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CULTURA

Abertas as incrições para Festival América do Sul

Abertas as incrições para Festival América do Sul

DA ASSESSORIA

26/12/2010 - 13h26
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Estão abertas as inscrições para a seleção de espetáculos de dança, teatro e circo para a participação no “Arte Nas Ruas” e de atrações musicais sul-mato-grossenses para a participação no Festival América do Sul/2011 (FAS/2011)


A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, com a publicação dos editais, busca contemplar a produção sul-mato-grossense, priorizando as manifestações da cultura tradicional dos povos da América do Sul e que possam ser mostradas em ruas, praças e escolas de Corumbá e Ladário em Mato Grosso do Sul e em Puerto Quijarro e Puerto Suarez na Bolívia, além de prestigiar, também, a produção musical sul-mato-grossense, inserindo bandas, cantores e demais grupos na programação do FAS/2011.


Inscrições

As inscrições estão abertas no período desde 13 de dezembro de 2010 até 26 de janeiro de 2011 para todos os grupos/artistas de teatro, de circo e de dança, músicos e/ou grupos musicais, atuantes no Estado de Mato Grosso do Sul, e deverão ser feitas apenas por Sedex.


1º O Festival contemplará cinco (5) atrações musicais, três (3) espetáculos de teatro/circo e dois (2) espetáculos de dança. Os interessados deverão apresentar, em envelope lacrado, via correio, por meio de Sedex, sob pena de desclassificação:

Música

I - ficha de Inscrição;


II - proposta musical gravada em CD com no mínimo três músicas;


III - currículo do grupo/artista contendo informações quanto a sua formação artística e atividades culturais. É obrigatório o encaminhamento de cópias de matérias jornalísticas, críticas e comentários sobre o trabalho do grupo/artista e/ou sobre o show;


IV – Três fotos profissionais e diferentes, do artista ou do show, em CD, no formato jpg (resolução mínima de 300dpi);


V - proposta detalhada do show a ser apresentado contendo: release, sinopse, repertório, mapa de palco, rider técnico, ficha técnica, e duração.


Dança, teatro/circo

I - Ficha de Inscrição;


II - DVD do espetáculo;


II - Currículo do grupo/artista contendo informações quanto à sua formação e atividades culturais. É obrigatório o encaminhamento de cópias de matérias jornalísticas, críticas e comentários sobre o trabalho do grupo/artista e/ou sobre o espetáculo;


IV - 3 (três) fotos diferentes do artista/espetáculo, em CD, no formato jpg (resolução mínima de 300dpi);


V - Proposta detalhada do espetáculo: release, sinopse, rider técnico e ficha técnica.


Calendário do edital

10 de dezembro de 2010

Publicação do Edital no DOEMS.

Divulgação do Edital na internet.


13 de dezembro de 2010 a 26 de janeiro de 2011

Recebimento das Inscrições


08 de fevereiro de 2011

Abertura dos Envelopes pela Comissão de Seleção


10 de fevereiro de 2011

Publicação da Ata da Comissão de Seleção


17 de fevereiro de 2011

Fim do prazo recursal


24 de fevereiro de 2011

Publicação do resultado e convocação para apresentação de documentação fiscal dos selecionados


03 de março de 2011

Prazo final para apresentação de documento Fiscal


11 de março de 2011

Publicação no DOEMS da Homologação e Adjudicação da Licitação


Dúvidas

Quaisquer esclarecimentos e informações complementares sobre o Edital poderão ser obtidos, na Gerencia de Difusão Cultural da FCMS, nos telefones (67) 3316-9316 ou 3316-9110.


Endereço

Gerência de Difusão Cultural/Núcleo de Artes Cênicas - FCMS

Av. Fernando Corrêa da Costa, N.º 559, 4º andar,

Memorial da Cultura e da Cidadania

Campo Grande – MS, CEP 79.002-820


 

Correio B+

Como discordar da liderança sem criar conflitos? Especialista lista 6 cuidados

Comunicação assertiva, escolha do momento certo e foco em soluções ajudam profissionais a expressarem opiniões diferentes sem transformar divergências em conflitos

22/08/2026 15h00

Como discordar da liderança sem criar conflitos? Especialista lista 6 cuidados

Como discordar da liderança sem criar conflitos? Especialista lista 6 cuidados Foto: Divulgação

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Discordar de uma decisão da liderança faz parte da rotina profissional. Mudanças em projetos, divisão de tarefas, prazos, estratégias e até a maneira de executar determinada atividade podem gerar opiniões diferentes entre gestores e colaboradores.

Apesar disso, o receio de parecer insubordinado, criar um conflito ou prejudicar oportunidades futuras pode fazer com que muitos profissionais prefiram permanecer em silêncio.

Para Rafael Cunha, diretor nacional da Microlins, rede de ensino profissionalizante, apresentar um ponto de vista diferente não precisa ser encarado como um problema. Quando a conversa é conduzida de maneira respeitosa e fundamentada, a discordância pode demonstrar maturidade, pensamento crítico e comprometimento com os resultados.

“O profissional não precisa concordar com todas as decisões para manter uma boa relação com a liderança. O importante é entender como apresentar uma visão diferente, deixando claro que o objetivo não é criar um embate, mas contribuir para encontrar a melhor solução”, explica.

Segundo o especialista, saber administrar divergências está diretamente relacionado ao desenvolvimento de soft skills valorizadas no mercado de trabalho, como comunicação assertiva, inteligência emocional, escuta ativa e capacidade de solucionar problemas.

Pensando nisso, ele lista seis cuidados para discordar do chefe sem transformar a situação em um conflito.

1. Escolha o momento certo: Questionar uma decisão durante uma reunião com toda a equipe nem sempre é a melhor estratégia, principalmente quando o assunto exige uma conversa mais aprofundada. Se não houver urgência, vale solicitar um momento individual com a liderança. Além de evitar uma exposição desnecessária, isso permite apresentar os argumentos com mais tranquilidade.

2. Leve argumentos, não apenas insatisfação: Dizer que não concorda com determinada decisão sem explicar os motivos dificilmente contribuirá para a discussão. Antes da conversa, organize os pontos que sustentam sua opinião. Dados, experiências anteriores, impactos no projeto e possíveis riscos ajudam a tornar o diálogo mais objetivo. “Existe uma diferença importante entre reclamar de uma decisão e apresentar uma análise que possa contribuir para melhorá-la”, destaca.

3. Cuidado com a forma de falar: Mesmo um argumento válido pode perder força quando apresentado de maneira agressiva. Expressões acusatórias ou frases como “isso não vai funcionar” podem gerar uma postura defensiva. Uma alternativa é apresentar preocupações e possibilidades como “identifiquei este risco” ou “podemos avaliar outra alternativa?”. A escolha das palavras ajuda a manter a conversa concentrada no problema, e não nas pessoas.

4. Escute a justificativa da liderança: Nem sempre o colaborador possui acesso a todas as informações consideradas em uma decisão. Restrições financeiras, demandas de clientes, orientações estratégicas ou decisões de outras áreas podem influenciar determinada escolha. Por isso, antes de defender um posicionamento, é importante compreender os motivos que levaram a liderança ter aquela conclusão.

5. Apresente alternativas: Discordar ganha mais força quando o profissional também contribui com possíveis caminhos. Em vez de apenas apontar o que considera errado, vale apresentar uma solução ou perguntar se outras possibilidades podem ser avaliadas. Essa postura demonstra iniciativa e reforça que o objetivo da conversa é contribuir com o resultado.

6. Entenda quando a decisão está tomada: Nem toda discordância resultará em uma mudança. Depois que os argumentos foram apresentados e ouvidos, a liderança pode decidir manter o planejamento inicial. Quando a decisão não envolve uma conduta inadequada ou uma situação que deva ser reportada aos canais internos da empresa, cabe ao profissional compreender os limites de sua atuação e seguir com as responsabilidades acordadas.

Para Rafael Cunha, a maneira como o profissional se posiciona diante de uma divergência também pode contribuir para a construção de sua imagem dentro da organização.

“Empresas precisam de profissionais capazes de pensar, questionar e contribuir com novas perspectivas. Ao mesmo tempo, é necessário saber fazer isso com respeito, equilíbrio e responsabilidade. Aprender a discordar faz parte do desenvolvimento profissional e pode tornar as relações de trabalho mais maduras e colaborativas”, finaliza.

Cinema Correio B+

A Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a Disney

Howard Ashman e Alan Menken transformaram um projeto que Walt Disney nunca conseguiu realizar em um dos filmes mais importantes da animação

22/08/2026 12h30

A Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a Disney

A Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a Disney Foto: Divulgação

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A Bela e a Fera completa 35 anos em 2026 e continua lindo, emocionante, engraçado, tecnicamente impressionante e musicalmente quase impossível de superar.

E talvez seja ainda melhor quando revisto por olhos adultos, porque algumas das coisas que pareciam simplesmente românticas em 1991 revelam hoje uma inteligência muito maior sobre o amor, a liberdade, o desejo e, sobretudo, sobre a diferença entre querer alguém e achar que se tem direito a essa pessoa.

Também há uma espécie de justiça poética na história do filme. Walt Disney quis adaptar A Bela e a Fera décadas antes de ela finalmente chegar aos cinemas. Tentou desenvolver o conto ainda nos anos 1930 e voltou ao projeto nos anos 1950, mas nunca conseguiu resolver satisfatoriamente sua estrutura, especialmente a segunda metade da história.

O projeto acabou abandonado. Walt morreu em 15 de dezembro de 1966, sem ver sua versão realizada e, naturalmente, sem imaginar que 25 anos depois justamente aquele conto se tornaria o primeiro longa inteiramente animado da história indicado ao Oscar de Melhor Filme, outro sonho seu.

Essa trajetória aparece de maneira especialmente emocionante em Howard, documentário de Don Hahn que considero imperdível para quem gosta de Disney, musicais ou simplesmente de entender como grandes filmes acontecem. Porque A Bela e a Fera não nasceu pronto, muito menos inevitável.

Depois do sucesso enorme de A Pequena Sereia, em 1989, a Disney retomou o projeto, inicialmente pensado como um drama de época sem músicas. Não funcionou. Jeffrey Katzenberg mandou recomeçar o filme praticamente do zero, Richard Purdum deixou a direção, e Gary Trousdale e Kirk Wise, que nunca haviam dirigido um longa, assumiram a produção.

Foi nesse momento que Howard Ashman e Alan Menken se tornaram fundamentais. Os dois já haviam ajudado a ressuscitar a animação Disney com A Pequena Sereia, mas aqui encontraram algo ainda mais sofisticado.

Eles entenderam que as músicas não poderiam ser enfeites colocados entre uma cena e outra. Elas precisavam contar a história. Em A Bela e a Fera, praticamente nenhuma canção poderia ser retirada sem que o roteiro perdesse informação, emoção ou personagem.

“Belle”, por exemplo, faz em poucos minutos aquilo que muitos filmes levam meia hora para estabelecer. Apresenta a cidade, mostra como os moradores enxergam a protagonista, explica o que ela deseja, introduz Gaston e deixa claro que existe alguma coisa naquela vida pequena demais para ela. “Gaston” é uma aula de construção de personagem através da comédia.

A Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a DisneyA Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a Disney - Divulgação

“Be Our Guest” é Broadway, vaudeville, Busby Berkeley e Disney ao mesmo tempo. “Something There” transforma o começo de um sentimento em narrativa. “The Mob Song” mostra como medo e preconceito podem ser manipulados até se transformarem em violência coletiva. E “Beauty and the Beast” simplesmente não envelhece.

Angela Lansbury chegou a acreditar que sua voz não era adequada para a canção. Ashman e Menken pediram que ela fizesse ao menos uma tentativa, cantando da maneira que achasse correta. Segundo os relatos da produção, Lansbury emocionou todos no estúdio e a gravação ficou essencialmente naquela primeira interpretação.

A música depois venceria o Oscar de Melhor Canção Original. Trinta e cinco anos depois, ainda é difícil ouvir “Tale as old as time” sem imediatamente enxergar Belle de amarelo e a Fera de azul girando naquele salão.

A trilha de Alan Menken e Howard Ashman é uma das razões pelas quais A Bela e a Fera continua tão extraordinário. Não é apenas bonita. É impecavelmente construída.

Cada tema tem função dramática, cada música revela alguma coisa e Menken consegue alternar exuberância, humor, ameaça e romantismo sem que o filme pareça mudar de universo. Há muitas trilhas Disney inesquecíveis, mas poucas formam com a narrativa uma unidade tão perfeita.

Existe ainda uma tristeza impossível de separar dessa música. Ashman estava gravemente doente durante a produção. Ele havia sido diagnosticado com AIDS e parte do trabalho foi deslocada para Nova York para que pudesse continuar participando enquanto sua saúde se deteriorava. Morreu em 14 de março de 1991, aos 40 anos, oito meses antes da estreia comercial de A Bela e a Fera. Nunca viu o filme terminado.

Há uma história especialmente bonita desse período. Depois de uma exibição muito bem recebida do filme ainda em produção, integrantes da equipe visitaram Ashman. Don Hahn comentou que aquilo seria um enorme sucesso e perguntou quem poderia ter imaginado.

A resposta de Howard foi simples: “Eu”. Nos créditos finais, a Disney resumiu seu legado de uma maneira que permanece dolorosamente perfeita: Howard havia dado uma voz a uma sereia e uma alma a uma fera. Mas a revolução de A Bela e a Fera também estava em Belle.

Hoje, depois de Elsa, Moana, Mérida e tantas protagonistas que recusam abertamente o modelo tradicional da princesa Disney, é fácil subestimar o quanto Belle era diferente em 1991.

Ela começa o filme sem qualquer urgência romântica. Lê, quer conhecer o mundo, acha a vida ao redor pequena demais e não demonstra o menor interesse em aceitar aquilo que sua comunidade considera o futuro ideal para uma mulher.

Paige O’Hara foi escolhida entre centenas de candidatas, e uma das preocupações dos realizadores era que Belle soasse mais como uma mulher do que como uma menina.

É um detalhe pequeno, mas importante. Belle não foi transformada retrospectivamente em uma heroína moderna porque hoje gostamos de enxergá-la assim. Essa diferença estava sendo construída conscientemente.

E talvez seja por isso que Gaston seja ainda mais interessante quando revemos o filme já adultos. Ele não tem poderes, não lança feitiços e nem sequer parece um vilão quando aparece. É bonito, forte, popular e completamente admirado pela comunidade. Para aquele mundo, Gaston é o homem perfeito.

O problema é que está absolutamente convencido de que desejar Belle significa ter direito a ela. Ela diz não; ele ouve e simplesmente decide que o não não vale. Primeiro transforma a resistência em brincadeira. Depois, prepara o casamento antes de ter uma noiva que tenha concordado em se casar.

Quando percebe que Belle ama outra pessoa, tenta usar Maurice para chantageá-la e finalmente conduz uma multidão até o castelo para matar a Fera. O homem bonito, humano e socialmente aprovado termina revelando-se muito mais monstruoso do que o monstro.

É por isso também que nunca comprei completamente a velha brincadeira de que A Bela e a Fera seria apenas uma grande fantasia sobre síndrome de Estocolmo. Belle não se apaixona pela Fera quando ele a aprisiona, ameaça ou tenta controlá-la. Nesses momentos, ela o enfrenta. Quando ele passa do limite, ela vai embora. A relação muda porque ele muda.

Durante a construção do filme, Ashman e Linda Woolverton discutiam justamente que aquela era também a história de redenção da Fera, porque é ele quem precisa atravessar uma transformação. Belle já sabe quem é. A Fera ainda não sabe quem consegue ser.

E a transformação mais importante dele acontece muito antes de qualquer magia devolver seu rosto humano. Quando Belle descobre que Maurice está em perigo, a Fera a deixa partir. Não cobra nada. Não pede que volte. Não transforma sua liberdade numa negociação.

Ele aceita perder a mulher que ama porque finalmente compreende que amá-la significa permitir que ela escolha. É aí que ele deixa verdadeiramente de ser a Fera.

Essa é uma diferença essencial entre ele e Gaston. Gaston parece homem e acredita que amar significa possuir. A Fera parece um monstro e precisa aprender que amar significa libertar. Talvez a maior sofisticação do filme esteja exatamente nessa inversão.

Ah! E ainda há a biblioteca. Sim, 35 anos depois, entregar uma biblioteca inteira para uma mulher que ama livros continua sendo uma das melhores estratégias românticas já criadas pelo cinema. Não há muito o que discutir.

Visualmente, o filme também representava uma revolução. A Bela e a Fera foi o segundo longa produzido com o sistema CAPS, desenvolvido para a Disney com participação da Pixar, e a famosa sequência do salão de baile usou justamente essa tecnologia para combinar personagens desenhados à mão com um ambiente tridimensional.

A Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a DisneyA Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a Disney - Divulgação

Hoje estamos habituados a universos inteiros construídos digitalmente. Em 1991, a câmera entrando naquele salão e circulando Belle e a Fera era algo assombroso.

E há uma curiosidade deliciosa: na dança final, depois que a Fera volta à forma humana, parte dos movimentos de Belle e do príncipe foi reaproveitada da dança entre Aurora e Phillip em A Bela Adormecida, de 1959. O motivo era bem menos poético do que o resultado. A equipe simplesmente estava ficando sem tempo.

Talvez nenhum episódio demonstre melhor o impacto imediato do filme do que sua exibição no Festival de Cinema de Nova York, em setembro de 1991. A Bela e a Fera ainda não estava terminado, com cerca de 70% da animação pronta; no restante, o público viu storyboards e testes a lápis.

Mesmo assim, ao final, recebeu uma ovação em pé relatada como tendo durado aproximadamente dez minutos. É uma imagem maravilhosa. Antes mesmo de estar completamente animado, o filme já havia conseguido exatamente aquilo que tantas animações lutavam para conquistar: ser visto não apenas como entretenimento infantil, mas como cinema.

Quando chegou aos cinemas em novembro de 1991, arrecadou cerca de US$ 331 milhões mundialmente em sua primeira passagem e tornou-se o primeiro longa animado a ultrapassar US$ 100 milhões nos Estados Unidos.

Depois vieram seis indicações ao Oscar, incluindo Melhor Trilha Sonora, três músicas concorrendo simultaneamente a Melhor Canção Original e, finalmente, Melhor Filme. Era a primeira vez que uma animação chegava ali.

Walt Disney estava morto havia 25 anos. Não conseguira realizar sua própria versão daquela história. Não viveu para assistir à Renascença Disney, ouvir Alan Menken e Howard Ashman ou ver Belle atravessar uma pequena aldeia francesa carregando livros enquanto todos a consideravam estranha, mas foi justamente A Bela e a Fera que chegou onde nenhuma animação havia chegado antes.

Depois vieram o musical da Broadway, que estreou em 1994 e permaneceu 13 anos em cartaz, continuações, especiais, parques, produtos, uma versão live-action bilionária e inúmeras tentativas de repetir sua fórmula. Só que, vamos admitir, nada substituiu o original.

Trinta e cinco anos depois, a animação continua linda, o salão de baile ainda emociona, Gaston talvez seja mais assustador do que parecia quando éramos crianças e Belle continua deliciosamente incapaz de aceitar a vida que os outros planejaram para ela.

E a trilha de Alan Menken e Howard Ashman continua exatamente como sempre foi: inesquecível, impecável e perfeita.

A Bela e a Fera pode ser aquilo que sua música prometeu desde o começo: uma história tão antiga quanto o tempo, mas que ainda parece viva.

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