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A energia do Tarô da semana entre 16 e 22 de fevereiro. Renascimento com leveza.

Com a energia do Julgamento no comando, a semana chega em clima de Carnaval: hora de deixar pra trás o que pesa, escutar a sua verdade e renascer mais leve pra um novo começo.

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Esta semana de Carnaval não é apenas festa. Ela é portal. Ela é rito. Ela é encruzilhada entre o que fomos e o que estamos prontos para nos tornar.

O céu se faz ouvir: um Eclipse Solar em Aquário limpando padrões coletivos, o Sol entrando em Peixes para dissolver fronteiras emocionais e a vibração do Ano Novo Chinês — sob a energia do Cavalo de Fogo — trazendo impulso de progresso, decisões ousadas e novos começos cheios de movimento e coragem.

No centro de tudo, como um tambor que ressoa acima de qualquer bateria de avenida, vibra a carta do Julgamento — não o da culpa, mas o da consciência.

O Carnaval sempre foi sobre máscara. Mas paradoxalmente, é quando mais revelamos quem somos. Vestimos fantasias para experimentar versões nossas que ficaram reprimidas o ano inteiro. Exageramos, dançamos, choramos, rimos, liberamos o que estava comprimido. A cidade vira palco, o corpo vira linguagem, a emoção vira ritmo.

E não é exatamente isso que um eclipse faz? Ele apaga a luz conhecida para que algo oculto venha à tona.

Aquário fala de coletivo. De grupo. De identidade social. E o Carnaval é o coletivo em estado bruto: multidão, pertencimento, tribo, catarse.

Mas Peixes entra em cena trazendo água. Sensibilidade. Memórias. Sonhos antigos. Aquilo que tentamos racionalizar o ano inteiro começa a vazar pelos poros. E então o Julgamento sopra a trombeta.

Imagine o som da bateria. O surdo marcando o chão. O tamborim acelerando o coração. Agora imagine, no meio desse som, um chamado mais sutil — mas impossível de ignorar.

O Julgamento nos faz despertar. É aquela sensação estranha em meio à festa: “Eu não quero mais voltar para a mesma vida depois disso.”

É o momento em que você percebe que não está cansado apenas fisicamente — está cansado de padrões. De repetições. De versões antigas de si. Então, você vai continuar vivendo no automático ou vai se levantar?

Carnaval também é excesso — e todo excesso revela o que tentamos anestesiar, o que desejamos sentir e aquilo que evitamos encarar ao longo do ano; por isso, quando nos damos conta dos pensamentos que viram verdadeiros túmulos mentais — como “não sou capaz”, “é tarde demais” ou “melhor nem tentar” —, a energia do Julgamento surge como o convite para sair desses lugares internos e voltar à vida com consciência.

De fato, o verdadeiro significado dessa carta é o despertar espiritual. É acordar do “sono” em que vivíamos repetindo padrões automáticos, carregando bagagens emocionais, adiando mudanças necessárias.

Quando a autoconsciência cresce, você começa a perceber quais crenças já não combinam com quem você é, quais hábitos drenam a sua energia e quais sonhos continuam vivos, apesar do medo.

O Julgamento é um convite à reinvenção consciente. Não é sobre virar outra pessoa — é sobre se tornar quem você sempre foi, sem máscaras.

O Carnaval marca o fim de um ciclo e o início de outro. Depois da quarta-feira, algo sempre muda. Mesmo que seja sutil.

Talvez seja retomar um projeto que você abandonou, ter aquela conversa que vem adiando, mudar um hábito que te mantém pequeno ou admitir um desejo que você anda sufocando.

Existe algo muito simbólico na Quarta-feira de Cinzas: depois do brilho vem o silêncio, depois do excesso vem o eco — e é justamente nesse silêncio que o chamado fica mais claro, convidando você a se perguntar o que, dessa festa, foi fuga, o que foi expressão autêntica, o que quer levar para o resto do ano e o que precisa ficar ali, na avenida, como forma de purificação.

Aquário pede libertação de padrões coletivos que já não fazem sentido. Peixes pede compaixão consigo mesmo. O Julgamento pede decisão.

O Julgamento simboliza pessoas se levantando de seus túmulos sob o som de uma trombeta dourada. Não é um cenário de condenação — é um cenário de ressurreição.

A quarta feira de cinzas marca justamente o início da quaresma, um período de recolhimento, revisão e preparação interior. Tradicionalmente associada à oração, ao jejum e à caridade, ela nos convida a pausar e olhar para a própria vida com mais consciência.

Assim como a Quaresma, o Julgamento fala de deixar para trás velhos padrões para abrir espaço ao novo. É um tempo de escuta, de realinhamento e de escolhas mais conscientes. No fundo, a mensagem é simples e poderosa: o chamado sempre vem. A transformação começa quando você decide escutar.

Essa semana traz um despertar ao mesmo tempo coletivo e íntimo, lembrando que talvez você não precise mudar tudo, talvez precise apenas se reconectar com quem é, porque o Universo não aponta o dedo — ele abre a porta, lembrando que você ainda tem sonhos, potência e escolha; e, entre máscara e verdade, existe um chamado que sussurra para você se levantar, porque ainda há vida a viver.

O Carnaval não é apenas um feriado prolongado, ele funciona como uma virada simbólica para muita gente. Os primeiros meses do ano ainda carregam um ritmo solto, com férias, viagens, equipes desfalcadas e compromissos que vivem mudando, o que naturalmente dispersa a atenção e empurra decisões para depois.

É como se, até ali, o país ainda estivesse aquecendo; passada a folia, a rotina ganha forma, o ano engrena e a sensação de foco finalmente se instala. Neste sentido, o ano só começa mesmo agora.

Este é o seu renascimento cósmico: o momento em que o chamado se torna nítido e você percebe que está pronto para agir, elevando sua vibração, deixando para trás antigas versões de si e assumindo, com presença, a verdade de quem está se tornando — afinal, como lembra Friedrich Nietzsche, “torna-te quem tu és”.

Que esta seja uma semana de revelações profundas, revisões sábias e passos alinhados. Que você atenda ao chamado com maturidade e coragem, lembrando que sempre é possível recomeçar. A trombeta já soou. A pergunta é: você vai se levantar?

Um ótimo Carnaval e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Cuidados com o pet

Exposição a multidões no carnaval traz riscos à saúde dos animais

Veterinário alerta ainda para evitar contato com glitter e espuma

15/02/2026 12h00

Rovena Rosa / Agência Brasil

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Estresse, desconforto e até problemas graves de saúde podem acometer animais levados a participar de blocos de rua e outros ambientes com grande concentração de pessoas e música alta.

O alerta foi dado pelo presidente da Comissão de Clínica Médica e Cirúrgica de Animais de Companhia do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Alexandre Guerra, em entrevista à Agência Brasil .

Para Guerra, o mais sensato é o tutor não expor o animal a aglomerações e lembrar que folia é para o ser humano. O médico veterinário lembrou que os cães possuem uma audição muito mais apurada que a dos humanos, captando sons intensos.

“Para nós, já não é saudável, imagine para eles”.

Barulho excessivo


Por isso, barulhos como fogos de artifício, apitos, caixas de som e gritos de multidões podem gerar medo, estresse e crises de ansiedade nos animais.

Como consequência, ele podem apresentar comportamentos agressivos ou tentar fugir, expondo-se ao risco de atropelamento, especialmente no caso de cães pequenos.

“Nos blocos, aumenta também a chance de contato com outro animal, e a agressividade e o estresse podem estar presentes em qualquer raça”, alertou Alexandre Guerra.

Temperaturas elevadas


A temperatura elevada também é um fator de risco. Diferentemente dos humanos, os cães regulam a temperatura principalmente pela respiração, e a exposição ao calor e ao sol pode causar hipertermia, levando a desmaios e, inclusive, a óbito.

Outro ponto destacado pelo médico veterinário é a alimentação. “É preciso ter cuidado na rua. Muitas pessoas comem alimentos comprados em barracas e dão para seus cães. É arriscado”.

O olfato canino também é extremamente apurado, e o contato com perfumes fortes, fumaça e cheiros intensos pode ser desconfortável para os cães, que não conseguem simplesmente se afastar quando se sentem incomodados.

“Cuidado também com produtos químicos, como espumas e gliter, presentes em fantasias, porque os animais são muito curiosos e podem ingerir ou tentar ingerir pequenos adereços e fios”, advertiu o médico veterinário.

Espumas de carnaval, por exemplo, podem provocar irritações na pele e mucosas dos animais, aumentando os riscos.

Alexandre Guerra ainda considera as fantasias para pets prejudiciais, porque dificultam a regulação térmica e podem causar alergias ou intoxicação, se ingeridas.

“Ele pode se sentir incomodado com aquilo, tentar se desfazer da fantasia e acabar ingerindo pequenos pedaços”. Destacou também que

Na avaliação de Guerra, o bem-estar dos animais deve ser priorizado.

"Os donos devem considerar que o Carnaval é repleto de estímulos que podem ser prejudiciais à saúde física e psicológica dos animais. A melhor opção é mantê-los em um ambiente seguro e tranquilo em casa", recomendou.

Moda Correio B+

Especial Carnaval: Entre fantasia e personagem: até onde vai a imagem que criamos?

Uma análise sobre o Carnaval e suas expectativas

14/02/2026 18h30

Especial Carnaval: Entre fantasia e personagem: até onde vai a imagem que criamos?

Especial Carnaval: Entre fantasia e personagem: até onde vai a imagem que criamos? Foto: Divulgação

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O Carnaval é o único momento do ano em que a performance é declarada. Vestimos plumas, metalizados, personagens míticos ou divas pop e ninguém questiona: trata-se de fantasia. É jogo assumido. É teatro coletivo. É licença simbólica para experimentar outras versões de nós mesmos.

Mas e quando o Carnaval acaba?

A pergunta que ecoa, especialmente em tempos de redes sociais, é desconfortável: a fantasia ficou restrita ao bloco ou migrou para o feed?

O sociólogo canadense Erving Goffman, defendia que a vida social é uma encenação constante. Administramos impressões, ajustamos discursos, modulamos comportamentos dependendo do público. O que mudou não foi a teoria, foi a escala. Hoje, o palco é permanente. E global.

No Carnaval, a performance é explícita. No Instagram, ela se apresenta como espontânea. Mas raramente é. Há curadoria de imagem, escolha de ângulos, edição de narrativa. Construímos personagens digitais com a mesma dedicação que escolhemos uma fantasia elaborada.

E aqui surge um ponto crucial para quem pensa moda, imagem e cultura: a diferença entre expressão e disfarce.

A fantasia carnavalesca é expansão. Ela exagera traços, potencializa desejos, brinca com símbolos. A imagem nas redes, quando saudável, deveria fazer o mesmo: amplificar aquilo que já somos. O problema começa quando a construção deixa de revelar e passa a ocultar.

Marca pessoal não é sinônimo de personagem. É coerência. É alinhamento entre estética, discurso e valores. Uma imagem forte nasce da clareza de identidade, não da tentativa de atender às expectativas do algoritmo.

No Carnaval, sabemos que o brilho é temporário. Retiramos a maquiagem, desmontamos o figurino, voltamos ao cotidiano. Nas redes, porém, muitos transformam o brilho em obrigação permanente. Sustentar uma persona idealizada exige energia constante. E cansa.

Existe também um aspecto cultural relevante: vivemos na era da hipervisibilidade. Ser visto tornou-se quase sinônimo de existir. A pressão por performance constante transforma a vida em vitrine. O que era celebração vira comparação. O que era expressão vira estratégia.

Ser verdadeiro, nesse contexto, não significa exposição irrestrita nem abandono de estética. Significa coerência. Significa não criar uma narrativa que desminta sua própria vivência. Significa compreender que imagem é construção, mas identidade é raiz.

Talvez o Carnaval nos ensine justamente isso: a fantasia funciona porque tem começo, meio e fim. Ela é potente porque sabemos que é ritual. O risco está em não saber mais onde termina o personagem e começa a pessoa.

Entre costuras e cultura, a pergunta que permanece é simples e profunda: estamos usando a imagem para nos expressar ou para nos proteger?

Num mundo saturado de performances, a autenticidade deixou de ser ingenuidade. Tornou-se escolha estética. E, acima de tudo, escolha ética.

Especial Carnaval: Entre fantasia e personagem: até onde vai a imagem que criamos?Gabriela Rosa - Consultora de imagem e estilo

 

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