Cidades

SAÚDE & ECONOMIA

Veja as metas que as cidades de Mato Grosso do Sul precisam cumprir para reabrir

Confira os critérios da Organização Pan-Americana de Saúde para a retomada segura da atividades no Estado

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A partir deste fim de semana, o governo de Mato Grosso do Sul vai colocar em prática, por meio de decreto, um plano de retomada do cotidiano que vem sendo desenvolvido há pelo menos um mês. As prefeituras e o Estado terão de cumprir metas estabelecidas pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas.

As más notícias para a população dos municípios são que o aumento de casos, as deficiências no monitoramento de confirmados e seus contatos e também a pouca disponibilidade de equipamentos de proteção individual estão levando o Estado cada vez mais perto de tomar medidas mais rígidas de isolamento.  

Há tópicos do plano de retomada supervisionado pela Opas, por exemplo, em que Mato Grosso do Sul apresenta respostas satisfatórias, como a boa quantidade de testes, suficientes para os próximos 37 dias, e também a redução do contágio entre os profissionais de saúde, menor nos últimos dias.  

Nesta 26ª semana epidemiológica, Mato Grosso do Sul apresenta a nota 5,80. Os critérios da Opas/OMS funcionam da seguinte forma: quanto mais próximos de 10, estão perto da liberação total, e quanto menor a pontuação, mais próximos de um fechamento total (lockdown).  

Em dezembro do ano passado, por exemplo, quando a pandemia de coronavírus era algo ainda muito distante de Mato Grosso do Sul e do Brasil, a nota do Estado era 7,21. Esta é a nota da primeira semana epidemiológica da OMS.  

Na 12ª semana epidemiológica, quando o primeiro caso de coronavírus chegou a Mato Grosso do Sul, a nota do Estado era 6,27. As medidas de isolamento dos dias seguintes aos primeiros casos levaram o índice de retomada a subir para 6,33.  

Entre os fatores que mantêm o Estado ainda longe de uma reabertura – quando as aulas poderão voltar a ser presenciais e atividades como diversão noturna possam ser restabelecidas – está o aumento de internações. Na média do Estado, 5,69% dos leitos reservados para atender pacientes com síndrome respiratória aguda grave (Covid-19 e outras doenças respiratórias) estão ocupados. Esse número deve estar menor para o retorno de mais atividades.  

“Vamos nortear por meio de locais onde temos contaminação maior e  vamos evitar paralisações onde pudermos preservar a saúde econômica”, explicou o governador Reinaldo Azambuja.

CRITÉRIOS

Basicamente, os critérios da Opas/OMS são divididos em várias cores. Atualmente, Mato Grosso do Sul tem a cor laranja e segue em direção à vermelha. Nesse critério, medidas mais rigorosas, como as que as cidades do Estado implantaram no fim de março, que permitem o funcionamento somente de atividades essenciais, deveriam ser tomadas.  

No início da pandemia, Mato Grosso do Sul estava na bandeira amarela, que restringe atividades que representam maior risco para o controle do contágio.

Nos extremos, há a bandeira vermelha,  em que há restrição de locomoção dos cidadãos, e a bandeira verde, em que apenas as medidas de distanciamento social bastam.  

“O projeto é uma mistura do que tem de melhor já feito aqui no país, como os planos feitos no Rio Grande do Sul, no Espírito Santo, em Minas Gerais e em São Paulo”, explicou o secretário de Saúde, Geraldo Resende.

CIDADES

Atualmente, segundo o plano de retomada, Miranda, Corumbá, Nova Alvorada do Sul, Costa Rica, Batayporã, Vicentina, Deodápolis, Douradina, Ponta Porã e Antônio João teriam de melhorar bastante seus índices e estariam muito próximas da necessidade da adoção de medidas mais rigorosas.  

Na Capital, a nota da Opas/OMS é bem maior do que a de todo o Estado: 6,47. Em Dourados, a nota é 6,86; em Corumbá, 5,69; e em Três Lagoas, 5,72.

Imunização

Itaporã antecipa calendário e inicia vacinação contra chikungunya

Por enquanto, foram enviadas 3 mil doses ao município e 7 mil doses para Dourados. O início oficial da vacinação está marcada para o dia 27 de abril

19/04/2026 16h00

A vacinação é destinada a adultos de 18 a 59 anos sem comorbidades

A vacinação é destinada a adultos de 18 a 59 anos sem comorbidades Reprodução Redes Sociais / Prefeitura de Itaporã

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O município de Itaporã, localizado a aproximadamente 230 quilômetros de Campo Grande, iniciou no último sábado (18) a vacinação contra a chikungunya, se tornando o primeiro município de Mato Grosso do Sul a vacinar contra a doença. 

O município recebeu 3 mil doses do imunizante, que veio através de estratégia nacional para conter o avanço da chikungunya no Estado. De acordo com o calendário do Ministério da Saúde, a vacinação estava prevista para iniciar em Itaporã e em Dourados no dia 27 de abril, mas foi adiantada pela prefeitura itaporanense. 

A estratégia mobilizou equipes de saúde que atuaram nos distritos de Montese, Santa Terezinha, Carumbé e Pirapora. Nesta primeira etapa, a vacinação é destinada à população de 18 a 59 anos que não tenham comorbidades. 

Em Montese, distrito mais populoso do município, já foram aplicadas 48 doses, em Pirapora foram 10 e em Carumbé, foram 6 aplicações. 

De acordo com o boletim epidemiológico municipal, Itaporã registrou 289 notificações de chikungunya. Desse total, 51 casos foram confirmados, 217 descartados e 21 seguem em investigação. O município tem um total de 25.263 habitantes, ou seja, uma incidência de 207,2 casos a cada 100 mil habitantes. 

Dourados também recebeu doses da vacina. Até agora, foram destinadas 7 mil imunizantes ao município, que concentra o maior número de casos confirmados em todo o Estado. 

No total, os dois municípios devem receber 46,5 mil doses da vacina contra a chikungunya. O imunizante é desenvolvido pelo Instituto Butantan e é a primeira vacina do mundo destinada à doença. 

A meta é vacinar 27,69% da população alvo em Dourados e 21,2% em Itaporã.

A vacina

A vacina do Butantan contra a Chikungunya é a primeira do mundo a ser disponibilizada para conter a doença. Sua eficácia foi comprovada pela Anvisa após estudos clínicos realizados nos Estados Unidos mostrarem sua capacidade de gerar anticorpos. 

Dos 4 mil voluntários adultos participantes da pesquisa, 98,9% produziram anticorpos neutralizantes. Além do Brasil, o produto foi aprovado para ser utilizado no Canadá, no Reino Unido e na Europa. 

Por ser produzida a partir de um vírus vivo, a vacina não é indicada para gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas ou imunodeficientes, pessoas que tenham uma ou mais condição médica crônica ou mal controlada (comorbidades) ou que possuam alergia aos componentes da vacina. 

Governo Federal

Diante do avanço da doença no Estado, o governo federal anunciou uma série de medidas para conter a proliferação do mosquito, interromper a transmissão e reforçar o atendimento à população.

Entre as ações, enviou cerca de R$ 3,1 milhões ao município. Do total, R$ 1,3 milhão será destinado a ações de socorro e assistência humanitária, R$ 974,1 mil vão financiar limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação adequada do lixo e R$ 855,3 mil serão usados em ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya.

Agentes federais de saúde e o exército brasileiro estão em Dourados para reforçar o combate ao avanço da doença. O Ministério da Saúde enviou 50 agentes de combate às endemias e serão contratados mais 102 profissionais de saúde para ampliar os atendimentos, neste momento centrados nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó. 

Além do reforço em saúde, também serão distribuídas 2 mil cestas de alimentos aos indígenas a partir de amanhã. A previsão é que, até o mês de junho, sejam distribuídas 6 mil unidades na região. 

O conjunto de ações integra o pacote de ações emergenciais do Ministério da Saúde a partir da liberação de R$ 900 mil para o custeio das ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya no município. 

A Força Nacional do SUS já está na região desde o dia 17 de março, com a atuação de 40 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos.

Paralelamente, os agentes de saúde e combate a endemias visitaram mais de 4,3 mil residências na região com ações de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas e inseticidas. 

Mais de 100 profissionais e voluntários participaram da retirada de resíduos, que encheu quatro caminhões de materiais. 

mega operação

Pantanal é palco para treinamento de combate entre cinco países para defesa de fronteiras

A maior operação fluvial da América Latina acontece no Pantanal, ao longo da hidrovia Paraná-Paraguai, entre os dias 20 e 25 de abril

19/04/2026 15h30

Maior operação fluvial da América Latina reúne cinco países no Pantanal

Maior operação fluvial da América Latina reúne cinco países no Pantanal Foto: Divulgação

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A maior operação fluvial da América Latina acontece no Pantanal, ao longo da hidrovia Paraná-Paraguai, entre os dias 20 e 25 de abril, para aumentar a capacidade de resposta conjunta entre as Marinhas do Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai para defesa de fronteiras e em ações de segurança pública, como combate ao crime organizado. Chamada de Operação Ribeirinha Combinada, ACRUX, esse tipo de treinamento está em sua 12ª edição.

No total, são mais de 700 militares envolvidos nas ações de adestramento que mobiliza navios, embarcações rápidas, aeronaves, além de fuzileiros navais dos cinco países. Toda a mobilização de equipamentos aconteceu em Corumbá e Ladário entre os dias 17 e 19 de abril, incluindo a permissão da visita popular ao navio multipropósito A.R.A Ciudad de Rosario, da Argentina, e do navio patrulha Pirajá, da Marinha do Brasil.

No sábado (18), houve uma cerimônia no porto geral de Corumbá sobre a operação com a presença do contra-almirante Emerson Augusto Serafim, comandante do 6º Comando do Distrito Naval.

A localização de Corumbá e Ladário foi escolhida para reunir todos os navios e efetivo militar por conta da base do 6º Comando do Distrito Naval da Marinha, que fica em Ladário. Além disso, a cada edição da operação, um país é sede e nesse rodizio, o Brasil é o responsável pela preparação das ações de 2026.

Com a reunião de todos os militares durante cerca de três dias, os exercícios táticos, de resgate e capacitações vão ter início com o deslocamento a partir de Ladário e seguindo o rio Paraguai sentido Sul por cerca de 100 km até a chegada em uma região onde todas as manobras ocorrem ao longo da semana. O propósito é ampliar o conhecimento sobre patrulhamento na Hidrovia Paraná-Paraguai.

"É preciso ter uma coordenação impecável da Marinha do Brasil, sob o comando do 6º Distrito Naval, desde a organização, algo que foi preciso ocorrer há um ano. O apoio logístico é um dos grandes desafios que existem. Tem também o apoio de pessoal, a coordenação com 19 meios navais além das aeronaves. No caso do Brasil, são duas aeronaves mobilizadas. Cada navio, por exemplo, tem um papel na missão, como fornecer água, combustível, a projeção da força, a realização de resgates", detalhou o capitão de corveta Thiago Leite, comandante de embarcação do Brasil na operação.

Além das mobilizações de Marinhas, essa operação tem uma etapa interagências brasileiras. Nessa etapa, Polícia Federal e outras autoridades também são acionadas.

"O principal objetivo desse trabalho é aprimorar a interoperabilidade. O Pantanal dá toda essa oportunidade, oferece um rio que permite toda essa mobilização, um presente que temos da natureza. Esse é um espaço importante que permite que os países possam agir de forma coordenada e combinada. E além da parte fluvial, temos atividades na parte terrestre, com os fuzileiros navais", explicou o comandante.

Ele também pontuou que esse aprimoramento de fuzileiros navais com a ACRUX permite que outras operações especiais sejam realizadas no Pantanal, em períodos estratégicos. Esses militares de unidades especiais são deslocados até mesmo do Rio de Janeiro para atuarem na região pantaneira contra a atuação de organizações criminosas.

"Isso é algo que a sociedade precisa saber, a Marinha também sabe e estamos atuando. Inclusive, caso ocorra algo real durante esse exercício da ACRUX, temos que estar preparados para atuar e já temos um procedimento previsto para esses casos", reconheceu.

Mega operação

Neste ano, a operação vai começar no quilômetro 1515 do rio Paraguai, onde fica o 6º Comando do Distrito Naval, em Ladário, e vai até o quilômetro 1453, onde fica a Ilha Tira Catinga.

Para conseguir efetivar a mobilização de Marinhas de cinco países, a organização desse exercício militar ocorre com, pelo menos, um ano de antecedência das atividades. É preciso ocorrer mobilizações que envolvem desde a preparação das embarcações, até a logística desses navios para a chegada no país sede da ACRUX, a questão de alimentação para mais de 700 pessoas, a definição de agendas na simulação das ações, autorizações legais para entrada no país.

O capitão de corveta Thiago Leite, comandante de embarcação na Marinha do Brasil, detalha que sem trabalho conjunto, o treinamento não seria possível. "Queremos elevar o nível de segurança das nossas regiões fronteiriças. Aqui onde temos Corumbá e Ladário, temos uma área muito rica, cheia de pontos turísticos, com passeios por lugares belíssimos, abençoado por Deus. Temos o compromisso de proteger tudo isso."

Na edição de 2024, quando a operação ocorreu na Argentina, nos rios Ibicuy e Mazaruca, na província de Entre Rios, entre as estratégias aprendidas do lado da Marinha do Brasil houve avanços sobre a logística para se navegar até o país vizinho, enfrentamento de temperaturas próximas a 0º C e nivelamento de tecnologias para ocorrer a comunicação via rádio e satélite entre as Marinhas.

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