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visitas in loco

Vereadores irão a campo apurar divergências constatadas na CPI do Ônibus

Informações de documentos divergiram dos depoimentos e haverá visitas em garagens e agências para melhor análise, segundo o presidente da comissão

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Após o fim da segunda fase da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do transporte coletivo, onde foram verificadas fragilidades e deficiências das agências de fiscalização, os vereadores que compõem a CPI irão fazer vistorias in loco nas garagens e nas autarquias, para analisar documentos em Campo Grande. Os locais e dias não serão divulgados para não atrapalhar a fiscalização, segundo o presidente da comissão, vereador Lívio Viana de Oliveira Leite (União Brasil), o Dr. Lívio.

Nesta quarta-feira (4), uma reunião foi realizada para que os vereadores apresentassem suas percepções sobre as atividades da CPI até agora e para definir o cronograma das próximas fases. 

"O que ficou bastante patente são as fragilidades e as deficiências das agências de fiscalização, o que vai ensejar algumas sugestões por parte da CPI também ao final desse processo", disse o presidente.

Segundo Dr. Lívio, estas inconsistências foram notadas entre os documentos apresentados pelas Agências Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e a de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), pelo Consórcio Guaicurus e os depoimentos prestados na CPI.

"Identificamos algumas divergências de informação do que foi passado pelo Consórcio Guaicurus na fase documental e do que foi dito nas oitivas por parte dos tecnicos, diretores e ex-diretores [das agências]", disse.

Segundo ele, para apurar essas divergências é que os parlamentares irão a campo recolher novos documentos.

"Temos algumas inspeções que estão sendo conduzidas pelo vereador Maicon Nogueira (PP) em algumas garagens e existem inspeções nas agências, que vamos fazer sem divulgar, a cargo dos vereadores Luiza Ribeiro (PP) e do Coringa", explicou.

Uma das informações incosistentes apontadas pelo presidente da CPI é com relação a frota de ônibus, que, inicialmente, foi informado pela Agereg que era de 300 ônibus, mas posteriormente foi encaminhada uma correção de que seriam 198 veículos.

Além disso, também há divergências quanto a idade média da frota, que nas oitivas a informação é de que o prazo seria de 8 anos para ônibus convencionais e 12 para articulados, enquanto informações de documentos é de que seria de 10 para convencionais e 15 para articulados.

"Isso nós vamos verificar in loco. Já catalogamos todas as informações de Renavam, placa, amo e modelo dos ônibus que foram enviados pelo consórcio e estamos fazendo esse levantamento. A vereadora Ana Portela vai fazer as inspeções nos locais para confirmar esses dados", explicou Dr. Lívio.

Próximas fases

A terceira fase da CPI do ônibus começa na semana que vem, com depoimentos de pessoas ligadas ao Consórcio Guaicurus, enquanto a quarta irá ouvir motoristas e haverá audiência pública para escutar os usuários do transporte coletivo.

Na segunda-feira (9), a partir das 13h, devem ser ouvidos dois ex-funcionários do Consórcio, sendo Clebson Gamarra de Arruda e Weslley Conrado Morelli.

Na quarta-feira (11), serão ouvidos o ex-gerente-executivo do Consórcio Guaicurus, Robson Luiz Stringari, e o ex-gestor de bilheteria, Paulo Vitor Brito de Oliveira.

No dia 16 de junho, estão previstas oitivas do ex-diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, do atual diretor-presidente, Themis de Oliveira, e do presidente e proprietário do Consórcio, Paulo Constantino. 

Esta última data, no entanto, pode ser alterada, pois a relatora da CPI, Ana Portela, irá passar por um procedimento cirúrgico e, caso não seja liberada, haverá adiamento.

Na fase 4, os motoristas também serão ouvidos em oitivas, enquanto os usuários poderão contribuir através de audiência pública.

Passadas todas as fases, será elaborado o relatório final, com possíveis sugestões de indiciamentos, além de outras informações, que será encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

A expectativa é que os trabalhos sejam concluídos dentro do prazo de 180 dias.

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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