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SAÚDE

Vacinação pelo drive-thru contra Influenza termina amanhã (17) às 22h

Drive-thru no Quartel do Corpo de Bombeiros segue com horário estendido nesta quinta-feira de encerramento da campanha

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Após quase um mês de aplicação e mais de 7,5 mil doses aplicadas até então, a campanha de vacinação contra a Influenza segue com plantão até as 22h de amanhã (17), com aplicação disponível no drive-thru da Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

vacinação driveVacinação Drive-Thru | Reprodução/SES/ Helton Davis

Estrutura montada no quartel do Corpo de Bombeiros, que fica na Rua 14 de Julho, nº 1.502, no centro de Campo Grande, a vacinação pelo drive-thru não exige um agendamento prévio e tem horário flexível para imunização fora do expediente de trabalho. 

Ou seja, pais, mães e responsáveis legais podem aproveitar a saída da escola de seus filhos para levarem as crianças de 6 meses a menores de 6 anos, já que esses pequenos fazem parte do grupo prioritário definido pelo Ministério da Saúde, bem como: 

  • Gestantes
  • Puérperas
  • Povos indígenas
  • Quilombolas
  • Pessoas em situação de rua
  • Trabalhadores da Saúde
  • Professores do ensino básico e superior
  • Forças de Segurança e Salvamento
  • Profissionais das Forças Armadas
  • Pessoas com deficiência permanente
  • Caminhoneiros
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário
  • Funcionários dos Correios 
  • Funcionários do sistema prisional
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e/ou condições clínicas especiais 

Importante frisar que o grupo prioritário, definido pelo Ministério para essa fase da campanha, ainda engloba a vacinação da população privada de liberdade e adolescentes de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas. 

Com a chegada de estações mais frias, como o outono, fica mais favorável a circulação de vírus respiratórios, como a infecção pelo Influenza, por isso é importante aproveitar essa principal forma de prevenção contra as complicações. 

Campanha

Em balanço recente divulgado pelo Governo do Estado, os finais de semana têm registrado o maior volume de público, com cada sábado e domingo de campanha ultrapassando a marca de mil aplicações. 

Já de segunda a sexta-feira, conforme dados da SES, o total de doses aplicadas varia diariamente entre 200 e 360 doses, com os seguintes montantes neste último mês: 

  • 300 doses - sexta-feira (11/04), 
  • 330 doses - segunda-feira (07/04) e
  • 380 doses - quinta-feira (04/04). 

Gerente de imunização da Pasta, Frederico Moraes diz que a ampliação da vacinação para o horário noturno e nos finais de semana tem sido benéfica, principalmente no caso de trabalhadores devido ao horário de expediente. 

Influenza em números

Na abertura da campanha contra a Influenza, em agenda na Unidade Básica de Saúde da Família (USF) 26 de Agosto, a superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiental, Veruska Lahdo de Campo Grande, Dra. Veruska Lahdo apontou que a doença já havia vitimado quatro sul-mato-grossenses, com cerca de uma morte por mês até então. 

Porém, dados da 14ª semana epidemiológica - de boletim divulgado pela SES em 11 de abril - mostram que dez pessoas já morreram vítimas de Influenza em Mato Grosso do Sul neste ano. 

Dos mais de 1,4 mil casos hospitalizados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), 109 já foram confirmados para Influenza e os dez óbitos tipificados da seguinte forma: 

  • 6 mortes por Influenza A H1N1
  • 2 mortes por Influenza A H3N2
  • 1 morte por Influenza A não subtipado
  • 1 morte por Influenza B

Campo Grande e Corumbá aparecem como as duas cidades com maior número de casos confirmados, com o perfil mais predominante de casos de Influenza hospitalizados sendo o de crianças com idades entre um e nove anos. 

Quanto aos óbitos, metade das mortes são de idosos com mais de 80 anos, com todas as outras vitimando pessoas acima dos cinquenta anos e maior prevalência dos casos fatais (60%) entre as mulheres. 

As três últimas mortes, registradas pelo boletim até então no mês de abril, foram todas por H1N1 em pessoas moradoras da Capital de Mato Grosso do Sul, duas mulheres (de 85 e 70 anos) que tinham doenças cardiovasculares, além do óbito de um homem de 53 anos com tabagismo entre as comorbidades. 

Na série histórica, desde 2009, o maior volume de óbitos por Influenza foi registrado após a pandemia, quando 120 pessoas morreram em 2022, com fechamentos anuais oscilantes desde então. 

Com a campanha de vacinação na reta final, a superintendente reforça que mesmo nas próximas ações estratégicas ainda haverá determinados grupos prioritários, uma vez que a população com comorbidade, idoso e criança continuam sendo alvos de maior risco de agravamento da doença.  

"Lembrando que a gente tem aí o dia D ainda, que vai ser no dia 10 de maio, também com uma grande chamada para essa população", conclui Veruska.

 

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Inquérito

Juiz diz que Bernal é "risco" e mantém ex-prefeito preso

Magistrado afirmou que ainda não havia provas para considerar o caso como legítima defesa

26/03/2026 08h15

Juiz diz que Bernal é considerado um

Juiz diz que Bernal é considerado um "risco" Álvaro Rezende

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O juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, que comandou a audiência de custódia do ex-prefeito Alcides Bernal, na manhã de ontem, manteve o advogado na cadeia. Entre as suas razões para mantê-lo preso está o fato de que o magistrado o considerou um “risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública”.

Alcides Bernal foi preso na tarde de terça-feira, após matar a tiros o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, que havia entrada na sua casa, imóvel que havia sido arrematado pela vítima, mas que ainda não estava em sua posse.

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo magistrado durante a audiência de custódia, realizada na manhã de ontem no Fórum da Comarca de Campo Grande. 

O magistrado derrubou todos os argumentos da defesa em sua deliberação. Sobre a tese de legítima defesa, principal linha dos advogados de Bernal, o juiz alegou falta de provas para subsidiá-la.

“A defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento. Ao contrário, os elementos constantes dos autos indicam versão distinta”, afirma Onofri.

“Destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho e efetuado disparos de imediato. Relatou, ainda, que nem ele nem a vítima estavam armados, tampouco houve discussão ou confronto prévio”, completou.

Em outro ponto, o juiz afirma que a alegação de que o ex-prefeito tem saúde fragilizada ainda não foi comprovada, por isso não viu necessidade de converter a prisão para outras medidas.

“No que tange às condições de saúde, deverá o custodiado ser submetido à avaliação médica, a fim de se aferir a real dimensão de eventuais necessidades clínicas. Todavia, até o presente momento, não há elementos que indiquem a impossibilidade de tratamento no âmbito da unidade prisional, tampouco prova de enfermidade grave que justifique a substituição da prisão preventiva por medida diversa. Assim, não se verifica, neste momento, a necessidade de conversão da prisão preventiva em outra medida, permanecendo adequada a custódia cautelar nos termos já delineados”, alega.

Por fim, Onofri alega que pelo fato de Alcides Bernal ter antecedentes criminais, já que foi condenado por crime de calúnia, em processo que já transitou em julgado, e pela gravidade do crime, a sua soltura representaria insegurança para pessoas ligadas ao fato.

“O custodiado é acusado da prática de crime doloso contra a vida, o que, por si só, evidencia elevada gravidade concreta. Soma-se a isso o contexto fático, no qual se verifica a existência de conflito patrimonial ainda em curso, o que potencializa o risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública, caso lhe seja concedida liberdade”, defende o magistrado.

“É certo que a prisão preventiva constitui medida excepcional. Contudo, no presente caso, estão presentes elementos concretos que evidenciam o perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado, revelando-se a medida extrema necessária e adequada, sendo insuficientes quaisquer medidas cautelares diversas da prisão para a preservação da ordem pública”, completa Onofri.

O CRIME

A vítima foi morta com dois tiros nas laterais da barriga. Um dos disparos transfixou e saiu nas costas, de acordo com o boletim de ocorrência.

Roberto Carlos e Bernal disputavam a posse de uma verdadeira mansão, localizada na Avenida Antônio Maria Coelho, no Bairro Jardim dos Estados. A propriedade havia sido arrematada pela vítima, em um leilão feito pela Caixa Econômica Federal, porém, o ex-prefeito continuava no imóvel e recusava-se a sair.

Segundo testemunhas disseram à polícia, Bernal havia, inclusive, trocado, por várias vezes, a fechadura da residência. Na terça-feira, no entanto, Roberto Carlos, acompanhado de um chaveiro, se dirigiu até a casa. O profissional abriu o portão e quando estava abrindo a porta da frente os dois foram surpreendidos pelo ex-prefeito.

Conforme depoimento do chaveiro, Maurilio da Silva Cardoso, o ex-prefeito teria apontado a arma para Roberto Carlos e perguntado o que ele estava fazendo no local.

A testemunha afirma que antes mesmo da vítima responder foi atingida por um tiro e caiu. Já Bernal garante que haviam três homens e que ele teria sido atacado, por isso respondeu com os tiros.

Por outro lado, o chaveiro garantiu, em depoimento, ter ouvido apenas um disparo, no entanto a vítima foi atingida por dois tiros. 

Após atirar, Bernal foi até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e confessou o crime, alegando legítima defesa. O caso segue em investigação.

* Saiba

O caso foi registrado como homicídio qualificado como traição e emboscada e pode ser levado ao Tribunal do Júri.

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Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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