Cidades

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Violência custa R$ 2,2 milhões ao mês

Violência custa R$ 2,2 milhões ao mês

Redação

29/03/2010 - 11h13
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A violência no trânsito em Campo Grande que em 2009 provocou 58 mortes e 7.205 feridos, custa em média ao Sistema Único de Saúde (SUS) R$ 2,2 milhões por mês, valor que corresponde a 25% das despesas Santa Casa, que é referência na Capital destas urgências e emergências. Metade das 2.200 cirurgias que o hospital faz mensalmente, é em vítimas do trânsito. Muitos feridos se submetem a mais de uma cirurgia. Nos dois primeiros meses do ano, foram 1.312 internações de acidentados. Ano passado, das 20 mil internações, 5.102 se referiam a de acidentados. Dos 511 leitos hospitalares ocupados na sexta-feira, 140 eram de pacientes que sofreram politraumismo ou estão com sequelas de acidentes de que foram vítimas. Só na ortopedia há 36 leitos ocupados. As próprias autoridades em saúde admitem que desconhecem o valor exato dessa conta que é paga por toda a sociedade.“ O que temos são estimativas, mas são as contas mais altas do hospital ”, reconhece o secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O SUS já chegou a pagar R$ 200 mil por um tratamento. Só a diária no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) custa R$ 3 mil, ou seja, um paciente que fique 10 dias no CTI gera uma conta R$ 30 mil. Um exame de ressonância magnética, muitas vezes indispensável para o médico diagnosticar a extensão do traumatismo num órgão interno, custa R$ 1,6 mil. O médico do Serviço de Atendimento de Urgência (SAMU), Rodrigo Quadros, se arrisca a projetar que em média cada acidente custe entre R$ 50 e R$ 100 mil para o poder público. As despesas começam já nos primeiros socorros ainda na rua; atendimento de urgência e emergência no hospital e dependendo do estado da vítima, internação no CTI, mobilizando diferentes especialistas, começando pelos ortopedistas, passando pela neurologia (se houver traumatismo craniano), cardiologista, nefrologista, chegando até a fisioterapia, na fase de recuperação. A prefeitura pretende contratar um estudo para saber exatamente o custo econômico da violência no trânsito. “ Se o drama que envolve a perda de vidas humanas não é suficiente para sensibilizar a sociedade sobre a importância de reduzir a violência no trânsito, quem sabe, a gente demonstrando o quanto custa caro esta situação, haja uma tomada de consciência de todos, inclusive do poder público”, avalia o diretor da Agência Municipal de Trânsito, Rudel Trindade. A falta desta dimensão do impacto econômico do acidente no trânsito, na opinião de Rudel, talvez explique porque o País (em todos os níveis de governo) ainda não tenha despertado para a importância de ter uma política nacional para reduzir toda esta violência . Os órgãos responsáveis ficam presos a questões burocráticas, de controle da documentação do veículo e da habilitação do motorista, provavelmente, por terem maior potencial gerador de receita, com taxas e impostos. A unidade local da Fundação Oswaldo Cruz, em instalação em Mato Grosso do Sul , terá como uma das linhas de pesquisa, a violência do trânsito como um problema de saúde pública.

Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

ATENÇÃO, ELEITORES!

Eleições 2026: TRE-MS atende eleitores no bairro Lageado para regularizar situação

O atendimento acontecerá na Escola Estadual Thereza Noronha de Carvalho, das 8h às 15h, neste sábado (7)

03/03/2026 16h00

A proposta reduz o período em que um político condenado fica impedido de disputar uma eleição

A proposta reduz o período em que um político condenado fica impedido de disputar uma eleição Arquivo

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) realizará, neste sábado (07), uma edição do atendimento itinerante em Campo Grande. A ação acontecerá das 8h às 15h, na Escola Estadual Thereza Noronha de Carvalho, localizada na Rua João Selingarde, 770, no bairro Parque Lageado.

A iniciativa serve para facilitar o acesso da população aos principais serviços relacionados ao título de eleitor. Na ocasião, serão oferecidos: emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral, regularização da situação eleitoral e atualização de dados cadastrais.

A ação integra o cronograma de atendimentos itinerantes realizados pelo TRE-MS, que tem percorrido diversas regiões do Estado e da Capital, estreitando a relação entre os serviços oferecidos pela Justiça Eleitoral às comunidades.

O eleitor pode consultar sua situação eleitoral no site do TSE, acessando a aba “Autoatendimento Eleitoral”. No portal, é possível verificar pendências, emitir certidões, atualizar dados e acompanhar informações sobre o título.

Prazo

O atendimento para regularização do título eleitoral segue até 6 de maio, das 8h às 18h, em todas as unidades da Justiça Eleitoral do Estado. Na Capital, o atendimento acontece na Rua Delegado José Alfredo Hardman, nº 180.

O cadastro será encerrado 150 dias antes do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro, onde o eleitorado definirá os ocupantes dos cargos de presidente da República, governador de estado, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

Até essa data-limite, os eleitores podem solicitar alistamento, revisão eleitoral, regularização do título, cadastro biométrico, atualização de dados, transferência de local de votação e esclarecer dúvidas sobre o processo eleitoral em qualquer unidade da Justiça Eleitoral.

Além do atendimento presencial, os serviços também estarão disponíveis pelo aplicativo e-Título e pelo sistema de autoatendimento eleitoral, acessível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

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