Cidades

INVESTIGAÇÃO

Vereadores tentam desacreditar CPI sobre o transporte

Falta de um fato determinante é desculpa dos contrários à Comissão

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A falta de um fato determinante tem sido a desculpa usada por muitos vereadores de Campo Grande que são contra a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Consórcio Guaicurus. 

Os parlamentares tentam barrar a investigação que busca por luz ao contrato entre as empresas responsáveis pelo transporte pública da Capital e a prefeitura, que já teve até pedido na Justiça para ser rescindido por parte do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Entre as manobras dos parlamentares para terminar a obra está o envio do documento para a Procuradoria-Geral da Câmara. 

A medida, segundo especialista ouvido pelo Correio do Estado esta semana, é política para postergar o andamento da ação e talvez dar “tempo” para os parlamentares que são favoráveis repensarem sua decisão.

A análise deve ser entregue, segundo o presidente da Casa de Leis, Carlos Borges, o Carlão (PSB), hoje, então o andamento de uma possível investigação só deve ter início na próxima semana, quando seriam definidos os membros.

“Primeiro uma CPI tem de ter motivos claros para que ela possa ser instaurada, então por isso que muitas vezes acontece uma CPI e ela não prospera, porque a sua origem não foi bem fundamentada e nós não podemos agir por impulso", alegou o vereador João Rocha (PSDB), um dos contrários à investigação.

"Precisa ter mais fundamentação, não é simplesmente abrir uma CPI em cima de todo o processo que foi realizado. Eu conheço como foi realizado, com aprovação do Ministério Público, aprovação do Tribunal de Contas, para que esse Consórcio que aí está ganhasse a concessão”, completou.

O documento conta com 13 assinaturas – eram 14, mas, antes de a proposta ser protocolada, o vereador Edu Miranda (Patriota) decidiu retirar seu apoio. “Eu retirei porque não é o momento de a gente fazer uma CPI sem trazer o Guaicurus para conversar com a gente”, alegou Miranda.

Mesmo com a desistência, a CPI tem três assinaturas além do necessário para acontecer. Mesmo assim, por mais de uma vez, o presidente da Câmara disse à reportagem que a Comissão só será aberta caso tivesse todas as assinaturas necessárias.

“O ofício foi entregue com as assinaturas, e se não tiver no prazo regimental nenhuma retirada de assinatura e tiver um fato determinado, que a Procuradoria que vai analisar, aí tem de abrir", declarou Carlão.

"E, estando tudo ok, na semana que vem, na segunda-feira, eu consigo já fazer essa implantação da CPI. Mas para eu fazer isso tem de ter o parecer ok da Procuradoria e ninguém, até lá, que é o prazo regimental, retirar a assinatura. Se tiver nove assinaturas, se quatro tirar, por exemplo, eu não posso abrir”, completou.

A reportagem já havia conversado com os parlamentares que assinaram o documento, todos mostraram ainda serem a favor da investigação, pelo menos até ontem.

“Nós precisamos urgentemente de uma fiscalização séria e rígida em cima dessa empresa. Uma empresa que alega que tem um prejuízo mensal de R$ 3 milhões, ela não pode continuar à frente do transporte público de Campo Grande", disse o vereador Tiago Vargas (PSD), um dos parlamentares a apoiar a investigação.

"Eu torno a dizer, se eu fosse responsável pelo transporte público de Campo Grande, essa empresa há muitos anos não estaria oferecendo mais o serviço público. É um serviço de péssima qualidade. Fico até triste de saber que alguns vereadores retiraram a assinatura”, completou.

A investigação sobre o Consórcio Guaicurus corre na Justiça, com pedido feito pela 32ª Promotoria para anulação do contrato, no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), que fez um TAG com os gestores do contrato, mas que não vem sendo cumprido.

O único local que ainda não se debruçou sobre o assunto é justamente a Câmara Municipal de Campo Grande. Em 2019, o então vereador Vinícius Siqueira (PSL) tentou a investigação, mas a tentativa foi naufragada.

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BASE

Mesmo o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), tendo se mostrado favorável à investigação contra o Consórcio Guaicurus, durante evento na quarta-feira, o seu próprio partido dentro da casa está dividido. Dos seis vereadores do PSD, três foram favoráveis (Valdir Gomes, Delei Pinheiro e Thiago Vargas), mas os outros três estão contra (Otávio Trad, Júnior Coringa e Beto Avelar).

“Eu ainda não tive acesso ao requerimento entregue pelo vereador e quais são os fatos determinados. Na minha opinião, quando você assina um requerimento, você tem de ter inteiro conhecimento do que você está assinando, e, até agora, eu não tive conhecimento por meio desse requerimento de qual é o fato determinado a ser investigado pelo vereador", afirmou Otávio Trad.

"Eu acho que tem vários problemas, eu preciso saber qual deles vai ser investigado. Por que se você fala: vou investigar o transporte coletivo de uma maneira geral, isso não é um fato determinado”, completou.

Segundo o vereador autor da proposta, Marcos Tabosa (PDT), todos os parlamentares foram procurados para assinarem a proposta de CPI. Sobre o fato determinante, o vereador citou mais de um como exemplo.

“É o contrato, a prestação de serviço, o [Termo de Ajustamento de Gestão] TAG que não foi cumprido com o Tribunal de Contas e a situação financeira do Consórcio, que alega estar falido, com prejuízo de R$ 3 milhões todo mês aproximadamente”, declarou.

Ainda conforme Tabosa, todos os outros 12 parlamentares que constam no documento – Camila Jara (PT), Clodoilson Pires (Podemos), Ronilço Guerreiro (Podemos), Zé da Farmácia (Podemos), Valdir Gomes (PSD), Delei Pinheiro (PSD), Tiago Vargas (PSD), William Maksoud (PTB), Alírio Villasanti (PSL), Professor André Luiz (Rede), Ayrton Araújo (PT) e Papy (Solidariedade) – foram consultados e garantiram que não retirarão suas assinaturas.

A reportagem tentou contato com o Procurador-Geral da Câmara, Gustavo Lazzari, que analisa a proposta de CPI, mas até o fechamento desta edição não recebeu resposta.

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ESPORTE

Dia do Corre está perto de integrar calendário oficial de Campo Grande

Câmara aprovou o projeto de lei e agora depende da análise e sanção da Prefeitura

19/09/2026 16h00

Dia do Corre acontece toda primeira segunda-feira do mês

Dia do Corre acontece toda primeira segunda-feira do mês Divulgação: Câmara Municipal

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O “Dia do Corre” está perto de integrar o Calendário Oficial de Eventos de Campo Grande, após a Câmara Municipal aprovar o projeto de lei do vereador Maicon Nogueira (PP). Com a aprovação pelo Legislativo municipal, o projeto segue agora para análise e sanção do Executivo.

O projeto de lei reconhece oficialmente o movimento que reune milhares de pessoas em torno da corrida de rua, da atividade física e da promoção de hábitos mais saudáveis.

A iniciativa também contou com ampla participação popular durante a tramitação da proposta. Em consulta pública realizada pela Câmara Municipal, foram registrados quase 2 mil votos favoráveis à inclusão do “Dia do Corre” no calendário oficial da Capital. A realização anual é prevista para o dia 20 de outubro.

Entre os objetivos da proposta estão incentivar a prática regular de atividades físicas, estimular hábitos de vida saudáveis, ampliar o acesso à corrida de rua e fortalecer iniciativas comunitárias ligadas ao esporte e à integração social.

Dia do Corre

O movimento é gratuito, aberto ao público e reúne pessoas de diferentes idades e níveis de condicionamento físico. Com percurso de aproximadamente cinco quilômetros pelas ruas da Capital, a iniciativa tem caráter coletivo e não competitivo.

Para o vereador Maicon Nogueira, autor da proposta, a inclusão no calendário oficial é uma forma de reconhecer uma iniciativa que já mobiliza a população e incentiva a ocupação dos espaços públicos por meio do esporte.

“É um movimento que nasceu da própria cidade e que hoje consegue reunir milhares de pessoas em torno de algo extremamente positivo: atividade física, saúde e convivência. A aprovação desse projeto é uma forma de reconhecer o trabalho que já vem sendo realizado e contribuir para que o Dia do Corre alcance ainda mais pessoas”, destacou Maicon.

O diretor executivo do Dia do Corre, Átilla Eugênio, também comemorou a aprovação e destacou o impacto que o reconhecimento oficial pode trazer para o crescimento da iniciativa.

“Para nós do Dia do Corre, ter esse reconhecimento no calendário de eventos de Campo Grande significa que estamos impactando de maneira ativa e saudável a nossa cidade, contribuindo para o combate ao sedentarismo. Essa conquista junto à Câmara e ao vereador Maicon Nogueira também abrirá portas para que mais pessoas conheçam o maior movimento de corrida de rua de Mato Grosso do Sul, além de contrapartidas dos setores público e privado”, afirmou Átilla.

 

LESÕES CORPORAIS

Briga em boate de Campo Grande começou após cliente assediar funcionária

Após o homem ser expulso do local, deu início uma discussão acalorada entre as partes envolvidas e a irmã do indivíduo

19/09/2026 15h00

Paraíso Bar fica localizado na Avenida Fernando Côrrea da Costa, no centro de Campo Grande

Paraíso Bar fica localizado na Avenida Fernando Côrrea da Costa, no centro de Campo Grande Reprodução / redes sociais

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Uma briga generalizada na casa noturna Paraíso Bar, localizada na avenida Fernando Côrrea da Costa, no centro de Campo Grande, começou após um cliente passar a mão em uma funcionária do local. O fato aconteceu na madrugada deste sábado (19).

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe da Polícia Militar foi acionada para atendimento da ocorrência. No local, foi realizado contato com o proprietário do estabelecimento. Ele relatou que um indivíduo, enquanto estava no interior da casa noturna, passou a mão em uma de suas funcionárias. Diante do ocorrido, os seguranças retiraram  o homem do local.

Após a retirada do indivíduo, deu início uma discussão acalorada entre as partes envolvidas e a irmã do indivíduo. Durante o desentendimento, o proprietário relatou ter sofrido uma escoriação no braço direito, bem como informou que sua camiseta teria sido rasgada.

Aos policiais, a funcionária relatou que realizava a limpeza da parte frontal do estabelecimento, em razão de uma garrafa que havia se quebrado acidentalmente, quando o indivíduo teria se aproximado por trás, proferido algumas palavras e, em seguida, deslizado a mão pelo corpo dela.

O proprietário informou às autoridade que possui imagens do sistema de videomonitoramento do estabelecimento e estas registraram o momento dos fatos. Ele colocou à disposição da autoridade policial para eventual verificação.

Durante o atendimento da ocorrência, os policiais constataram que o acusado apresentava ferimento na região da boca e a irmã dele apresentava ralados e escoriações nas pernas. Conforme informado pelos envolvidos, tais lesões teriam ocorrido durante a discussão e as vias de fato entre as partes.

Todos os envolvidas foram encaminhados para Delegacia de Polícia para apreciação da autoridade policial e adoção das providências cabíveis.

A autoridade policial determinou o registro da ocorrência e a adoção dos demais procedimentos pertinentes, bem como a lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência.

Os envolvidos manifestaram o desejo de representar criminalmente uns contra os outros, de forma recíproca. Devido a constatação de lesões aparentes, foram expedidas as respectivas requisições para realização de exame de corpo de delito dos lesionados.

Após a adoção das providências, todos os envolvidos foram liberados.

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