Atualmente, a Capital possui sete centros de atendimento psiquiátrico (CAPS), mas os pacientes podem procurar pelo primeiro atendimento também nas unidades de saúde da família de cada região
O mês de janeiro é um período voltado para a atenção e conscientização sobre a saúde mental e emocional.
No entanto, o serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cuidados para a saúde mental durante o ano inteiro em sua rede, com atendimentos voltados de acordo com a gravidade do paciente.
Em Campo Grande, o atendimento gratuito é oferecido pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), não apenas nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). O acolhimento é feito de forma humanizada, garantindo acesso ao tratamento adequado.
Além desses pontos de atendimento, os pacientes também podem ser encaminhados a cuidados através das Unidades de Saúde da Família (USFs) e pelo Ambulatório da Saúde Mental, novamente, de acordo com a complexidade das situações.
Para a médica psiquiatra e coordenadora do Ambulatório de Saúde Mental, Maria Letícia Nantes, as unidades básicas desempenham um papel fundamental no processo, já que “a equipe do território já conhece o histórico do paciente”.
Por isso, ao necessitar de auxílio, o paciente pode procurar a USF de referência da região em que mora, onde será acolhido e passará por uma avaliação clínica que vai definir o local mais adequado para o seu tratamento.
Em casos considerados mais leves, o atendimento é feito na própria unidade de saúde através do médico da família, que pode fazer orientações, realizar um acompanhamento contínuo e, se preciso, receitar algumas medicações.
Nas unidades com equipe e-MULTI, os cuidados também incluem acompanhamento psicológico, conforme a necessidade do paciente.
Já nos casos considerados moderados, os pacientes são encaminhados para um atendimento mais especializado em um dos ambulatórios de saúde mental da cidade, onde recebem atendimento psicológico e psiquiátrico.
Os casos graves ou situações de crises, o atendimento é realizado diretamente pelo CAPS.
“O CAPS é destinado para aqueles pacientes que apresentam um quadro grave, ou que estão em crise, e para atendimento no local não é necessário que o paciente seja encaminhado, lá o atendimento é por demanda espontânea e 24 horas”, explica a médica.
Em Campo Grande, atualmente, existem sete CAPS, sendo dois voltados para pessoas com dependência alcoólica e de drogas, e um exclusivo para crianças e adolescentes. Há também unidades destinadas ao atendimento de adultos com transtornos mentais graves e persistentes.
Veja o endereço de cada um deles:
- CAPS AD IV – Rua Theotônio Rosa Pires, 19 – Bairro Jardim São Bento
- CAPS AD III – Avenida Manoel da Costa Lima, 3272 – Bairro Guanandi
- CAPS III Margarida – Rua Itambé, 2939 – Bairro Vila Rica
- CAPS III Vila Almeida – Rua Marechal Hermes, 854 – Bairro Vila Almeida
- CAPS III Afrodite Doris Contis – Rua São Paulo, 70 – Bairro São Francisco
- CAPS III Aero Rancho – Avenida Manoel da Costa Lima, 3272 – Bairro Guanandi
- CAPS III Infanto-Juvenil – Rua São Paulo, 70 – Bairro São Francisco
Janeiro Branco
A campanha Janeiro Branco é uma ação nacional voltada à promoção da saúde mental criada em 2014 com o objetivo de sensibilizar a população para a importância do bem-estar psicológico e estimular a busca por cuidados e atendimento especializado quando necessário.
Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é líder do ranking mundial de transtornos de ansiedade, atingindo 9,3% da população, o equivalente a 18 milhões de brasileiros.
A depressão também é uma preocupação, já que desde a pandemia da Covid 19, os casos de transtornos mentais no País cresceram 25%.