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Vazão do Rio Paraná aumena e alagamentos em MS tendem a piorar

Volume de água que chegou ao lago de Porto Primavera nesta segunda-feira (19) superou os 8 mil metros cúbicos por segundo, o maior desde o começo do período chuvoso

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O lago da represa de Porto Primavera recebeu nesta segunda-feira (19) um volume de água 22% maior ao que está liberando. Com isso, o nível da represa de 230 mil hectares, a terceira maior do Brasil, subiu 6 centímetros na comparação com o dia anterior e por conta disso o Operador Nacional do Sistema (ONS) deve determinar aumento na vazão na hidrelétrica Sérgio Motta e agravar o problema dos alagamentos no município de Batayporã, onde cerca de 80 de famílias já estão isoladas e milhares de bovinos tiveram de ser retirados das áreas alagadas.

Conforme dados do site represabrasil, nesta segunda-feira entraram, em média, 8.015 metros cúbicos de água por segundo no lago e quase um quarto disso está sendo retido, já que a média de liberação foi de 5.074 metros cúbicos por segundo. Isso equivale a uma diferença superior a 1,44 mil metros cúbicos por segundo. 

O volume de água recebido é o maior desde o início das fortes chuvas, no final de setembro e por conta disso, na tarde desta segunda-feira o nível da represa chegou a 257,38 metros, o que é dez centímetros acima da medição do dia anterior.

Os dez centímetros de aumento podem parecer pouco, mas o lago de Porto Primavera opera no chamado sistema de fio d'água, o que significa que ela não tem capacidade para “guardar” água para gerar energia em períodos de estiagem, como ocorre na maior parte das hidrelétricas. Ou seja, praticamente tudo o que recebe ela precisa liberar horas ou dias depois.

No final da tarde desta segunda-feira a liberação de água aumentou e na manhã desta terça-feira o nível havia recuado para 757,35 metros, o que ainda é sete centímetros acima do nível do dia anterior. Sendo assim, o volume de água a ser liberado terá de aumentar ao longo desta terça-feira e na quarta-feira.

Sendo assim, o Rio Paraná vai continuar represando o Rio Bahia e aumentar as áreas alagadas em fazendas de Batayporã. E é exatamente isso que está acontecendo, segundo Neuza Aparecida de Souza, de 72 anos, comerciante que mora às margens do Rio Paraná, no porto São João.

De acordo com ela, os fazendeiros mais precavidos conseguiram retirar o gado e levaram para pastagem mais elevadas, principalmente para o lado paranaense. Ela diz ter presenciado a passagem de dezenas de caminhões carregados com gado cruzando o Rio Paraná nos últimos dias pela balsa que atraca a poucos metros de sua casa.

“E tem muito gado para ser retirado. Só hoje (20) passaram por aqui pelo menos dez novos peões para ajudar a retirar os bois no meio dos alagamentos”, testemunhou a comerciante.

Porém, pelo menos duas mil cabeças estão no meio da estrada, entre a área urbana de Batayporã e o Porto São João, porque os pecuaristas ainda não conseguiram arrendar novas pastagens para abrigar os rebanhos.

Por ser uma região de planície e de várzeas, as pastagens tendem a ficar submersas durante meses, apesar dos drenos que existem em praticamente todas as propriedades. Sabendo dessa demora, os proprietários retiram os rebanhos de pelo menos nove mil hectares que costumam ficar alagados porque o Rio Bahia sofre o represamento.

Na última grande cheia na região, no começo de 2023, a hidrelétrica Sérgio Motta chegou a liberar até 14,7 mil metros cúbicos de água por segundo, fazendo com que o Rio Paraná subisse cerca de cinco metros em menos de uma semana. A vazão ocorreu após as fortes chuvas em Minas Gerais e em Goiás e milhares de hectares ficaram sumersos durante cerca de cinco meses.

Naquele ano, porém, os rios do lado de Mato Grosso do Sul estavam vazios. Agora, os alagamentos ocorreram principalmente por conta do grande volume de chuvas na região leste de Mato Grosso do Sul. Segundo o prefeito de Batayporã, somente em outubro foram pelo menos 300 milímetros.

E, embora a usina Sérgio Motta esteja liberando água extra em volume inferior ao de 2023, o represamento dos rios Bahia e Ivinhema ocorre porque o lago da hidrelétrica de Itaipu já está cheio e recebendo volume de água superior ao que ela consegue despachar.

Além dos transtornos e prejuízos causados aos pecuaristas, os alagamentos, que estão encobrindo em torno de dez quilômetros da estrada às margens do Rio Paraná, isolaram em torno de 80 famílias do Distrito  de Perdizes, que estão completamente isoladas.

Elas não conseguem chegar a Taquarussu porque a água encobriu a estrada. E, não conseguem chegar a Batayporã porque a enxurrada arrastou uma ponte na semana passada. A saída é feita somente de barco e a previsão do prefeito Germino Roz é de que os trabalhos de reconstrução estrutura demore pelo menos um mês. 

"Estamos com servidores trabalhando no local. Dependemos da estabilidade do clima. Com o clima estável, com 30 dias a ponte fica pronta. Mas essa semana já está marcando chuva novamente a partir de sexta", previu em entrevista ao Correio do Estado nesta terça-feira (20). 

Habeas corpus

Advogado de delegado envolvido com desvio de droga é solto após decisão do STJ

Amilton Ferreira havia sido preso por ser suspeito de vazar informações sobre a Operação Infiltrados

20/10/2026 12h25

Advogado Amilton Ferreira foi preso ontem na segunda fase de operação relacionada ao tráfico

Advogado Amilton Ferreira foi preso ontem na segunda fase de operação relacionada ao tráfico Redes sociais

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pela soltura do advogado Amilton Ferreira de Almeida, suspeito de repassar informações sigilosas da Operação Infiltrados, que investiga a participação de policiais no desvio de drogas. O ministro Reynaldo Soares da Fonseca apontou ilegalidades na prisão.

Segundo a decisão, o advogado atuou como intermediário na transmissão das informações. A prisão temporária foi decretada pelo prazo de 30 dias, sob a suspeita de atrapalhar a investigação da organização criminosa.

“Em primeiro lugar, as fundadas razões de autoria ou participação exigidas pela lei devem dizer respeito a um dos crimes previstos no rol legal. No caso, o único delito atribuído ao paciente é o de embaraço à investigação de organização criminosa, que não consta do art. 1º, III, da Lei n. 7.960/1989”, explica a decisão do STF.

Ao analisar o caso, o ministro entendeu que o delito atribuído ao advogado não está entre aqueles que autorizam a prisão temporária. A decisão também apontou que outro crime mencionado no ato da prisão, o de favorecimento pessoal, previsto no Código Penal, também não faz parte da lista.

O magistrado destacou que as referências a crimes supostamente praticados pelo delegado investigado não poderiam ser utilizadas para justificar a prisão do advogado por meio de uma interpretação extensiva da legislação. Segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a medida só pode ser aplicada quando os indícios dizem respeito a um dos crimes expressamente previstos em lei.

Outro ponto considerado foi a falta de demonstração concreta de que a liberdade de Amilton colocaria em risco o andamento das investigações. Para o ministro, parte dos fundamentos apresentados para justificar a custódia estava relacionada à necessidade de ouvir o investigado e delimitar sua participação nos fatos, o que caracterizaria prisão para averiguações, prática vedada pela legislação.

Por fim, a decisão também considerou que o próprio Ministério Público informou, em 29 de setembro, que as medidas autorizadas haviam sido cumpridas integralmente e que não havia prejuízo para o prosseguimento das diligências. Na ocasião, o juízo de origem também registrou que, em princípio, não havia risco de comprometimento das medidas já executadas.

Prisão

No dia 29 de setembro, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), prendeu o advogado Amilton Ferreira de Almeida, por suspeita de vazamento de informação sobre o mandado de prisão ao delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, interferindo no cumprimento da ordem judicial durante a primeira fase da Operação Infiltrados.

Os agentes do Gaeco estiveram no escritório de advocacia Ferreira & Almeida, localizado na Rua 14 de Julho, no Centro de Campo Grande, para cumprir um mandado de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão, na segunda fase da Operação Infiltrados, denominada de Obstructio.

No dia da deflagração da ação, enquanto Hoffman ainda estava foragido, o advogado afirmou ao Correio do Estado que não sabia o paradeiro de seu cliente. Horas depois, o ex-chefe da Denar se apresentou à Corregedoria da Polícia Civil.

No documento que baseia a investigação, os promotores do Gaeco reforçavam que, em caso de deferimento do pedido, fosse imposto sigilo absoluto nos mandados de prisão preventiva a serem expedidos, “uma vez que qualquer conhecimento prévio, por falta de adoção das cautelas possíveis, pode vir a frustrar o êxito dos trabalhos”.

ELEIÇÕES 2026

Ônibus serão gratuitos em Campo Grande no domingo de eleição

Transporte coletivo funcionará com frota de dias úteis durante o segundo turno

20/10/2026 12h23

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande terão passagem gratuita neste domingo (25)

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande terão passagem gratuita neste domingo (25) Divulgação/Prefeitura Municipal de Campo Grande

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Os moradores de Campo Grande poderão utilizar o transporte coletivo gratuitamente no próximo domingo (25), quando será realizado o segundo turno das eleições de 2026. A medida confirmada pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), prevê a circulação dos ônibus com a programação habitual dos dias úteis, para facilitar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. 

Assim como ocorreu no primeiro turno, em 4 de outubro, não haverá cobrança de passagem nas linhas do transporte coletivo urbano da Capital. 

A gratuidade atende à Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determina a oferta de transporte público gratuito nos dias de votação, com frequência compatível à praticada de segunda a sexta-feira.

No domingo, os eleitores de Mato Grosso do Sul voltarão às urnas para escolher o presidente da República. A disputa pelo Governo do Estado foi definida ainda no primeiro turno. 

De acordo com a Agetran, todas as linhas do transporte coletivo de Campo Grande deverão operar conforme o plano funcional dos dias úteis, evitando a redução da frota normalmente registrada aos domingos.

O Consórcio Guaicurus, responsável pelo serviço na Capital, ficará encarregado de acompanhar a movimentação de passageiros e poderá ampliar a quantidade de veículos em circulação, caso seja necessário.

O monitoramento terá atenção especial a três períodos de maior demanda: das 4h40 às 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30.

Durante a operação, a Agetran também acompanhará o funcionamento do sistema e poderá determinar ajustes na quantidade de ônibus para garantir o atendimento à população.

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