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CINEMA

Aos 84 anos, Reynaldo Paes de Barros relembra como criou as imagens do clássico "Menino de Engenho"

Reynaldo Paes de Barros conta os desafios para criar as imagens do filme "Menino de Engenho", do diretor Walter Lima Jr., no Nordeste brasileiro

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No verão de 1964/1965, Walter Lima Jr., que havia sido assistente de Glauber Rocha (1939-1981) em “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, consegue levantar a produção do seu primeiro longa-metragem como diretor. 

Na equipe, seguindo do Rio de Janeiro para João Pessoa (PB), está o fotógrafo Reynaldo Paes de Barros, então com 26 anos, que tinha se formado em cinema em Los Angeles, na UCLA, e trouxera na bagagem a própria câmera.

Antes de voltar ao Brasil, em 1963, o filho de pecuarista, nascido em uma fazenda de 100 mil hectares cortada por dois rios, em Santo Antônio do Leverger (MT), fez uma escala na Alemanha e, com a Arriflex 2B de três chassis, para película de 35 milímetros, trouxe um carregador e três lentes Schneider – uma grande angular, uma focal média e uma teleobjetiva.

O equipamento que captaria as elogiadas imagens de “Menino de Engenho”, estreia de Lima Jr., baseada no primeiro romance de José Lins do Rego (1901-1957), ajudaria, e muito, o jovem Reynaldo a se estabelecer no mercado carioca.  

Graças a ele, o cameraman integra-se sem dificuldade ao circuito e chega a participar de algumas produções estrangeiras rodadas no Brasil, entre elas a série “Tarzan”, com o ator Ron Ely, e o filme sueco “Palmeiras Negras” (1968), de Lars-Magnus Lindgren, com Max von Sydow (1929-2020) e Bibi Andersson (1935-2019) no elenco, dois astros consagrados pelo diretor Ingmar Bergman (1918-2007).

Mas, por enquanto, estamos nos domínios do Cinema Novo brasileiro, que, entre outros pressupostos, valorizava o engajamento na interpretação da realidade nacional e uma fotografia de iluminação natural, muitas vezes estourada e de forte contraste, como em “Deus e o Diabo”. 

Agitador maior do movimento cinema-novista, era o próprio Glauber quem chefiava a produção, e Reynaldo estava preocupado com a missão que tinha pela frente.

Como filmar e obter os planos de bom acabamento plástico na intensa claridade do Nordeste, com uma produção de poucos recursos, orientada pela máxima de “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”? 

Se hoje a pregação glauberiana guarda muito de um mito, funcionando mais como referência e inspiração para quem busca um rendimento criativo despojado do volumoso maquinário do cinemão, na época era uma verdade de peso

Últimas notícias

Sertão de luz

Grande parte das filmagens foi realizada em pleno sertão, várzea do Rio Paraíba, no mesmo engenho onde José Lins passou a infância e que o escritor apresenta como cenário das memórias narradas pelo garoto Carlinhos no romance lançado em 1932.  

O enredo tem motivação autobiográfica e trata, pelo viés da tragédia do personagem principal, ao enfrentar a morte da mãe, do ocaso de um modelo econômico, portanto de um modo de vida. 

Clássico definitivo do nosso cinema, o longa apresenta no elenco Geraldo Del Rey, Anecy Rocha, Maria Lúcia Dahl, Rodolfo Arena, Antonio Pitanga e revelou o intenso e brilhante Sávio Rolim no papel do menino. A montagem é de João Ramiro Mello. Na trilha, Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno.

Por sua localização geográfica, a Paraíba registra as maiores médias de incidência solar do País. “A emulsão do filme era muito dura e a luz extremamente desfavorável para o rosto feminino”, conta Barros, de 84 anos, que, depois de passar quatro décadas em São Paulo, voltou a morar em Campo Grande em 2009.

A emulsão, com sais de prata sensíveis à luz, é o principal ingrediente de confecção da película cinematográfica.  

“Usei filtros de difusão, explorei as sombras e procurava convencer o Walter para rodar bem cedinho. A luz ideal é a que incide sobre o rosto a 45 graus. A solução, então, era rodar com angulação. A depender dos atrasos, eu sugeria que filmássemos um pouco mais tarde”, diz Barros. Tudo para evitar o sol cortante.

Sem Glauber

“Nós filmávamos e levávamos o material para João Pessoa em um Ford cabine dupla da prefeitura, que virou o carro da produção. De lá o material seguia para a Líder, no Rio, era revelado e retornava. Aí nós tínhamos que, mais uma vez, viajar do engenho para João Pessoa para poder assistir”, relembra o cineasta.

Ele ainda desanca da falta de domínio técnico dos colegas, inclusive do baiano Glauber, já em franca ascensão naquele momento e ainda hoje considerado o mais importante cineasta brasileiro.

“Eu tinha feito pequenas coisas com outros diretores que não ligavam para a fotografia, não tinham noção de eixo. O Walter era mais cartesiano. O Glauber não dava bola para isso e dizia ‘não parta para esse tipo de fotografia acadêmica, onde se filma o céu com as nuvens repolhudas", lembra.

Foi exatamente o que eu fiz. Ele não estava lá”, provoca Reynaldo Paes de Barros, que defende sem concessões a gramática do cinema clássico.

Embora reconhecessem o legado dos grandes diretores estrangeiros, os cinema-novistas defendiam que o terceiro mundo deveria descobrir uma forma própria de narrar suas histórias, sem repetir os padrões e, principalmente, a ideologia do cinema dominante.

Linguagem

“A linguagem está estabelecida desde o Griffith e não muda mais. A vale A, e não B. Quando foi montar ‘Deus e o Diabo’, o Didi [Rafael Valverde] viu que era material de neófito. O Glauber montou grande parte de uma sequência de duelo com os atores vindo da mesma direção. 

Ele quis fazer essa sequência usando elementos do suspense, mas, em vez de confronto, fica a sensação de que um personagem está acompanhando o outro. 

Depois disso, ele ficou mais atento, passou a tomar mais cuidado”, teoriza o ex-aluno de mestres de Hollywood, como Stanley Kramer (1913-2001), produtor de mão cheia e diretor de “Deu a Louca no Mundo” (1963) e “Adivinhe Quem Vem Para Jantar” (1967).

Embora tenha se estabelecido como um dos mais requisitados fotógrafos da pornochanchada e de filmes publicitários, Paes de Barros não obteve reconhecimento com os próprios longas-metragens – “Férias no Sul” (1967), “Agnaldo – Perigo à Vista” (1969), “Pantanal de Sangue” (1969) e “A Noite dos Imorais” (1978).  

Dirigiu, ainda, um punhado de curtas sem relevância, a exemplo de “Matem...Os Outros” (2014), que certamente chamou a atenção apenas em decorrência da ação judicial, ainda em fase de recurso, movida pelo Ministério Público Federal, que acusa o cineasta de, com o filme, ter manifestado discurso de ódio contra a comunidade indígena Guarani-Kaiowá de Dourados.

Até agora, seu maior mérito, enquanto diretor, foi ter revelado David Cardoso no elenco dos seus dois primeiros longas. Além de parceiro de Barros em futuros projetos, o ator se tornaria, nos anos 70, o maior galã das pornochanchadas, que lotavam os cinemas no período.

O nome de Reynaldo sequer figura no “Dicionário de Cineastas”, de Rubens Ewald Filho (1945-2019), mais importante publicação do gênero. 

Já o “Dicionário de Diretores”, de Alfredo Sternheim (1942-2018), voltado para os realizadores que atuaram na chamada Boca do Lixo paulistana, reserva-lhe uma página, destacando, inclusive, “a bela fotografia em preto e branco” do filme de Lima Jr. 

Máximo Barro (1930-2020), montador de larga experiência, inclusive de vários dos irreverentes e apimentados – às vezes, bem mais que isso – filmes da pornochanchada, considera Menino de Engenho “sublimação” e “insuperável momento” do Cinema Novo.

Câmera na mão

Curiosamente, o diretor de fotografia escolhe um momento em que trabalhou com a câmera “na mão” como a sua cena preferida do filme. “É a visita dos cangaceiros ao engenho”, aponta Reynaldo Paes de Barros.  

“Gosto porque não é acadêmica. A câmera percorre na mão, subo e desço mostrando os cangaceiros. É uma cena que mostra bem o que é o Nordeste e o conluio com fazendeiros”, diz o cineasta.

Ele conta que precisou ser segurado por um de seus assistentes (José de Arimateia e Manuel Clemente) ao se deslocar, operando o equipamento apoiado no ombro, porque a tomada foi realizada em uma parte acidentada do terreno.

Um dos orgulhos do diretor é uma crítica elogiosa do jornalista Louis Wiznitzer (1925-1996) à fotografia de “Menino de Engenho”, correspondente de um diário carioca, depois de assistir ao filme em Paris. 

Barros conta que as filmagens se estenderiam de janeiro a abril de 1965. Com o tempo firme por quase toda a temporada, as cenas de chuva tiveram de ser feitas com um regador de jardim. Mas, nos últimos dias, o tempo virou, provocando a cheia do Rio Paraíba.

“Da última vez que fui à beira, até me assustei, tinha um caudal de água e mata verde. Era uma locação mais bonita que a maioria dos filmes que mostravam o Nordeste”, recorda Barros.  

“Quando voltei para o Rio, passei a ser recomendado. Até o [Paulo César] Saraceni entrou em contato comigo”. 

Mas por que não emplacou mais trabalhos com a turma do Cinema Novo? “Achavam que eu era americanófilo, um cara de direita. E eu era, sim. Acho que sim. Tinha acabado de sair dos EUA. Não podia ser um cara de esquerda”, declara o fotógrafo, antes de entabular mais uma querela:

“Menino de Engenho obedece à linguagem tradicional. É um filme escorreito, muito bem-feito. O Cinema Novo nunca fez um filme como ‘Menino de Engenho’. De maneira geral, teve uma importância inegável, inclusive com um olhar inédito para o que era o País. 

Os filmes feitos antes disso não mostravam. Veja ‘O Cangaceiro’ e ‘Deus e o Diabo’. Mas o Walter não estava preocupado em mostrar a realidade, e sim como aquele ambiente afetou o garoto”.

Seja como for, sua estreia foi premiada em diversos festivais de que participou pelo País. Dá uma vontade danada de rever. Uma nova matriz, com o filme restaurado, foi apresentada em 2003. Mas o “Menino” esteve apenas em sessões especiais desde então e, por enquanto, passa longe das plataformas de filmes.

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Roteiro de Viagem

Confira as melhores dicas de passeio para conhecer o Pantanal de Corumbá

Confira as melhores dicas de passeio para conhecer a histórica Cidade Branca e se aventurar na natureza do Pantanal Sul-Mato-Grossense

06/08/2026 08h15

Passeios em meio à natureza pantaneira fazem a alegria de turistas ao permitirem o avistamento da fauna e flora local

Passeios em meio à natureza pantaneira fazem a alegria de turistas ao permitirem o avistamento da fauna e flora local Foto: Divulgação

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Destino consolidado de pesca esportiva sustentável, Corumbá é o maior município do Pantanal de Mato Grosso do Sul e surpreende o visitante com suas belezas naturais, rica cultura testemunhada pelos seus casarões e manifestações populares, como o Banho de São João e o Carnaval. 

Roteiros personalizados oferecem experiências incríveis e vivências em passeios fluviais e terrestres – caminhos que levam à focagem da onça-pintada, ao centro histórico, em águas cristalinas do Paraguai-Mirim e aos batuques dos quilombos e terreiros de umbanda.

Com mais de 73%, de acordo com o censo do IBGE, da população afrodescendente – resultado da forte dependência de mão de obra escravizada na isolada região, a partir do século 17 –, a denominada Capital do Pantanal, fundada em 1778, oferece um turismo histórico e sustentável diferenciado no Estado.

Conhecida também como Cidade Branca, a cidade cativante e hospitaleira é um museu a céu aberto, com expressivas referências do homem pantaneiro e do amor ao samba.

Seu entorno revela a maior planície alagável do mundo, que pode ser desbravada em barcos ligeiros ou cruzeiros de até cinco dias em embarcações com piscina, serviço de bordo cinco estrelas e conforto.

Visitar esse lugar abençoado pela natureza se completa com a gastronomia influenciada pelas fronteiras com a Bolívia e o Paraguai e o quebra-torto das comitivas de gado. O destino está preparado para proporcionar grandes emoções em terra ou na água, o ano todo.

Os serviços ofertados propiciam um leque de opções de pacotes turísticos acessíveis a todas as idades, preparado pelos operadores locais. São roteiros para desfrutar em família ou em grupos.

Para quem programa uma viagem de carro, a partir de Campo Grande (são 420 quilômetros, pela BR-262), uma dica é conhecer a Estrada Parque Pantanal (na MS-184, 100 km após Miranda), que tem uma ótima estrutura para o ecoturismo em antigas fazendas.

Os pacotes também podem ser agendados nos operadores da cidade, distante 120 km do atrativo. Turistas de outras regiões têm a opção de chegar em voos diretos da Azul, quatro dias da semana, saindo de Viracopos (SP).

Quer explorar a cidade histórica e se aventurar pelo Pantanal? Veja aqui as melhores dicas de passeios

Remar pelo Rio Paraguai

No Porto Geral, a Pantanal Paddle realiza passeios pelo Rio Paraguai em caiaques, canoas havaianas (para seis pessoas) e stand-ups, com instrutores e tempo e distância a critério do turista.

A agência é resultado da paixão de amigos pela natureza e leva o visitante a experiências para ficar na memória remando no principal rio pantaneiro. São passeios guiados ou com aluguel do equipamento, com direito a tomar banho no rio com total segurança.

A operadora também promove expedições em barcos a motor aos aquários naturais do afluente Paraguai-Mirim, distante 160 km da cidade, no coração do Pantanal, com paradas para banho e flutuação em águas cristalinas nas baias e corixos.

A região é rica em biodiversidade e conecta o visitante com as comunidades tradicionais. As trilhas aquáticas revelam o espetáculo da fauna e flora e uma profunda paz mental com o silêncio do lugar e o som dos bichos.

Forte, natureza e memória

Circuitos culturais (a pé e de carro) pelo centro histórico são realizados de segunda-feira a sábado, com degustação em uma casa de saltenha, com agendamento pela agência LR Travel Experience.

O passeio inclui prédios centenários, como a Igreja de Nossa Senhora Candelária, Casario do Porto e Casa do Artesão, e também o Museu de História do Pantanal (Muhpan), Memorial do Homem Pantaneiro e o mirante do Cristo Rei do Pantanal. Outra opção é conhecer a Caimasul, maior frigorífico de jacaré do mundo.

O receptivo também oferece viagens transformadoras e inesquecíveis pelo Pantanal, com day-use na Estrada Parque, incluindo cavalgada e almoço pantaneiro na Pousada São João, e expedições às águas cristalinas do Rio Paraguai-Mirim e ao bicentenário Forte Coimbra (passeio terrestre).

Os cruzeiros à Serra do Amolar, em barcos-hotéis, têm duração de até cinco dias. E ainda passeio fluvial todos os dias, em frente ao Porto Geral, para observação do pôr do sol.

No rastro da onça-pintada

Com a experiência sobre o ambiente pantaneiro adquirida em 28 anos de atividades, dona Luceni Alves, a Lu, pilota o barco do Expresso Zé Leôncio pelo Rio Paraguai todos os dias, levando grupos de turistas brasileiros e estrangeiros para desfrutar de passeios pela orla portuária.

A lancha para até 15 pessoas conduzida por uma mulher chama a atenção, mas Lu, de 62 anos, transmite segurança e ainda faz o papel de guia turístico durante o passeio.

“A gente conta a história da cidade, do forte [Junqueira, no alto da encosta], do Casario do Porto e da ladeira [Cunha e Cruz, onde se deu a retomada de Corumbá na Guerra do Paraguai, em 1867]”, diz ela.

A operadora realiza safári noturno para focagem de animais no Canal Tamengo, na fronteira com a Bolívia. “O turista fica maravilhado com o Pantanal e se emociona também com o pôr do sol, no porto”.

Imagine avistar uma harpia!

Durante uma das expedições pelo Pantanal em 2023, para observação de aves e da vida selvagem, os turistas fizeram um registro inédito: o flagrante da águia harpia, ou gavião-real, a maior ave de rapina brasileira.

Hoje, a Icterus Ecoturismo, que trabalha com birdwatching e opera cruzeiros de natureza, passeios fluviais, trilhas interpretativas e safáris fotográficos, lidera o monitoramento da espécie em Corumbá e atrai o mundo para o grande encontro.

Fundada pelos biólogos Gabriel Oliveira e Rafael Souza, a empresa oferece roteiros personalizados para viajantes que desejam conhecer a biodiversidade pantaneira, com acompanhamento de guias especializados.

Os roteiros incluem focagem noturna para observação de corujas, mamíferos e outros animais; expedições exclusivas para fotografia e observação de espécies raras; caminhadas em ambientes naturais e excursões à Serra do Amolar.

Passeios em meio à natureza pantaneira fazem a alegria de turistas ao permitirem o avistamento da fauna e flora localFoto: Divulgação

Descobrindo as raízes negras

Pelas ladeiras, ruelas, às margens do Rio Paraguai e nas pedreiras das Morrarias de Urucum os braços negros, ainda cativos, cantaram seus sonhos, suas dores e louvores a xangô.

Após a libertação, expandiram seu olhar e sua voz por meio da literatura, pelos poemas de Lobivar Matos, e nas rezas e atos de cura de Mãe Cacilda, uma das precursoras da umbanda no Centro-Oeste que atraiu milhares de pessoas nos anos de 1970 à sua tenda.

O visitante na cidade tem a oportunidade de percorrer esses caminhos e se conectar aos principais lugares e pessoas da cultura afro-brasileira.

A operadora Bela Oyá Pantanal criou um circuito destinado a explorar a Corumbá negra, com rotas que levam o turista às comunidades quilombolas, a vivências em terreiros ao som do atabaque e a eventos religiosos, como o sincretismo do Banho de São João. Também organiza passeios pelo Pantanal – Serra do Amolar e Estrada Parque.

Passeios em meio à natureza pantaneira fazem a alegria de turistas ao permitirem o avistamento da fauna e flora localCorumbá tem circuito turístico destinado a apresentar terreiros e comunidades quilombolas - Foto: Divulgação

Terapia é acordar no Castelo

Um roteiro que oferece pesca esportiva, contato com a natureza, sossego e a boa comida pantaneira está próximo da cidade – e a viagem até esse lugar, apenas de barco, é uma experiência única proporcionada pela paisagem exuberante margeando o Rio Paraguai.

Esse paraíso se chama Baía do Castelo, a 90 km da área urbana, e o recanto simples, mas aconchegante, é a pousada Sol do Pantanal, em operação há dois anos com 21 leitos.

Margeando a baía, o empreendimento recebe turistas brasileiros e estrangeiros atraídos pela tranquilidade do lugar. Além da estrutura para pesca, oferece trilhas e passeios de barco com parada para contemplar o pôr do sol, um dos mais belos do Pantanal.

“Acordar de manhãzinha, ouvindo os sons da natureza, o cantar de pássaros e o cheiro de mato é uma terapia”, diz a gerente Lisianne Gomes. A pousada também tem rota fluvial para o Paraguai-Mirim, 70 km rio acima.

* Saiba 

www.pantanalpaddle.com;
www.lrtravelexperience.com.br;
@ze_leonciopasseios;
www.icterusecoturismo.com;
www.belaoya.com.br;
@pousada.soldopantanal.

Diálogo

Embora o Progressistas (PP) tenha anunciado neutralidade na disputa... Leia na coluna hoje

Leia na coluna desta quinta-feira (6)

06/08/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Johann Goethe - escritor alemão

"Pensar é fácil. Agir é difícil. Agir conforme o que pensamos é, de todas, a maior dificuldade".

FELPUDA 

Embora o Progressistas (PP) tenha anunciado neutralidade na disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), em Mato Grosso do Sul o roteiro é outro. Governador filiado ao PP, Eduardo Riedel deverá apoiar o herdeiro político de Jair Bolsonaro. Em contrapartida, contará com o respaldo do PL em sua caminhada pela reeleição. Nos bastidores, esse entendimento não surpreende ninguém, até porque esse acordo vem desde as eleições municipais. E, na política, continua valendo a máxima "o combinado não sai caro". Portanto, neutralidade, por aqui, parece ser apenas um detalhe geográfico.

Cabalístico

A convenção do PL deu uma prévia do tom que deve marcar a disputa eleitoral em MS. Candidato ao Senado, Capitão Contar criticou o PT e pediu "13 segundos" de silêncio, número da legenda.

Mais

Em seguida, exaltou o ex-presidente Jair Bolsonaro, principal liderança do seu grupo político. O gesto simbolizou o início de campanha, que promete forte polarização entre direita e esquerda por aqui.

DiálogoFoto: Divulgação/Sesc 

Neste sábado (8), às 16h, o espetáculo infantil "Gran Finalle", da Cia Pisando Alto, estará em cartaz no Sesc Teatro Prosa. Com entrada gratuita e classificação livre, a montagem reúne humor, acrobacias e técnicas circenses para contar uma história sobre sonhos, memória e os bastidores da vida no circo. Ao explorar a rotina dos circenses de forma leve e sensível, o espetáculo convida crianças e adultos a refletirem sobre os laços familiares, o envelhecimento e a importância de preservar histórias e tradições, sem renunciar à diversão e da linguagem lúdica característica do circo. Os ingressos devem ser retirados na plataforma Sympla.

Diálogo Saviany Monteiro e Hugo Hilgert - Foto: Arquivo Pessoal

 

Diálogo Maria Fernanda Linhares - Foto: Divulgação 

Na espera

Em ano eleitoral, uma lista sempre causa estresse: a dos responsáveis por contas julgadas irregulares. O TCU encaminhou ao TSE a relação com mais de 6,1 mil nomes em todo o país, dos quais 79 são de MS. A presença na lista não significa inelegibilidade automática, mas certamente tira o sono de quem sonha com as urnas. Agora, caberá à Justiça Eleitoral analisar caso a caso. Até lá, muitos torcerão para que seus planos não sejam enterrados.

Dois pesos...

No retorno das atividades da Assembleia Legislativa de MS, PT mostrou que Bolsonaro continua ocupando espaço no debate e, é claro, em suas narrativas. Ao comentar a prisão de um grupo suspeito de planejar tumultos nas eleições, Zeca atribuiu, sem prova alguma, o episódio ao legado do ex-presidente. Já sobre a operação da Polícia Federal que, no mesmo dia, atingiu o senador Weverton Rocha, aliado de Lula, no caso dos descontos indevidos do INSS e investigações sobre Lulinha, o silêncio foi se-pul-cral.

Lenha

Ainda em plenário, Zeca sugeriu que manifestantes pela nomeação na Polícia Civil acampassem em frente à Governadoria, afirmando que a administração estadual não iria atender os pedidos, pois não tinha dinheiro "nem pra um cafezinho". A fala despertou lembranças entre observadores. Houve quem recordasse o tempo em que, durante seu governo, protestos de servidores terminaram com ação da PM e uso de gás de pimenta contra eles. A memória, como a política, costuma ser bastante seletiva, né?

ANIVERSARIANTES 

  • Adriana Estivalet de Medeiros,
  • Dr. Sidnei André Rigo, 
  • Miriam Vânia Saad, 
  • Sérgio Cruz, 
  • Fermina Cordoba Casanobas 
  • (Dona Mina),
  • Cleuza Nunes da Cunha, 
  • Marcos Augusto Netto, 
  • Onice Quintana Yamashiro,
  • Maria Cristina Katsuren Nakasato,
  • Eurdes Carlos Garcia,
  • Albana Xavier Nogueira,
  • Acir Jesus Batista Fernandes,
  • Marilza Helena Bissoli Medeiros,
  • Shirley Taira Oshiro,
  • Patrícia Ávila,
  • Cláudio Guedes Xavier,
  • Denis da Maia,
  • Elizabeth Aparecida Ibanez,
  • Hudson Thiago Garcia,
  • Lucia Schmidt de Souza,
  • Susy Ramos, 
  • Enio Sayad, 
  • Andréa Maria Assis Daros, 
  • Renata Mazza Anache,
  • Yonne Queiroz Corrêa, 
  • Ivan Pedro Martins, 
  • Carolina de Lima Cardoso, 
  • Cristina Nakasato, 
  • Bruna Gonino Gimenez,
  • Estevão Alves Corrêa Neto,
  • Everaldo Simioli Furlan,
  • Antônio Pereira Lima,
  • Lelaine Aparecida Poço Queiroz,
  • Salviano Leite dos Santos,
  • Mohamad Abdallah,
  • Pedrinho Feitosa de Oliveira,
  • Dr. Jamal Mohamed Salem, 
  • Evaldo Lelis, 
  • Jociane Mitsugi Colombo Gaiotto,
  • Wilson Brum de Almeida,
  • Elza Loureiro Scarseli,
  • Maria Salvadora Paes e Silva,
  • Laura Jane Vilanova Maia,
  • Regiane Vilanova,
  • Dr. Railson Valero Lucin, 
  • Regina Célia Pouso Salas, 
  • Ana Paula Lunardon Silva, 
  • Darcy Fernandes de Souza,
  • Lenira Saraiva de Oliveira,
  • Manoel Dantas de Souza, 
  • Bianca Gisele Moriúba,
  • Carlos Roberto Mazzaro,
  • Rivaldir Alberti,
  • Patrícia Rezende,
  • Edson Romeiro,
  • Wilson Magalhães,
  • Jorge Roberto Salomão,
  • Luzia Oliveira Mendes,  
  • Pedro Paulo Teixeira,
  • Renato Figueira,
  • Lucila Menezes,
  • Ernest Schilings Filho,
  • Afrânio Sobreira,
  • Taís Pinheiro,
  • Luzia Maria da Silva, 
  • Márcio Oliveira Nunes,
  • Luciana Moreira Vargas,
  • Maiza Harumi Uemura,
  • Alba Valéria de Oliveira Duailibi, Sávio Francisco Gomes,
  • Carla Sampaio Costa,
  • William Rodrigues,
  • Daniele Fernandes da Silva,
  • Allan Tristão Silva,
  • Maria Georgina Gazal Muniz, 
  • Paula Alves Corrêa de Queiroz, Humberto Vasquez,
  • Edylson Durães Dias,
  • Waldir Bento Carapia,
  • Nádia Corrêa Pereira,
  • Eulina da Silva,
  • Leida Regina Oliveira Acosta,
  • Jefferson Campos Zakimi,
  • Osvaldo Montelo Jardim,
  • Almir Dip,
  • Márcia Cristina Borges,
  • Paulo César Feitosa,
  • Elza Keiko Oikawa,
  • Aloísio Geraldo da Costa,
  • Maria Agda Vargas Antunes,
  • Arnaldo Nunes Boni,
  • Dra. Vera Maria Viegas London, 
  • Cléia Rocha Bossay, 
  • Dr. Walter Jeffery Neto, 
  • José Neri Camargo Arinos,
  • César Augusto Martinotto,
  • André Arruda de Castro,
  • Dr. Edilberto Lima Falleiros,
  • Jhonnatan Cabral Nogueira,
  • Heloise Maria Zanda Grella,
  • Dr. Luiz Eduardo de Rosa Silva,
  • Munira Tereza Esgaib Campos,
  • Anahi Loureiro de Almeida Philbois,
  • Juliana Maria Gizzi Machado,
  • Dr. Jocildo Rosa de Figueiredo, Carolina Vieira Nunes, 
  • Andrassy Barbosa da Silva,
  • Daniela Ribeiro Charro Furtado, Alberto Gaspar Neto,
  • Cristiana Siliano Pettengill,
  • Ilma Aparecida Menezes Schmitt.

Colaborou com Tatyane Gameiro

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