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A obsessão por Marilyn Monroe 50 anos depois

Quem é fã da atriz e já ouviu as gravações de suas últimas entrevistas sabe que em seus últimos dias de vida Marilyn estava angustiada

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Por Ana Claudia Paixão

Em 1962, aos 36 anos, Marilyn Monroe estava considerada acabada e “velha” para Hollywood. 

Sua fama de problemática, insegura e sempre atrasada era maior até do que da sua beleza, e, somada com dependência alcóolica e de remédios, formava uma combinação bombástica.  

Embora ainda popular, “ninguém” queria trabalhar com ela, tanto que foi sumariamente demitida de seu último filme. Biógrafos alegam que os estúdios sabiam com antecedência, mas a gota d’água teria sido ela ter deixado as gravações para participar da festa de aniversário de John Kennedy

E chegou atrasada para a cerimônia também...

Quem é fã da atriz e já ouviu as gravações de suas últimas entrevistas sabe que em seus últimos dias de vida Marilyn estava angustiada, amargurada e amarga, sem um companheiro (que era considerado um fator de sucesso importante na época) ou nem mesmo uma carreira. 

Para uma mulher que foi abandonada desde a infância, era voltar à estaca zero e era um momento particularmente delicado portanto, quando seu corpo foi encontrado sem vida na sua casa, no dia 4 de agosto, não foi efetivamente uma surpresa, apenas uma tristeza antecipada.

Mas se os executivos não queriam mais Marilyn, o mundo nunca aceitou sua morte prematura, tão sozinha e misteriosa. 

Conspirações sobre o que “realmente” aconteceu começaram imediatamente e – mesmo 50 anos depois –permanecem fortes. Tanto que a Netflix lançou um novo documentário sobre sua vida e morte, O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações Inéditas que prometia uma surpresa. Desculpe estragar, mas não há nada de novo. 

Os fatos seguem mantendo que a morte foi suicídio ou acidental, mas, o que o repórter Anthony Summers, cujo livro Goddess foi publicado nos anos 1980s, depois da reabertura da investigação sobre a morte da estrela, consegue nos convencer é que as circunstâncias da morte da atriz foram alteradas para encobertar seu envolvimento com os irmãos Kennedy.

A diretora Emma Cooper, chegou ao autor quando produziu o documentário sobre o desaparecimento de Madeleine McCann para Netflix (se ainda não viu, corra para ver porque é espetacular), que foi tema de outro livro de Anthony ao lado de sua esposa, Robbyn Swan: Looking for Madeleine.  

Ao descobrir que Anthony tinha mais de 600 entrevistas gravadas com testemunhas, amigos e envolvidos, pessoas que nem mais estão vivas, ela sabia que tinha um material espetacular pedindo para ser revisitado. Especialmente no ano em que se completam 50 anos de morte da atriz.

Por isso, revisitar sua origem e morte é sim emocionante, embora o recurso de usar atores dublando as fitas não tenha sido unanimidade. 

Como alguns críticos lembram, a morte trágica de Marilyn virou o fato mais lembrado de toda sua carreira, algo particularmente triste para uma estrela que buscou sempre dar o melhor em todas suas atuações. 

Encontrar seus filmes clássicos nas plataformas não é difícil e seria uma melhor homenagem, mas, em agosto falaremos mais sobre isso. 

Por hora, fica a dica de sim, dar uma olhada no documentário. Marilyn Monroe merece todo nosso amor. Era tudo que ela queria.

cinema

No Bonito CineSur, Paulo Betti defende regulamentação de streamings

Ator participou do encerramento do festival na noite de sábado (1º)

02/08/2026 19h00

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

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Ao participar da cerimônia de encerramento do festival de cinema Bonito CineSur, ocorrida na noite de sábado (1º) na cidade de Bonito (MS), o ator Paulo Betti defendeu a necessidade de se regulamentar as plataformas de streaming no país.

“Eu acho que nós tínhamos que cuidar dos nossos direitos autorais para que, quando alguma coisa nossa passar, nós recebamos algo. É preciso haver uma remuneração”, disse o ator, em entrevista a jornalistas.

Para ele, os streamings devem contribuir para a produção das obras audiovisuais nacionais.

“O streaming não pode entrar aqui e não pagar nada, não ter nenhum imposto, não ter nenhuma retribuição para a nossa indústria. É preciso proteger o nosso cinema, o nosso audiovisual”, defendeu.

Segundo Paulo Betti, essa proteção a bens culturais brasileiros não deve ser um privilégio do audiovisual. “Tem que haver um incentivo e tem que haver leis que protejam o cinema, a arte, a cultura, o museu e nossos bens culturais”, disse.

Atualmente, um projeto de lei que prevê a regulamentação das plataformas de streaming está em discussão no Congresso Nacional. O texto estabelece, por exemplo, pagamento da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) pelas empresas de streaming no Brasil e também estabelece cotas para conteúdo brasileiro nos serviços de vídeo sob demanda. Além disso, prevê o estímulo à oferta de produções independentes.

CineSur

Na noite de ontem, o festival Bonito CineSur premiou o filme paraguaio ¿Quién Mató a Narciso? como o melhor longa sul-americano na opinião do júri oficial. O filme é baseado no livro Narciso, inspirado no assassinato do jovem Bernardo Aranda, em 1959, um locutor de rádio homossexual que amava o rock and roll e que foi queimado enquanto dormia.

O crime jamais foi solucionado, mas, para a Comissão da Verdade e Justiça paraguaia, o assassinato pode ter sido tramado pelo governo militar.

   

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Daniel Salve divide rotina entre Paulo Gustavo, Percy Jackson e os próximos passos de "Nautopia"

Artista vive fase intensa no teatro musical após workshop internacional em Londres e concilia criação de músicas inéditas com direção artística de adaptação pop.

02/08/2026 16h00

Daniel Salve divide rotina entre Paulo Gustavo, Percy Jackson e os próximos passos de

Daniel Salve divide rotina entre Paulo Gustavo, Percy Jackson e os próximos passos de "Nautopia" Foto: Divulgação

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Londres em julho. São Paulo em agosto e outubro. Nos últimos meses, Daniel Salve atravessou uma intensa jornada criativa em três produções bastante diferentes entre si — e também em funções igualmente distintas dentro do teatro musical.

Após realizar o workshop internacional de "Nautopia", em Londres, o artista se dedica agora à reta final de "Meu Filho é um Musical", inspirado na trajetória de Paulo Gustavo, e à direção artística da adaptação brasileira de "Percy Jackson".

Em "Nautopia", projeto autoral desenvolvido de forma independente ao longo dos últimos anos, Daniel acaba de concluir o workshop internacional realizado em Londres, etapa importante no desenvolvimento da obra antes de sua futura montagem.

Segundo ele, o processo exige uma dinâmica bastante diferente da de um espetáculo tradicional, especialmente pela necessidade constante de revisão e amadurecimento.

"Criar um musical original exige tempo, maturação, revisões, leituras, workshops, tentativas, erros, reescritas… exige que a obra possa respirar antes de chegar ao palco. No Brasil, muitas vezes, a gente ainda trabalha na lógica do 'precisa estrear'.E aí o espetáculo acaba sendo desenvolvido já sob pressão de produção, de cronograma, de captação", explica.

Já em "Meu Filho é um Musical", primeira produção brasileira original da Touché Entretenimento, produtora comandada por Renata Borges, Daniel assina as letras e as músicas originais do espetáculo, que estreia no Teatro Renault, em São Paulo, no dia 20 de agosto, após temporada no Teatro Multiplan, no Rio de Janeiro.

Segundo o artista, um dos aspectos mais marcantes do processo tem sido justamente o contato com pessoas próximas ao humorista, como Déa Lúcia, Ju Amaral, Fil Braz e João Fonseca, o que contribuiu diretamente para a construção emocional da obra.

"O espetáculo procura olhar para o ser humano por trás da figura pública. Para o artista antes do fenômeno. Um cara cheio de humor, obviamente, mas também cheio de medo, de ansiedade, de desejo de pertencimento e de vontade de encontrar o próprio espaço", afirma.

Ao mesmo tempo, o artista também se dedica à direção artística de "Percy Jackson", adaptação da franquia literária que estreia em 10 de outubro no Teatro Liberdade, em São Paulo.

Cercado por uma comunidade de fãs extremamente ativa, o projeto trouxe para Daniel um desafio específico: construir uma experiência teatral capaz de dialogar com o imaginário já consolidado do público sem transformar o palco em mera reprodução do material original.

"Muitas vezes, por medo de decepcionar os fãs, as adaptações acabam ficando excessivamente literais. Mas acho que o público também percebe quando existe imaginação verdadeira na construção. O teatro não pode ser apenas uma reprodução ilustrativa daquilo que o público já conhece. O palco precisa trazer invenção, surpresa, linguagem, ponto de vista", observa.

Mesmo atuando simultaneamente em projetos tão diferentes, Daniel acredita que o maior desafio continua sendo evitar repetições criativas. Para ele, o amadurecimento artístico torna o processo cada vez mais exigente.

"Quanto mais a gente escreve ou compõe, mais difícil fica. A parte técnica pode até ficar mais orgânica, mas o ato de criação sempre pressupõe um desafio. E que bom que é assim", conclui.

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