e servidor) e  Rudi Fiorese (ex-secretário).

Após a operação ser deflagrada, a Prefeitura de Campo Grande publicou a exoneração dos dois servidores que ainda estavam ativos no quadro da secretaria.

O governo do Estado também exonerou Fiorese, que ocupava o cargo de diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul).

Com a manutenção da prisão, os sete suspeitos de envolvimento no esquema foram conduzidos até o Centro de Triagem Anísio Lima, em Campo Grande.

“BARÃO”

Campo Grande é dividida em sete regiões urbanas e essa divisão é usada pela prefeitura para estabelecer os lotes de licitações como o tapa-buraco, que precisa ser feito em toda a cidade.

Das sete regiões, a Construtora Rial é responsável por quatro, inclusive a maior delas, que é o Anhanduizinho. Ela também tem contrato para o serviço no Imbirussu, Segredo e Bandeira.

Matéria publicada ontem pelo Correio do Estado mostrou que o valor original desses contratos, somados aos seus aditivos, totaliza R$ 114.608.571,16 que serão pagos à empresa.

O contrato mais recente abrange a região Bandeira e foi assinado em janeiro deste ano pelo valor de R$ 6.979.892,07 e recebeu um aditivo de R$ 2.057.672,18 apenas 40 dias depois de ter sido celebrado.

Somado aos outros contratos que a empresa também tem com o município, tanto para recapeamento como para manutenção de vias não pavimentadas, a Rial chega a marca de R$ 141.993.707,68 a receber.

Ao Correio do Estado a prefeitura afirmou que solicitou à Justiça a investigação para, segundo ela, saber do que se trata a operação e poder tomar a melhor providência. No entanto, enquanto isso não acontece, a empresa deverá continuar sendo responsável pela maior parte da cidade no assunto tapa-buraco.

“Em relação à solicitação sobre contratos firmados entre a administração municipal e a empresa Rial, a Prefeitura Municipal de Campo Grande esclarece que, por meio da Procuradoria-Geral do Município, está solicitando acesso ao conteúdo do processo, que corre em segredo de justiça, para o conhecimento detalhado das denúncias apresentadas e embasamento de eventuais providências cabíveis a serem tomadas, tendo como principal objetivo não prejudicar o andamento de serviços prestados à população”, diz nota. (Colaborou Leo Ribeiro)

* Saiba

O contrato de tapa-buracos, pelo menos duas vezes já foi alvo de investigações por supostas irregularidades.

O primeiro caso foi em 2015, com os “buracos fantasmas” tapados. Após isso, veio a investigação da Lama Asfáltica.

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Crise

TJMS reconhece colapso na Santa Casa e aplica multa diária ao Estado e município por omissão

Tribunal determinou multa diária de R$ 100 mil à Adriane e Riedel por omissão

13/05/2026 18h15

Segundo o Hospital, Estado e Município devem pagar multa de R$ 100 mil diários até o cumprimento das sentenças

Segundo o Hospital, Estado e Município devem pagar multa de R$ 100 mil diários até o cumprimento das sentenças FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Conforme nota enviada pela Santa Casa de Campo Grande, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a aplicação de multa diária à Prefeitura de Campo Grande e ao Estado de Mato Grosso do Sul pela crise enfrentada pelo Hospital.  

A entidade apresentou recurso na última terça-feira (12) ao Tribunal, alegando descumprimento da ordem para a apresentação do plano de ação destinado ao atendimento integral do Hospital, enquanto o Hospital segue disponibilizando as informações necessárias e participando de todas as reuniãos a que é convocada. 

"Essa postura de alheamento contribui para a manutenção da situação calamitosa vivida pelo Nosocômio, reclamando, em decorrência do descompromisso dos Gestores para com a saúde pública de nosso Estado, a necessidade de imposição de medidas coercitivas severas para obrigá-los à obediência das decisões judiciais proferidas, já que são refratários ao cumprimento do seu dever legal e constitucional de efetivamente garantir a prestação de saúde à população, porque édisso que se trata", afirmou o Hospital na ação a qual o Correio do Estado teve acesso. 

Segundo a Santa Casa, o pedido do recurso foi aceito pelo TJMS, que determinou a aplicação de multa diária ao Estado e ao Município no valor de R$ 100 mil por dia, pela ausência de apresentação e executação do plano emergencial destinado à regularização dos pagamentos devidos ao Hospital. 

No documento do julgamento, por maioria, contra o parecer, deram parcial provimento ao recurso elevando a multa, nos termos do voto do relator, com acréscimos do 1º vogal.

Na decisão proferida nesta quarta-feira (13), o Tribunal teria reconhecido a gravidade e ressaltou que os órgãos públicos foram omissos frente à situação da saúde pública.

A Santa Casa é custeada por aportes do Governo do Estado, do Município e do Governo Federal e alega que o repassado atualmente (R$ 32,9 milhões mensais) não é suficiente para cobrir as despesas operacionais, pedindo reajuste para R$ 45 milhões.

Em nota, o Hospital afirmou que a decisão "reforça a importância da Santa Casa para a saúde pública e evidencia a necessidade da adoção de medidas concretas por parte do Estado e do Município para garantir a continuidade da assistência prestada à população com qualidade". 

Relembre

Em 2025, a 76ª Promotoria de Justiça ajuizou ação civil pública que resultou na obrigatoriedade do Estado e do Município a apresentarem um plano de ação no prazo de 90 dias, com medidas para regularizar os serviços médicos, recompor estoques de medicamentos e insumos, além de organizar o pronto-socorro para reduzir a superlotação.

Inicialmente,a Justiça determinou que, em caso de descumprimento, haveria sequestro mensal de R$ 12 milhões das contas do Estado e do Município. Porém, posteriormente, o bloqueio foi substituído por multa diária de R$ 5 mil.

O Estado recorreu, alegando ilegitimidade passiva, incompetência da Justiça Estadual e ingerência judicial em políticas públicas, porém teve seu pedido negado.

No mês passado (abril de 2026), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pediu o bloqueio das verbas do Estado de Mato Grosso do Sul e do Município de Campo Grande para garantir os serviços de atendimento no Hospital.

Para o MP, se os entes públicos continuam regulando pacientes para a Santa Casa, é indispensável que garantam condições mínimas para que essas pessoas sejam atendidas de forma digna.

Relatórios do Conselho Regional de Medicina (CRM) mostram que a Santa Casa tem superlotação superior a 500% da capacidade instalada, além da falta de insumos básicos e paralisações de atendimento por ausência de pagamento a profissionais.

 

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