Correio B

RÉVEILLON

Ainda dá tempo de passar a virada de ano fora de casa sem sair da Capital

De você passar a virada de ano fora de casa sem sair de Campo Grande, curtindo o gênero musical de sua preferência, do country rock ao chamamé, desfrutando de uma suíte de luxo ou apenas degustando uma bela ceia

Continue lendo...

Falta pouco para 2023 chegar e, em muitas pessoas, bate aquele desespero por falta de uma programação já confirmada.

Quem não tem para onde ir e não suporta ficar em casa, no romper de um novo ano, sente-se como o observador que acompanha os últimos grãos de areia escorrendo para a parte de baixo da ampulheta.

Aflito e prostrado, ele sabe que, contra o correr do tempo, nada se pode fazer.

Com alguma grana, ou bem mais, conforme a opção, você ainda tem a chance de passar a noite de sábado, dia 31 de dezembro, em grande estilo, seja badalando na pista de dança, degustando uma bela ceia ou usufruindo do conforto de uma suíte estrelada em um dos hotéis da cidade que montaram pacotes especiais e programação temática. 

Entre as atrações musicais ao vivo, as opções vão do cover de medalhões – a exemplo de Tim Mais e da banda norte-americana Creedence Clearwater Revival – ao chamamé, ao samba e ao pagode das atrações locais que se apresentam. Sem contar o pancadão do funk e DJs de primeira linha, como o goiano Illusionize.

Confira algumas sugestões ainda disponíveis até o fechamento desta edição:

SAMBA E COVERS

Formada por Marcelo Dilla (vocal e guitarra), Vítor Campos (guitarra), Marcus Brina (baixo) e Luiz Moreira (bateria), a banda mineira Creedence Cover Brasil está, desde 1990, na estrada fazendo o que sabe de melhor: versões do repertório do Creedence Clearwater Revival bem parecidas com o original do grupo norte-americano de southern-rock.

Com momentos luminosos no portfólio, que incluem terem se apresentado ao lado de Stu Cook e Doug “Cosmo” Clifford, respectivamente baixista e baterista do CCR, o Creedence de Belo Horizonte será a grande atração da virada no Clube Estoril (Rua Silvina Tomé Veríssimo, nº 20, Jardim Autonomista).

Mas a festa por lá tem diversas atrações. Outra celebridade que marca presença no Estoril, em sua versão cover, é Tim Maia. E tem mais: os sambistas Gideão Dias e Tim da Vila, além de uma banda de flashback.

Para a criançada, há brinquedos disponíveis em área exclusiva, videogame, fliperama e um espaço para descansar.

Os ingressos estão à venda pelo site reveilloncg2023.com.br/comprar-ingresso e custam R$ 355 por pessoa, em mesa compartilhada, com open food e open bar. Crianças de cinco a 11 anos pagam meia-entrada. Mais informações: (67) 99219-0808.

DJS E FUNK

O DJ goiano Illusionize comanda a festa Viagem Mágica, que ocupa o Estádio Morenão, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com outros nomes também pilotando as picapes, esquetes performáticas, estrutura coberta, 10 horas de open bar e artistas circenses animando a noite. Ingressos a partir de R$ 340 no site viagemmagica.com.br.

Pelo menos dois hotéis da Capital montaram pacotes e programações com DJs.

O Deville (Av. Mato Grosso, nº 4.250, Carandá Bosque) realiza o seu Réveillon Celebrate, com diária para duas pessoas na categoria luxo por R$1.548, que inclui: café da manhã servido no restaurante no horário de atendimento do hotel, ceia em formato de buffet, pacote de bebidas – cerveja, vinho tinto, vinho branco, espumante nacional, cerveja nacional, água, suco e refrigerante –, a música eletrônica do DJ Diego DS, além da queima de fogos. Informações: (67) 2106-4600.

No Novotel (Av. Mato Grosso, nº 5.555, Carandá Bosque), o ingresso por pessoa está 
R$ 599 e inclui jantar, bebidas, queima de fogos e recreação para as crianças, tendo o DJ Diego Oliveira como atração. Com o pernoite, o pacote custa a partir de R$ 1.589 para duas pessoas e, a depender da disponibilidade, cortesia para até duas crianças de até 12 anos.

No Autódromo Internacional de Campo Grande (Rodovia BR-262, km 12, saída para Três Lagoas), está programado um grande baile funk, que vai das 18h de sábado até as 17h de domingo, com diversos DJs, paredão de som, queima de fogos e outras atrações.

A entrada custa a partir de R$ 30 por pessoa, com permissão para levar uma quantidade limitada de bebida. Alimentos serão vendidos no local. Carros e motos com o adesivo do evento não pagam pelo estacionamento. Ingressos e mais informações: (67) 99103-6918.

CHAMAMÉ

O acordeonista Marlon Maciel e o grupo Trem Pantaneiro promovem um bailão de chamamé na Cantina Mato Grosso (Av. Mato Grosso, nº 4.881, Carandá Bosque).

O ingresso para duas pessoas custa a partir de R$ 200, com direito a uma tábua de frios. Mais informações: (67) 99961-2834.

Outra boa opção para quem gosta de chamamé é o Réveillon da AM Eventos (Rua Culuene, nº 1.234, Tijuca), que será comandado pelo grupo Eco do Pantanal, além de um time de DJs que foi escalado para animar a festa, das 21h30min às 4h.

Os ingressos individuais custam R$ 210, com direito a buffet – entrada, jantar, sobremesa – e open bar – cervejas, drinques, sucos, água, refrigerante e um champanhe por mesa. Informações: (67) 99249-3314. 

JAPA E FILÉ

Em algumas casas, é a comida que vem sendo divulgada como atração principal. O Casablanca Bistrô (Rua Euclides da Cunha, nº 89, Jardim dos Estados) apresenta, para celebrar a virada, a partir das 20h, buffet livre com filé mignon como carro-chefe, além de comida japonesa e doces para a sobremesa.

A entrada sai por R$ 380 por pessoa. Mais informações e reservas: (67) 3382-0030 e (67) 99887-7342.

Já no Nativas Grill (Av. Afonso Pena, nº 5.468, Chácara Cachoeira), que terá música ao vivo, o valor é mais conta: R$ 129,90 por pessoa.

No cardápio, buffet com rodízio de carnes, comida japonesa, assados, queijos e embutidos especiais, além de mesa de frutas. Bebidas e sobremesas serão cobradas à parte. Mais informações e reservas: (67) 3306-4230.

Programe-se e um feliz 2023!

Assine o Correio do Estado

 

 

Saúde Correio B+

Você sabia que não existe dose segura de anabolizantes para ganho de massa muscular?

Na esteira da morte de fisiculturista, médico alerta para os efeitos colaterais dos esteroides, como infarto, AVC e infertilidade

30/05/2026 15h00

Você sabia que não existe dose segura de anabolizantes para ganho de massa muscular?

Você sabia que não existe dose segura de anabolizantes para ganho de massa muscular? Divulgação/Pinterest

Continue Lendo...

A morte do fisiculturista Gabriel Ganley, com apenas 22 anos, reacendeu o alerta para o uso de esteroides anabolizantes para fins estéticos. Marco Aurélio Marins Aguiar, professor do curso de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), médico e especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), ressalta que não existe dose segura de anabolizantes para ganho de massa muscular.

E adverte: a substância provoca efeitos colaterais severos, como insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), infertilidade, entre outros. 

Influenciador digital e fisiculturista, Gabriel Ganley foi encontrado morto no dia 23/5. O jovem, que tinha 1,7 milhão de seguidores no Instagram e publicava conteúdo sobre musculação e preparação física, teve morte súbita causada por cardiomiopatia hipertrófica, quadro que pode ter sido causado pelo uso de anabolizantes.

O professor explica que essas substâncias têm a capacidade de promover o desenvolvimento celular ou tecidual e estão presentes naturalmente no corpo humano, mas ressalva:

"Entretanto, só podem ser prescritas em caso de deficiência hormonal comprovada, em doses fisiológicas de reposição para manter os hormônios em níveis normais”.

Aguiar esclarece que a prescrição de esteroides com a finalidade estética ou de ganho de massa muscular é proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), conforme a resolução 2.333/2023:

"Vale lembrar que, muitas vezes, o uso de anabolizantes é feito em razão de um falso diagnóstico de deficiência hormonal, utilizando doses para manter os níveis hormonais mais elevados, mas sem a deficiência comprovada", comenta.

O endocrinologista explica que um hormônio natural que possui essa capacidade anabolizante é a testosterona, presente nos homens; nas mulheres, é o hormônio estrogênio.

Riscos

"Quando se fala em uso de substâncias anabolizantes com a finalidade estética, elas promovem um aumento da massa muscular em intensidade e velocidade muito maiores do que a obtida por meio da atividade física isoladamente”, explica.

Porém, quando utilizadas sem a indicação precisa de reposição hormonal masculina, podem causar efeitos adversos extremamente perigosos, que podem aparecer no curto e no longo prazo: risco aumentado de doenças cardiovasculares severas, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca, além do risco aumentado do desenvolvimento de câncer, principalmente do fígado.

Há também riscos de mudança de humor, com maior tendência à irritabilidade e agressividade, além de calvície, acne, aumento da gordura no fígado, tanto em homens como em mulheres:

"Em homens, dentre os efeitos colaterais estão a atrofia dos testículos, infertilidade, aumento de mamas. Em mulheres podem ocorrer engrossamento irreversível da voz, aumento irreversível no tamanho do clitóris, atrofia das mamas, infertilidade”, cita o médico e professor da UMC.

Academia faz bem?

O docente ressalta que a musculação é uma excelente atividade física, que promove ganho ou manutenção da massa muscular, com consequente ganho na qualidade de vida, sendo indicada em qualquer idade, com a supervisão profissional. Mas alerta:

"Associada a exercícios aeróbicos, a musculação é uma excelente estratégia para manutenção da saúde, em geral. O que não pode ocorrer é a utilização de substâncias com riscos potenciais à saúde para acelerar e intensificar o processo de ganho muscular", conclui o endocrinologista.

Cinema Correio B+

Centenário de Marilyn Monroe: Voltar a Marilyn Monroe aos 100 anos é voltar a um mistério

Entre exposições, fotografias inéditas e novas leituras sobre sua carreira, o centenário de Marilyn Monroe revela uma mulher muito mais complexa do que o mito que Hollywood criou

30/05/2026 14h00

Centenário de Marilyn Monroe: Voltar a Marilyn Monroe aos 100 anos é voltar a um mistério

Centenário de Marilyn Monroe: Voltar a Marilyn Monroe aos 100 anos é voltar a um mistério Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Se você acompanha minha coluna aqui no Caderno B+ já teve a oportunidade de ler, mais de uma vez, sobre Marilyn Monroe. De documentários, a biografias e listas. Sou fã. E como ela completaria 100 anos em 1º de junho de 2026, volto a ela com gosto.

Talvez seja significativo que, um século depois de seu nascimento, ainda pareça impossível falar sobre ela apenas como atriz. Sua carreira durou apenas 17 anos e ainda assim, poucas personalidades do século 20 permanecem tão presentes no imaginário coletivo como Marilyn.

Por isso, o centenário da atriz está sendo celebrado quase como um evento cultural global. Em Londres, Los Angeles, São Paulo e diversas outras cidades, exposições, retrospectivas e homenagens tentam revisitar uma pergunta que parece acompanhar Marilyn desde os anos 1950: quem ela realmente foi?

As comemorações chegaram também ao Brasil. Em São Paulo, o MIS apresenta Marilyn Monroe Lost Shots, reunindo fotografias realizadas por Allan Grant poucos dias antes de sua morte. No Rio de Janeiro, o Estação NET Gávea promove uma retrospectiva com alguns dos filmes mais importantes de sua carreira.

Na National Portrait Gallery, em Londres, a mostra Marilyn Monroe: A Portrait reúne trabalhos de fotógrafos como Richard Avedon, Cecil Beaton, Eve Arnold, Milton Greene, Philippe Halsman e Sam Shaw. O objetivo não é apenas exibir rostos famosos ou imagens icônicas, mas investigar a construção de uma persona pública que continua fascinando gerações inteiras.

Mas talvez a homenagem mais reveladora esteja em Los Angeles. No Academy Museum, a exposição Marilyn Monroe: Hollywood Icon tenta desmontar uma leitura que acompanhou a atriz durante décadas: a da mulher passiva, vítima da indústria e prisioneira da própria beleza.

Ali estão figurinos, contratos, roteiros anotados, correspondências, objetos pessoais e peças históricas como o vestido rosa de Os Homens Preferem as Loiras e o célebre vestido branco de O Pecado Mora ao Lado. O que emerge desse material é uma figura muito mais interessante do que a caricatura da “loira ingênua” eternizada pela cultura popular.

A exposição mostra uma mulher que enfrentava executivos de estúdio, exigia aprovação de ensaios fotográficos, participava das decisões sobre figurinos e foi uma das primeiras atrizes a criar a própria produtora em Hollywood.

Uma artista que compreendia não apenas o próprio talento, mas também o valor econômico e simbólico da imagem que ajudava a construir.

Centenário de Marilyn Monroe: Voltar a Marilyn Monroe aos 100 anos é voltar a um mistérioCentenário de Marilyn Monroe: Voltar a Marilyn Monroe aos 100 anos é voltar a um mistério - Divulgação

Talvez essa seja uma das razões pelas quais Marilyn continua despertando interesse muito além do cinema.

Ela viveu em uma época que não possuía o vocabulário contemporâneo para discutir autonomia feminina, construção de imagem, saúde mental ou objetificação. Ainda assim, enfrentou todas essas questões. Falou abertamente sobre terapia quando isso ainda era considerado um tabu.

Questionou executivos poderosos. Defendeu escolhas que poderiam destruir carreiras na Hollywood dos anos 1950. Quando surgiu o escândalo envolvendo fotografias nuas feitas anos antes de sua fama, recusou-se a negar sua participação, mesmo pressionada pelo estúdio. “Eu precisava do dinheiro”, respondeu. “Não tenho vergonha disso.”

A frase continua surpreendentemente moderna.

Ao longo dos anos, o mito acabou obscurecendo a pessoa. A narrativa da mulher trágica muitas vezes se sobrepôs à da profissional inteligente. A da vítima eclipsou a da estrategista. A da fantasia apagou a da criadora. Talvez por isso o centenário seja tão interessante.

As exposições não estão tentando apenas celebrar Marilyn Monroe. Estão tentando recuperar partes dela que ficaram escondidas sob décadas de projeções coletivas. A mulher que surge dessas homenagens não é apenas a loira platinada congelada em imagens famosas.

É alguém que entendia profundamente o funcionamento de Hollywood e aprendeu a negociar seu espaço dentro de um sistema que raramente oferecia poder às mulheres. E, mesmo assim, nenhuma dessas iniciativas parece resolver completamente o enigma, porque Marilyn continua ocupando um lugar singular na cultura popular e o mundo ainda não consegue deixá-la para trás.

Cem anos depois de seu nascimento, continuamos olhando para Marilyn Monroe da mesma forma que a câmera parecia olhar para ela: incapazes de desviar os olhos por muito tempo.

E talvez porque, no fundo, ela nunca tenha sido apenas uma estrela de cinema. Marilyn Monroe se tornou a própria fantasia de Hollywood sobre si mesma e um dos grandes mistérios que o século 20 deixou para o século 21 tentar compreender.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).