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O legado de Baryshnikov vai muito além da dança

Centro criado pelo bailarino funciona como incubadora artística e estuda aproximação com o Brasil

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Quando se ouve o nome de Mikhail Baryshnikov, é praticamente impossível pensar primeiro em qualquer coisa que não seja dança. Para várias gerações, ele representa o bailarino completo, aquele artista no qual a técnica extraordinária nunca anulou a inteligência, a personalidade ou a capacidade de transformar cada movimento em interpretação. O Baryshnikov Arts, porém, demonstra que seu legado não ficou restrito ao que fez no palco.

Criado em Nova York, em 2005, o centro apoia artistas de diferentes linguagens, oferecendo residências, espaços de ensaio, oportunidades de apresentação e condições para que ideias ainda embrionárias possam se transformar em obras.

Há dança, naturalmente, mas também teatro, música, cinema e projetos multimídia. “Acho que a palavra certa é incubadora”, explica Carlo Di Dio, ex-bailarino italiano e integrante do conselho de administração da instituição.

Di Dio esteve pela primeira vez no Brasil durante o Festival de Dança de Joinville e sua presença teve uma missão que pode se tornar importante para os artistas brasileiros: conhecer o evento, observar seus talentos e estudar caminhos para uma colaboração com instituições norte-americanas.

Antes de falar sobre essa possível ponte, entretanto, ele fez questão de explicar por que o Baryshnikov Arts não deve ser confundido com uma escola ou companhia de balé.

“A missão do centro é proporcionar oportunidades para diferentes formas de arte e para artistas que precisam desenvolver uma ideia ou um trabalho.

Podem ser coreógrafos, atores, diretores, músicos ou outros criadores. Nós oferecemos espaço e condições para que eles consigam reunir esse trabalho e sair de lá com alguma coisa sólida”, afirma.

É uma continuação coerente da trajetória de Baryshnikov. Depois de uma carreira que atravessou o Kirov, o American Ballet Theatre, o New York City Ballet, o cinema, o teatro e a dança contemporânea, ele passou a empregar seu prestígio na criação de oportunidades para outros artistas.

Aos 78 anos, permanece fundador e diretor artístico do centro e, segundo Di Dio, acompanha os projetos, conversa com os residentes e compartilha sua experiência.

“Misha ama as artes de coração. É inspirador vê-lo envolvido, conversando com os artistas, contando sua história e continuando tão relevante para o mundo atual.

É fácil pensar nele apenas como bailarino e ícone da dança, mas é importante que o mundo conheça também essa organização que ele criou. Esse é o seu legado.”

A própria trajetória de Carlo Di Dio ajuda a explicar por que ele foi chamado para participar dessa construção. Formado pela Escola de Balé do Teatro San Carlo, em Nápoles, ele dançou em companhias italianas e norte-americanas, tornou-se primeiro bailarino na Califórnia e dividiu o palco com nomes importantes da dança internacional.

Quando decidiu deixar a carreira, não seguiu o caminho mais previsível de se tornar exclusivamente professor, ensaiador ou diretor artístico.

Di Dio estudou administração, concluiu um MBA e foi trabalhar com estratégia e consultoria na PwC. A mudança, que poderia parecer um abandono da arte, nasceu justamente do desejo de compreender por que algumas instituições sobrevivem e outras desaparecem.

“Não acho que exista algo mais bonito do que estar no palco e sentir o público, mas, com o tempo, percebi que também me inspirava criar as condições necessárias para que as artes cresçam e permaneçam.

A pergunta passou a ser: como construir uma organização artística capaz de oferecer oportunidades não somente durante uma temporada, mas por gerações?”, conta.

Foi por isso que ele entrou para a consultoria. “Muitas pessoas pensaram que eu havia deixado a dança porque queria trabalhar no mundo corporativo.

Na verdade, foi o contrário. Entrei para uma empresa global porque queria entender como grandes organizações operam, como as decisões estratégicas são tomadas, como elas se sustentam e quais modelos desenvolvem. Eu não deixei as artes. Apenas ampliei a maneira como poderia servi-las.”

O legado de Baryshnikov vai muito além da dança - Divulgação

Para Di Dio, a disciplina adquirida no balé continua determinando sua atuação. A dança lhe ensinou liderança, responsabilidade, adaptação e trabalho coletivo, qualidades tão importantes em uma sala de reuniões quanto diante de uma plateia. Também ensinou que talento, por maior que seja, não resolve tudo.

“Minha professora dizia: ‘Carlo, aonde você não conseguir chegar com as pernas, chegue com a cabeça’. Nunca esqueci essa frase. É preciso ser inteligente porque esse será o seu diferencial. Talento não basta.”

Em Joinville, ele encontrou muito talento, mas se impressionou especialmente com o investimento feito para que crianças e adolescentes consigam desenvolvê-lo. A organização, a qualidade das escolas e o envolvimento das famílias revelaram uma estrutura que, em sua opinião, já pode dialogar com instituições internacionais.

O próximo passo será transformar essa impressão em um plano concreto. Entre as alternativas discutidas estão intercâmbios, cursos intensivos nos Estados Unidos, residências para coreógrafos e a vinda de artistas e professores ao Brasil.

As dificuldades atuais para a obtenção de vistos norte-americanos podem interferir no formato, mas não eliminam a possibilidade de colaboração.

“Vamos analisar onde existe alinhamento e qual é a melhor maneira de oferecer essas oportunidades. Gosto do termo parceria porque ela precisa ser uma relação de 50 a 50, com riscos e benefícios para os dois lados”, explica.

Ainda é cedo para anunciar um projeto, mas a presença de Di Dio em Joinville já estabeleceu o primeiro contato. Se a ponte avançar, ela poderá aproximar jovens artistas brasileiros não apenas do nome Baryshnikov, mas daquilo que ele decidiu construir depois de se tornar uma lenda.

Afinal, preservar a cultura não significa somente guardar a memória dos grandes artistas. Significa criar as condições para que os próximos consigam existir.

“Precisamos fazer o mundo entender que a cultura é indispensável”, resume Di Dio. Essa talvez seja a ideia que melhor explique o Baryshnikov Arts e também por que a aproximação com Joinville pode ser tão importante.

Cinema Correio B+ - Especial

VMA 2026 reúne Madonna, Taylor Swift e uma nova voz do pop

Entre homenagens e estreias, a premiação celebrou quem criou suas imagens.

28/09/2026 09h00

VMA 2026 reúne Madonna, Taylor Swift e uma nova voz do pop

VMA 2026 reúne Madonna, Taylor Swift e uma nova voz do pop Foto: Divulgação

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Madonna abriu o VMA 2026 ao lado de Sabrina Carpenter e Charli xcx, 23 anos depois de sua última apresentação na premiação. Taylor Swift encerrou a noite recebendo o prêmio de vídeo do ano. Entre uma e outra, a cerimônia de domingo (27), em Los Angeles, encontrou tempo para lembrar Dolly Parton, George Michael e Nirvana, além de apresentar ao grande público uma cantora que talvez ainda não estivesse em seu radar: Sienna Spiro.

A volta de Madonna era o acontecimento mais aguardado. Desde “Like a Virgin”, na primeira edição do VMA, em 1984, ela entende o palco e o vídeo como lugares para contar histórias, criar imagens e provocar reações.

Sua abertura com Sabrina e Charli tornou visível uma influência que atravessa gerações. Madonna também foi a maior vencedora da edição: conquistou sete prêmios, entre eles artista do ano e melhor álbum por Confessions II. Três troféus foram anunciados durante a transmissão.

Taylor saiu com vídeo do ano por “The Fate of Ophelia” e melhor direção por “Opalite”. Recebeu ainda o primeiro Artist Director Honors, concedido por sua trajetória atrás das câmeras, e aproveitou o palco para estrear “Patient Zero”, seu novo videoclipe, com Dakota Johnson e Colin Farrell.

Se Madonna ajudou a estabelecer o videoclipe como um acontecimento cultural, Taylor conhece sua vida depois da estreia: cada detalhe se torna uma conversa com os fãs, que voltam às imagens em busca de novas interpretações.

Uma das homenagens mais emocionantes foi dedicada a Dolly Parton, morta em agosto. A apresentação começou com imagens da própria cantora interpretando “I Will Always Love You”. Kacey Musgraves entrou acompanhando os últimos versos e assumiu a canção que Dolly escreveu e gravou em 1974, décadas antes de ela ganhar outra vida na voz de Whitney Houston.

Mais tarde, ao receber o prêmio principal, Taylor também dedicou sua vitória a Dolly. A homenagem, assim, continuou presente até o fim da cerimônia.

O tributo a George Michael percorreu diferentes momentos de sua carreira. Sombr abriu com “Faith” e “Father Figure”, RAYE cantou “I Knew You Were Waiting (For Me)”, parceria original de Michael com Aretha Franklin, e Teddy Swims ficou com “Careless Whisper”.

A surpresa veio no encerramento: Adam Lambert apareceu para cantar “Freedom! ’90”. Em vez de confiar uma obra tão variada a uma única voz, o VMA reuniu artistas de estilos distintos para mostrar quantas portas George Michael abriu no pop.

O Nirvana recebeu o Video Vanguard das mãos de Chuck D, do Public Enemy. Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear subiram juntos ao palco, mas não tocaram. A ausência de uma apresentação musical deu outro peso à homenagem: as imagens e a lembrança de Kurt Cobain ocuparam o espaço que uma reunião da banda jamais poderia preencher.

Novoselic falou da autenticidade que, para ele, ainda aproxima o Nirvana de novas gerações e recordou Cobain como um artista único.

Em meio a tantos nomes consagrados, Sienna Spiro ganhou o prêmio de artista revelação. A britânica cantou “Great Expectation” sobre um enorme toca-discos, começando de maneira contida antes de deixar a apresentação crescer com o acompanhamento da banda.

O troféu lhe deu visibilidade; a performance mostrou por que valia a pena prestar atenção nela. Lisa, por sua vez, venceu a categoria pop e levou ao palco um número de grande escala.

Apresentado por Snoop Dogg, o VMA passou boa parte da noite olhando para os artistas que marcaram sua história. Fez sentido: a própria premiação cresceu graças ao poder das imagens de Madonna, George Michael e Nirvana. Mas a presença de Sienna lembrou que celebrar esse passado só tem graça se ainda houver espaço para alguém subir ao palco e começar sua própria história.

diálogo

Otimista que só, observador do cenário político tem dito em rodinhas... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta segunda-feira (28)

28/09/2026 00h01

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François Guizot - político francês

"Nada é tão nocivo para os povos do que se darem por satisfeitos com meras palavras e aparências”.

Felpuda

Otimista que só, observador do cenário político tem dito em rodinhas de conversa que, a continuar no atual ritmo, o governador Eduardo Riedel vai nocautear os seus adversários “ainda no primeiro round”, numa referência ao primeiro turno das eleições, no dia 4 de outubro. Complementando seu palpite, o “futurólogo” ainda tem afirmado: “E de lambuja, a direita de Mato Grosso do Sul ainda vai ter duas cadeiras no Senado para chamar de suas”. É esperar para ver...

Sem culpa

A senadora Soraya Thronicke, que era de direita e se “converteu” à esquerda, declarou que não se arrependeu de ter votado em Jair Bolsonaro para presidente da República. Mas hoje está de mãos dadas com o presidente Lula, “atirando” na família Bolsonaro.

Mais

Ela sabe que é rejeitada pelos bolsonaristas e, por isso, sua reeleição corre risco. Sem contar que alguns líderes da esquerda não apoiam sua candidatura. Para justificar a mudança, ela afirma: “Eu posso até mudar de calçada, mas não mudarei de rumo”. Então, tá!...

Scheila Canto com seu filho Pedro Canto Cruz
Taynara Rayssa Martinez

"Pobrinhos"

Os candidatos, com conta bancária recheada que só, procuram sensibilizar o eleitor afirmando que eram pobres e com muita luta venceram na vida. Um diz que foi engraxate, vendia picolé, mas, se for verificar atentamente o histórico familiar, não tem nadica de nada de pobre. Os pais eram abastados. Já outros saíram fácil, fácil e “milagrosamente” da pobreza para se tornarem ricos. É cada uma!

No foco

O PP tomou decisão pela neutralidade na corrida presidencial, mas o governador Eduardo Riedel, que é do partido, contrariou a orientação partidária e entrou de corpo e alma na reta final da campanha de Flávio Bolsonaro. Riedel se uniu ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para gravar vídeo com Flávio. A ideia é mostrar que há união de forças.

Desafio

As urnas vão atestar se ainda funciona a velha e manjada estratégia de aparecer em vídeos e fotografias ao lado dos principais candidatos à majoritária, pedindo apoio ao eleitorado na propaganda eleitoral de rádio, TV e redes sociais. A maioria deles deixou o corpo a corpo de lado em troca do minuto de glória ao lado de nomes de peso da política. Afinal, por que gastar sola de sapato se dá para pegar carona na foto? Neste caso, o voto é o senhor da razão. Literalmente.

Aniversariantes

  • Mônica Morais Dias Riedel,
  • Denner de Barros Mascarenhas Barbosa,
  • Simone Ramos Flores Bonatto,
  • Milton Insuela Pereira Júnior,
  • Aparecida de Almeida,
  • Antônio Carlos Albergueti Garcia,
  • Adélia Leico Shimabucuro,
  • Edson Kassar,
  • Elzi Terezinha Garcia Corrêa,
  • Dr. Francisco Gerardo de Sousa,
  • Vilma Marilda de Oliveira,
  • Marlene de Fátima Nazário Botelho,
  • Wilson Baruki,
  • Emerson de Jesus,
  • Luana Ribeiro Rodrigues,
  • Wellyngton Pereira Borges,
  • Silvia Regina da Silva Roberto,
  • Carlos Alfredo Lanteri,
  • Giulia Menezes de Mendonça,
  • Luiz Vieira de Albuquerque,
  • Bianca Ujacow Martins Fachin,
  • Carmem Batista Medina,
  • Mara Elisa Navacchi Caseiro,
  • Michele Ferzeli,
  • Venceslada Bogarim Lopez,
  • Antônio Andréa Rodighero,
  • João Gabriel Merlin,
  • Jackeline Antunes Malavazi,
  • Oscar Mohr,
  • Haroldo Vilhalva,
  • Maria Madalena da Silva,
  • Dr. Jonh Kleber Vendramini Duran,
  • Rilton Silva Durães,
  • Fernanda Charbel Sontag,
  • Leopoldina Jornada Freitas,
  • Eraldo Jorge Leite,
  • Gil de Carvalho,
  • Whelton Borges,
  • Carlos Alberto Pereira,
  • César Augusto de Medeiros Baréa,
  • Sandra Rafaela Davanço,
  • Renata Esteves Moraes,
  • Ilvo Dalbosco,
  • Wilson Marques,
  • Edson Paulino Alves,
  • Dr. Marcos Rogério Covre,
  • Adriana Talgatti,
  • Renilda Epifania de Brito,
  • Paulo Afonso Teixeira Machado,
  • Silvestre Castilho Lopes,
  • Eduardo Mongelle de Araujo,
  • Raquel Mongelle de Araujo,
  • Leni Coelho de Almeida,
  • Wenceslau Rivarola,
  • Tereza Cristina Fragelli,
  • Dr. Sanur Bomor Maro,
  • Alexandre Pequim,
  • Marcela Roman Armôa,
  • Roberto Carlos Marsura,
  • Venceslau Brás de Souza Álvares,
  • Jorge Luiz dos Santos,
  • Maria Paula Simões,
  • Bruno Passos Dantas,
  • Maria Neimar Amaro Motta,
  • Joel Ferreira da Cunha,
  • Paulo Washington Seminate Sboggio,
  • Elísia Farias Ferreira da Silva,
  • Margareth Rezek,
  • Osvaldo José Portolese,
  • Renato Karol Dias de Souza,
  • José Carlos Dias Neto.,
  • Rosa Gomes da Silva,
  • Lincoln Buermeister,
  • Dr. Pedro Altamir Pereira,
  • Eunice Nakasone Ferreira,
  • Valdir Isidoro de Souza,
  • Antônio Carlos Videira,
  • Deomedes de Rezende,
  • Jurandir Rocha,
  • Weruska do Couto Gonçalves,
  • Gislaine Rocha e Silva,
  • Sônia Maria Martinez Penitente,
  • Armando Gomes Santana,
  • Luiz Eduardo Brandão da Cruz,
  • Surama Fuad Abdulahad,
  • Cleide de Fátima de Campos Baird,
  • Dra. Margareth Keisy Ramos Belmonte Pessini,
  • Luis Manoel Moreira,
  • Alex Augusto Derzi Resende,
  • Ana Carolina Teixeira Bentivóglio,
  • Rodrigo Sperancin Lopes,
  • Bruna Santos Assad,
  • Pietra Andrea Grion,
  • João Marcelo da Cunha,
  • Camilo de Medeiros Guimarães,
  • Ralph Gren de Oliveira,
  • Carlos Alberto da Silva Penteado,
  • Cinthia Giselle Gonçalves,
  • Evelyn da Cunha Graeff,
  • Paulo Illas Tognini Alves,
  • João Pedro Murano Borges,
  • Sérgio Dressler Buss,
  • Roseli Peripoli Pereira,
  • Carlos Eduardo Lotfi da Costa,
  • João Kiataki Sobrinho,
  • Carmem Cristina Ivantes Lucca,
  • Marcelo Bacchi Corrêa da Costa,
  • Regina Célia Marchori,
  • Suzana de Paula Bottarro.

* Colaborou Tatyane Gameiro

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