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Sempre ativo: o corpo não foi feito para ficar sentado

É importante levantar a cada 30 a 60 minutos, caminhar ou realizar movimentos simples para interromper a inatividade

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Passar muitas horas sentado virou parte da rotina de muita gente, seja no trabalho, no trânsito ou em casa. O problema é que o corpo não foi feito para isso.

"Quando permanecemos muito tempo na mesma posição, especialmente sentados, reduzimos a atividade muscular, pioramos a circulação e aumentamos a rigidez das articulações. Ao longo do tempo, isso impacta não só a postura, mas também a saúde metabólica, elevando riscos que vão além das dores nas costas. E um ponto importante: mesmo quem treina regularmente não está imune aos efeitos do comportamento sedentário", alerta Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech Company.

Do ponto de vista muscular, o organismo começa a se reorganizar de forma pouco eficiente. Os glúteos, fundamentais para a estabilidade e a força, tendem a "desligar". O core profundo perde eficiência, comprometendo a sustentação da coluna.

Ao mesmo tempo, músculos como os flexores do quadril e os peitorais encurtam, levando o corpo a posições cada vez mais fechadas. Esse desequilíbrio cria um ambiente propício para dores, desconfortos e perda de funcionalidade.

O profissional de Educação Física reforça que a solução não está apenas em "se exercitar", mas em restaurar o funcionamento do corpo. Exercícios que trabalham a extensão de quadril, a estabilidade do core e a mobilidade torácica são essenciais.

Movimentos simples, como ponte de glúteo, exercícios de controle de tronco e abertura de peito, ajudam a reequilibrar o sistema. Mais importante do que a complexidade é a consistência e a qualidade do movimento.

Outro ponto fundamental é a frequência. Não adianta treinar uma hora por dia e passar o restante do tempo completamente parado. Interromper o tempo sentado ao longo do dia faz muita diferença.

Levantar a cada 30 ou 60 minutos, caminhar um pouco e realizar alguns movimentos simples já ajuda o organismo a sair do estado de inatividade. Pequenas pausas ao longo do dia têm um impacto maior do que se imagina.

"Muita gente ainda acredita que o alongamento resolve tudo, mas não é bem assim. Embora seja importante, o alongamento isolado não corrige o problema se o corpo não estiver forte e bem ativado. Por isso, o fortalecimento, combinado à mobilidade, deve ser a base. O corpo precisa reaprender a gerar e controlar força nas posições corretas", pontua Netto.

Sempre ativo: o corpo não foi feito para ficar sentado - Divulgação

A boa notícia é que não é preciso ir à academia no meio do expediente para começar a mudar esse cenário. Levantar-se, caminhar, fazer alguns agachamentos, movimentar a coluna e ajustar a posição dos ombros já são atitudes simples e eficazes. O objetivo não é se cansar, mas manter-se ativo ao longo do dia.

Quando falamos em dores, especialmente na lombar e no pescoço, a prevenção passa por três pilares: movimento, força e ergonomia.

Ajustar a altura da cadeira e do computador ajuda, mas não resolve o problema sozinho. O mais importante é evitar permanecer muito tempo na mesma posição e manter o corpo preparado para as demandas do dia a dia.

Treinos curtos, de 10 a 15 minutos, também têm seu valor. Eles melhoram a mobilidade, promovem a ativação muscular e ajudam a reduzir os efeitos do comportamento sedentário.

Mas é importante entender que não compensam totalmente um dia inteiro sentado. São uma ferramenta útil, mas não a única estratégia.

Outro ponto que merece atenção é a postura. Sentar-se corretamente ajuda a reduzir a sobrecarga momentânea, mas não substitui o movimento.

Não existe postura perfeita mantida por horas: o corpo precisa de variação. Alternar posições ao longo do dia é mais eficaz do que tentar manter uma única forma de sentar.

Entre os erros mais comuns estão tentar compensar tudo em um único treino intenso, focar apenas no alongamento e ignorar a necessidade de pausas durante o dia.

O organismo responde melhor a estímulos frequentes e consistentes do que a intervenções pontuais e extremas.

A boa notícia é que as respostas aparecem relativamente rápido. Em uma ou duas semanas, já é possível perceber melhora na mobilidade e redução dos desconfortos. Em poucas semanas, o corpo começa a responder com mais controle e eficiência. O segredo está na regularidade.

"No fim das contas, o problema não é sentar-se, mas ficar tempo demais sem se mover. E a solução não é complicada: basta lembrar que o corpo foi feito para o movimento", finaliza Netto.

Cinema Correio B+

Honestino volta ao presente pelas mãos de Bruno Gagliasso

Em passagem pelo Bonito CineSur, ator e diretor Aurélio Michiles defenderam o cinema como instrumento de memória e resistência

01/08/2026 16h10

Honestino volta ao presente pelas mãos de Bruno Gagliasso

Honestino volta ao presente pelas mãos de Bruno Gagliasso Foto: Divulgação

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Há nomes que permanecem na História e, ainda assim, correm o risco de perder aquilo que um dia tiveram de mais concreto: um rosto, uma família, amigos, desejos, medos e uma vida interrompida.

Honestino Guimarães tornou-se símbolo da resistência à ditadura militar brasileira, mas foi também um jovem que escrevia poemas, estudava, amava e imaginava um futuro que lhe foi roubado.

Foi esse homem anterior ao símbolo que Bruno Gagliasso procurou encontrar em Honestino, filme dirigido por Aurélio Michiles e apresentado na noite de sábado, 25 de julho, durante o Bonito CineSur.

A produção mistura documentário e ficção para reconstruir a trajetória do líder estudantil, presidente da União Nacional dos Estudantes e um dos desaparecidos políticos do regime militar.

Honestino foi preso e perseguido por sua atuação política. Desapareceu em 1973, depois de ser capturado por agentes da repressão, e seu corpo jamais foi encontrado. Mais de cinco décadas depois, sua história continua marcada não apenas pelo que se sabe, mas também por tudo aquilo que o Estado brasileiro ainda não foi capaz de responder.

Aurélio Michiles parte dessa ausência para construir um filme que não pretende encerrar a história, mas devolvê-la ao presente. Para isso, utiliza cartas, poemas, documentos, imagens de arquivo e depoimentos de pessoas que conviveram com Honestino.

Nas sequências dramatizadas, Bruno Gagliasso assume o papel do líder estudantil, dando corpo e voz a um jovem cuja imagem ficou durante muito tempo limitada aos registros da militância e da repressão.

O homem antes do símbolo

Após a sessão, Bruno explicou que seu desafio não era interpretar apenas um personagem político conhecido, mas encontrar a pessoa que existia antes de Honestino se transformar em um nome da resistência brasileira.

Essa escolha muda a relação do público com a história. Em vez de apresentar Honestino somente como mártir, o filme procura recuperar sua juventude, sua sensibilidade e suas relações afetivas.

A violência da ditadura se torna ainda mais concreta quando percebemos que ela não eliminou somente um opositor político. Eliminou um filho, um irmão, um amigo e todas as possibilidades de uma vida que ainda estava começando.

Bruno também falou sobre a responsabilidade de participar de um projeto como esse. Ao comentar a violência sofrida por Honestino e por tantos outros perseguidos pelo regime, resumiu a urgência do filme em uma frase: “Não pode normalizar”.

A afirmação diz respeito ao passado, mas inevitavelmente alcança o presente. A memória não é apenas uma forma de homenagear aqueles que desapareceram. É também uma maneira de reconhecer os mecanismos que permitiram que prisões ilegais, torturas, assassinatos e desaparecimentos fossem cometidos em nome do Estado.

Honestino volta ao presente pelas mãos de Bruno GagliassoHonestino volta ao presente pelas mãos de Bruno Gagliasso - Divulgação

Um desaparecimento que permanece

A história de Honestino guarda uma das feridas mais dolorosas da ditadura brasileira: a ausência de um corpo e de uma resposta definitiva para sua família.

Não houve despedida, sepultamento ou conclusão. O desaparecimento se prolonga no tempo porque impede que o luto encontre um ponto final.

É nessa falta que o filme de Aurélio Michiles encontra sua força. Honestino não transforma documentos em uma enumeração fria de acontecimentos.

Ao aproximar os registros históricos das lembranças de familiares e amigos, mostra que a política atravessa vidas individuais e deixa consequências que permanecem muito depois do fim oficial de um regime.

O longa também ajuda a aproximar essa história de gerações que não viveram a ditadura e, muitas vezes, conhecem seus crimes apenas de maneira superficial.

A presença de Bruno Gagliasso certamente amplia o alcance do filme, mas o ator não tenta se sobrepor ao personagem. Seu trabalho está justamente em devolver humanidade a um nome que os documentos oficiais tentaram apagar.

O cinema como memória

A exibição no CineSur ganhou um significado particular por acontecer em um festival dedicado ao encontro entre diferentes cinematografias da América do Sul, continente marcado por ditaduras, perseguições políticas e disputas permanentes em torno da memória.

Ao trazer Honestino para Bonito, o festival reafirma que o cinema não serve apenas para representar o passado. Também pode questionar as versões oficiais, recuperar histórias interrompidas e devolver espaço àqueles que foram silenciados.

Aurélio Michiles e Bruno Gagliasso não apresentaram apenas um filme sobre um jovem desaparecido em 1973. Apresentaram uma obra sobre a dificuldade brasileira de encarar plenamente sua própria história.

Enquanto famílias ainda esperarem respostas e crimes de Estado forem tratados como detalhes distantes, personagens como Honestino continuarão pertencendo tanto ao passado quanto ao presente.

O cinema talvez não consiga preencher todas as ausências. Mas pode impedir que elas sejam esquecidas.

Gastronomia

Nutricionista explica benefícios do consumo da tangerina e ensina como escolher a fruta

Rica em vitamina C, fibras, água e compostos bioativos, a fruta é uma das protagonistas do inverno brasileiro; nutricionista explica seus benefícios e ensina como escolher o alimento

01/08/2026 08h00

Entre os inúmeros benefícios da tangerina, estão a ação antioxidante e anti-inflamatória

Entre os inúmeros benefícios da tangerina, estão a ação antioxidante e anti-inflamatória Pexels

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Com aroma marcante, casca fácil de remover e sabor que equilibra doçura e acidez, a tangerina é uma das frutas mais aguardadas do inverno.

Entre abril e setembro, período que concentra sua principal safra no Brasil, ela ganha espaço nas feiras, supermercados e mesas dos brasileiros, oferecendo não apenas praticidade, mas também uma combinação de nutrientes que favorecem a saúde.

Também conhecida como mexerica ou bergamota, dependendo da região do País, a tangerina pertence ao grupo Citrus reticulata, que reúne diferentes variedades, como poncã (ou ponkan), murcott, carioca, montenegrina e verona.

É o segundo grupo de frutas cítricas mais cultivado no planeta, ficando atrás apenas das laranjas e respondendo por aproximadamente 25% da produção mundial de citros.

Segundo a nutricionista Adriana Stavro, além do sabor agradável, a fruta apresenta uma composição nutricional bastante interessante.

Uma unidade média, com cerca de 88 gramas, fornece aproximadamente 47 calorias, cerca de dois gramas de fibras, vitaminas A e C, vitaminas do complexo B – como B1, B6 e folato –, potássio e diversos compostos bioativos responsáveis por grande parte dos seus efeitos benéficos.

Entre esses compostos estão flavonoides como hesperidina, narirutina, naringenina, nobiletina e tangeretina, além de carotenoides e outros compostos fenólicos que têm ação antioxidante e anti-inflamatória.

Outro destaque é o elevado teor de água. Cerca de 85% da composição da fruta é formada por água, tornando a tangerina uma aliada também na hidratação do organismo, especialmente durante dias secos, comuns em boa parte do inverno brasileiro.

BENEFÍCIOS

Um dos principais benefícios associados ao consumo da tangerina está na sua elevada capacidade antioxidante.

A vitamina C, com os flavonoides e carotenoides presentes na fruta, ajuda a neutralizar os radicais livres, moléculas produzidas naturalmente pelo organismo, mas que, em excesso, favorecem o envelhecimento precoce das células e aumentam o risco para diversas doenças crônicas.

Ao reduzir o estresse oxidativo, esses compostos ajudam a proteger tecidos e células, contribuindo para uma melhor manutenção da saúde ao longo da vida.

Os flavonoides presentes na tangerina também exercem importante papel na redução de processos inflamatórios.

De acordo com Adriana Stavro, essas substâncias auxiliam na diminuição da produção de citocinas inflamatórias e combatem o estresse oxidativo.

Além disso, embora nenhum alimento seja capaz de prevenir doenças isoladamente, uma alimentação equilibrada fortalece o sistema imunológico.

Nesse contexto, a vitamina C da tangerina desempenha papel importante ao participar da atividade das células de defesa do organismo, contribuindo para uma resposta imunológica mais eficiente.

Por isso, a fruta pode ser uma excelente opção para compor os lanches e sobremesas durante os meses mais frios do ano.

A vitamina C também participa diretamente da produção de colágeno, proteína responsável pela firmeza da pele, elasticidade dos tecidos e cicatrização.

Seu consumo adequado favorece ainda a manutenção da integridade dos vasos sanguíneos e auxilia nos processos naturais de reparação do organismo.

Cada tangerina também fornece aproximadamente dois gramas de fibras alimentares. Essas fibras ajudam a regular o trânsito intestinal, contribuem para prevenir a constipação e favorecem o equilíbrio da microbiota intestinal, conjunto de microrganismos essenciais para diversas funções do organismo.

Além disso, promovem maior sensação de saciedade, podendo auxiliar no controle da fome entre as refeições.

Apesar do sabor adocicado, a tangerina apresenta baixo índice glicêmico quando consumida inteira.

Isso acontece porque suas fibras reduzem a velocidade de absorção dos carboidratos.

Estudos experimentais também sugerem que alguns flavonoides presentes na fruta, especialmente a naringenina, podem contribuir para melhorar a sensibilidade à insulina e favorecer o metabolismo da glicose.

Entretanto, esses efeitos ainda dependem de mais pesquisas em humanos para serem plenamente confirmados.

Outro benefício importante está relacionado com a absorção de ferro. A vitamina C potencializa o aproveitamento do ferro não heme – aquele encontrado em alimentos de origem vegetal, como feijão, lentilha, espinafre e couve.

Consumir uma tangerina após refeições ricas nesses alimentos pode favorecer a absorção do mineral e contribuir para prevenir a deficiência de ferro.

Os flavonoides presentes na fruta, especialmente a hesperidina e a nobiletina, vêm sendo associados à melhora da função dos vasos sanguíneos.

Aliados a uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes, esses compostos podem contribuir para reduzir processos inflamatórios e o estresse oxidativo relacionados com as doenças cardiovasculares.

Embora não substituam hábitos saudáveis nem tratamentos médicos, representam mais um motivo para incluir a fruta na alimentação diária.

COMO ESCOLHER

Na hora da compra, alguns detalhes ajudam a identificar frutas de melhor qualidade.

A orientação da nutricionista é escolher unidades firmes, pesadas para o tamanho e com casca íntegra.

A cor, entretanto, nem sempre indica o grau de maturação, já que varia conforme a variedade cultivada.

Depois da compra, elas podem permanecer alguns dias em temperatura ambiente. Para aumentar sua durabilidade, basta armazená-las sob refrigeração.

Entre os inúmeros benefícios da tangerina, estão a ação antioxidante e anti-inflamatóriaSuco de tangerina anti-inflamatório - Foto: Pexels

SUCO DE TANGERINA ANTI-INFLAMATÓRIO

Ingredientes:

  • 1 tangerina descascada e sem sementes;
  • Suco de 1 limão;
  • 1 pedaço pequeno de gengibre (cerca de 2 cm x 2 cm);
  • 100 ml de água filtrada ou água de coco;
  • Gelo a gosto.

Modo de Preparo:

> Bata todos os ingredientes no liquidificador ou mixer até obter uma bebida homogênea. Sirva imediatamente. Se preferir, não coe o suco para preservar as fibras.

SALADA DE FOLHAS COM TANGERINA E CASTANHAS

Entre os inúmeros benefícios da tangerina, estão a ação antioxidante e anti-inflamatóriaSalada de folhas com tangerina e castanhas - Foto: Pexels

Ingredientes:

  • 2 xícaras (chá) de folhas verdes;
  • 2 tangerinas em gomos;
  • 1/4 de xícara (chá) de castanhas picadas;
  • Queijo branco em cubos (opcional);
  • Azeite de oliva, limão, sal e pimenta-do-reino a gosto.

Modo de Preparo:

> Misture as folhas, acrescente os gomos de tangerina, as castanhas e o queijo. Tempere com azeite, limão, sal e pimenta. Sirva imediatamente.

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