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A energia do Tarô da semana entre 01 e 07 de junho. Semana para decidir e não agir por impulso.

Com o Dois de Espadas como regente, esta será uma semana marcada por decisões importantes, impasses e momentos de reflexão. Diante das dúvidas, evite agir por impulso.

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Ao entrarmos em junho, mês que marca a metade do ano e simboliza esse ponto de transição entre o que já foi vivido e o que ainda está por vir, o Dois de Espadas surge como um convite para fazer as pazes com a sensação de estar “no meio do caminho”.

Entre fases da vida, entre empregos, entre relacionamentos, entre projetos, entre versões de si mesmo. Esta carta fala sobre aqueles períodos em que nada parece completamente definido, mas tudo já está em movimento. E, embora o “meio-termo” possa trazer desconforto, ele também carrega potência, transformação e amadurecimento.

O Dois de Espadas aconselha você a encontrar seu centro em meio às mudanças que giram ao seu redor. Afinal, a verdade é que estamos constantemente atravessando algum tipo de transição. O que parece indefinido ou não resolvido pode ser exatamente o espaço onde a vida está preparando seus próximos passos.

Quando enfrentamos a incerteza desse “meio do caminho”, é natural sentir dúvidas, hesitação ou até a sensação de estar paralisado. Mas esta carta lembra que nem toda resposta precisa chegar imediatamente. Às vezes, existe sabedoria em pausar, observar e permitir que a clareza amadureça no tempo certo.

Mais cedo ou mais tarde, decisões precisarão ser tomadas, mas não sob pressão ou pressa. Reúna mais informações, ouça sua intuição, reflita com calma. É nos momentos silenciosos de contemplação que a verdadeira sabedoria emerge, guiando você com mais clareza, equilíbrio e confiança para a próxima etapa da sua jornada.

Ao entrarmos em junho — o mês que marca a metade do ano — muitas pessoas podem sentir a estranha sensação de estar “entre fases”. Entre o que ficou para trás e o que ainda não tomou forma. E é exatamente nesse espaço intermediário que o Dois de Espadas se manifesta.

O que parece desconfortável ou não resolvido na sua vida neste momento? Essa sensação de estar “no meio do caminho” tem despertado ansiedade em relação ao futuro? Você consegue encontrar paz mesmo sem ter todas as respostas agora?

Existe um simbolismo de distância e recolhimento nesta carta. Mas não como solidão negativa. É um recolhimento que fortalece a conexão com a própria visão interior. A mulher do Dois de Espadas sabe que não precisa correr para encontrar respostas. Ela confia no tempo das coisas.

Na própria natureza, os momentos de transição carregam uma beleza única. O amanhecer e o entardecer são exemplos perfeitos disso. Ao cair da tarde, os pássaros retornam aos ninhos, os ventos mudam de direção, as corujas despertam e o céu se transforma em tons dourados, rosados e violetas. Há uma quietude quase mágica nesse instante “entre” o dia e a noite. A natureza nos mostra que a transição também pode ser um espaço de paz.

O Dois de Espadas pede justamente isso: que você faça as pazes com a área da sua vida que ainda está em construção. Nem tudo precisa ser decidido imediatamente. Nem toda dúvida é um problema. Algumas fases existem para amadurecer sua visão, fortalecer sua intuição e alinhar você ao seu verdadeiro centro.

As experiências que você vive agora — até mesmo as incertezas — estão moldando uma versão mais sábia, forte e consciente de si mesmo. O que hoje parece indefinido pode, na verdade, estar preparando um novo ciclo importante na sua vida.

Você não está perdido e nem atrasado. Assim como o amanhecer chega naturalmente após o crepúsculo, sua vida também está seguindo um movimento de transformação. Confie no processo. Mesmo sem enxergar todo o caminho, você está exatamente onde precisa estar.

Dois de Espadas: escolhas, impasses e o desafio de encontrar clareza

O Dois de Espadas é a carta dos impasses emocionais e da sensação de estar preso entre dois caminhos. Ele representa momentos em que a mente e o coração parecem entrar em conflito, tornando difícil enxergar com clareza qual direção seguir.

Na imagem tradicional da carta, vemos uma mulher vendada segurando duas espadas cruzadas diante do peito. As espadas simbolizam duas possibilidades, duas verdades ou duas decisões que precisam ser avaliadas. A venda indica que nem tudo está claro neste momento. Talvez ainda faltem informações, talvez existam emoções sendo reprimidas ou até um medo inconsciente de encarar a verdade por completo.

Ainda assim, existe algo profundamente simbólico na postura dessa figura: apesar da tensão, ela permanece serena. O Dois de Espadas fala sobre aquele estado de suspensão em que a vida parece pedir uma pausa antes do próximo movimento.

Quando o Dois de Espadas aparece como carta regente, ele sinaliza que talvez este não seja um momento para racionalizar excessivamente cada passo, mas sim para sentir o caminho à sua frente.

Nem sempre teremos todas as informações necessárias para tomar uma decisão completamente lógica ou definitiva e é justamente aí que a intuição ganha força.

Esta carta convida você a confiar mais na sua percepção interior, nos sinais sutis e na sabedoria silenciosa que existe dentro de si. Às vezes, a mente busca certezas que o coração já compreendeu.

Ao mesmo tempo, o Dois de Espadas também traz um alerta importante: permanecer em estado de indecisão por tempo demais pode ser profundamente desgastante, tanto emocional quanto mentalmente. Existe uma diferença entre pausar para refletir e ficar paralisado pelo medo de escolher.

O Dois de Espadas não pede decisões impulsivas, mas lembra que a vida continua fluindo. E muitas vezes, a clareza que você procura só aparece depois que decide dar o próximo passo.

Este arcano simboliza decisões difíceis em que a pessoa se sente dividida entre dois caminhos, muitas vezes sem conseguir escolher por medo de magoar, decepcionar ou ferir a outra parte envolvida. Existe um conflito silencioso entre aquilo que o coração deseja e o peso emocional das consequências que uma decisão pode trazer.

Nesse sentido, o Dois de Espadas também pode refletir, de forma inconsciente, um certo receio de avançar, de se posicionar ou de encerrar um ciclo. A indecisão surge não apenas pela dúvida sobre qual caminho seguir, mas pela tentativa de preservar a harmonia e evitar conflitos emocionais.

Associação astrológica: Lua em Libra

Astrologicamente, o Dois de Espadas é associado à Lua em Libra. Embora essa posição traga qualidades como sensibilidade, diplomacia e forte senso de justiça, ela também pode gerar dificuldade em tomar decisões rápidas, já que existe uma tendência a analisar cuidadosamente todos os lados da situação antes de agir.

Além disso, sob a influência do Dois de Espadas, muitas pessoas tendem a evitar conflitos e situações que exijam posicionamentos definitivos. Há uma busca por equilíbrio e estabilidade, mas também uma dificuldade em encarar emoções, verdades ou decisões desconfortáveis. Com isso, o desejo de preservar a paz pode acabar adiando escolhas importantes — mesmo quando, no íntimo, a alma já sabe qual caminho deseja seguir.

Vale a reflexão: quais escolhas estão sendo pedidas a você neste momento? Existe alguma decisão que vem gerando dúvidas ou dividindo o seu coração? Como você costuma lidar com a indecisão? O que ajuda você a encontrar clareza, fazer suas escolhas e seguir em frente com confiança?

Dois de Espadas no amor

Essa energia também aparece com frequência nos relacionamentos. Emocionalmente, essa carta representa alguém dividido entre desejos, responsabilidades ou sentimentos contraditórios. Às vezes, somos nós que precisamos tomar uma decisão difícil. Em outras situações, estamos esperando que outra pessoa decida algo que impacta diretamente nossa vida emocional. O Dois de Espadas relembra que, por mais desafiador que seja, escolher aquilo que parece mais verdadeiro e autêntico para si mesmo é essencial.

Dois de Espadas no trabalho

O Dois de Espadas indica impasses e decisões difíceis no ambiente profissional. Você pode se ver dividido entre pessoas, projetos ou até mesmo caminhos de carreira. Evite agir sem ter todas as informações necessárias. Antes de escolher, reflita, pesquise e avalie cuidadosamente suas opções.

Dois de Espadas no dinheiro

No campo financeiro, o Dois de Espadas sugere a necessidade de encarar a realidade com mais clareza. Você tem evitado olhar para alguma questão relacionada ao dinheiro? Talvez seja mais confortável adiar certas decisões do que enfrentar escolhas que exigem prioridades e renúncias.

Como naqueles momentos em que você deseja trocar de carro e comprar um laptop novo, mas uma análise mais realista das suas finanças mostra que, por enquanto, será preciso escolher apenas uma dessas opções. Seja qual for a situação, procure avaliá-la com clareza, racionalidade e bom senso.

A mensagem do Dois de Espadas

O Dois de Espadas surge como um convite para desacelerar, ouvir a própria intuição e compreender que nem toda resposta chega imediatamente. Algumas decisões precisam amadurecer no silêncio.

Ao mesmo tempo, esta carta também alerta sobre o perigo de permanecer tempo demais em estado de indecisão. Existe um momento em que será necessário retirar a venda, confiar na própria sabedoria interior e seguir em frente, mesmo sem garantias absolutas.

Nem sempre teremos total clareza antes de agir. Às vezes, a clareza aparece justamente depois que damos o próximo passo.

O Dois de Espadas lembra que nem sempre a melhor escolha é a mais rápida. Antes de decidir, procure reunir mais informações, ouvir sua intuição e observar o que talvez esteja sendo ignorado.

Às vezes, a indecisão surge porque ainda há algo que precisa ser compreendido. Permita-se analisar os fatos com calma e encontrar o equilíbrio entre razão e emoção. As respostas virão no momento certo.

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." (William Shakespeare)

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Diálogo

Pelo andar da carruagem, a Justiça Eleitoral terá trabalho redobrado nas... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (5)

05/08/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Isabel Allende - escritora chilena

"A vida é puro ruído entre dois silêncios abismais. Silêncio antes de nascer, silêncio após a morte”.

FELPUDA 

Pelo andar da carruagem, a Justiça Eleitoral terá trabalho redobrado nas próximas eleições. Adversários estarão de olho em cada movimento dos concorrentes, munidos de binóculos de alta precisão. Qualquer detalhe poderá ganhar dimensão de denúncia, dependendo do olhar de quem estiver do outro lado. E a ironia corrre solta. Tipo: Atenção! Bebeu água gelada e deu mau exemplo, afetando a garganta dos idosos? Na disputa eleitoral, até o que parece irrelevante começa a ganhar importância. E desse jeito, logo vão precisar fiscalizar até quem espirrou fora de hora. Afe!

Diálogo

Unha e dedo

Os adversários do PT estão se divertindo com a aproximação entre Fábio Trad e Zeca do PT, principalmente porque a memória política tem dessas coisas: não costuma respeitar alianças de ocasião. Foi Trad quem ajudou  a derrubar a aposentadoria para ex-governadores.

Mais

A medida atingiu diretamente Zeca, que na época não economizou nos adjetivos contra, digamos, o seu algoz. Hoje, porém, os dois aparecem lado a lado. O tempo cura feridas, dizem. Em ano eleitoral, parece que também fornece esparadrapo, porque os dois estão grudados que só.

Diálogo Gleda Brandão Martins de Araújo, que comemora idade nova hoje - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoBarbara Guedes Nespoli - Foto: Arquivo Pessoal

Quem te viu...

Com as chapas definidas, algumas candidaturas chamam mais atenção que outras. Uma delas pertence à quem, tempos atrás, distribuiu críticas aos deputados com mais de 60 anos e chegou a dizer que a Assembleia não era “casa de repouso”. Agora, disputa vaga na Câmara Federal por um partido que abriga alguns dos veteranos que eram alvos de suas alfinetadas. Desde então, o discurso sobre renovação entrou em discreto silêncio. 

Realidade

O recuo de Nelson Trad Filho também enterrou o plano do MDB de indicar o ex-ministro Marun para a suplência ao Senado. Sem espaço na chapa majoritária, o partido oficializou apoio à reeleição do governador Riedel e voltou suas atenções para a eleição de deputados estaduais. Lideranças admitem que o cenário para a Câmara Federal é pouco favorável. O contraste evidencia a perda de protagonismo de um partido que já foi uma das maiores forças políticas de MS.

Confirmadas

O Republicanos homologou o nome do vice-governador Barbosinha para disputar a reeleição na chapa de Eduardo Riedel. A decisão confirma cenário antecipado pelo Correio do Estado ainda em julho de 2025, quando a permanência do vice na chapa já era tratada como provável. Na mesma reportagem, também foram apontadas a saída de Reinaldo Azambuja do PSDB para o PL e a reorganização do grupo governista. As previsões acabaram se confirmando um ano depois. Como se vê...

ANIVERSARIANTE 

  • Gleda Brandão Martins de Araujo, 
  • Joana Carvalho, 
  • Guilherme Ferreira de Brito,
  • Solange Regis Wanderley, 
  • Luciana Rodrigues, 
  • Cristiane Ramos Rodrigues Palacios, 
  • Conceição Nogueira Silva, 
  • Robson Jara Ottano,
  • Elbio Afonso Meneghel,
  • Fatima Regina Silva Correa,
  • Irene Corrêa Nogueira Marques Machado,
  • Jorge Massamori Miura,
  • Marco Antônio Casadei,
  • Pedro Isao Costa Muta,
  • Magnólia D’ Mó Domelles Bordignon Tokikawa,
  • Cleunir Tadeu Florêncio,
  • Juvenal Valentim,
  • Leonardo Planez Diniz,
  • Gilberto Emanoel da Silva,
  • Sílvio Colombelli,
  • Lídio Nogueira Lopes, 
  • Diva Maria Atallah, 
  • Wellighton Fernandes Varela,
  • Gervasio Tadashi Karimata,
  • Marlene Vicente da Silva,
  • Wesley Neres da Silva Campos,
  • William Rodrigo Rechimbach Paim,
  • Lucia Cristina Morel Fai,
  • Eliane Teixeira de Almeida,
  • Matheus Martelli, 
  • Zany Pereira de Castilho,
  • Eduardo Crivellente Neto, 
  • Mirna Sandra Di Giacomo Adri, 
  • José Carlos Manhabusco, 
  • Alvaro Coelho de Paula, 
  • Fauze Antônio Moaccar Orro,  
  • Aparecida Borgo,
  • Leila Mansur Saad,
  • Ésio Vicente de Matos, 
  • Gilson Alves de Souza,
  • Jéssica Monteiro Ferzeli, 
  • Zenilda dos Santos Alcântara,
  • Loacir da Silva,
  • Marcelo Câmara Rasslan, 
  • Dr. Leandro Pedro de Melo,  
  • Dra. Livia Maria de Souza,
  • Ruth dos Santos Pires,
  • Dr. Roberto Tambelini, 
  • Tomaz Soares Aragão,
  • Eluanyr de Lara e Souza,
  • Sandra de Abreu Marques,
  • Adélia Paredes Pacheco,
  • Tânia Maria Albuquerque,
  • Arituza Corrêa Alvarenga,
  • Wolmer Tardin Filho,
  • Iracema Amâncio Bezerra,
  • Edimilson Malangoli,
  • Luciene Estevão de Andrade,
  • José Franzini,
  • Sonia Maria de Andrade,
  • Ítalo Borges,
  • Aparício Rodrigues de Almeida Junior,
  • Renato de Souza Coelho,
  • Dr. Onofre Cândido Rosa, 
  • César Antonio Guazzelli,
  • Daniela Vieira Perez, 
  • Dra. Emmanuella Nunes da Costa,
  • Maria Helena Charbel, 
  • Telmo Verão Farias,
  • Cândido Ottoni,
  • Jeferson dos Santos Souza,
  • Celeido Carlos Vargas,
  • Celsomilio dos Reis Fraga,
  • Maria Rita Ferreira de Almeida,
  • Vicente Custódio da Silva,
  • Idaici Simão Kehdy Nascimento,
  • Maria Cleide Espíndola da Cunha,
  • Lorena Assis,
  • Maria José Carvalho,
  • Paula Rodrigues Lima,
  • Rosa Maria Vieira,
  • Meire Oliveira Bandeira, 
  • Eliane Cristina Junqueira Nelli,
  • Anderson Barbosa Passos,
  • Débora Maciel,
  • Osvaldo Consalter,
  • Marcelo Crepaldi Dias Barreira,
  • Soraya de Oliveira da Costa,
  • Dr. Alberto Kenzi Arakaki, 
  • José Benedito Martins,
  • Eda Maria Furlani Piedade,
  • Sandra Câmara Martins e Souza,
  • Magno Pereira Ozório,
  • Antonio dos Santos de Almeida Filho,
  • Vanessa Fuchs Loureiro,
  • Fábio Santos Ascenço,   
  • Erik Nascimento Sativa,
  • Marcio Kalat Mayer,
  • Eneida de Araujo Schneider,
  • Teresinha Roseli Borelli 
  • Del Guerra,
  • Marcos Andre Egami,
  • Karen Miriam Ide,
  • Eder Marcelo Mochiuti,
  • Luiz Felipe Viegas Josgrilbert,
  • Viviane Sayuri Ogura Arashiro,
  • Ana Carolina Fregonese Barros.

Colaborou com Tatyane Gameiro. 

crônica

Todo mundo sabe...

04/08/2026 09h15

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Sabe o que exatamente o que você deveria fazer, o que deveria pensar, como deveria reagir, que remédio tomar, que caminho seguir, onde errou e, naturalmente, como consertar a própria vida. Tudo isso antes mesmo de você terminar a primeira frase.

Ainda outro dia comecei a comentar porque prefiro viajar de um determinado jeito. Não consegui chegar ao ponto principal. Vieram logo as explicações, os conselhos e as soluções. “Você precisa relaxar.” “Está complicando demais.” “Faz assim que dá certo.”

Ninguém perguntou por que eu pensava daquela forma.

Tenho a impressão de que estamos vivendo a era dos especialistas em tudo. Há quem saiba como você deve educar os filhos, cuidar da saúde, administrar o dinheiro, enfrentar um luto, escolher um restaurante, votar, viajar e até envelhecer. Tudo em poucos segundos e sem fazer uma única pergunta.

A internet, claro, ampliou esse fenômeno. Antes, o palpiteiro de plantão ficava restrito à mesa do bar ou ao almoço de domingo. Hoje ganhou plateia, seguidores e algoritmos. Nunca foi tão fácil distribuir opiniões. Nunca foi tão difícil encontrar alguém disposto a ouvir.

O filósofo francês Michel de Montaigne escreveu que “a palavra é metade de quem fala e metade de quem ouve”. Fico pensando se não estamos perdendo justamente essa segunda metade. Já não escutamos para compreender. Escutamos apenas o suficiente para formular uma resposta.

No outro extremo estão os eternamente ofendidos. Uma opinião diferente, uma frase mal colocada, uma brincadeira que não agrada e instala-se o tribunal. Discordar virou ofensa. Contradizer passou a ser falta de respeito. Parece que desaprendemos uma das habilidades mais importantes da convivência: aceitar que o outro pense diferente de nós.

Confesso que percebo esse comportamento com mais frequência desde que entrei na terceira idade. Parece que os cabelos brancos conferem aos outros uma curiosa autoridade para nos explicar a vida. Não é exatamente desrespeito. É uma condescendência apressada, como se experiência tivesse prazo de validade. Como se envelhecer apagasse tudo o que aprendemos pelo caminho.

Curiosamente, quando eu era mais jovem, gostava de ouvir as pessoas mais velhas. Nem sempre concordava, mas havia uma curiosidade sincera sobre o que elas tinham vivido. Hoje tenho a impressão de que muita gente prefere ensinar a aprender.

Talvez o filósofo estoico Epicteto tivesse razão ao lembrar que temos dois ouvidos e apenas uma boca. A natureza parecia saber alguma coisa que nós esquecemos. E talvez seja esse o verdadeiro problema do nosso tempo. 

Não é que todo mundo fale demais. Como lembrava Rubem Alves em seus escritos sobre a arte de escutar, o grande problema é que muita gente não ouve para compreender; apenas espera a vez de falar. 

É que todo mundo já sabe.
 

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