Cidades

CAMPO GRANDE

Vereadores vão à Justiça para provar quebra de contrato pelo Consórcio Guaicurus

Professor André Luis e Tabosa ingressaram com ação popular contra representantes do município, consórcio, Agetran e Agereg, e insinuam conivência das autoridades

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Os vereadores Marcos Tabosa (PDT) e Professor André Luís (Rede) ingressaram com ação popular contra a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, o diretor-presidente da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos (Agereg), contra o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e o diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Resende Filho, solicitando que todos os demandados, provem, por meio de documentos e relatórios, se estão ou não cumprindo o contrato de concessão do transporte coletivo de Campo Grande. 

A ação foi ajuizada no último dia 26, e os demandados ainda não foram citados. Na prática, os dois vereadores cobram via Poder Judiciário, todas as informações que eles desejam que fossem tornadas públicas por meio de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que nunca foi instalada pelo Poder Legislativo, apesar de, por pelo menos duas vezes, em 2021 e em 2022, eles terem angariado as assinaturas necessárias para criar a comissão. 

Os vereadores fazem mais de uma dezena de pedidos de relatórios, mas, em meio a todos eles, eles querem saber os motivos de a Agereg e a Agetran fazerem vistas grossas com o Consórcio Guaicurus, que desobedece o contrato mantendo veículos com idade acima da permitida, e também por não ter cumprido outras determinações do contrato, como a instalação de sistema de georreferenciamento. 

Eles também insinuam que o concessionário suprimiu linhas em desobediência ao contrato de concessão, e por isso cobram transparência de todos os envolvidos: Consórcio Guaicurus, Agetran e Agereg. Dentre os pedidos, está a elaboração de um documento pela Agereg, informando se o Consórcio, objetivamente, cumpre ou não o contrato. 

Os vereadores ainda querem saber se o concessionário foi alvo de multas ou outras penalidades por possível descumprimento do contrato de concessão. “A importância de ter acesso às informações sobre as multas aplicadas ao longo do contrato está relacionada à transparência e ao controle social. O acesso a essas informações permite que a população e os órgãos fiscalizadores acompanhem a conduta da empresa concessionária e verifiquem se as penalidades estão sendo devidamente aplicadas e cumpridas”, argumentam.

Entre os pedidos feitos por eles na ação popular estão: 

- Fazer com que prefeitura e Agereg cumpram integralmente o contrato com o Consórcio Guaicurus. 

- Apresentação de relatório das multas aplicadas ao longo do contrato de concessão. 

- Apresentação das linhas existentes no início do contrato de concessão para verificar se elas ainda continuam vigentes. 

- Apresentação de relatório sobre os sistemas de bilhetagem eletrônica, sistema de vigilância e de monitoramento eletrônico da frota, previstos em contrato de concessão. 

- Apresentação de relatório informando se nos 24 meses posteriores ao contrato de concessão, se o concessionário apresentou o conjunto de licenças de softwares necessários customizados para o sistema. 

- Apresentar planilha do controle de auditoria, dos valores repassados à Agereg e Agetran, previstos em contrato de concessão. 

- Apresentar relatório sobre o sistema SIG SIT (sistema de informações georeferenciadas) e se o mesmo está atendendo as especificações do Edital de Concorrência e demais instrumentos legais.

- Relatório com informações do índice de ocupação.

- Relatório com informações do índice de acessibilidade. 

- Apresentar relatório com a informação do índice de Cumprimento do Quadro de Horários.

- Apresentar relatório com a informação do índice de Cumprimento de Viagens.

- Apresentar relatório com a informação do índice de Eficiência Operacional. 

- Apresentar relatório com a informação do índice de Cortesia na Prestação.

- Apresentar relatório com a informação do índice de Qualidade da Frota

- Apresentar informação da conclusão da Garagem Definitiva. 

- O cumprimento imediato do item 10.1.2.3.1.4 do Edital de Concorrência nº 082/2013, para que idade média dos ônibus não ultrapassem 5 (cinco) anos.

- O cumprimento imediato do item 10.1.2.3.1.4 do Edital de Concorrência nº 082/2013, para que nenhum veículo da frota não ultrapasse a idade de 08 (oito) anos, com exceção dos veículos da categoria “articulados”, que poderão ter idade até 12 (doze) anos;

- A apresentação de um relatório analítico por parte do gestor do Contrato de Concessão (no caso, a Agereg) atestando o cumprimento atual ou não das cláusulas constantes no Contrato de Concessão.

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Logística

Exército começa a instalar ponte de guerra em Rio Negro

Ponte provisória começa a ser montada, neste domingo (5), após queda provocada por excesso de peso e chuvas

05/04/2026 15h44

Divulgação Redes Sociais

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Quarenta e dois dias após a queda da ponte sobre o Rio do Peixe, o 9º Batalhão de Engenharia do Exército iniciou, neste domingo (5), a instalação de uma ponte de guerra provisória em Rio Negro, município localizado a 153 quilômetros de Campo Grande.

Durante o sábado (4), os militares começaram a descarregar a estrutura que será utilizada no projeto, na MS-080, onde a ponte caiu no dia 22 de fevereiro, em decorrência das fortes chuvas que atingiram o município.

A queda ocorreu quando um caminhão passava pela ponte. Conforme informações do governo do Estado, o acidente ocorreu devido ao excesso de peso.

 

 

 

Ponte provisória

O modelo de ponte LSB (Ponte de Acesso Logístico) é uma estrutura desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial. Ela é usada, essencialmente, em rotas de abastecimento, foi modernizada para tráfego pesado e pode ser utilizada na substituição de pontes civis danificadas ou como ponte provisória.

Além do Brasil, seu projeto tem sido utilizado em diversos países, como Alemanha, África do Sul, Irlanda, Filipinas, Camarões, Paquistão, Escócia, Reino Unido, Nova Guiné, Madagascar, País de Gales, Trinidad e Tobago e República do Congo.

Por ser feita com materiais leves e modernos, sua montagem pode ser realizada manualmente ou com o uso de equipamentos leves, podendo ser desmontada e armazenada. A estrutura suporta a passagem de tanques de guerra e é facilmente transportada.

Reconstrução da ponte

O Governo de Mato Grosso do Sul, em publicação no dia 31 de março, por meio do Diário Oficial, oficializou a contratação emergencial para a reconstrução da estrutura, com custo estimado de R$ 13,2 milhões e prazo de execução de 360 dias.

A obra foi contratada junto à empresa Paulitec Construções Ltda. e inclui tanto a elaboração do projeto quanto a execução da nova estrutura. A medida ocorre após o reconhecimento da situação de emergência no município, decretada no fim de fevereiro.

Relembre

A ponte cedeu na manhã do dia 22 de fevereiro, na altura do km 145 da MS-080, enquanto uma carreta realizava a travessia. Parte do veículo chegou a despencar no rio, ficando pendurado entre o asfalto e a água. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

De acordo com o governo do Estado, o desabamento foi causado pela combinação entre o excesso de peso do caminhão e o desgaste da estrutura, agravado pelo alto volume de chuvas registrado ao longo daquele mês. No início de fevereiro, Rio Negro foi atingido por cerca de 250 milímetros de chuva, o que já havia comprometido trechos da rodovia.

A MS-080 é uma das principais ligações da região, conectando Campo Grande a municípios como Rochedo, Corguinho e Rio Negro, além de ser rota importante para o escoamento da produção rural.

Desde a queda da ponte, o trecho permanece interditado para veículos. Motoristas passaram a utilizar desvios por rodovias como a BR-163, via São Gabriel do Oeste, e a BR-419, sentido Corumbá.

Também foram abertas rotas alternativas por estradas vicinais, permitindo apenas o tráfego de veículos leves. Caminhões seguem impedidos de circular pelo local, o que tem impactado diretamente produtores e o transporte de cargas.

Nos primeiros dias após o acidente, a travessia de pedestres passou a ser feita com o auxílio de barcos.

Já na última semana, o Exército Brasileiro instalou uma passarela provisória sobre o Rio do Peixe, permitindo a passagem a pé entre as margens. A estrutura foi montada por cerca de 20 militares e deve permanecer no local por até oito meses, funcionando das 6h às 18h.

Apesar da medida, a travessia segue limitada e não resolve o principal problema da região: o bloqueio para veículos.

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TRÁFICO

Polícia prende traficantes que vendiam drogas em frente à escola infantil no São Conrado

Durante a abordagem, foram localizadas mais de cem porções de entorpecentes, divididas entre cocaína e maconha

05/04/2026 14h45

Foto: Arquivo Correio do Estado

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A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul prendeu dois homens, identificados como Ryan Carlos Vilasanti de Oliveira e  Mike Davison Medeiros da Silva Lima, na noite de sábado (4), pelo crime de tráfico de drogas. De acordo com uma denúncia anônima, os indivíduos vendiam cocaína e maconha no portão da Escola Municipal de Ensino e Educação Infantil (EMEI) do bairro São Conrado, de forma reiterada.

A denúncia foi formalizada na sede do Batalhão de Polícia Militar de Choque pelo pai de um aluno, que não se identificou com medo de represálias. Segundo os relatos, o crime era realizado por Ryan em frente ao portão da escola. O denunciante informou ainda que a venda de entorpecentes ocorre todos os dias da semana, fato que preocupa a comunidade local.

A equipe policial foi até o endereço indicado pelo denunciante e, ao acessar a via, visualizou dois indivíduos posicionados em frente à residência. Durante a abordagem, foram localizadas 113 porções de entorpecentes.

Nos bolsos da bermuda de Ryan, tinham 25 pacotes de cocaína e dez de maconha. Em baixo de uma pedra, a qual o rapaz estava sentado, haviam mais 33 porções de cocaína e 45 de maconha.

Durante a checagem nos sistemas policiais, as autoridades constataram que Mike Davison possui mandado de prisão em aberto, pelo crime de tráfico de drogas.

Diante dos fatos, os policiais deram voz de prisão a ambos os indivíduos. Os autores foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol (DEPAC/CEPOL) para a adoção das providências legais cabíveis.

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