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Gastronomia Correio B+

Aprenda a fazer uma costelinha suína na cerveja

Uma receita saborosa para fazer para a família e amigos

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COSTELINHA SUÍNA NA CERVEJA 

Ingredientes: 

  • 1,2 kg de costelinha suína (cortada em ripas) 
  • 4 dentes de alho amassados 
  • 1 cebola grande em rodelas 
  • 1 colher de sopa de mostarda 
  • 1 colher de sopa de molho inglês 
  • 1 colher de sopa de mel (ou açúcar mascavo) 
  • 1 lata de 350 ml de cerveja (pilsen ou escura, conforme preferência) 
  • 1 colher de chá de páprica doce ou defumada 
  • 1 folha de louro 
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto 
  • Azeite ou óleo para dourar 

Modo de preparo: 

Comece temperando a costelinha em uma tigela grande, misture com o alho, sal, pimenta, páprica, molho inglês, mostarda, mel e a folha de louro. Cubra com a cerveja e deixe marinar por pelo menos duas horas, ou de um dia para o outro na geladeira.

Aqueça um fio de óleo em uma panela grande ou em uma assadeira funda, retire a carne marinada e reserve o molho e doure bem a costelinha, reserve. Na mesma panela, adicione a cebola e refogue até dourar, volte a carne para o recipiente e despeje a marinada por cima.

Tampe a panela e deixe cozinhando em fogo baixo por cerca de 40 a 50 minutos, mexendo algumas vezes até a carne ficar macia e o molho encorpado. Se desejar, pode finalizar no forno pré-aquecido a 220°C por 20 minutos, com a carne e o molho em uma assadeira, para caramelizar e criar uma crosta. Sirva.  

Saúde Correio B+

Quem tem endometriose pode correr? Entenda com especialista quando é preciso adaptar o treino

A atividade física continua sendo recomendada para quem convive com a doença, mas o tipo de exercício e a intensidade podem influenciar diretamente nos sintomas

08/08/2026 14h30

Quem tem endometriose pode correr? Entenda com especialista quando é preciso adaptar o treino

Quem tem endometriose pode correr? Entenda com especialista quando é preciso adaptar o treino Foto: Divulgação

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A corrida de rua nunca esteve tão em alta, mas nem toda mulher consegue praticá-la sem desconforto. Em pacientes com endometriose, exercícios de alto impacto podem aumentar a dor quando a doença compromete estruturas profundas da pelve. Isso não significa abandonar a atividade física, mas adaptar o treino ao quadro clínico.

Segundo o cirurgião ginecológico e pesquisador Dr. Igor Chiminacio, a atividade física não deve ser interrompida, mas individualizada de acordo com o quadro clínico de cada paciente.

"A prática regular de exercícios é importante e faz parte de uma rotina saudável. O problema não é se exercitar, mas insistir em modalidades que aumentam a dor em uma paciente que apresenta comprometimento das estruturas profundas pela endometriose", explica Dr. Igor Chiminacio.

De acordo com o especialista, a explicação está na anatomia da pelve. Pela Teoria do Polvo (Octopus Concept), desenvolvida por Dr. Igor Chiminacio e apresentada em publicação científica, o útero é sustentado por estruturas de colágeno chamadas paramétrios.

Quando essas regiões são acometidas pela endometriose, tornam-se mais sensíveis à tração provocada pelos movimentos repetitivos de impacto.

"Durante uma corrida ou um exercício com saltos, o útero se movimenta repetidamente. Se o paramétrio está inflamado pela doença, essa movimentação pode aumentar a tração sobre tecidos já comprometidos, desencadeando dor e intensificando o processo inflamatório", afirma o especialista.

Por isso, exercícios como corrida, jump e outras atividades de alto impacto podem não ser a melhor escolha para mulheres que apresentam dor ativa relacionada à endometriose.

Isso não significa que essas modalidades estejam proibidas, mas que podem precisar ser substituídas temporariamente por alternativas mais adequadas até que a doença esteja controlada.

Modalidades de menor impacto, como caminhadas, fortalecimento muscular orientado, pilates, exercícios funcionais adaptados e alongamentos costumam ser melhor toleradas durante períodos de maior sensibilidade.

A escolha, porém, deve considerar a intensidade dos sintomas, o estágio da doença e a avaliação médica.

Outro ponto que merece atenção, especialmente durante o inverno, é o aquecimento corporal. Segundo Chiminacio, iniciar a atividade física com o corpo frio pode aumentar a rigidez muscular e potencializar o desconforto em mulheres sintomáticas.

"Fazer um aquecimento antes de sair de casa, realizar alguns minutos de alongamento ou exercícios leves e manter o corpo aquecido são medidas simples que podem ajudar no controle dos sintomas. A dor persistente nunca deve ser normalizada.

Ela pode ser um indicativo de que a atividade precisa ser adaptada ou de que a doença ainda não está adequadamente tratada”, orienta.

A endometriose não deve afastar a mulher da prática de atividade física. O objetivo é encontrar modalidades compatíveis com cada fase da doença, permitindo que o exercício continue sendo um aliado da saúde, e não um fator de agravamento dos sintomas.

Cinema Correio B+

O legado de Baryshnikov vai muito além da dança

Centro criado pelo bailarino funciona como incubadora artística e estuda aproximação com o Brasil

08/08/2026 13h00

O legado de Baryshnikov vai muito além da dança

O legado de Baryshnikov vai muito além da dança Foto: Divulgação

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Quando se ouve o nome de Mikhail Baryshnikov, é praticamente impossível pensar primeiro em qualquer coisa que não seja dança. Para várias gerações, ele representa o bailarino completo, aquele artista no qual a técnica extraordinária nunca anulou a inteligência, a personalidade ou a capacidade de transformar cada movimento em interpretação. O Baryshnikov Arts, porém, demonstra que seu legado não ficou restrito ao que fez no palco.

Criado em Nova York, em 2005, o centro apoia artistas de diferentes linguagens, oferecendo residências, espaços de ensaio, oportunidades de apresentação e condições para que ideias ainda embrionárias possam se transformar em obras.

Há dança, naturalmente, mas também teatro, música, cinema e projetos multimídia. “Acho que a palavra certa é incubadora”, explica Carlo Di Dio, ex-bailarino italiano e integrante do conselho de administração da instituição.

Di Dio esteve pela primeira vez no Brasil durante o Festival de Dança de Joinville e sua presença teve uma missão que pode se tornar importante para os artistas brasileiros: conhecer o evento, observar seus talentos e estudar caminhos para uma colaboração com instituições norte-americanas.

Antes de falar sobre essa possível ponte, entretanto, ele fez questão de explicar por que o Baryshnikov Arts não deve ser confundido com uma escola ou companhia de balé.

“A missão do centro é proporcionar oportunidades para diferentes formas de arte e para artistas que precisam desenvolver uma ideia ou um trabalho.

Podem ser coreógrafos, atores, diretores, músicos ou outros criadores. Nós oferecemos espaço e condições para que eles consigam reunir esse trabalho e sair de lá com alguma coisa sólida”, afirma.

É uma continuação coerente da trajetória de Baryshnikov. Depois de uma carreira que atravessou o Kirov, o American Ballet Theatre, o New York City Ballet, o cinema, o teatro e a dança contemporânea, ele passou a empregar seu prestígio na criação de oportunidades para outros artistas.

Aos 78 anos, permanece fundador e diretor artístico do centro e, segundo Di Dio, acompanha os projetos, conversa com os residentes e compartilha sua experiência.

“Misha ama as artes de coração. É inspirador vê-lo envolvido, conversando com os artistas, contando sua história e continuando tão relevante para o mundo atual.

É fácil pensar nele apenas como bailarino e ícone da dança, mas é importante que o mundo conheça também essa organização que ele criou. Esse é o seu legado.”

A própria trajetória de Carlo Di Dio ajuda a explicar por que ele foi chamado para participar dessa construção. Formado pela Escola de Balé do Teatro San Carlo, em Nápoles, ele dançou em companhias italianas e norte-americanas, tornou-se primeiro bailarino na Califórnia e dividiu o palco com nomes importantes da dança internacional.

Quando decidiu deixar a carreira, não seguiu o caminho mais previsível de se tornar exclusivamente professor, ensaiador ou diretor artístico.

Di Dio estudou administração, concluiu um MBA e foi trabalhar com estratégia e consultoria na PwC. A mudança, que poderia parecer um abandono da arte, nasceu justamente do desejo de compreender por que algumas instituições sobrevivem e outras desaparecem.

“Não acho que exista algo mais bonito do que estar no palco e sentir o público, mas, com o tempo, percebi que também me inspirava criar as condições necessárias para que as artes cresçam e permaneçam.

A pergunta passou a ser: como construir uma organização artística capaz de oferecer oportunidades não somente durante uma temporada, mas por gerações?”, conta.

Foi por isso que ele entrou para a consultoria. “Muitas pessoas pensaram que eu havia deixado a dança porque queria trabalhar no mundo corporativo.

Na verdade, foi o contrário. Entrei para uma empresa global porque queria entender como grandes organizações operam, como as decisões estratégicas são tomadas, como elas se sustentam e quais modelos desenvolvem. Eu não deixei as artes. Apenas ampliei a maneira como poderia servi-las.”

O legado de Baryshnikov vai muito além da dançaO legado de Baryshnikov vai muito além da dança - Divulgação

Para Di Dio, a disciplina adquirida no balé continua determinando sua atuação. A dança lhe ensinou liderança, responsabilidade, adaptação e trabalho coletivo, qualidades tão importantes em uma sala de reuniões quanto diante de uma plateia. Também ensinou que talento, por maior que seja, não resolve tudo.

“Minha professora dizia: ‘Carlo, aonde você não conseguir chegar com as pernas, chegue com a cabeça’. Nunca esqueci essa frase. É preciso ser inteligente porque esse será o seu diferencial. Talento não basta.”

Em Joinville, ele encontrou muito talento, mas se impressionou especialmente com o investimento feito para que crianças e adolescentes consigam desenvolvê-lo. A organização, a qualidade das escolas e o envolvimento das famílias revelaram uma estrutura que, em sua opinião, já pode dialogar com instituições internacionais.

O próximo passo será transformar essa impressão em um plano concreto. Entre as alternativas discutidas estão intercâmbios, cursos intensivos nos Estados Unidos, residências para coreógrafos e a vinda de artistas e professores ao Brasil.

As dificuldades atuais para a obtenção de vistos norte-americanos podem interferir no formato, mas não eliminam a possibilidade de colaboração.

“Vamos analisar onde existe alinhamento e qual é a melhor maneira de oferecer essas oportunidades. Gosto do termo parceria porque ela precisa ser uma relação de 50 a 50, com riscos e benefícios para os dois lados”, explica.

Ainda é cedo para anunciar um projeto, mas a presença de Di Dio em Joinville já estabeleceu o primeiro contato. Se a ponte avançar, ela poderá aproximar jovens artistas brasileiros não apenas do nome Baryshnikov, mas daquilo que ele decidiu construir depois de se tornar uma lenda.

Afinal, preservar a cultura não significa somente guardar a memória dos grandes artistas. Significa criar as condições para que os próximos consigam existir.

“Precisamos fazer o mundo entender que a cultura é indispensável”, resume Di Dio. Essa talvez seja a ideia que melhor explique o Baryshnikov Arts e também por que a aproximação com Joinville pode ser tão importante.

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