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Vândalos causam "apagão" em decoração natalina de R$ 900 mil

Segundo a Prefeitura de Bonito, a iluminação inaugurada recentemente deixou de funcionar por ação de terceiros

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Cerca de quatro dias após a inauguração da iluminação de Natal, que custou em torno de  R$ 900 mil, a Prefeitura Municipal de Bonito informou, neste sábado (29), que a iluminação da decoração foi desligada devido a atos de vandalismo.

Por meio de nota, o Executivo Municipal informou que parte da iluminação na Rua Pilad de Rebuá foi afetada após os fios elétricos serem desconectados.

A empresa contratada para realizar o serviço verificou o local e constatou o problema. Ainda conforme a nota, a prefeitura pediu que a população auxilie na conservação da decoração natalina.

Leia a nota:

"O Município pede à população que ajude a cuidar da decoração natalina, um patrimônio coletivo que deixa nossa cidade ainda mais bonita e acolhedora nesta época do ano.
A Prefeitura também solicitou à Guarda Municipal e à Polícia Militar que redobrem a atenção e intensifiquem a fiscalização nos locais decorados."

Polêmica sobre o custo

Devido à repercussão entre a população sobre o Natal Mais Bonito 2025, a prefeitura prestou esclarecimentos após a publicação da empresa vencedora do processo licitatório.

A manifestação ocorreu em outubro deste ano e destacou que se trata de um evento tradicional que embeleza o município durante as festividades.

O resultado do processo de escolha da prestadora de serviço responsável pela instalação da iluminação foi publicado no dia 29 de outubro, no Diário Oficial dos Municípios.

Embora o valor homologado na ata de registro de preços seja R$ 2.099.000,00, foi informado que apenas R$ 900 mil foram gastos.

"A homologação do processo licitatório tem como objeto o registro de preços para contratação de empresa especializada em montagem, manutenção e desmontagem, com locação de estrutura e fornecimento de materiais necessários para a decoração natalina em Bonito.

O resultado do processo foi adjudicado e homologado em favor da empresa Line Up Comunicação Eventos e Tecnologia Ltda., com valor total de R$ 2.099.000,00 (dois milhões e noventa e nove mil reais).

Esse valor corresponde ao montante total da ata de registro de preços, que tem validade de um ano e pode ser prorrogada para 2026. No entanto, a expectativa é que, para a edição de 2025, o município invista cerca de R$ 900 mil dentro desse contrato, e não o valor total da ata", diz a nota.

Repercussão

Nas redes sociais, a publicação na página da Prefeitura de Bonito com fotos da decoração gerou debate. Alguns munícipes ironizaram o valor, alegando que os enfeites seriam reutilizados de anos anteriores 

Os comentários ficaram divididos, com críticas e também elogios de outros usuários.

 

Divulgação Prefeitura de Bonito

Antigos problemas

No ano anterior, também na rua Polád de Rebuá, a principal avenida do município, ter virado palco para transtornos neste período, houve o problema de a iluminação ter sido arrancada mais de uma vez, conforme noticiou o Correio do Estado. Nesse caso, os danos ocorreram devido a veículos que não respeitaram o limite de altura da via.

Em 2024, a fiação foi arrancada por duas vezes, para evitar outros transtornos, a fiação chegou a ser instalada "mais esticada". 

Além disso, foi relatado que, devido à imprudência de motoristas com veículos acima da altura permitida, a fiação foi completamente arrancada, danificando todo o trabalho realizado na via.

O Departamento de Trânsito de Bonito (Demtrat) teve que entrar em cena e instalou várias placas sinalizando o limite de altura da via, fixado em 4 metros.

 

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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