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A energia do Tarô da semana entre 13 e 19 de julho. Confie no seu potencial e dê o primeiro passo.

O Pajem de Paus anuncia uma semana de movimento, descobertas e novos começos, convidando você a transformar inspiração em ação.

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Pajem de Paus- A coragem de acender uma nova chama

Há semanas em que a vida nos convida ao recolhimento. Em outras, ela nos impulsiona para frente, despertando uma inquietação criativa que torna impossível permanecer no mesmo lugar. Esta é uma dessas semanas.

O Pajem de Paus surge como a carta regente trazendo consigo toda a força do elemento Fogo: entusiasmo, criatividade, coragem, transformação e movimento.

Sua presença anuncia um período em que as ideias começam a ganhar forma, oportunidades surgem de maneira inesperada e sentimos um desejo quase irresistível de experimentar algo novo. É como se uma centelha fosse acesa dentro de nós, lembrando que sempre existe espaço para recomeçar.

Os Pajens — chamados de Valetes em alguns baralhos — representam o arquétipo do aprendiz. Diferentemente dos Reis, Rainhas e Cavaleiros, eles ainda não dominam completamente seu elemento.

Estão descobrindo seus talentos, explorando possibilidades e construindo experiência. Por isso, simbolizam o início de uma jornada, aquele momento em que tudo ainda é potencial.

Quando um Pajem aparece como carta regente, costuma anunciar novidades, convites, oportunidades, mensagens ou acontecimentos capazes de inaugurar um novo ciclo.

Mas ele também deixa um importante ensinamento: oportunidades são sementes. Elas carregam enorme potencial, mas precisam de dedicação, coragem e constância para florescer.

Entre todos os Pajens, o de Paus talvez seja o mais inquieto e inspirador. Curioso por natureza, ele aprende fazendo. Não espera sentir-se totalmente preparado para agir, porque compreende que a verdadeira confiança nasce justamente durante o caminho.

Seu entusiasmo é maior do que o medo, e sua disposição para explorar novos territórios faz dele um dos grandes símbolos dos novos começos no Tarô.

Na imagem da carta, cada detalhe reforça essa mensagem. O bastão que segura já apresenta pequenos brotos verdes, mostrando que uma nova vida começa a despontar. A pena vermelha em seu chapéu representa conquistas futuras e paixão pelo que se faz.

As pirâmides ao fundo lembram que toda energia precisa de direção para produzir resultados. E o deserto ensina uma das lições mais bonitas da carta: mesmo os terrenos mais áridos podem florescer quando encontram propósito e determinação.

Talvez seja exatamente isso que esta semana esteja pedindo de você.

Pode surgir uma ideia aparentemente simples, um projeto antigo voltar a chamar sua atenção, um convite inesperado aparecer ou nascer a vontade de aprender algo completamente novo.

Pode ser um curso, uma mudança de carreira, um empreendimento, uma viagem ou apenas uma decisão que vinha sendo adiada há muito tempo.Não ignore esse chamado.

Muitas vezes imaginamos que precisamos ter todas as respostas antes de começar qualquer coisa importante. Esperamos o momento perfeito, mais experiência, mais dinheiro, mais segurança. O Pajem de Paus desmonta essa lógica.

Ele nos lembra que ninguém inicia uma jornada sabendo exatamente onde ela vai terminar. É caminhando que descobrimos o caminho.

Talvez a vida esteja colocando em suas mãos responsabilidades maiores justamente porque enxerga capacidades que você ainda não reconheceu completamente em si. Nem sempre nos sentimos prontos para as oportunidades que aparecem. Frequentemente, é aceitando esses desafios que descobrimos do que realmente somos capazes.

Essa carta também desperta uma enorme força criativa. E criatividade não pertence apenas aos artistas. Ela se manifesta sempre que encontramos soluções diferentes para problemas antigos, reinventamos nossa rotina ou enxergamos possibilidades onde antes víamos apenas obstáculos.

Por isso, vale prestar atenção às pequenas inspirações dos próximos dias. Uma conversa casual, um livro, um filme, uma viagem ou até um comentário aparentemente sem importância podem despertar exatamente a ideia que você procurava.

Grandes transformações raramente começam de maneira grandiosa. Na maioria das vezes, elas nascem como uma pequena centelha que precisa apenas de espaço para crescer.

O Pajem também fala sobre aprendizado. Acima de tudo, ele é um estudante da vida. Faz perguntas, experimenta, observa, erra e recomeça sem transformar os próprios erros em fracassos.

Talvez uma das maiores lições desta carta seja justamente desenvolver humildade para continuar aprendendo, independentemente da idade ou da experiência acumulada.

Esta é uma excelente semana para iniciar um curso, desenvolver novas habilidades, aprofundar conhecimentos ou explorar áreas completamente diferentes daquelas às quais você está acostumado. O conhecimento adquirido agora poderá abrir portas importantes no futuro.

Outro aspecto bastante positivo dessa carta está relacionado às notícias. O elemento Fogo movimenta situações que estavam paradas e costuma trazer respostas aguardadas. Um telefonema, um e-mail, uma entrevista, uma proposta profissional ou uma oportunidade inesperada podem marcar esta semana.

Para quem busca recolocação, deseja empreender ou iniciar um novo projeto, o Pajem de Paus costuma ser um excelente presságio.

Mas existe um alerta importante.

Toda essa energia criativa pode facilmente transformar-se em dispersão. O Pajem gosta de variedade, novidades e desafios, mas corre o risco de querer abraçar tudo ao mesmo tempo. Ter muitas ideias é maravilhoso; realizá-las exige foco. Antes de sair plantando sementes em todas as direções, escolha quais realmente merecem sua dedicação.

Existe também sua sombra. Quando o fogo não encontra um caminho para se expressar, pode transformar-se em ansiedade, impulsividade, irritação e frustração.

Se você perceber uma sensação de inquietação ou de estar preso, talvez o Universo esteja apenas mostrando que chegou a hora de iniciar alguma coisa — mesmo que seja um passo pequeno.

Nos relacionamentos, o clima também se torna mais leve. O Pajem de Paus favorece encontros, conversas estimulantes, paqueras e novas conexões. Para quem busca um novo amor, este é um período propício para conhecer pessoas inspiradoras e iniciar romances de maneira espontânea, sem excesso de expectativas.

Para quem já vive uma relação, a carta convida o casal a sair da rotina. Experimentar programas diferentes, viajar, aprender algo juntos ou simplesmente compartilhar novos interesses pode renovar o entusiasmo e fortalecer os laços.

Ao mesmo tempo, ela lembra que relações saudáveis também respeitam o espaço individual e incentivam o crescimento de cada pessoa.

Na vida profissional, esta é uma carta extremamente favorável. Ela anuncia projetos criativos, treinamentos, mudanças de função, novas responsabilidades, entrevistas e possibilidades de expansão. Se sua rotina vinha parecendo repetitiva ou sem propósito, esta semana pode trazer exatamente o estímulo necessário para reacender sua motivação.

Nas finanças, o momento também é promissor, especialmente quando os recursos estão ligados ao empreendedorismo, à criatividade ou ao investimento em conhecimento. Cursos, especializações e novas competências podem representar retornos muito maiores do que aparentam neste momento. Ainda assim, a carta aconselha cautela com gastos impulsivos motivados apenas pela empolgação.

A energia do Pajem de Paus ganha ainda mais força com a Lua Nova em Câncer, que acontece na terça-feira, 14 de julho. E esta não será uma Lua Nova qualquer: trata-se de uma superlua, que surge aparentemente maior e mais luminosa no céu, intensificando também nossos movimentos internos, emoções e percepções.

Toda Lua Nova marca o início de um novo ciclo, um convite para plantar intenções e abrir espaço para o que desejamos construir. Nesta lunação, porém, o principal aprendizado está em encontrar equilíbrio entre a busca por realização profissional e a necessidade de segurança emocional.

Enquanto Câncer nos reconecta às nossas raízes, aos vínculos afetivos, à família e ao sentimento de pertencimento, essa Lua também direciona o olhar para a carreira, os objetivos de longo prazo e o lugar que desejamos ocupar no mundo.

É um momento especialmente favorável para redefinir metas, reorganizar prioridades e refletir se o caminho profissional escolhido está alinhado não apenas às ambições, mas também aos valores e àquilo que verdadeiramente nos nutre.

É justamente nesse ponto que o Pajem de Paus se torna um grande aliado. Tanto a carta quanto a Lua Nova falam de começos, coragem e abertura para novas possibilidades. Ambos despertam o entusiasmo necessário para dar o primeiro passo, experimentar novos caminhos e confiar mais na própria inspiração.

Ao mesmo tempo, deixam um lembrete importante: crescer não significa romper com as próprias raízes.

O verdadeiro progresso acontece quando a vontade de explorar o novo caminha lado a lado com aquilo que nos oferece estabilidade, acolhimento e sentido.

O propósito também nasce desse encontro entre sonho e pertencimento. Ele raramente surge como uma resposta pronta. Vai sendo construído ao longo da jornada, nas escolhas que fazemos, nos desafios que aceitamos, nos erros que nos transformam e nos aprendizados que acumulamos. Cada experiência amplia nossa consciência e revela, pouco a pouco, uma versão mais autêntica de quem somos e do caminho que realmente viemos trilhar.

Independentemente da idade, existe dentro de cada pessoa uma parte que continua curiosa, criativa e disposta a sonhar. É essa parte que o Pajem desperta.

Se esta carta escolheu conduzir sua semana, talvez esteja dizendo que não é mais hora de esperar por todas as certezas. É hora de confiar na primeira inspiração, plantar uma nova ideia, aceitar um convite, aprender algo diferente ou simplesmente dar o primeiro passo em direção a um sonho antigo.

Porque toda grande realização começa exatamente assim: com uma pequena chama. E talvez ela já esteja acesa dentro de você.

Como escreveu Lao Tsé: "Uma jornada de mil quilômetros começa com um único passo." Talvez este seja o momento de dar o seu.

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Feira literária

Na FLIB, Sérgio Vaz defende a literatura como instrumento de humanidade e resistência

Poeta emocionou o público com declamações e afirmou que a escrita nasce da periferia para transformar vidas

11/07/2026 19h28

Sérgio Vaz, poeta e criador da Cooperifa

Sérgio Vaz, poeta e criador da Cooperifa Mariana Piell

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A literatura como ferramenta para ampliar a humanidade, transformar dores em pertencimento e fazer da periferia protagonista da própria história. Foi com esse discurso que o poeta, escritor e fundador da Cooperifa, Sérgio Vaz, marcou presença na 10ª Feira Literária de Bonito (FLIB), em um encontro que reuniu estudantes, professores e leitores de diferentes cidades de Mato Grosso do Sul.

Durante a conversa, mediada no Palco Literário da feira, Vaz alternou reflexões, poemas e respostas às perguntas do público. Em vez de uma palestra tradicional, o encontro se transformou em um diálogo sobre literatura, desigualdade, memória, política, arte e esperança.

Logo no início, o escritor explicou que sua literatura nasce da necessidade de traduzir a realidade da periferia para que ela possa ser compreendida por todos.

"A literatura mastiga a dor e entrega de um jeito que qualquer pessoa possa sentir. Eu quero que alguém leia a minha dor como se fosse a dor dele", afirmou.

Segundo o poeta, seu compromisso nunca foi escrever para os círculos intelectuais, mas para quem enfrenta diariamente as dificuldades das periferias.

"Eu sou escritor de território, terrivelmente engajado. Sou um artista cidadão. Minha preocupação é com a minha comunidade. Escrevo pensando nas pessoas da rua de cima, da rua de baixo, em quem encontro no ônibus, no metrô, na fila procurando emprego", pontuou.

Para ele, a literatura tem a capacidade de despertar sentimentos mesmo quando o leitor ainda não consegue explicar exatamente o que sentiu.

"Às vezes a pessoa diz que gostou de um poema, mas nem sabe por quê. Ela ainda não tem os signos para decifrar aquilo, mas alguma coisa já despertou dentro dela. A literatura lembra que você é um ser humano", defendeu.

Poesia contra as desigualdades

Um dos momentos mais marcantes da participação foi a declamação do poema "Os Miseráveis", inspirado na obra de Victor Hugo. No texto, Sérgio Vaz contrapõe as trajetórias de dois homens: um jovem negro e pobre que termina criminalizado e outro privilegiado que enriquece por meio da corrupção.

Nos versos, o poeta denuncia a desigualdade do sistema de justiça brasileiro e questiona a diferença de tratamento entre os crimes cometidos nas periferias e os praticados por pessoas poderosas.

A plateia respondeu com longos aplausos e, a partir dali, as perguntas praticamente deram lugar aos pedidos para que o escritor continuasse declamando seus poemas.

Escrever sem medo

Grande parte da conversa foi dedicada aos jovens presentes na FLIB. Questionado sobre como começar a escrever poesia, Sérgio Vaz deu um conselho direto.

"O mais difícil não é escrever um poema. O mais difícil é achar que alguém vai gostar dele. Então escreva. Quanto mais você escreve, mais encontra a sua identidade", orientou o poeta.

Ele também lembrou que passou anos tentando escrever como outros autores até descobrir que precisava encontrar a própria voz.

"Eu achava que poeta era quem escrevia difícil. Fazia textos que nem eu entendia. A virada aconteceu quando conheci a obra da Carolina Maria de Jesus e comecei a frequentar os palcos do hip-hop. Descobri que podia escrever do jeito que eu falava", disse.

Ao responder uma estudante que perguntou como encontrou seu estilo, reforçou que a medida do artista nunca deve ser o outro.

"Abaixo do radar também se voa. Você precisa fazer aquilo em que acredita, não aquilo que os outros esperam", pontuou.

A literatura pode mudar vidas

Ao recordar o trabalho desenvolvido há quase duas décadas na Fundação Casa e em penitenciárias paulistas, Sérgio Vaz contou que foi ali que compreendeu que todos gostam de poesia, mesmo aqueles que acreditam não gostar.

Ele lembrou que, ao recitar versos dos Racionais MC's para adolescentes privados de liberdade, ouviu um deles interrompê-lo para questionar: "Racionais é poesia?".

"Foi ali que eu descobri que todo mundo gosta de poesia. Só não sabe que gosta", contou.

Democratização da literatura

Sérgio Vaz destacou ainda a importância de eventos como a FLIB por levarem escritores para além dos grandes centros.

"Essa é uma das feiras mais charmosas que conheço porque acontece em praça pública. Democratizar a literatura é fazer com que todo mundo tenha acesso à palavra", disse.

Para ele, quem ocupa o lugar mais importante nesse processo não é quem escreve.

"O sagrado não é quem escreve. O sagrado é quem lê", pontuou.

]O poeta também reforçou que ver artistas negros e periféricos alcançando reconhecimento nacional inspira novas gerações.

"Quando jovens veem pessoas como Mano Brown, Ludmilla ou Anitta chegando ao topo, eles entendem que também podem ocupar esses espaços", afirmou.
 

Moda Correio B+

Entre Costuras & CuLtura: Da princesa Diana à Chanel: a evolução do vestido da vingança

Poucas peças de roupa atravessaram décadas carregando tanto significado quanto o chamado revenge dress.

11/07/2026 18h00

Entre Costuras & CuLtura: Da princesa Diana à Chanel: a evolução do vestido da vingança

Entre Costuras & CuLtura: Da princesa Diana à Chanel: a evolução do vestido da vingança Foto: Divulgação

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A expressão nasceu em 1994, quando a princesa Diana apareceu usando um inesquecível vestido preto de ombros à mostra na mesma noite em que o então príncipe Charles admitia, em rede nacional, sua infidelidade. A imagem correu o mundo e transformou aquele vestido em um símbolo de força, elegância e independência feminina.

Durante anos, o termo passou a definir a roupa escolhida para marcar um recomeço após uma separação. Um look pensado para dizer, sem palavras: "Estou bem."

Mas a moda, como a sociedade, evolui. Na mais recente coleção de alta-costura da Chanel, quem encerrou o desfile não foi uma noiva, tradição que há décadas simboliza o grand finale da maison. Em seu lugar surgiu um vestido preto, imediatamente associado pela crítica ao conceito do revenge dress. A escolha não parece ter sido casual.

Mais do que revisitar um ícone da cultura pop, a Chanel propõe uma releitura contemporânea do significado dessa peça.

Hoje, o vestido da vingança já não representa uma resposta ao ex-companheiro. Representa uma mulher que deixa de construir sua imagem em função do olhar do outro e passa a fazê-lo para si mesma. A mudança de perspectiva é significativa.

Durante muito tempo, a moda feminina foi interpretada como uma ferramenta de sedução ou aprovação social. Atualmente, as roupas contam histórias muito mais complexas: falam sobre autonomia, identidade, posicionamento e pertencimento.

Entre Costuras & CuLtura: Da princesa Diana à Chanel: a evolução do vestido da vingança           Entre Costuras & CuLtura: Da princesa Diana à Chanel: a evolução do vestido da vingança - Fotos: Divulgação

Não é coincidência que, em um momento em que tantas mulheres ocupam espaços de liderança e redefinem suas próprias narrativas, um vestido preto possa simbolizar muito mais um renascimento do que uma revanche.

Existe ainda outro aspecto interessante nessa história. A expressão "vestido da vingança" provavelmente nunca tenha sido totalmente justa com Diana. Sua aparição naquele evento não parecia motivada pelo desejo de humilhar Charles, mas pela decisão de recuperar as rédeas da sua própria vida.  Por isso este vestido continua tão atual mais de trinta anos depois.

O revenge dress, deixou de ser um símbolo de vingança para se tornar um manifesto silencioso de autoestima, independência e autenticidade da mulher moderna. Afinal, a melhor resposta nunca foi um vestido, mas a mulher que existe dentro dele.

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