Cidades

CAMPO GRANDE

Vereadora critica parceria para Hospital Municipal e diz que comissão irá à Brasília buscar recursos

Empreendimento foi orçado em R$ 200 milhões, mas prefeitura ainda não sabe como irá recompensar investimento da iniciativa privada

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A vereadora de Campo Grande, Luiza Ribeiro (PT) criticou o fato da prefeitura da Capital recorrer à uma parceria público-privada para construção e aparelhamento do Hospital Municipal, anunciado na semana passada. 

A parlamentar, que é presidente da Comissão Permanente de Políticas e Direitos das Mulheres, Cidadania e Direitos Humanos, afirmou que não vê sentido na proposta de Adriane Lopes, já que para ela os recursos podem vir do governo estadual ou federal. 

Luiza também faz parte do grupo instituído na Casa de Leis para acompanhar a implantação desta nova unidade de saúde e afirmou que a comissão poderá ir à Brasília para viabilizar recursos públicos e evitar que a iniciativa privada entre como investidora no empreendimento. 

Ao Correio do Estado, a parlamentar disse que entende a urgência de Campo Grande ter um hospital público que seja gerido pelo município, contudo, critica o fato da Prefeitura não ter recursos para tal construção e apelar para empresa privada. 

“A Sesau [secretaria municipal de Saúde de Campo Grande] não tem orçamento para a construção, como pode falar em construir um hospital mediante concessão tipo Parceria Público-Privada?”, questiona. 

Para Luiza é possível fazer uma nova unidade de Saúde contando com recursos públicos, que tanto podem vir do governo de Mato Grosso do Sul quanto do governo federal. 

“Não precisamos de um hospital privado. Precisamos de leitos de internação, centros cirúrgicos. Um hospital público municipal de verdade”, afirmou a parlamentar, baseando-se no fato de que em parceria público- privadas, a empresa investidora ganha o direito de explorar o serviço, como uma concessão e, assim sendo, isso irá gerar custos para a população ou para a prefeitura. 

Ainda segundo a vereadora, a comissão da Câmara irá à Brasília para viabilizar recursos para a construção do hospital, mas sempre atuando de forma propositiva e fiscalizando todas as etapas de implantação. 

Por outro lado, a Secretaria de Saúde da Capital (Sesau) afirmou que a forma de compensação dessa parceria ainda não está definida, já que a empresa não irá explorar os serviços prestados na unidade, já que serão gratuitos e 100% via Sistema Único de Saúde (SUS). 

No entanto, toda a parceria com empresas privadas se baseia em conceder o direito de exploração do serviço para que o recursos investido seja reavido em forma de lucro. 

Ao Correio do Estado, a Sesau reafirmou o compromisso de entregar a obra dentro de um ano e, ainda destacou que todos os detalhes da formalização do contrato ainda estão sendo formulados, ou seja, ainda não há uma definição de como o investimento de R$ 200 milhões irá retornar para a iniciativa privada que se dispor a entrar nesta empreitada.

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chuva e vendaval

Uma semana após temporal que causou estragos, Campo Grande tem novo alerta para tempestades

Alerta é válido entre a noite de quinta e sexta-feira, com possibilidade de chuvas fortes e ventos intensos

16/09/2026 17h00

Temporal causou diversos estrados em Campo Grande no dia 10 de setembro

Temporal causou diversos estrados em Campo Grande no dia 10 de setembro Foto: Paulo Ribas

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Uma semana após ser atingida por um temporal com ventos de quase 90 km/h, Campo Grande tem novo alerta vigente para o risco de tempestades e vendaval. O temporal do dia 10 de setembro causou diversos estragos e levou a prefeitura a decretar situação de emergência.

Nesta quarta-feira (16), a Defesa Civil divulgou alerta amarelo para risco de tempestade, com base em informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).  O aviso começa às 23h desta quinta-feira (17) e permanece válido até as 22h59 de sexta-feira (18).

De acordo com o alerta, são esperados volumes de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, acompanhados de ventos intensos.

Entre os possíveis impactos estão baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos e árvores, alagamentos e descargas elétricas.

A Defesa Civil orienta a população a redobrar a atenção durante o período de instabilidade e evitar situações de exposição a riscos, especialmente durante a ocorrência de raios, ventos fortes e alagamentos.

Em caso de necessidade, a população pode acionar os serviços pelos seguintes números:

  • 156 – Solicitação de serviços;
  • 193 – Em caso de risco elétrico;
  • 199 – Defesa Civil.

Temporal

Desde a última quinta-feira (10), quando uma tempestade com vendaval atingiu Campo Grande, a Prefeitura da Capital registrou 450 ocorrências, sendo 423 envolvendo quedas de árvores e galhos. Devido aos estragos, foi decretada situação de emergência, reconhecida nesta quarta-feira pelo governo federal.

O prejuízo provocado pelo temporal é estimado inicialmente em pelo menos R$ 40 milhões, segundo a prefeita Adriane Lopes, mas o valor ainda pode aumentar à medida que avançam os levantamentos dos danos.

ara contar e reparar os danos, uma força-tarefa foi montada na semana passada, com equipes focadas em corte de árvores, recolhimento de entulhos e desobstrução de bueiros, além da atuação da Defesa Civil.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) também atua com desvios de rota, auxílio aos condutores e reparo de 213 semáforos. Sete grupos atuam no conserto dos equipamentos semafóricos, além do efetivo da Guarda Civil Metropolitana na ordenação do fluxo de veículos.

No âmbito operacional, foram concluídas 118 ações emergenciais pela Agência Municipal de Habitação (Emha). Moradores das comunidades Nova Esperança, Jardim Seminário e Moreninhas precisaram de lonas em residências que sofreram destelhamentos durante as chuvas.  

A força-tarefa também inclui a área de assistência, com todos os 26 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) com as portas abertas para acolhimento da população e distribuição de cestas básicas, cobertores e colchões em algumas unidades.

A ação conta com parceria Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Estadual e da Secretaria de Obras, além das concessionárias Energisa e Águas Guariroba.

zé pereira

Homem mata irmã a tiro e se mata em seguida em Campo Grande

Motivação do crime teria sido vingança pela irmã ter internado ele em clínica de reabilitação compulsoriamente

16/09/2026 16h33

Homem foi até o comércio da irmã e a matou a tiros

Homem foi até o comércio da irmã e a matou a tiros Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Um homem matou a irmã, Vera Lucia Rossatte da Cunha, 59 anos, a tiros, na tarde desta quarta-feira (16), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Na sequência, o homem se matou.

De acordo com informações preliminares apuradas pelo Correio do Estado, o homem era dependende químico e teria sido internado em uma clínica de reabilitação pela irmã, contra sua vontade.

Ao deixar a clínica, ele foi até a loja de aviamentos que Vera era proprietária, na Rua Sagarana, e atirou contra ela, em possível vingança, cometendo o suícidio em seguida.

Uma vizinha, de 57 anos, ouviu os disparos e ao chegar ao local encontrou a mulher já morta, enquanto o homem estava agonizando.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar ao local ambos já estavam em óbito.

A vizinha da vítima disse ao Correio do Estado que o homem ameaçava a irmã constantemente e que já havia prometido vingança pela internação compulsória.

A mulher disse ainda que Vera era querida por todos no bairro, onde morava há mais de 25 anos. Ela deixa dois filhos.

Equipes da Polícia Civil e da perícia estão no local. As circunstâncias do crime serão investigadas.

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