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EDUCAÇÃO

Vestibular UFMS 2024 abre inscrições para curso de licenciatura em Educação no Campo

O curso foi criado para atender os alunos que moram em áreas rurais, assentamentos, quilombos e aldeias sul-mato-grossenses

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O Vestibular UFMS 2024 está com inscrições abertas até o dia 16 de novembro. As provas acontecerão em formato presencial e on-line para todos os candidatos dos 71 cursos de graduação presenciais e de dez cursos de Educação a Distância.

Dentre os cursos de graduação em licenciatura plena, destaca-se o curso de Educação do Campo. A UFMS explica que esse formato de graduação foi pensando para atender prioritariamente aos alunos que moram no campo (nos assentamentos, nos quilombos, nas aldeias e em outras comunidades camponesas de todo o Estado do Mato Grosso do Sul).

Tanto inscrição como a prova podem ser realizadas de modo digital, sem precisar se deslocar da sua comunidade. Os interessados podem se inscrever no site: https://ingressso.ufms.br

O diretor de Planejamento e Gestão Acadêmica, Anderson Viçoso de Araújo, explica que é o segundo ano que a Universidade oferta a prova on-line.

“Ela possibilita uma facilidade para os candidatos, que não precisam viajar ou se deslocar para fazer a prova presencialmente”, apontou. Os candidatos poderão escolher apenas uma opção, já que as provas presenciais e on-line serão realizadas no mesmo dia e horário: 3 de dezembro, a partir das 8h, no horário de Mato Grosso do Sul.

Os alunos moradores de Campo Grande também podem se inscrever, no entanto a prioridade na oferta de vagas são para os inscritos que possuírem vínculo comprovado com o Campo. 

O Curso adota a metodologia da Pedagogia da Alternância que, como a palavra já diz, “alterna” dois períodos formativos: um período em que o aluno vem para a universidade; o outro, em que os professores vão até a comunidade do aluno.

O Curso é gratuito e quando o aluno está na UFMS (em apenas uma semana em cada mês) a universidade oferece alojamento e auxílio alimentação. Nas outras semanas, o acadêmico desenvolve atividades na própria comunidade onde reside,  tendo ainda  visita presencial dos professores.

Além disso, nas comunidades são desenvolvidos projetos e atividades voltadas à valorização do homem do campo. Ao ingressar no Curso o aluno escolhe a área de habilitação, podendo ser Linguagem e Códigos ou Matemática. Assim o aluno sai com diploma para ser professor nas escolas do Campo, habilitado para atuar nessas  áreas do conhecimento.

Período de inscrições  on-line: 
04/09/2023 a 16/11/2023

Período de treinamento e teste da plataforma de prova pelos candidatos: 
29/11/2023 a 02/12/2023

Realização da Prova Objetiva e Prova de Redação: 
03/12/2023 

O Edital completo com todas as informações está disponível no site: https://ingresso.ufms.br

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Anuário de Segurança

A cada oito horas, uma pessoa desaparece em Mato Grosso do Sul

Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que houve mais de 1,2 mil registro de pessoas desaparecidas em 2025 no Estado

23/07/2026 15h00

Em 2025, foram registrados mais de 1,2 mil casos de pessoas desaparecidas em MS

Em 2025, foram registrados mais de 1,2 mil casos de pessoas desaparecidas em MS Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

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Mato Grosso do Sul registrou, junto às polícias, 1.257 casos de pessoas desaparecidas no ano passado, o que representa, em média, 104 desaparecidos por mês, três por dia, ou uma pessoa desaparecida a cada oito horas no Estado. 

Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A publicação reúne os principais dados sobre as ocorrências criminais registradas no país em de 2025. 

Os casos registrados representam uma ligeira queda, de -1,8%, em relação aos 1.270 desaparecimentos contabilizados em 2024.

Em todo o Brasil, foram registrados 84.269 desaparecimentos, um aumento de 3,6% em relação aos 81.040 casos de 2024.

O Anuário destaca que entre 2019 e 2020 houve queda abrupta nos registros, possivelmente relacionada às restrições de circulação impostas pela Covid-19, mas a partir de então, observou-se uma tendência de crescimento contínuo, atingindo a taxa de 39,5 por 100 mil habitantes em 2025. 

De acordo com a Lei nº 13.812/20192, que institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e cria o Cadastro Nacional, é considerada pessoa desaparecida “todo ser humano cujo paradeiro é desconhecido, não importando a causa de seu desaparecimento, até que sua recuperação e identificação tenham sido confirmadas por vias físicas ou científicas”.

A norma, no entanto, não diferencia a natureza do desaparecimento, coexistindo situações que 
incluem desaparecimentos voluntários e forçados, indo desde casos envolvendo conflitos familiares, problemas de saúde mental, violência doméstica, uso abusivo de drogas, dívidas, acidentes, exploração sexual e tráfico de pessoas, até casos de pessoas que vieram a óbito e cujos corpos não foram encontrados.

O documento não traz dados regionalizados sobre o perfil das pessoas desaparecidas, mas destaca que, no geral, dados do Relatório Estatístico Anual de Pessoas Desaparecidas e Localizadas (2022-2023), publicado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), apontam que a maioria dos desaparecidos é do
sexo masculino, na faixa etária adulta, entre 18 e 59 anos.

Em relação ao recorte por raça/cor, a população negra (pretos e pardos) constitui 45,2% dos registros. O anuário, no entanto, alerta para uma limitação na qualidade da informação, visto que parte considerável das ocorrências carecem de dados de perfil racial.

"Considerando o protagonismo que as dinâmicas de violência têm assumido no cotidiano de parcela significativa da população brasileira, a hipótese de que uma parte do aumento no registro de pessoas  desaparecidas pode estar associado, em alguma medida, com a intensificação de disputas territoriais entre organizações criminosas, ganha relevância analítica, uma vez que, conflitos deste gênero podem corresponder a estratégias de ocultação de homicídios por meio do descarte sistemático de corpos", traz o anuário.

Pessoas localizadas

Além dos desaparecidos, foram localizadas 1.222 pessoas em Mato Grosso do Sul no ano passado. Estes dados, no entanto, refletem o encontro de pessoas que desapareceram também em anos anteriores e, em alguns casos, foram identificas após o óbito.

No País, foram registradas 61.305 pessoas localizadas.

O Anuário ressalta que há subnotificação de casos solucionados e um fator que contribui para para isto refere-se à ausência de comunicação por parte de familiares quando a pessoa desaparecida é localizada por outros meios que não a polícia.

Nesses casos, o registro inicial permanece ativo nas bases de dados.

Ademais, considerando a hipótese de que parte dos desaparecimentos pode tratar-se de mortes resultantes de múltiplos fatores, o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) tinha, no ano-base, 13.424 perfis genéticos de Restos Mortais Não Identificados (RMNI) cadastrados.

Alteração

Cadúnico: Governo Federal acaba com entrevista domiciliar para quem mora sozinho

Mudança vale até julho de 2027, garante que a ausência dessa etapa não impeça o acesso ou a manutenção de benefícios sociais como o Bolsa Família

23/07/2026 14h00

Foto: Divulgação

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As famílias unipessoais, formadas por apenas uma pessoa, estão isentas da obrigatoriedade de realizar entrevista domiciliar para se inscrever ou atualizar o Cadastro Único (CadÚnico).

A mudança, que vale até julho de 2027, garante que a ausência dessa etapa não impeça o acesso ou a manutenção de benefícios sociais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A flexibilização foi estabelecida por meio de um acordo firmado entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Defensoria Pública da União (DPU). O termo foi homologado pela Justiça Federal no último dia 14. 

Com a nova regra, o atendimento das famílias unipessoais poderá ser realizado presencialmente nas unidades responsáveis pelo Cadastro Único, sem a necessidade da entrevista na residência, desde que sejam observadas as situações específicas previstas no acordo.

Até julho de 2027, a falta do registro da entrevista domiciliar não poderá ser utilizada como motivo para impedir a inscrição no CadÚnico, a atualização cadastral ou a concessão e manutenção de benefícios sociais destinados a esse público.

A medida tem caráter temporário. Encerrado o prazo, a exigência da entrevista domiciliar voltará a valer, salvo se houver novas exceções regulamentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

CadÚnico

Criado em 2001, o Cadastro Único é o principal instrumento do governo federal para identificar e caracterizar famílias de baixa renda no Brasil.

O sistema reúne informações socioeconômicas utilizadas para selecionar beneficiários de programas sociais, sendo considerado a porta de entrada para benefícios como o Bolsa Família, o BPC e outras políticas públicas.

Além dos programas federais, diversos estados e municípios utilizam o CadÚnico como critério para concessão de benefícios locais.

O cadastro também é exigido para que famílias atingidas por desastres naturais, como enchentes e rompimentos de barragens, possam acessar auxílios e recursos emergenciais disponibilizados pelo poder público.

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