Cidades

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Voçorocas ameaçam duas cidades

Voçorocas ameaçam duas cidades

Redação

22/03/2010 - 01h03
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Voçorocas causam estragos e preocupam os moradores das cidades de Novo Horizonte do Sul e Ivinhema. As crateras atingem propriedades rurais, estradas e, em alguns pontos, até ameaçam residências. O solo da região do Vale do Ivinhema, mais arenoso, favorece o surgimento das erosões, que aumentam a cada chuva. As prefeituras dos dois municípios já solicitaram recursos aos governos estadual e federal, mas as obras ainda não têm data para começar. Em Ivinhema, a cratera cresce cerca de 30 metros a cada chuva, conforme o prefeito da cidade, Renato Câmara. Do ponto onde começa a erosão, pouco depois do prédio da Associação Terra Nostra, é impossível enxergar onde ela termina. A voçoroca tem cerca de 15 metros de profundidade, 50m de largura e quase 250m de comprimento. Ela atinge o local onde havia uma galeria de água, que chega ao Córrego Ponta Porã. O prédio da associação, onde começa a erosão, está abandonado, mas as casas mais próximas estão a quase 200 metros, na Avenida Estados Unidos. O mecânico Jailson Perrone, que trabalha nas proximidades, teme que a cratera aumente. “A cada chuva, a erosão aumenta mais. Precisam tomar alguma providência o quanto antes para não chegar à avenida e não atingir as casas”, afirma. Ele acrescenta que a voçoroca começou há cerca de dois anos. Histórico No entanto, conforme o prefeito, a erosão já é bem mais antiga. O mesmo problema foi registrado no local há 30 anos. Algumas medidas foram tomadas, mas não suficientes para impedir que a cratera voltasse a apavorar os moradores. “Já tivemos outras voçorocas em Ivinhema e foram adotados procedimentos para contê-las. A cidade cresceu e a galeria excedeu a capacidade de escoamento, formando novamente voçoroca”, afirma Câmara. A prefeitura já tem garantidos R$ 380 mil para construção de uma escada hidráulica no Córrego Ponta Porã, com o objetivo de impedir o avanço da erosão. As obras começam assim que a Caixa Econômica Federal liberar o dinheiro viabilizado pelo governo. No entanto, ainda seriam necessários R$ 2 milhões para acabar com a cratera. “Inicialmente, pretendemos estancar o pro- Propriedade rural de Ivinhema foi parcialmente destruída por erosão e dono teve prejuízos com a morte de cabeças de gado e queda de cercas Buraco gigantesco formou-se em frente à chácara de Antônio Pereira, que teve de providenciar caminho alternativo para sair de casa blema. Com outro projeto, vamos fazer a parte de recuperação da área”, diz. Prejuízos O produtor rural Hugo de Souza Amorim, 56 anos, já perdeu bois, cercas e parte do terreno da fazenda por conta da voçoroca em Ivinhema. Ele mora há 15 anos no local e há dois anos assiste à parte do terreno da propriedade ser carregada pelas águas do Córrego Ponta Porã durante as chuvas. Poucos metros depois da sede, está a erosão. É justamente na área pertencente a Hugo que termina a voçoroca. “Até hoje, ninguém veio me procurar para ressarcir o que perdi ou para pelo menos conversar sobre o que está acontecendo”, disse Hugo. Ele conta que teve de arrendar propriedade vizinha para colocar o gado. “Não tenho como deixar os bois no meu sítio. Se a voçoroca aumentar ou um boi cair lá, vai morrer. Já tive de refazer três vezes a cerca, mas a água leva tudo”, afirma.

Tragédia

GSI abre inquérito para investigar morte de agente na entrada do Alvorada

*Alerta: a reportagem abaixo trata de temas como suicídio e transtornos mentais. Se você está passando por problemas, veja ao fim do texto onde buscar ajuda

10/03/2026 16h00

Palácio do Planalto

Palácio do Planalto Fotos: Rafa Niddermayer/ Agência Brasil

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Um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) tirou a própria vida nesta terça-feira, 10, na entrada de serviço do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília. O órgão informou que abrirá um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar as circunstâncias da morte.

Em nota, o GSI lamentou o episódio e afirmou que está prestando apoio à família do militar. Após o incidente, o acesso da imprensa às instalações do Palácio da Alvorada foi temporariamente interrompido.

"O GSI/PR lamenta o ocorrido e está prestando apoio à família do militar", disse o gabinete no comunicado. A instituição acrescentou que segue comprometida em manter seus integrantes "em plenas condições para cumprir a missão de proteger as instalações sob sua responsabilidade".

NOTA DA REDAÇÃO: Suicídios são um problema de saúde pública. Antes, o Estadão, assim como boa parte da mídia profissional, evitava publicar reportagens sobre o tema pelo receio de que isso servisse de incentivo. Mas, diante da alta de mortes e tentativas de suicídio nos últimos anos, inclusive de crianças e adolescentes, o Estadão passa a discutir mais o assunto. Segundo especialistas, é preciso colocar a pauta em debate, mas de modo cuidadoso, para auxiliar na prevenção. O trabalho jornalístico sobre suicídios pode oferecer esperança a pessoas em risco, assim como para suas famílias, além de reduzir estigmas e inspirar diálogos abertos e positivos. O Estadão segue as recomendações de manuais e especialistas ao relatar os casos e as explicações para o fenômeno.

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.

Canal Pode Falar

Iniciativa criada pela Unicef para oferecer escuta para adolescentes de 13 a 24 anos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades nesta página.

Mapa da Saúde Mental

O site traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.

Câmara Nacional

Congresso aprova projeto de Rose Modesto que cria piso salarial para técnicos da educação básica

O Projeto de Lei foi apresentado pela ex-deputada em 2021 e segue para o Senado

10/03/2026 15h30

Projeto foi apresentado em 2021, durante mandato de Rose na Câmara dos Deputados

Projeto foi apresentado em 2021, durante mandato de Rose na Câmara dos Deputados FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Congresso Nacional aprovou na última semana o Projeto de Lei nº 2531/2021, de autoria da ex-deputada federal Rose Modesto, que institui o piso salarial nacional para os profissionais técnicos-administrativos da educação básica pública.

O projeto foi apresentado em 2021, durante o mandato de Rose na Câmara dos Deputados, voltado à valorização de trabalhadores considerados essenciais para o funcionamento das escolas, como merendeiras, cozinheiras, auxiliares de serviços gerais, assistentes administrativos, técnicos de manutenção, apoio escolar e pedagógico não docente. 

Segundo a autora da proposta, o objetivo do projeto é reparar uma distorção histórica na educação brasileira, a falta de reconhecimento e de uma política salarial mais justa para os profissionais que atuam fora da sala de aula, mas que são fundamentais para o funcionamento da rede pública de ensino. 

“A escola funciona graças ao trabalho de muitas mãos. Merendeiras, assistentes administrativos, agentes educacionais, o pessoal da limpeza, manutenção, e tantos outros profissionais fazem parte da base que sustenta a educação pública. Garantir um piso salarial é reconhecer a importância desses trabalhadores e fortalecer a educação no Brasil”, destacou Rose. 

O projeto segue para aprovação no Senado. Caso seja aprovado, fica instituída a criação de um piso nacional para os profissionais técnico-administrativos da educação básica, onde a remuneração mínima desses trabalhadores corresponda a 75% do piso salarial nacional dos professores. 

“Vamos continuar lutando e trabalhando para que seja aprovado no Senado e que a gente possa fazer justiça com todos esses profissionais que são tão importantes para a educação pública brasileira continue avançando. Estou muito feliz. Vamos continuar lutando todos os dias para que todos os profissionais da educação sejam respeitados e valorizados”, comemorou Modesto. 

Fetems

Para a presidenta da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), a professora Deumeires Morais, a aprovação do projeto representa um avanço histórico na luta pela valorização de todos os trabalhadores da educação. 

“Essa é uma conquista importante porque reconhece que a escola não funciona apenas com professores. Existem profissionais que garantem o funcionamento da estrutura escolar todos os dias. São trabalhadores essenciais que, por muito tempo, ficaram invisibilizados nas políticas de valorização. O piso nacional para os administrativos representa um passo importante no reconhecimento desses profissionais”, afirmou.

Para o vice-presidente da Federação, professor Onivan Correa, a medida representa um movimento positivo para a construção de uma política nacional de valorização dos trabalhadores. 

“A educação pública é construída coletivamente. Cada profissional que atua dentro da escola tem um papel fundamental no processo educativo. O piso nacional para os trabalhadores técnico-administrativos fortalece a carreira, garante mais dignidade profissional e contribui para consolidar uma política de valorização mais justa para toda a comunidade escolar”, ressaltou. 

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