Correio B

Astrologia

Ano político, o que os astros revelam sobre 2026?

Entre as principais previsões, o próximo ano será de coragem, amadurecimento emocional e grandes transformações

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Depois de um 2025 marcado por intensas transformações e mudanças significativas no cenário astrológico, o ano de 2026 chega trazendo mudanças profundas tanto no plano individual quanto no coletivo. 

A astróloga e terapeuta sistêmica Jussara Mathos conversou com o Correio B e analisou o próximo ano como um marco de consolidação de processos iniciados anteriormente. 

“Antes de compreendermos as energias que se consolidam em 2026, é fundamental olhar para 2025 como um ano de passagem, testes e encerramentos”, explicou. Para ela, o último ano funcionou como um “portal de transição”, onde velhas estruturas começaram a ruir, enquanto novas ainda não estavam totalmente definidas. 

Para Jussara, 2025 foi marcado por retrogradações e movimentos astrológicos que impediram fixações definitivas. 

“Planetas lentos tocaram novos territórios, mas recuaram, criando uma sensação coletiva de instabilidade, confusão e, ao mesmo tempo, expectativa. Muitos sentiram que algo estava mudando, mesmo sem conseguir ainda nomear exatamente o quê”, relembrou. 

No nível pessoal, 2025 foi um ano de muita “confusão emocional, cansaço, revisões profundas de identidade, encerramentos necessários e perda de referências antigas”, marcado por períodos onde muitas pessoas puderam perceber relações que não faziam mais sentido, assim como trabalhos que não agregavam e crenças que precisavam ser revistas, além da urgência do autocuidado emocional. 

Jussara Mathos, astróloga, terapeuta Sistêmica e autora do livro Caminhos – Mudando a Rota (lançado na 1ª Bienal do MS)

O que esperar para 2026

A astróloga afirma que 2026 chega em um dos períodos mais significativos de transformação astrológica das últimas décadas, marcado por reestruturação profunda da vida pessoal e coletiva, o que exige consciência, maturidade emocional e adaptação a novos tempos. 

“A regra é clara: o mundo e as pessoas não poderão mais funcionar como antes”, alerta. 

Um dos principais destaques astrológicos é a entrada definitiva de Saturno e Netuno em Áries. 

Netuno deixa Peixes definitivamente no dia 26 de janeiro de 2026, encerrando um ciclo iniciado em 2012, permanecendo em Áries até 2039, enquanto Saturno ingressa em 13 de fevereiro, onde permanece até abril de 2028. 

Juntos, os trânsitos indicam um período que exige ação consciente, maturidade emocional e responsabilidade pelas próprias decisões. 

“Saturno exige maturidade e compromisso com quem somos. Netuno dissolve fantasias, expondo incoerências entre discurso e prática. Juntos, eles pedem coragem para agir com consciência, transformando sonhos em atitudes sustentáveis”. 

Outro ponto relevante para o próximo ano é a passagem de Júpiter por Câncer até o dia 30 de junho de 2026, ampliando temas ligados à família, emoções, histórias pessoais e ao pertencimento. 

“Esse trânsito lembra que não existe avanço real sem base emocional. Em meio a tantas mudanças externas, cresce a necessidade de cuidar das relações, da vida interior e das raízes afetivas”, explica. 

No plano individual, Júpiter em Câncer favorece cura emocional, reconciliações e fortalecimento de vínculos. 

Já no coletivo, amplia debates sobre cuidados, proteção social, saúde emocional e acolhimento. 

A partir do segundo semestre, com a entrada de Júpiter em Leão, que se estende até julho de 2027, ganham forças temas como criatividade, visibilidade, liderança e autoconfiança. 

Política e alta tecnologia

Em um ano de eleições, as influências astrológicas se intensificam. No campo social e político, Plutão em Aquário continua sendo um dos trânsitos mais impactantes. 

“Velhas estruturas tendem a ruir para dar lugar a modelos mais horizontais, ainda que esse processo envolva crises, tensões e confrontos com o que estava oculto”, observa. 

Essas energias ganham ainda mais peso em 2026. A sociedade se torna menos tolerante a lideranças desconectadas da realidade e mais exigente quanto à transparência e responsabilidade. 

Saturno em Áries reforça a cobrança por posicionamento, coerência e maturidade no exercício do poder. 

Urano em Gêmeos, que se estabelece definitivamente em abril de 2026, aponta para mudanças aceleradas na comunicação, no uso da tecnologia e na circulação de informações. 

“A velocidade da informação aumenta, mas junto com ela cresce também o risco de desinformação, manipulação de discursos e superficialidade”, alerta. 

A partir de 30 de junho de 2026, com a entrada de Júpiter em Leão, surge um ponto de atenção. 

“Júpiter amplia tudo o que toca e, em Leão, potencializa o desejo de visibilidade, reconhecimento e protagonismo. Em contextos eleitorais, isso pode inflamar egos, estimular personalismos, disputas por poder e narrativas centradas mais na imagem do que no conteúdo”. 

Para Jussara, o risco desse trânsito está no excesso. Por exemplo, em discursos sem sustentação, polarizações intensificadas e decisões tomadas para alimentar vaidades. 

Por outro lado, se bem integrado, pode favorecer lideranças inspiradoras, mobilizando pessoas a partir de valores reais, propósito e presença consciente. 

Esse cenário se intensifica com a entrada de Urano em Gêmeos, em 26 de abril de 2026, já que Urano acelera mudanças e Gêmeos rege a informação, a comunicação e os meios digitais. 

“Em um ano de eleições, esse trânsito amplia o papel das redes, da tecnologia e das inteligências artificiais na construção de narrativas, na disseminação de dados e na formação de opinião pública”. 

A mensagem central para 2026

Para a astróloga, mais do que prever acontecimentos pontuais, o céu de 2026 convida à consciência, revelação e recolhimento. 

“Estamos vivendo um tempo de transição profunda, em que nada acontece de forma desconectada. Os pequenos movimentos dialogam com os grandes ciclos, e o cotidiano reflete aquilo que está sendo transformado em nível coletivo e interno. A astrologia, nesse sentido, não fala de destino fixo, mas de consciência de tempo. O céu aponta tendências, revela climas e sinaliza aprendizados, mas a forma como atravessamos esses movimentos continua sendo uma escolha humana”, afirma. 

Para o próximo ano, o que se espera é presença no agora, coragem para iniciar novos ciclos, responsabilidade emocional para sustentar escolhas e consciência para passar por transformações. 

“Talvez esse seja o maior ensinamento desse ciclo: ler o céu não é prever o que vai acontecer, mas aprender a caminhar com mais lucidez, responsabilidade e verdade dentro do tempo que estamos vivendo”, finaliza. 


 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

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25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
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Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
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Alceu Roque Rech,
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Antônio Vladimir Furine,
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Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
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Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
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Marilda Coelho Lima,
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Dirceu Teixeira Nogueira,
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Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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