Cidades

Campo Grande

Vigilância reprova 11 hospitais por ameaça de surto de infecção

Vigilância reprova 11 hospitais por ameaça de surto de infecção

CELSO BEJARANO

11/03/2012 - 00h02
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Relatório da Vigilância Sanitária de Campo Grande reprovou 11 hospitais da cidade que teriam atingido uma escala de risco de surto de infecção hospitalar. Caíram na lista os maiores hospitais, como Santa Casa, o Universitário e o Regional Rosa Pedrossian, além de particulares como Clínica Campo Grande e Proncor.

O estudo fez com que a promotoria de Justiça de Saúde Pública instaurasse inquéritos civis para apurar o funcionamento das Comissões de Controle e Infecção Hospitalar (CCIH’s) dos hospitais tidos como de riscos e também de todas as unidades de saúde que funcionam no município.

O Ministério Público Estadual quer saber que medidas têm sido adotadas para a prevenção, redução e controle da infecção hospitalar.

 Punições

 Dependendo do desfecho da investigação, os gestores dos hospitais que incorrerem em erros podem enfrentar processos tanto civil quanto penal, informou a promotora de Justiça de Saúde Pública, Sara Francisco da Silva

Essa mesma promotora abriu uma investigação para saber as causas de uma sequencia de mortes ocorridas em 2003, no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian, que teriam sido provocadas pela bactéria pseudomonas aeruginosa.

Pelas contas do diretor clínico do hospital à época, o médico Ronaldo Souza Costa, naquele ano ao menos 130 pessoas morreram pela ação da bactéria.

Já pelo levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 32 pacientes teriam morrido por conta da disseminação da bactéria, 100 a menos que a estimativa do médico que era o diretor clínico do HR.

Até hoje, nove anos depois, ninguém foi punido pela força avassaladora da bactéria.

A Coordenadora do Comitê de Controle de Infecção Hospitalar, Ana Maria Tristão, disse que apontar um número que revele a quantidade de pacientes mortos por infecção hospital é uma tarefa "difícil, complexa".

No entanto, ela acha que atualmente reduzir a zero o risco de uma infecção hospitalar é "quase utopia". Ana Maria crê em diminuição na densidade de incidência dos casos, mas que isso exige a "adesão dos profissionais [médicos e enfermeiros], clientes [pacientes, no caso] e dos acompanhantes".

Já o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) disse que desconhecia o conteúdo do relatório da Vigilância Sanitária, mas que ia comunicar o caso ao secretário de Saúde. "Vamos resolver isso e logo", disse o prefeito, que é médico.

Leia mais no jornal Correio do Estado

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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