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Câmara aprova título de visitante ilustre para Lula e Marina Silva

Presidente e ministra do Meio Ambiente virão a Campo Grande para a COP15 na próxima semana

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Vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram a concessão do título de visitante para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

O projeto de decreto legislativo foi aprovado na sessão desta quinta-feira (19). A proposta é dos vereadores Landmark e Jean Ferreira, ambos do PT.

Lula e Marina Silva estarão em Campo Grande na próxima semana, durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15 da CMS), que acontece de 23 a 29 de março.

O projeto causou divergências na Câmara, tendo quatro votos contrários, dos vereadores André Salineiro (PL), Ana Portela (PL), Herculano Borges (Republicanos) e Rafael Tavares (PL).

Também foram aprovadas a concessão do título de visitante ilustra para o empresário Roberto Justus e para o ex-jogador de futebol José Roberto da Silva Júnior, o Zé Roberto.

Para Roberto Justus, a proposta é de autoria de Dr. Lívio (União Brasil), justificando que a homenagem é em "reconhecimento à sua trajetória no meio empresarial e à sua relevância nacional nas áreas de empreendedorismo, administração, comunicação e desenvolvimento econômico".

Já para o jogador, a proposta é do vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), assinada também pelo vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB).  

" Ele construiu uma carreira sólida atuando como meio-campista e lateral-esquerdo em importantes clubes do Brasil e do exterior, como Portuguesa, Real Madrid, Flamengo, Bayer Leverkusen, Bayern de Munique, Santos, Grêmio e Palmeiras, além de representar com destaque a Seleção Brasileira", diz o texto.

COP15

A COP15  da CMS reunirá em Campo Grande as 133 partes da Convenção, sendo 132 países e a União Europeia, para discutir o estado de conservação das espécies migratórias, definir prioridades e deliberar sobre políticas e ações conjuntas voltadas à proteção de habitats e rotas migratórias.

Organizado pelo Governo do Brasil e presidido pelo secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, o encontro deve reunir mais de 2 mil participantes, entre representantes de governos, cientistas, organizações internacionais e sociedade civil.

A escolha de Campo Grande para sediar a COP15 foi considerada estratégica por especialistas. A região está inserida no bioma Pantanal, uma das áreas mais relevantes para a migração de espécies no país.

“O Pantanal faz total sentido. É uma das áreas mais críticas e importantes de migração do nosso país. Uma região que está passando por ameaças severas e impactos muito significativos da mudança do clima. A perda de água do Pantanal é de altíssima preocupação”, detalhou a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Rita Mesquita.

A coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Priscilla do Amaral, alertou para a gravidade da situação no bioma e destacou a importância do momento para discutir medidas de conservação.

“Quem trabalha, vive ou conhece o Pantanal, sabe que ele está se acabando. Então, é muito importante acendermos esse alerta, neste momento. Talvez seja a última chance de a gente recuperar esse bioma que está sumindo do mapa”, afirmou.

Abrigo de diversas espécies migratórias, o Pantanal desempenha papel fundamental para a sobrevivência de animais que dependem dessas rotas. Nesse contexto, as negociações entre os países durante a COP15 podem representar avanços importantes para a proteção da fauna.

“Quando a gente fala de direito animal, a gente tem que falar, sobretudo, de responsabilidade humana. Todos são responsáveis pelo bem e pelo mal que as espécies que estão sob sua tutela e responsabilidade sofrem”, reforçou Ivan Teixeira, chefe substituto de espécies exóticas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Atualmente, 1.189 espécies migratórias estão listadas pela Convenção. Elas se dividem entre o Anexo I, que reúne espécies ameaçadas de extinção, e o Anexo II, composto por aquelas que demandam cooperação internacional para sua conservação.

Prisão Preventiva

Justiça mantém preso militar que atropelou e matou vigilante em Campo Grande

Victor Vicentin Rocha passou por audiência de custódia nesta segunda-feira; juiz converteu prisão em flagrante em preventiva

22/06/2026 18h06

Foto: Divulgação

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A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu manter preso o militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, investigado por provocar o acidente de trânsito que matou a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, em Campo Grande.

A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (22), quando o juiz converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

Victor foi preso após a colisão registrada na manhã de sábado (20), na região central da Capital. Segundo as investigações, ele conduzia uma caminhonete quando atingiu o veículo ocupado pela vítima, que morreu em decorrência dos ferimentos.

Durante depoimento à polícia, o militar admitiu ter consumido bebida alcoólica antes do acidente. A informação consta nos autos da investigação e é considerada um dos elementos analisados pelas autoridades na apuração do caso.

Na audiência de custódia, a defesa pediu a concessão de liberdade provisória, argumentando que o investigado possui residência fixa, trabalho e não apresentaria risco ao andamento do processo. O pedido, no entanto, não foi acolhido pelo magistrado.

Ao converter a prisão em flagrante em preventiva, a Justiça entendeu que a manutenção da custódia era necessária para garantir a ordem pública e assegurar o regular andamento das investigações. Com a decisão, Victor permanecerá preso enquanto o inquérito policial prossegue.

O caso provocou forte repercussão em Campo Grande. Miriam Rosa Matos trabalhava como vigilante e era natural de Mato Grosso. O corpo da vítima foi trasladado no domingo (21), para Planalto da Serra, onde familiares e amigos realizaram o velório e o sepultamento.

A Polícia Civil continua reunindo depoimentos, imagens e laudos periciais para esclarecer a dinâmica da colisão. O resultado dos exames e demais diligências deverá subsidiar a definição das acusações que poderão ser apresentadas pelo Ministério Público ao término da investigação.

A defesa do militar ainda pode recorrer da decisão e solicitar a revogação da prisão preventiva durante o andamento do processo. Enquanto isso, Victor Vicentin Rocha permanece custodiado à disposição da Justiça.

Depoimento

Em depoimento à Polícia Civil, Victor Vicentin Rocha informou que possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH) desde 2023 e que serviu ao Exército em Campo Grande, mas está afastado das atividades militares há aproximadamente um ano para tratamento de saúde.

O investigado relatou que iniciou o consumo de bebida alcoólica na madrugada de sábado (20), ingerindo vodca com energético em estabelecimentos da região central da Capital. Posteriormente, acompanhado de um amigo, seguiu para uma lanchonete no Bairro Guanandi.

Após deixarem o local, os dois teriam decidido encontrar duas jovens no Bairro Nova Lima. Durante o percurso, segundo o próprio relato, ocorreu uma primeira colisão envolvendo o veículo conduzido por ele.

Mesmo após o acidente, o trajeto continuou por cerca de dois quilômetros até o cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa, onde aconteceu a batida que resultou na morte da vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos.

Victor afirmou se recordar apenas de ter visualizado o semáforo fechado instantes antes da colisão e, em seguida, do veículo já destruído após o impacto.

O teste do bafômetro realizado pela polícia apontou concentração de 0,42 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, índice superior ao limite estabelecido pela legislação para caracterização de crime de trânsito que é de 0,04 mg/L.

Questionado pelos investigadores sobre sua condição para dirigir, o militar afastado declarou que aquela teria sido a primeira vez em que consumiu bebida alcoólica e assumiu a direção de um automóvel.

Ele também informou que faz acompanhamento médico e utiliza medicamentos psiquiátricos como parte do tratamento de saúde que realiza atualmente

Nota do Comando Militar do Oeste

Procurado pela reportagem, o Comando Militar do Oeste (CMO) informou, por meio de nota, que o militar envolvido no acidente está afastado de suas funções há quase um ano para tratamento de saúde. A instituição também afirmou que, após receber alta hospitalar, o soldado será encaminhado para um estabelecimento prisional militar, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Confira a íntegra da nota:

"O Comando Militar do Oeste informa que o militar em questão encontra-se afastado de suas funções há quase um ano para tratamento de saúde.

Após receber alta hospitalar, o soldado será encaminhado para estabelecimento prisional militar, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O Comando Militar do Oeste lamenta profundamente os fatos noticiados e reafirma que o Exército Brasileiro não compactua com condutas que contrariem os princípios éticos, os valores militares e o ordenamento jurídico vigente. A Instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com os desdobramentos do caso, nos limites de suas atribuições legais."

2025-2040

Universalização do saneamento gera R$ 25 bilhões em benefícios para MS

Áreas beneficiadas são saúde, meio ambiente, turismo e mercado imobiliário

22/06/2026 17h30

Evento

Evento "Benefícios econômicos da espansão do Saneamento em Mato Grosso do Sul", realizado nesta segunda-feira (22) Marcelo Victor

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Universalização do saneamento básico pode gerar R$ 25 bilhões em benefícios para Mato Grosso do Sul, em um período de 15 anos, de 2025 a 2040.

Entre 2025 e 2031 (ano em que o Estado deve alcançar a universalização), o valor é de R$ 16,1 bilhões (62%).

As áreas beneficiadas são saúde (higiene, salubridade, profilaxia e bem-estar), meio ambiente (preservação ambiental), trabalho (renda), turismo (viagens) e mercado imobiliário (valorização de bairros e residências).

Confira os valores positivos em cada setor:

  • Saúde: economia de R$ 258,7 milhões
  • Renda de trabalho: geração de R$ 14,8 bilhões
  • Turismo: ganho de R$ 2,3 bilhões
  • Valorização imobiliária: geração de R$ 1,7 bilhão para proprietários de imóveis

Os benefícios econômicos e sociais somam R$ 40,8 bilhões e os custos sociais R$ 14,8 bilhões. Com isso, o saldo positivo é de R$ 25,9 bilhões.

Estudos apontam que R$ 1 investido em saneamento, a partir de 2024, pode gerar R$ 5,90 em benefícios sociais nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. O valor é superior à média estimada para o Brasil, de R$ 4,10 para cada R$ 1 investido.

O governador de MS, Eduardo Riedel (PP), ressaltou a importância do saneamento básico para a população do Estado.

“Agora conseguimos entender, em números, onde estamos e para onde vamos. A universalização do saneamento é resultado de uma parceria construída ao longo dos anos, com liderança política, compromisso institucional e amadurecimento contratual. Estamos entregando algo concreto para a população: água, esgoto, qualidade de vida e dignidade. Mato Grosso do Sul estará entre os primeiros estados a alcançar a universalização do saneamento”, detalhou o chefe do executivo estadual.

Diretor-presidente da Águas Guariroba e Ambiental MS Pantanal, Gabriel Buim, afirmou que todas as áreas são beneficiadas com a universalização do saneamento.

“O estudo mostra que saneamento não é apenas obra subterrânea: é saúde, renda, turismo, valorização das cidades e proteção do Pantanal. Os avanços já realizados representam mais qualidade de vida, proteção para rios e mananciais e mais condições para que Mato Grosso do Sul cresça de forma sustentável”, disse o presidente.

Os anúncios foram feitos no evento "Benefícios econômicos da espansão do Saneamento em Mato Grosso do Sul", realizado na manhã desta seguda-feira (22), no auditório da Governadoria, localizado no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

O evento contou com a presença do governador de MS, Eduardo Riedel; diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio; diretora-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto; o presidente do Instituto Aegea, Edson Carlos e o diretor-presidente da Águas Guariroba, Gabriel Buim.

ÁGUA

A concessionária responsável pelo abastecimento de água em Campo Grande é a Águas Guariroba.

A água bruta captada nos córregos e poços passa por várias etapas de tratamento antes de seguir para os reservatórios e abastecer a população.

Em Campo Grande, mais de 40% da água vem da captação do Córrego Guariroba, 13% do Córrego Lageado e 47% de 150 poços profundos, sendo 10 deles do Aquífero Guarani.

O sistema de abastecimento é composto por duas Estações de Tratamento de Água (ETAs): ETA Guariroba e a ETA Lageado.

Antes de chegar às torneiras, a água percorre um longo caminho: 4.166 quilômetros de rede, equipamentos e tecnologia.

A empresa cuida da captação, adução, produção, tratamento e distribuição de água potável, bem como a coleta, afastamento, tratamento e disposição final dos esgotos. Confira as etapas detalhadas:

  • Pré-alcalinização
  • Coagulação
  • Floculação
  • Decantação/Flotação
  • Filtração
  • Desinfecção
  • Fluoretação
  • Ajuste final de pH

No interior do Estado, a empresa é responsável pelo abastecimento de água é a Sanesul, mas, a Águas Guariroba fica responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, por meio da Parceria Público-Privada (PPP) com o Governo do Estado, a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal.

Desde 2021, essa atuação já resultou na implantação de cerca de 2.232 quilômetros de redes de esgoto e no tratamento de 298 bilhões de litros de esgoto, com média de 210,2 milhões de litros tratados por dia.

Hoje, 99% da população da Capital – cerca de 953 mil pessoas – conta com acesso à água de qualidade. Atualmente, as redes totalizam mais de 3,2 mil quilômetros de extensão, com 304 mil ligações e 884 mil beneficiários.

Índice de potabilidade da água é de 99,22% em Campo Grande, se tornando referência nacional em qualidade da água. De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o percentual é considerado muito bom, em comparação a outras cidades, cuja porcentagem é de 19%.

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